domingo, outubro 31, 2010
I am waitin' 'til I don't know when,
cause I'm sure it's gonna happen then.
Time keeps creepin' through the neighborhood,
killing old folks, wakin' up babies
just like we knew it would.
All the neighbors are startin' up a fire,
burning all the old folks the witches and the liars.
My eyes are covered by the hands of my unborn kids,
but my heart keeps watchin'
through the skin of my eyelids.
They say a watched pot won't ever boil,
well I closed my eyes and nothin' changed,
just some water getting hotter in the flames.
It's not a lover I want no more,
and it's not heaven I'm pining for,
but there's some spirit I used to know,
that's been drowned out by the radio!
They say a watched pot won't ever boil,
you can't raise a baby on motor oil,
just like a seed down in the soil
you gotta give it time.
[este concerto só podia ser cancelado. faz parte, tudo faz parte]
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tired
Há coisas que não vale a pena fazer de conta que não doem, porque doem - e muito.
E eu detesto, detesto, detesto, quando os amigos se vão embora.
(& tantas partidas já)
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sexta-feira, outubro 29, 2010
" >>
Magoito, últimos dias de praia.
para desanuviar o sabor a outono - e que, confesso, me está a saber tão, oh tão bem. :D
quinta-feira, outubro 28, 2010
quarta-feira, outubro 27, 2010
OE for dummies
Pois é. Os srs. do Orçamento tb viram isto, e agora olha.
Rrring rrriing.
- Mr. Steps Rabbit (Passos Coelho), it's for you!
- Ma na ma nah!
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a state of affairs
ontem à noite. na verdadea foto foi tirada há dois dias atrás. mas se calhar podia ser hoje também - ou assim.
here's to you, kid!
Eu bem sabia porquê.
E é tão bom quando regressam e voltam a estar presentes na minha vida.
Que bom, que bom, que bom.
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terça-feira, outubro 26, 2010
a teenager em mim*
Se calhar é isso.
Se calhar é por isso que adoro passar uma tarde de domingo a ir levar supplies a alguém, ou seja, livros e o computador cheio de música e filmes, e trocar tantas coisas, trazer música, trazer filmes, trazer ideias, muitas coisas. Sobretudo falar delas, que bom (que posh, eu sei, mas é tão bom).
Por isso é que adoro quando na caixa tenho um mail que diz Marca na tua agenda, vais a este concerto no dia X, já tenho o teu bilhete comigo. e a reboque ainda vêm tantas outras sugestões.
É o sabor da novidade, talvez. Se calhar alguns de nós nunca crescem (amadurecem? ...?) e eu serei uma dessas pessoas. Mas bom, se for assim, então que assim seja. E já que me traz tantos dissabores (será mesmo disso ?), esta parte é mesmo uma delícia (por exemplo). Por isso, let it be. Amen.
*das fremde in mir, que afinal pode não ser tão fremde after all.
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segunda-feira, outubro 25, 2010
foge foge bandido
É quase impossível isto ser tão bom, é quase impossível existir mesmo: Manuel Cruz 4 ever.
tenho saudades tuas
isso eu sei porque eu sinto no meu
peito esta ruas
nunca imaginei um amor assim
e agora até ficou real
mas isso trouxe coisas atrás
no momento de uma decisão percebes
tudo o que o presente faz
mesmo querendo ter alguém eu quero
ter-me a mim
mas meu amor, meu amor
nenhum de nós deixará de ser real
passo por essas ruas
isso eu sei porque eu sinto ter ainda
no meu peito coisas tuas
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domingo, outubro 24, 2010
we used to wait
Por outras palavras, ou de como tudo tinha tão mais magia antes de se poder googlar alguém.
I used to write,
I used to write letters I used to sign my name
I used to sleep at night
Before the flashing lights settled deep in my brain
But by the time we met
By the time we met the times had already changed
So I never wrote a letter
I never took my true heart I never wrote it down
So when the lights cut out
I was left standing in the wilderness downtown
Now our lives are changing fast
Now our lives are changing fast
Hope that something pure can last
Hope that something pure can last
It seems strange anekatips
How we used to wait for letters to arrive
But what's stranger still
Is how something so small can keep you alive
oooo we used to wait
oooo we used to wait
Sometimes it never came
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sábado, outubro 23, 2010
pequenas revoluções
& de tijolinho em tijolinho, a malta cultra junta-se e imagina & o mundo pula e avança.
