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& to cut a long story short:
Gostei da forma como o ano acabou. :) So may it last is my most deep hope.
Fingers crossed (also) to that.
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sábado, dezembro 31, 2011
Em dia de
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Em dia de resoluções, vale a pena ir ali até ao Rio, ao blog da Ana Lu. :) Nem mais! :D
Mas não vou desejar um ano perfeito. Sair de casa é ter enfrentar um dragão por dia.
(só para aguçar o apetite! ;))
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Em dia de resoluções, vale a pena ir ali até ao Rio, ao blog da Ana Lu. :) Nem mais! :D
Mas não vou desejar um ano perfeito. Sair de casa é ter enfrentar um dragão por dia.
(só para aguçar o apetite! ;))
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sexta-feira, dezembro 30, 2011
# Das coisas que importam
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Sobretudo nos tempos que correm, o que se vê mais por aí são "apostadores do totobola à 2.ª feira". Sabem tudo o que o futuro reservava, mas só depois de já ter passado - e muitas vezes de lhes ter passado por cima, deixando-os completamente à deriva.
Além disso, e sobretudo nos comentadores, é moda criticar o evidente naufrágio do barco, esquecendo o quão foram parte activa e interessada, ou seja, o quanto contribuíram para aquele desfecho da questão - e não obstante outros abundantes sinais de alerta quanto a isso, claro.
Assim é muito fácil. Sem ter a humildade de vir a campo fazer um mea culpa (mesmo que só parcial), a vitória eterna e retumbante é a única coisa que pode sempre restar.
Muito mais coragem exige vir, ainda que por momentos, jogar ao campo do adversário. Aí sim, já é outra a conversa, mas nem todos têm humildade suficiente e se atrevem a lá chegar.
É certo que pouco ou nada se pode fazer quanto a isso, talvez reste apenas constatar. [E talvez que para perceber isto não seja preciso tanto tempo quanto para fazer uma tese - ou talvez, quem sabe, sejam ambos fenómenos similares.]
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Sobretudo nos tempos que correm, o que se vê mais por aí são "apostadores do totobola à 2.ª feira". Sabem tudo o que o futuro reservava, mas só depois de já ter passado - e muitas vezes de lhes ter passado por cima, deixando-os completamente à deriva.
Além disso, e sobretudo nos comentadores, é moda criticar o evidente naufrágio do barco, esquecendo o quão foram parte activa e interessada, ou seja, o quanto contribuíram para aquele desfecho da questão - e não obstante outros abundantes sinais de alerta quanto a isso, claro.
Assim é muito fácil. Sem ter a humildade de vir a campo fazer um mea culpa (mesmo que só parcial), a vitória eterna e retumbante é a única coisa que pode sempre restar.
Muito mais coragem exige vir, ainda que por momentos, jogar ao campo do adversário. Aí sim, já é outra a conversa, mas nem todos têm humildade suficiente e se atrevem a lá chegar.
É certo que pouco ou nada se pode fazer quanto a isso, talvez reste apenas constatar. [E talvez que para perceber isto não seja preciso tanto tempo quanto para fazer uma tese - ou talvez, quem sabe, sejam ambos fenómenos similares.]
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quinta-feira, dezembro 29, 2011
The song of the old mother
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I rise in the dawn, and I kneel and blow
Till the seed of the fire flicker and glow;
And then I must scrub and bake and sweep
Till stars are beginning to blink and peep;
And the young lie long and dream in their bed
Of the matching of ribbons for bosom and head,
And their days go over in idleness,
And they sigh if the wind but lift a tress:
While I must work because I am old,
And the seed of the fire gets feeble and cold.
William Butler Yeats
Tanto tempo mais tarde, o Neil Hannon quase quase voltou a fazer uma canção sobre isto.
Sobretudo nestas últimas semanas, my most warm thoughts for both of them equal.
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I rise in the dawn, and I kneel and blow
Till the seed of the fire flicker and glow;
And then I must scrub and bake and sweep
Till stars are beginning to blink and peep;
And the young lie long and dream in their bed
Of the matching of ribbons for bosom and head,
And their days go over in idleness,
And they sigh if the wind but lift a tress:
While I must work because I am old,
And the seed of the fire gets feeble and cold.
