segunda-feira, março 02, 2015

# das coisas tristes e bonitas

   
Hai un tiempo para nacer i un tiempo para un se morrer.
L'alma nun puode bolar pa l cielo. Senó, cumo podien nacer cousas nuobas? Essa ye la rucerreiçon de las almas: son bidas nuobas. Son bichicos, arbicas i todo l que bibe.
Ye por esso que fázen mui mal an anterrar las pessonas ne l semitério: habien de las anterrar pul campo para ajudar las almas a nacer. Assi, Dius, seia quien fur, ten muito mais trabalho.

Amadeu Ferreira
RIP

quarta-feira, junho 18, 2014

Ler, ouvir, escrever

 



Na revista Cabo dos Trabalhos sai este meu artigo
os meninos Brass Wires Orchestra lançam finalmente o álbum Cornerstone (clicar para ouvir).
& neste mindset e bom humor, tento, literalmente, despachar um capítulo.
              

domingo, abril 27, 2014


rilke: o último poema

sejas por fim a última, tu, como
dor incurável no corpo assim tecido:
na alma ardia e vê que me consumo
em ti; de há muito havia resistido
a lenha às chamas em que te devoras,
mas hoje me alimento e ardo em ti.
meu brando ser em teu irar pioras,
fazendo-o ira do inferno e não daqui.
puro, em descuido, e do porvir liberto,
subi à turva pira do sofrer,
de não comprar quaisquer futuros certo,
no coração, de carga a emudecer.
sou esse a arder desfigurado assim?
lembranças não me invadam mais agora.
ó vida, vida: estar lá fora.
em chamas vou. ninguém saiba de mim

Vasco Graça Moura, Poemas com Pessoas


[também há coisas assim. de não haver simpatias (para usar um eufemismo), de nem se gostar da escrita. de ter um livro parado tanto tempo na estante e de repente este poema assim. já foi há tantos anos tudo isto e poema salta logo assim. ironia das ironias, o poema voltar a ser aplicável em pleno. que poema. que ironia tudo isto. rip.]
      

sexta-feira, abril 11, 2014

[na pedra]

   
Não sei se as conclusões nos fazem a nós, se nós as fazemos consoante o tempo presente.
Cada vez mais, o que há a fazer é amar até quanto se possa nesta vida, que é tudo o quanto se leva e o que vale a pena quando olhamos para trás.
Amen.
   

quarta-feira, abril 02, 2014

Cidades à beira da água

 


Ice blocks are (not) forever. Wonderful cities are - esp. as seen from the islands. 

sábado, março 29, 2014

I need the darkness, someone please cut the lights

            
    
Postcard, #1.
And it does feel like a song indeed.
    

quarta-feira, março 26, 2014

48ºN, -10ºC

         
Nas terras longínquas e frias do norte do planeta.
Parece dentro de um filme o estar aqui.

Ps-e sim, na foto da esquerda o que se vê são barcos, agora presos numa imensidão de gelo.
Na 2.ª percebe-se a escala. E sim, na 3.ª, e à mesma escala, são flutuantes placas de gelo...
 

sexta-feira, janeiro 24, 2014

2014

 
Querido 2014,
Sem rodeios: está a ser fantástico.
Mesmo que nos dias que faltam não acontecesse mais nada, a média está superada em modo "montanha".
So não sei se será um ritmo compatível comigo, que já começo a ser uma senhora de idade algo avançada…
   

quarta-feira, janeiro 08, 2014

2014, still

   


Não sei se nós fazemos o ano, ou é o ano que nos faz a nós. No entanto, so far very very good & be very welcome 2014! :D Isto promete… ;)
               
Ground control to major Tom
Take your protein pills and put your helmet on
And I'm floating in a most peculiar way
And the stars look very different today
Here am I sitting in a tin can far above the world
Planet Earth is blue and there's nothing I can do
      

segunda-feira, janeiro 06, 2014

2014

 
Ia a escrever, lançada, "O ano em que este blog faz 10", mas na dúvida fui verificar e, ups!, fez mesmo 10 em 2013. O tempo passa (quase) sem se dar por ele…
    

sexta-feira, dezembro 20, 2013

[my mind, pictures]

 
Dou por mim a pensar que tenho saudades da minha bike.
Nas últimas semanas têm sido várias as sugestões e dou por mim a pensar: realmente, porque não?
Resolução pré-novo ano: não deixar o ano acabar sem lhe voltar a pegar.
Vale? Um dia de sol de inverno e já estou mesmo a ver o filme.
Agora é só pegar nela, limpar o pó, encher os pneus e… weeeee!
& até podemos levar a companhia do Garmin! :D
 
         

quarta-feira, dezembro 18, 2013

 
São cada vez menos frequentes, uso como adversativa, mas continuam igualmente perturbadoras.
Adversativa incluída, pondero de cada vez entregar o corpo à ciência, embora com a diminuição da frequência, acredite que ela se interesse cada vez menos por mim. Still.
Esta apanhou-me de surpresa, não me deixou dormir, indispôs-me o dia todo.
Como se em stand-by, como se em pause, enfim, como vemos naquelas imagens em que clicamos e ficam em fade, um dia em tons diluídos.
         

[river]

 

 
Em múltiplos possíveis formatos.
          

terça-feira, dezembro 17, 2013

[em tempo de]

 

 
Christmas carols, esta é para ouvir sem parar. *

segunda-feira, dezembro 16, 2013

sexta-feira, dezembro 13, 2013


A pergunta não me larga. Ela é: "Qual o clima propício à criação de elefantes?"
Assim como se de uma espécie de fungos, o que precisa de se gerar para que eles surjam e cresçam, se instalem e progridam? Como se nada lhes pusesse termo ou os fizesse regredir e eles crescessem sem fim. E isto não obstante houvesse outra espécie de clima a tentar coexistir…
   
     

quinta-feira, dezembro 12, 2013

river

       
Delicious.
      

[one day]

     


Because the mysteries in the wonders of the world
Are too hard
Are too hard
And someday we all be on our own
And you'll be too much
Too much

   

quarta-feira, dezembro 11, 2013

"O desporto faz bem à saúde"

   
A única conclusão a tirar é que quem profere esta frase claramente nunca se levantou do sofá.
O desporto faz bem a muita coisa, sem dúvida, e é fantástico sobretudo para a mente. Mas para o corpo… chega a ser de uma enorme violência.
Fico a pensar em tudo o que a corrida envolve, na disciplina que dita em redor e das penalizações (imediatas!) para qualquer incumprimento; no que me obriga, no que à volta disto tenho de fazer. Todo os mimos para a mente têm o seu preço e este não foge a isto. É fantástico, é verdade, mas não vem sem um custo.
Neste momento, por exemplo, hesito entre tratar o dedo do pé ou cortá-lo fora - houvesse mensurabilidade da dor em qualquer caso…
"O desporto faz bem à saúde"? Só à de quem não sair do sofá, e ainda assim...
# drama-running-queen mode: on!
   

segunda-feira, dezembro 09, 2013

[taboo]

 
Incrível a capacidade de criar taboos, alimentar elephnats in the room & manter as coisas assim. Onde, de coisas (provavelmente) bonitas, se constroem vazios.
(Ou se calhar porque não era mesmo nada disto.)