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faz-me favas com chouriço
Em época de direitos das mulheres (a minha, académica e internacionalmente falando), aqui fica um verdadeiro hino.
& do
"- Não sei viver sem ti, amor, não sei o que fazer...
- Faz-me favas com chouriço, que é o meu prato favorito"
ao
"e nem toco a secretária, que é tão boa"
nem sei por onde começar. priceless! :D
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Extra! Extra!
Por motivos

Global Governance and the New Wars - The Merging of Development and Security, by Mark Duffield
(Des)embrulha e vai buscar.
(Que é como quem diz "Faz o download & imprime").
O começo já quase a sério, a começar a jogar em casa. Let's see.
No entanto, e por coisas que eu cá sei, deste fim de semana não passa. Ouch. :s
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quinta-feira, outubro 21, 2010
(em jeito relato de futebol ou novela das sete)
Detectives arrumados, um novo livro é preciso.
Aberta a sondagem e fechada vários segundos depois, por sugestão anterior, o eleito: A La Recherche du Temps Perdu, venha o Proust.
É de monta, mas vamos lá (tentar). E como dizia ontem, depois do 2666 a dimensão de um livro é coisa que se altera substancialmente.
Na Fnac não havia o 1.º volume, ficou encomendado. Entretanto, veio mais um Roth, Everyman & "Os Cús de Judas", Lobo Antunes dos antigos que os recentes não se têm dado comigo (ou eu com eles).

Para entreter, nestes ficamos. Quanto à empresa maior, a ver quando começa (& no meio outra tamanha para "resolver" - ouch).
"So it’s a relief to open Everyman, which at 192 pages feels like an attempt at something else entirely: a small-scale universality."
The New York Magazine Book Review
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mapas
Mesmo os ambientes mais hostis podem ser grandes escolas: de guerrilha, manipulação e guerra suja, sobretudo. Está lá tudo.
Bastaria um bloco de notas, mas já nem é preciso apontar. Mentalmente, é mapeá-las depois quando surgem: e já nem uma me falha.
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foge foge bandido
Vê que o meu coração ainda salta
Quer e julga ser capaz
Não o faça por meus medos
Faça nos dedos
E eu fico para ver o que ele faz
Sem imaginar o que eu não fiz
À espera de viver
by Manuel Cruz, sem comentários, Borboleta
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quarta-feira, outubro 20, 2010
RIP Detectives Selvagens
Uf, buf.
Começado em Abril, & no meio de tantas peripécias, eis que finalmente chega ao fim (sim, o pleonasmo faz total sentido).
Em jeito de conclusão, nada como voltar ao início.
& não sei se sou eu que ultimamente ando demasiado focada, se é mesmo uma pontaria dos diabos.
Começa com o fulgor da juventude, que se lê de um fôlego, e onde o céu é o limite. E quem não foi já um real visceralista ou qualquer coisa parecida?
Depois a coisa esmorece, esmorece... (idade adulta dixit?) e meti uns quantos livros, dignos desse nome, pelo meio.
Eis que a "acção" só retoma verdadeiramente... quando começa a decadência.
Pergunta: temos, então, uma cronologia com sentido? É mesmo tudo assim?
O livro fecha de forma irónica (não, não vou contar) e zás!, é um murro no estômago.
Como dizia o outro, life is what happens to you whyle you're busy making other plans.
Ou, citando o próprio Bolaño:
Frase de fecho da personagem Laura Jáuregui, após três páginas completas de diário.
& (re)citando:
Comecei a suspeitar de que talvez a busca deles não fosse por Cesárea e que talvez inclusive eles não fossem os protagonistas, que o livro não fosse sobre eles em última instância.
Henrique Dimitri
Amen.
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segunda-feira, outubro 18, 2010
Fim de Festa
Podia ser assim - mas não foi.
No entretanto, vou só ali (ao frio) e já volto.
Até já.