William Butler Yeats
Tanto tempo mais tarde, o Neil Hannon quase quase voltou a fazer uma canção sobre isto.
Sobretudo nestas últimas semanas, my most warm thoughts for both of them equal.
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Tesouros desta cidade
Maná de poesia
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A Fnac Chiado voltou a ter as maravilhosas edições de poesia da Wordsworth.
Já lá vão os tempos, há poucos anos, em que passava regularmente pela Fnac para trazer um destes volumes para casa - qualquer que ele fosse, porque eram todos bons. Assim me vieram parar às mãos Irish Poetry, as obras do Oscar Wilde (depois de aguçada a imaginação pelos manuais de Penal da Teresa Beleza, claro) e os maravilhosos poemas da guerra do Walt Whitman - depois devidamente complementados por uma prática edição pocket do Leaves of Grass, na versão original (a da Relógio d'Água saiu a €30/cada, esta custou-me €8 or so).
Hoje o balcão da Fnac na literatura estrangeira era novamente um maná. Foi trazer, foi trazer e o há muito adorado Yeats veio para casa comigo. Damn bloody Irish, podia era ser um pouco mais uplifting. Mas continua lindíssimo...
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A Fnac Chiado voltou a ter as maravilhosas edições de poesia da Wordsworth.
Já lá vão os tempos, há poucos anos, em que passava regularmente pela Fnac para trazer um destes volumes para casa - qualquer que ele fosse, porque eram todos bons. Assim me vieram parar às mãos Irish Poetry, as obras do Oscar Wilde (depois de aguçada a imaginação pelos manuais de Penal da Teresa Beleza, claro) e os maravilhosos poemas da guerra do Walt Whitman - depois devidamente complementados por uma prática edição pocket do Leaves of Grass, na versão original (a da Relógio d'Água saiu a €30/cada, esta custou-me €8 or so).
Hoje o balcão da Fnac na literatura estrangeira era novamente um maná. Foi trazer, foi trazer e o há muito adorado Yeats veio para casa comigo. Damn bloody Irish, podia era ser um pouco mais uplifting. Mas continua lindíssimo...
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quarta-feira, dezembro 28, 2011
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subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba.
Nuno Júdice
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subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba.
Nuno Júdice
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A longa espera de Penélope por Ulisses
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Durante o dia ela tecia, e à noite secretamente desmanchava.
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Durante o dia ela tecia, e à noite secretamente desmanchava.
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terça-feira, dezembro 27, 2011
Novo (quase) hobby
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Hoje passei a manhã a tratar da costura.
Mas em Cascais, para ser chique, claro está! ;)
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Hoje passei a manhã a tratar da costura.
Mas em Cascais, para ser chique, claro está! ;)
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segunda-feira, dezembro 26, 2011
what will be (already is)
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Boys will be boys e aos três anos que há de melhor que uma pista de carros, ainda por cima de vários andares? (E com elevador e helicóptero, claro!)
Depois, ficou tudo ainda mais fácil. Com a madrinha ainda a recuperar da box, tocou ao pai e demais juntar as peças todas (ui, ui) até a indústria estar em total funcionamento. A seguir foi só brincar, pois claro!
[E a cada dia me espanto com a elasticidade (ou seja lá o nome que tiver) que o corpo pode ter e a sua capacidade de regeneração. O sofá, todo artilhado para a (esperada longa) quadra que o diga, ali esquecido, de lado - e as pernas ao fim do dia, que pese embora não pararam de andar. Again, my most deep wonder & respect to that.]
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Boys will be boys e aos três anos que há de melhor que uma pista de carros, ainda por cima de vários andares? (E com elevador e helicóptero, claro!)
Depois, ficou tudo ainda mais fácil. Com a madrinha ainda a recuperar da box, tocou ao pai e demais juntar as peças todas (ui, ui) até a indústria estar em total funcionamento. A seguir foi só brincar, pois claro!
