Bucharest, Romania
Aug.07
segunda-feira, agosto 27, 2007
sexta-feira, agosto 24, 2007
Ouvido de passagem
-Eu estou a ligar porque tinha uma dúvida sobre uma lei...
-Bem, não é bem essa a nossa área...
-Eu sei, mas tinha de começar por algum lado... Como é que eu sei se [....]?
-Bom, isso terá de ver na própria lei!
-Ah, então vou ter de ler a lei toda?
-Bom, era exactamente por aí que devia ter começado!
Ele há cada maluco neste mundo... e outros ainda piores que os aturam!!
-Bem, não é bem essa a nossa área...
-Eu sei, mas tinha de começar por algum lado... Como é que eu sei se [....]?
-Bom, isso terá de ver na própria lei!
-Ah, então vou ter de ler a lei toda?
-Bom, era exactamente por aí que devia ter começado!
Ele há cada maluco neste mundo... e outros ainda piores que os aturam!!
Relatos do deslumbramento
Depois de visitar tanta cidade, o primeiro relato do deslumbramento é mesmo o da minha própria Lisboa.
Alguém vem a Lisboa à procura do Pessoa.
Começa-se na Estrela, em seguida a Casa Fernando Pessoa. E pergunta-se, por que motivo não é esta casa central, quando é de certo modo central na cultura e literaturas portuguesas. Arriscamos a explicação, não sabendo também muito bem explicar.
Seguimos. Passados alguns outros lugares, fazemos o 28 em direcção à Costa do Castelo.
Pelo Caminho, ao longe o Adamastor e o Miradouro de Santa Catarina, mesmo a estátua do Pessoa sentado na Brasileira.
Lisboa é pessoa e o nosso convidado está contente.
Saímos do 28.
Miradouro de Santa Luzia com uma atmosfera mágica. A multidão e o silêncio, em simultâneo, a imensidão de Lisboa e o lugar dos pequenos lugares, do silêncio e da nossa reflexão, embora sendo muitos. Lisboa Lisboas, uma e tantas, ao mesmo tempo.
O Castelo, a Sé, a devoção a Santo António, (im)possível explicação da atmosfera das marchas.
Descemos a Costa, Baixa.
Percorremos a Rua Augusta. Encontramos Pessoa na Brasileira, foto obrigatória, saudamos o poeta Chiado.
Subimos, passamos ao Elevador da Bica - olhar de espanto e fascínio.
Sentamo-nos num dos cafés da rua do Aadamastor. Comemos caracóis, tremoços, imperiais, a atmosfera de Lisboa, o sol.
O melhor pedaço estava guardado: Adamastor.
A expectativa, o entrar no jardim cheio de gente, da mais variada gente.
À entrada, na parede: um Pessoa colorido, grafitado em pop art, o visitante lamenta não ter a câmara à mão.
Depois: entra no jardim; volta-se lentamente e olha o Adamastor. "-É o do Cabo da Boa Esperança, não é?"
Depois, a imensidão de Lisboa junto e para além do rio.
A ponte.
A outra banda.
Simplesmente Lisboa, Pessoa com ela.
O visitante fica, imóvel e em silêncio, a contemplar esta cidade que imaginou pelos olhos de outro, muito ainda antes de a conhecer.
Alguém vem a Lisboa à procura do Pessoa.
Começa-se na Estrela, em seguida a Casa Fernando Pessoa. E pergunta-se, por que motivo não é esta casa central, quando é de certo modo central na cultura e literaturas portuguesas. Arriscamos a explicação, não sabendo também muito bem explicar.
Seguimos. Passados alguns outros lugares, fazemos o 28 em direcção à Costa do Castelo.
Pelo Caminho, ao longe o Adamastor e o Miradouro de Santa Catarina, mesmo a estátua do Pessoa sentado na Brasileira.
Lisboa é pessoa e o nosso convidado está contente.
Saímos do 28.
Miradouro de Santa Luzia com uma atmosfera mágica. A multidão e o silêncio, em simultâneo, a imensidão de Lisboa e o lugar dos pequenos lugares, do silêncio e da nossa reflexão, embora sendo muitos. Lisboa Lisboas, uma e tantas, ao mesmo tempo.
O Castelo, a Sé, a devoção a Santo António, (im)possível explicação da atmosfera das marchas.
Descemos a Costa, Baixa.