Performance - O lugar que o corpo ocupa - Nós Coletivo
Casa do Brasil de Lisboa
www.casadobrasil.info
Cello
Concerto após exibição da curta-metragem - A Obra - de Susana Palmerston e Katia Pereira
www.casadobrasil.info
quinta-feira, outubro 14, 2010
drawing
É possível ter pelas pessoas, digo, por alguém, um fascínio abstracto?
É.
E é esta a ideia de fim de dia.
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[É por isto que eu gosto tanto deles]
Atendo o telefone. Do lado de lá um austríaco. Pergunta-me sobre o que há-de falar, num tema para o qual se auto-propôs (!).
- De que devo falar?
- .... Hmmm, o tema é (...).
- Sim, mas devo fazer mais a abordagem X ou Y?
- Bom, eu diria ambas.
- Sabes estás a ficar cada vez mais austríaca.
- É? Bom, vou tomar isso como um elogio.
- Vês?, isso foi austríaco outra vez.
& depois ainda me pergunto por que às vezes equaciono ainda haver uma probabilidade, uma merazinha, um resquício de hipótese de não os detestar, de forma desprezível, a todos.
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quarta-feira, outubro 13, 2010
Isto é que é descrição, caramba
"A personagem principal, escritora expatriada que chega a Lisboa apostada em seduções e aventuras, é uma burguesa consumista e culta que usa iPhone e iPod, lê Bolaño e Roth, ouve os XX, fuma erva e traz muitos pares de calcinhas na bolsa, faz do Bairro Alto o seu Leblon, é tão estilosa que cansa, tão boazona que desentumesce."
Pedro Mexia, sobre Transa Atlântica (pescado daqui)
& há tanta coisa engraçada aqui.
(embora, pronto, duvide sempre um bocadinho deste tipo de "livros". Por exemplo.)
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rainy umbrella
coimbra b
poesia entre a chuva e a tempestade
respirar
o conforto a norte
e o vazio das horas em trânsito
terça-feira, outubro 12, 2010
o ruído subliminar do universo
Só agora me apercebo: a cada dia estamos expostos a doses incomensuráveis de ruído.
Podem começar logo de manhã (ou ainda durante a noite, se tivermos azar) e seguem-nos durante todo o dia. Pode haver, por exemplo, todo um dia em que eles continuem, mudando, mas sem cessar.
Um dia inteiro sem ter a sensação do silêncio: sem ruído absolutamente nenhum.
Está a matar-me.
Eu não sabia que isto existia.
Acordar com martelos pneumáticos e é já uma moinha que se instala e corrói. Depois a manhã até foi calma, na esperança que o corroer parasse. Eis que, na brilhante ideia de desanuviar, se almoça nas Docas - pois, precisamente debaixo da ponte. Exacto: do ruído, quem se lembrou? Mas ali o ruído é coisa que não cessa (então quando passa o comboio...).
- É o ruído subliminar do universo! - dizia um dos comensais sobre o facto de, ao estar a ficar surdo, começar a ouvir um ruído persistente. Foi a forma que encontrou de o relativizar...
- Do outro lado da ponte há um seminário muito bonito, mas o ruído da ponte é constante. Se calhar também é o som persistente de Deus...
A sensação é horrível, entranha-se nos nervos e destrói. Depois é o massacre (ia a escrever "silencioso", que ironia) e não há nada a fazer. O meu dia está arruinado e eu só preciso de fugir - para um sítio onde haja silêncio total.
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still Coimbra B
amo de paixão a lumix, mas fotografar com uma máquina a sério tem que se lhe diga.
e até eu, que não sei - nem gost(ava) - de fotografar a preto e branco, agora deu-me pra isto.
segunda-feira, outubro 11, 2010
Coimbra B
uma imensa tempestade
um arco-íris a pairar
& a caminho do conforto, um pouco, um pouco mais para cima.
up in the air
Ryan Bingham: So, did you wake him up or slip out?
Natalie Keener: What?
Ryan Bingham: This morning. Your new friend. Did you wake him up for an awkward goodbye or did you just slip out and make him feel like a whore?
Natalie Keener: [confused] I just left.
Ryan Bingham: Protocol's always tricky.
Being Ryan Bingham = George Clooney. Torna tudo muito mais.... hmm.