[E a cada dia me espanto com a elasticidade (ou seja lá o nome que tiver) que o corpo pode ter e a sua capacidade de regeneração. O sofá, todo artilhado para a (esperada longa) quadra que o diga, ali esquecido, de lado - e as pernas ao fim do dia, que pese embora não pararam de andar. Again, my most deep wonder & respect to that.]
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# dos mistérios
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Papagaios de Lisboa, they say, e aparentemente só ao alcance dos menos distraídos.
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Papagaios de Lisboa, they say, e aparentemente só ao alcance dos menos distraídos.
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sexta-feira, dezembro 23, 2011
[Enquanto isso]
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Alguém chegou ao meu blog pesquisando por
"Eu quero desaprender, para aprender de novo".
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Alguém chegou ao meu blog pesquisando por
"Eu quero desaprender, para aprender de novo".
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sábado, dezembro 17, 2011
Fresco*
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E o termo "Grande Depressão" nunca antes me fez tanto sentido como agora. A carga negativa em tudo, o pensar duas vezes ou mais antes de gastar qualquer euro mesmo que eles (ainda) não nos faltem, a pesada incerteza geral quanto ao amanhã.
Ao mesmo tempo, parece que uma coisa vil e materialista como o dinheiro, a economia, saltaram de vez para o centro de tudo e tudo gira à volta disso, infelizmente (porque tem de ser, será, mas é triste).
Por isso algum mute nisto tudo seria bom, assim de tempos a tempos. Como a dizer "ok, sabemos que estamos mal, mas podemos parar de falar nisso a toda a hora, por favor?". Uma espécie de consolo mental, uma leveza, talvez.
*pessoa que não sei quem é, assumo, mas o vídeo está muito bonito.
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E o termo "Grande Depressão" nunca antes me fez tanto sentido como agora. A carga negativa em tudo, o pensar duas vezes ou mais antes de gastar qualquer euro mesmo que eles (ainda) não nos faltem, a pesada incerteza geral quanto ao amanhã.
Ao mesmo tempo, parece que uma coisa vil e materialista como o dinheiro, a economia, saltaram de vez para o centro de tudo e tudo gira à volta disso, infelizmente (porque tem de ser, será, mas é triste).
Por isso algum mute nisto tudo seria bom, assim de tempos a tempos. Como a dizer "ok, sabemos que estamos mal, mas podemos parar de falar nisso a toda a hora, por favor?". Uma espécie de consolo mental, uma leveza, talvez.
*pessoa que não sei quem é, assumo, mas o vídeo está muito bonito.
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saber: mais, vezes, menos
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Saber uma coisa. Se contarmos a alguém, mais do que a dividir, multiplicamo-la. Se não for boa, é quase a dádiva de uma maldade.
Em vez de um, são dois ou mais. Mas também é dividir: o peso de a suportar sozinh@. Aliviar a carga. É um direito, daqueles afectivos, talvez: eu quero saber certas coisas, ainda que, eu quereria que me contassem apesar de, por isso eu tenho de dizer, devo isso.
No final não sei que contas fazer. É como espalhar e contaminar, mas há coisas que são feitas para crescer com este cimento assim.
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Saber uma coisa. Se contarmos a alguém, mais do que a dividir, multiplicamo-la. Se não for boa, é quase a dádiva de uma maldade.
Em vez de um, são dois ou mais. Mas também é dividir: o peso de a suportar sozinh@. Aliviar a carga. É um direito, daqueles afectivos, talvez: eu quero saber certas coisas, ainda que, eu quereria que me contassem apesar de, por isso eu tenho de dizer, devo isso.
No final não sei que contas fazer. É como espalhar e contaminar, mas há coisas que são feitas para crescer com este cimento assim.
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sexta-feira, dezembro 16, 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Matera pura
...
Poesia sobre poesia pura indeed.
Vieram à procura da escuridão da noite para fotografar as esculturas, porque de dia este espaço quase bíblico, confinado, tem uma luz descontrolada. E o quase bíblico, aqui, está longe de ser um exagero.