Percorremos a Rua Augusta. Encontramos Pessoa na Brasileira, foto obrigatória, saudamos o poeta Chiado.
Subimos, passamos ao Elevador da Bica - olhar de espanto e fascínio.
Sentamo-nos num dos cafés da rua do Aadamastor. Comemos caracóis, tremoços, imperiais, a atmosfera de Lisboa, o sol.
O melhor pedaço estava guardado: Adamastor.
A expectativa, o entrar no jardim cheio de gente, da mais variada gente.
À entrada, na parede: um Pessoa colorido, grafitado em pop art, o visitante lamenta não ter a câmara à mão.
Depois: entra no jardim; volta-se lentamente e olha o Adamastor. "-É o do Cabo da Boa Esperança, não é?"
Depois, a imensidão de Lisboa junto e para além do rio.
A ponte.
A outra banda.
Simplesmente Lisboa, Pessoa com ela.
O visitante fica, imóvel e em silêncio, a contemplar esta cidade que imaginou pelos olhos de outro, muito ainda antes de a conhecer.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Boat journey
Our bus had to go on the ferry in order to cross the Danube, once again.
Galati, Romania
Um dia e o da presa, outro o do predador*
Resumo dos ultimos dias:
Delta Delta Delta! :)
Atravessamos o Danubio de barco, num barco grande de carreira: estivemos bem perto da Ucrania, as tantas ja nao sabiamos que lingua se falava mais.
No Delta, ficamos em Sulina, cidade onde comeca um dos tres bracos em que o delta se divide.
Em sulina: conhecemos um grupo bem fixe, com que nos agrupamos.
Viagem de barco a motor pelo Delta, um dia inteiro... o estuario e lindissimo!!
Pelo meio ainda vimos pelicanos, especie unica na Europa: so se encontra aqui - e foi uma pontaria!!
De volta...
Ontem o dia comecou as 5h30!!!! da manha, that's right!!
E so paramos as 21h. Ou seja, 2h de barco, 6h de autocarro (intercaladas com uma travessia de barco) + 2h num minibus com um motorista kamikaze!!
Resultado: depois de sair do Delta, atravessamos a Moldova, estamos agora na Bucovina, na cidade de Suceava, antiga capital da antiga Moldova (agora sao dois paises diferentes). Ca bem em cima, em cima na Romenia.
Ontem foi o dia das pontarias: as vezes por questoes de simples minutos e arriscando -seriamente!!!- ser sovados por motoristas enfurecidos, conseguimos apanhar todas as ligacoes de transportes e chegamos exactamente onde queriamos chegar, tudo isto num dia so. Caso raro por estas bandas... So nao conseguimos um carro, grande balde de ontem...
mas... Hoje foi o dia da sorte: bastou uma hora e amanha vamos ter um belo Dacia a nossa espera, para percorrer as montanhas nos proximos dias.
Pelo meio, em brinde, estamos num velho hotel do socialismo real, a cidade e lindissima, hoje vai haver um festival medieval e vamos sair a seguir para os mosteiros pintados da Moldova/Bucovina, que sao tambem patrimonio mundial.
Life goes easy, easy, easy.
E como nos disse alguem: a Romenia e o sitio onde um portugues se sente rei!
Deve ser dos poucos, mas la que sabe bem, isso sabe... :)
*a expressao original e impossivel num teclado romeno, i.e., sem cedilhas...
Delta Delta Delta! :)
Atravessamos o Danubio de barco, num barco grande de carreira: estivemos bem perto da Ucrania, as tantas ja nao sabiamos que lingua se falava mais.
No Delta, ficamos em Sulina, cidade onde comeca um dos tres bracos em que o delta se divide.
Em sulina: conhecemos um grupo bem fixe, com que nos agrupamos.
Viagem de barco a motor pelo Delta, um dia inteiro... o estuario e lindissimo!!
Pelo meio ainda vimos pelicanos, especie unica na Europa: so se encontra aqui - e foi uma pontaria!!
De volta...
Ontem o dia comecou as 5h30!!!! da manha, that's right!!
E so paramos as 21h. Ou seja, 2h de barco, 6h de autocarro (intercaladas com uma travessia de barco) + 2h num minibus com um motorista kamikaze!!
Resultado: depois de sair do Delta, atravessamos a Moldova, estamos agora na Bucovina, na cidade de Suceava, antiga capital da antiga Moldova (agora sao dois paises diferentes). Ca bem em cima, em cima na Romenia.
