terça-feira, setembro 07, 2004

Parábola da parábola


"Duvidava às vezes de ter feito tudo o que devia fazer pela liberdade: sei que muito me deixei arrastar pelo que nos prende ao tempo, que o meu Amor não foi sempre bem amplo, aberto a todos, que a minha alma não foi sempre bem forte, inflexível ao vento do desânimo; ainda bem que hoje posso adquirir a certeza de que não foi inútil a minha passagem pelo mundo; não estarei ao lado deles, não me queimará o mesmo fogo, não me sepultarão as mesmas cinzas: mas o teu Senhor, como os tiranos, teme quem o olha de frente."

Agostinho da Silva,
"Parábola da Mulher de Loth"


Post com a data de ontem, coeva da leitura.
Palavras para quê? Estava lançado o grão de areia semanal na engrenagem.

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