Se há lugar que pode causar perplexidade a um escultor, ele é Matera. É um exemplo de milénios de uma civilização rupestre, de uma cidade que se esculpe na rocha, das cavernas mais simples de há nove mil anos aos palácios do século XVIII. Uma arquitectura que, em vez de adicionar, subtrai. É o que se vê nas quatro igrejas rupestres do Convicinio de Santo António, a que acedemos através de um pátio, depois de atravessar um arco-portão. São do século XII e XIII e a arquitectura românica, arcaica, ainda está, aqui e ali, coberta de frescos. Estão lá esculpidas absides inteiras, abóbadas cruzadas, pilastras, colunas e janelas. Estar dentro deste espaço, nota Rui Chafes, "é como estar no núcleo de uma pedra". Quem o fez foi capaz de "um gesto incrível, de avançar pela montanha". "Como uma formiga, construindo uma geometria, irregular, mas uma geometria."
No exterior, fora das igrejas e da pedra, ouve-se apenas o rio Gravina, que corre lá em baixo no vale, e que separa a cidade do Parque da Murgia Materana. Nessa colina em frente, estão duas peças que terão de ser fotografadas amanhã de manhã, diz Chafes a Alcino Gonçalves. Estão exactamente em frente ao "telescópio" assente sobre um dos muro do pátio das igrejas, aponta o escultor. O falso telescópio é um tubo, também em ferro preto, que "não é uma escultura", mas serve para orientar o olhar. "Está aqui tudo confinado na pedra. Mais de que um ponto de vista é um ponto de fuga. Deixa um caminho aberto."
Para continuar a ler aqui.
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Poesia sobre poesia pura indeed.
Vieram à procura da escuridão da noite para fotografar as esculturas, porque de dia este espaço quase bíblico, confinado, tem uma luz descontrolada. E o quase bíblico, aqui, está longe de ser um exagero.
Se há lugar que pode causar perplexidade a um escultor, ele é Matera. É um exemplo de milénios de uma civilização rupestre, de uma cidade que se esculpe na rocha, das cavernas mais simples de há nove mil anos aos palácios do século XVIII. Uma arquitectura que, em vez de adicionar, subtrai. É o que se vê nas quatro igrejas rupestres do Convicinio de Santo António, a que acedemos através de um pátio, depois de atravessar um arco-portão. São do século XII e XIII e a arquitectura românica, arcaica, ainda está, aqui e ali, coberta de frescos. Estão lá esculpidas absides inteiras, abóbadas cruzadas, pilastras, colunas e janelas. Estar dentro deste espaço, nota Rui Chafes, "é como estar no núcleo de uma pedra". Quem o fez foi capaz de "um gesto incrível, de avançar pela montanha". "Como uma formiga, construindo uma geometria, irregular, mas uma geometria."
No exterior, fora das igrejas e da pedra, ouve-se apenas o rio Gravina, que corre lá em baixo no vale, e que separa a cidade do Parque da Murgia Materana. Nessa colina em frente, estão duas peças que terão de ser fotografadas amanhã de manhã, diz Chafes a Alcino Gonçalves. Estão exactamente em frente ao "telescópio" assente sobre um dos muro do pátio das igrejas, aponta o escultor. O falso telescópio é um tubo, também em ferro preto, que "não é uma escultura", mas serve para orientar o olhar. "Está aqui tudo confinado na pedra. Mais de que um ponto de vista é um ponto de fuga. Deixa um caminho aberto."
Para continuar a ler aqui.
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segunda-feira, dezembro 12, 2011
[Do interesse da fuligem]
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'But who won't allow you,' put in the priest in a low voice, 'to own your own soot.'
Crook looked at him with an eye of interest and even respect. 'Does one want to own soot?' he asked.
'One might,' answered Brown, with speculation in his eye. 'I've heard that gardeners use it. And I once made six children happy at Christmas when the conjuror didn't come, entirely with soot -- applied externally.'
(Porque afinal a conversa segue.)
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'But who won't allow you,' put in the priest in a low voice, 'to own your own soot.'
Crook looked at him with an eye of interest and even respect. 'Does one want to own soot?' he asked.