Ontem foi o dia das pontarias: as vezes por questoes de simples minutos e arriscando -seriamente!!!- ser sovados por motoristas enfurecidos, conseguimos apanhar todas as ligacoes de transportes e chegamos exactamente onde queriamos chegar, tudo isto num dia so. Caso raro por estas bandas... So nao conseguimos um carro, grande balde de ontem...
mas... Hoje foi o dia da sorte: bastou uma hora e amanha vamos ter um belo Dacia a nossa espera, para percorrer as montanhas nos proximos dias.
Pelo meio, em brinde, estamos num velho hotel do socialismo real, a cidade e lindissima, hoje vai haver um festival medieval e vamos sair a seguir para os mosteiros pintados da Moldova/Bucovina, que sao tambem patrimonio mundial.
Life goes easy, easy, easy.
E como nos disse alguem: a Romenia e o sitio onde um portugues se sente rei!
Deve ser dos poucos, mas la que sabe bem, isso sabe... :)
*a expressao original e impossivel num teclado romeno, i.e., sem cedilhas...
segunda-feira, agosto 06, 2007
Danube Delta - Dunirii Delta
Delta do Danubio: chega-se de Bucareste, por entre as vastas planicies de girassois, carrocas e estradas com buracos, a imensa planicie a perder de vista.
Tulcea e a primeira cidade.
Quando a vimos pela primeira vez, as quatro da tarde, era a desolacao. A cidade cheirtava mal, as poucas pessoas mendicantes cheiravam mal, era feia, industrial e cheia de po.
Demos uma volta pelas ruas, idem, chegamos ao monumento da independencia (sobre os turcos, minoria com forte presenca nesta cidade).
Quando regressamos ao centro parecia outra: criancas a brincar, muitas criancas, muita gente, bares, gente nova... toda a cidade se tinha transformado.
Pelo sim pelo nao, amanha saimos daqui. Vamos para o Delta, num dos barcos de carreira que fazem o cruzeiro pelos bracos deste imenso rio.
Para nos habituarmos a ideia, hoje vamos dormir num antigo barco a vapor, atracado na margem do Danubio.
"-Like Mississipi!", dizia-nos o "chefu" simpatico que nos mostrou o barco, a sala das maquinas, as caldeiras, a enorme pa gigante.
Esta noite vamos dormir embalados pelo rio e pelo chapinhar da agua na escotilha.
Life goes easy... :)
Tulcea e a primeira cidade.
Quando a vimos pela primeira vez, as quatro da tarde, era a desolacao. A cidade cheirtava mal, as poucas pessoas mendicantes cheiravam mal, era feia, industrial e cheia de po.
Demos uma volta pelas ruas, idem, chegamos ao monumento da independencia (sobre os turcos, minoria com forte presenca nesta cidade).
Quando regressamos ao centro parecia outra: criancas a brincar, muitas criancas, muita gente, bares, gente nova... toda a cidade se tinha transformado.
Pelo sim pelo nao, amanha saimos daqui. Vamos para o Delta, num dos barcos de carreira que fazem o cruzeiro pelos bracos deste imenso rio.
Para nos habituarmos a ideia, hoje vamos dormir num antigo barco a vapor, atracado na margem do Danubio.
"-Like Mississipi!", dizia-nos o "chefu" simpatico que nos mostrou o barco, a sala das maquinas, as caldeiras, a enorme pa gigante.
Esta noite vamos dormir embalados pelo rio e pelo chapinhar da agua na escotilha.
Life goes easy... :)
sábado, agosto 04, 2007
blogger.ro - Bucuresti
Bucareste e' uma das cidades mais feias que ja visitei. Por razoes obvias, nao traduzo isto para ingles. Muito embora aqui a lingua nao seja assim um obstaculo tao grande: sendo uma das linguas latinas muita gente percebe-nos com o italiano, um pouco de frances e mesmo o romeno se torna perceptivel. Se lido, entao, e quase liquido.
Linguas a parte, a cidade e... feia. Pronto, ha que dizer. Ja passamos no Parlamento (um mastodonte, deve ser dos meiores parlamentos do mundo), que o Sr. Ceausesco fez questao de construir. Edificio acompanhado do devido "bairro envolvente" - um bairro inteiro, enorme, com os devidos predios a condizer com o Parlamento, pracas monumentais para ecoar a grandeza do dito edificio, tudo feito na mesma altura.