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very detectives selvagens
Os homens de espírito dão-se bem com quem os faz infelizes.
Agustina Bessa-Luís, Memórias Laurentinas, Guimarães, p.199., via aqui.
& o meu comentário ia ser "mas de modo algum isto é exclusivo dos homens, esta frase não devia ter género".
eis que reparo em "homens de espírito" - e fica a dúvida.
pode ser "homens de espírito" no sentido "homens espirituosos", mas também pode ser muito bem outra coisa. "homens de espírito" assim aqueles que nasceram outra coisa mas que no fundo são, no fundo pensam como homens.
aí sim, talvez (repito talvez) esta frase pudesse ter género - um que é falso e que não é.
(aqui tinha a deixa para meter a frase de hoje: às vezes até me acho feminista, e acho que no fundo sou, mas depois vejo as feministas e elas estragam tudo.)
mas a frase de cima é sem dúvida verdade. e muitas coisas, e os Detectives que chegaram ontem, finalmente , à página 300 (se em Abril já iam na 136, oh well, deve querer dizer qualquer coisa.)
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por estas e por outras é que muita coisa
O Parlamento é uma escola fundamental. Mas em contraponto pode ser um clube endogâmico e centrípeto, que puxa mais para dentro do que para fora. Todos os Parlamentos são um pouco assim: uma forma de desligar os representantes dos representados e de os aproximar do Estado. No fundo, uma forma de criar um consenso artificial quando, por vezes, os verdadeiros consensos só se atingem pelo dissenso.
Fernando Rosas, ao Público
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coming from
Bof.
Começo a duvidar que ainda goste de viajar. Quer dizer, eu gosto. Mas as horas todas em trânsito gastam-me. Cada vez tenho menos energia para enfrentar aquele void que o estar em trânsito implica.
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quinta-feira, outubro 07, 2010
nonsense de fim de #&$%/& dia
nonsense para acabar o dia. & agora que o filme aí está no cinema (ui, que título terrível!!).
mas bom, e ainda que neste registo, Scamarcio será sempre Scamarcio.
Vem este da lista youtube italian soundtrack. Yuhuu! lol
no fim do dia
E a pergunta que se impõe é: at the end of the day, o que é que tudo isso importa?
[a resposta, por pudor, abstenho-me de a
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quarta-feira, outubro 06, 2010
Mother Dear
It was not that long ago it first occurred to me
That my mother was a person in her own right
Lindíssima.
& ontem foi uma boa surpresa, ao encontrá-la no disco externo (juntamente com tanta outra coisa, oh!).
& agora, para além de pensar obviamente logo na minha (ontem estava a ouvir e ela ali, foi tão bom), vai direitinha para duas mamãs-coragem que eu tão bem conheço, M. & S.. Lindas, elas também. :)
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segunda-feira, outubro 04, 2010
o turno da noite - cashback

Ben Willis: There is an art to dealing with the boredom of an 8-hour shift. An art to putting your mind somewhere else while the seconds slowly tick away. I found that all the people working here had perfected their own individual art.
Ben Willis: I read once about a woman whose secret fantasy was to have an affair with an artist. She thought he would really see her. He would see every curve, every line, every indentation and love them because they were part of the beauty that made her unique.
Ben Willis: Once upon a time, I wanted to know what love was. Love is there if you want it to be. You just have to see that it's wrapped in beauty and hidden away in between the seconds of your life. If you don't stop for a minute, you might miss it.
O Turno da Noite - Cashback.
Uma surpresa e das boas. E não me importaria de re-ver.
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up
Something is about to give
I can feel it coming
I think I know what it means
...
(eu sei, eu sei, está dois posts abaixo. mas há coisas que. sobretudo em alturas que. isto - e calhou a primeira, e foi logo a pior. esta.)
to bear in mind
aproveitar as pessoas logo, imediatamente, desde o início, porque depois elas vão embora.
(& a contabilidade engrossa.)
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sexta-feira, outubro 01, 2010
Kunsthaus Wien
Kunsthaus Wien - Hundertwasser Museum
I was looking at the pictures. and then, when i looked at you and at your beautiful dress, it seemed you were part of this, you fit in here perfectly.