'One might,' answered Brown, with speculation in his eye. 'I've heard that gardeners use it. And I once made six children happy at Christmas when the conjuror didn't come, entirely with soot -- applied externally.'
(Porque afinal a conversa segue.)
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[Ah, a fuligem!]
...
«Não quero que você fale assim», bradou a rapariga, que estava curiosamente animada. «Você só começou a falar assim desde que se tornou um horrível não-sei-quê. Sabe muito bem do que estou a falar. O que é que se chama a um homem que queira abraçar o limpa-chaminés?
«Um santo», disse o Padre Brown.
«Julgo», disse Sir Leopold, com um altivo sorriso, «que o que a Ruby quer dizer é um Socialista.»
«Um Radical não é um homem que só coma raízes», observou Crook, com certa impaciência, «e um Conservador não é um homem que faça conservas de geleia. Tão-pouco, garanto-lho eu, um Socialista é um homem que deseje uma noite de convívio social com o limpa-chaminés. Um Socialista é um homem que quer todas as chaminés limpas e todos os limpa-chaminés pagos por tal serviço.»
«Mas que não lhes permitirá», disse o Padre Brown em voz baixa, «serem donos da sua própria fuligem.»
G. K. Chesterton, As Estrelas Cadentes, in Os melhores contos do Padre Brown, trad. de Jorge Pereirinha Pires, Assírio & Alvim
(não resisti e copei, ipsis verbis, daqui - aka o cantinho das maravilhas)
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«Não quero que você fale assim», bradou a rapariga, que estava curiosamente animada. «Você só começou a falar assim desde que se tornou um horrível não-sei-quê. Sabe muito bem do que estou a falar. O que é que se chama a um homem que queira abraçar o limpa-chaminés?
«Um santo», disse o Padre Brown.
«Julgo», disse Sir Leopold, com um altivo sorriso, «que o que a Ruby quer dizer é um Socialista.»
«Um Radical não é um homem que só coma raízes», observou Crook, com certa impaciência, «e um Conservador não é um homem que faça conservas de geleia. Tão-pouco, garanto-lho eu, um Socialista é um homem que deseje uma noite de convívio social com o limpa-chaminés. Um Socialista é um homem que quer todas as chaminés limpas e todos os limpa-chaminés pagos por tal serviço.»
«Mas que não lhes permitirá», disse o Padre Brown em voz baixa, «serem donos da sua própria fuligem.»
G. K. Chesterton, As Estrelas Cadentes, in Os melhores contos do Padre Brown, trad. de Jorge Pereirinha Pires, Assírio & Alvim
(não resisti e copei, ipsis verbis, daqui - aka o cantinho das maravilhas)
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quarta-feira, dezembro 07, 2011
[Adenda]
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Gosto de passear em lagos gelados (mas nao muito) e provocar arritmias nos amigos que olham na margem (mas que afinal também vão para o gelo!).
Os rapazes vão para o meio do lago gelado e começam a escavar círculos em volta dos pés.
Lembro-me que na manhã seguinte acordámos e ao sair do chalet tudo cintilava de tão gelado. O passeio matinal foi pelo lago e várias vezes senti as pernas bambas do estrondo do gelo a estalar ao primeiro sol da manhã.
...
Gosto de passear em lagos gelados (mas nao muito) e provocar arritmias nos amigos que olham na margem (mas que afinal também vão para o gelo!).
Os rapazes vão para o meio do lago gelado e começam a escavar círculos em volta dos pés.
Lembro-me que na manhã seguinte acordámos e ao sair do chalet tudo cintilava de tão gelado. O passeio matinal foi pelo lago e várias vezes senti as pernas bambas do estrondo do gelo a estalar ao primeiro sol da manhã.
terça-feira, dezembro 06, 2011
O frio é um estado de espírito
...
Gosto dos países do frio. Gosto do frio. Gosto da neve, dos cachecóis, dos passeios nocturnos (incluindo pedalar as 23h de um dia de Dezembro, na Holanda, de uma cidade à outra e depois voltar para casa para descongelar - doía tanto, a cara!).