Pelo caminho ficaram 60.000 (sim, sessenta mil) desalojados, pois a zona foi toda terraplanada para fazer estas brincadeirinhas. Nada de especial, pormenores.
Aparte isso, a cidade mistura edificios antigos, muitas e lindissimas igrejas ortodoxas, com outros feios de morrer. A publicidade, quando ha, e super agressiva.
Ha pobreza nas ruas, ha mafia ate dizer chega (hoje apanhamos boleia de um deles, bem simpatico por sinal), e ha carros de tais marcas que nao se veem nesta proporcao em quase nenhuma outra zona da Europa. E so estar 5 min numa rua, e ei-los. Contrastam com os Dacia e os alguns Trabant, velhos a cair.
Bucareste (a Romenia?) e assim.
Nota ainda para a incrivel hospitalidade com que fomos recebidos pela mae da minha amiga, para o "nosso" estudio no 6.o e ultimo andar de um predio no centro da cidade, para a enorme varanda e os nossos belos jantares ao luar.
Partimos na 2.a feira para o Delta do Danubio, e por aqui a vida corre bem.
Linguas a parte, a cidade e... feia. Pronto, ha que dizer. Ja passamos no Parlamento (um mastodonte, deve ser dos meiores parlamentos do mundo), que o Sr. Ceausesco fez questao de construir. Edificio acompanhado do devido "bairro envolvente" - um bairro inteiro, enorme, com os devidos predios a condizer com o Parlamento, pracas monumentais para ecoar a grandeza do dito edificio, tudo feito na mesma altura.
Pelo caminho ficaram 60.000 (sim, sessenta mil) desalojados, pois a zona foi toda terraplanada para fazer estas brincadeirinhas. Nada de especial, pormenores.
Aparte isso, a cidade mistura edificios antigos, muitas e lindissimas igrejas ortodoxas, com outros feios de morrer. A publicidade, quando ha, e super agressiva.
Ha pobreza nas ruas, ha mafia ate dizer chega (hoje apanhamos boleia de um deles, bem simpatico por sinal), e ha carros de tais marcas que nao se veem nesta proporcao em quase nenhuma outra zona da Europa. E so estar 5 min numa rua, e ei-los. Contrastam com os Dacia e os alguns Trabant, velhos a cair.
Bucareste (a Romenia?) e assim.
Nota ainda para a incrivel hospitalidade com que fomos recebidos pela mae da minha amiga, para o "nosso" estudio no 6.o e ultimo andar de um predio no centro da cidade, para a enorme varanda e os nossos belos jantares ao luar.
Partimos na 2.a feira para o Delta do Danubio, e por aqui a vida corre bem.
quinta-feira, agosto 02, 2007
O ciclo
Nascendo em Portugal, um dos primeiros países que se visita é a Espanha. Depois veio a França. Mais tarde a Itália, primeiro em visita, depois a sério, com um regresso para recordar. (Em 4 anos este vai ser o primeiro em que não vou a Itália.)
Só ficava a faltar um! Esse chega amanhã. Roménia, o país latino que faltava para fechar o ciclo.
(Depois escrevo um daqueles retratos sociológicos da tanga sobre os "povos latinos". E o que eu já sofri com esse nome... :s)
***
Being born in Portugal, one of the first countries you visit is Spain. Then came France. Later, Italy, first on a visit, then for real, then going back to remember. (In 4 years this is the first I'm not going to Italy.)
There was only one missing! And that one comes tomorrow. Romania, the latin country that was missing to close the cycle.
(Then I'll be able to write one of those ready-made crap essays on "latin peoples". And what I've already suffered with this "concept"... :s)
Só ficava a faltar um! Esse chega amanhã. Roménia, o país latino que faltava para fechar o ciclo.
(Depois escrevo um daqueles retratos sociológicos da tanga sobre os "povos latinos". E o que eu já sofri com esse nome... :s)
***
Being born in Portugal, one of the first countries you visit is Spain. Then came France. Later, Italy, first on a visit, then for real, then going back to remember. (In 4 years this is the first I'm not going to Italy.)
There was only one missing! And that one comes tomorrow. Romania, the latin country that was missing to close the cycle.
(Then I'll be able to write one of those ready-made crap essays on "latin peoples". And what I've already suffered with this "concept"... :s)
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