Gosto das finas camadas de gelo, do reluzir quando a noite cresce e o frio se prolonga ainda mais e todo o laivo de humidade cintila. Gosto dos flocos de neve a bater na cara, de abrir a boca e os abocanhar, de os ver a cair à luz do candeeiro e de ver pedacinhos de neve no casaco de penas. Gosto da água fria onde só as gaivotas e tantas, das correntes debaixo das pontes, dos gritos das gaivotas como as únicas à noite na cidade.
Gosto dos mercados de Natal. Gosto das montras decoradas, das velas, dos calendários do Advento, do Natal como só no norte. Gosto do vinho quente e do chocolate, dos gorros, das casas de madeira, da comida a fazer e que cheira sempre tão bem.
Gosto de usar a minha roupa do frio e de passear quando na rua deserta, de pensar nos meus amigos do sul que são do norte também e que morrem de saudades disto como eu.
Gosto da cidade cada vez mais linda, da cidade na água, da cidade calma e tão acolhedora, assim no calor como no frio, amen.
...
Gosto dos países do frio. Gosto do frio. Gosto da neve, dos cachecóis, dos passeios nocturnos (incluindo pedalar as 23h de um dia de Dezembro, na Holanda, de uma cidade à outra e depois voltar para casa para descongelar - doía tanto, a cara!).
Gosto das finas camadas de gelo, do reluzir quando a noite cresce e o frio se prolonga ainda mais e todo o laivo de humidade cintila. Gosto dos flocos de neve a bater na cara, de abrir a boca e os abocanhar, de os ver a cair à luz do candeeiro e de ver pedacinhos de neve no casaco de penas. Gosto da água fria onde só as gaivotas e tantas, das correntes debaixo das pontes, dos gritos das gaivotas como as únicas à noite na cidade.
Gosto dos mercados de Natal. Gosto das montras decoradas, das velas, dos calendários do Advento, do Natal como só no norte. Gosto do vinho quente e do chocolate, dos gorros, das casas de madeira, da comida a fazer e que cheira sempre tão bem.
Gosto de usar a minha roupa do frio e de passear quando na rua deserta, de pensar nos meus amigos do sul que são do norte também e que morrem de saudades disto como eu.
Gosto da cidade cada vez mais linda, da cidade na água, da cidade calma e tão acolhedora, assim no calor como no frio, amen.
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domingo, dezembro 04, 2011
[As coisas a chegarem]
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Páginas e páginas para ler. Coisas novas. Muita gente, todo o mundo. Frio, frio.
Vai ser bom? Espero que sim.
E aquelas datas todas da agenda a fazer check check check daqui em diante, até à calma (quase) total, off.
Plim! *
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Páginas e páginas para ler. Coisas novas. Muita gente, todo o mundo. Frio, frio.
Vai ser bom? Espero que sim.
E aquelas datas todas da agenda a fazer check check check daqui em diante, até à calma (quase) total, off.
Plim! *
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sábado, dezembro 03, 2011
[Não vou duvidar]
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Alguém veio ter ao meu blog pesquisando por carla do boletim meteorológico.
Não vou duvidar, é sempre um bom mote para que alguém aqui me encontre.
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Alguém veio ter ao meu blog pesquisando por carla do boletim meteorológico.
Não vou duvidar, é sempre um bom mote para que alguém aqui me encontre.
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quinta-feira, dezembro 01, 2011
[À doce memória da ilha encantada]
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Nasce o linho dentro d´água
Anda sempre regadinho
Assim meus olhos com mágoa
Parecem irmãos do linho.
Gira que gira
Fiando o linho
Fuso de lira
Gira mansinho.
Linho fino espadelado
Quem te me der a fiar
Para camisas de noivado
Para rendas do meu colar
...
Nasce o linho dentro d´água
Anda sempre regadinho
Assim meus olhos com mágoa
Parecem irmãos do linho.
Gira que gira
Fiando o linho
Fuso de lira
Gira mansinho.
Linho fino espadelado
Quem te me der a fiar
Para camisas de noivado
Para rendas do meu colar
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