terça-feira, setembro 13, 2016

Ilhas de bruma

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Ir aos Açores é sempre uma felicidade imensa - e já quase me tinha esquecido.
Desta vez foi especial e bateu ainda mais forte, com a promessa de regresso iminente.
Na ressaca, fui buscar literatura. Donna di Porto Pim tinha a memória visual da estante e não falhei. Quando abri, a marcar a página um boarding pass da primeira viagem. Nem sei o que senti...
Na sequência, uma lista de literatura de e sobre os Açores - e a memória de autores a eles ligados, que nem sei bem como construí.  
Água, ilhas, vulcões, imensidão. Coisas que vi do outro lado do mundo e que estão ali. Dou por mim a gostar do cheiro a enxofre só porque isso significa vulcões, a ficar em espanto por sobrevoar crateras, radiante por mergulhar na cratera de um vulcão - e eu não sabia que isto existia, que eu podia estar ali, dentro de um vulcão no meio do oceano.
Água, ilhas, vulcões, imensidão - há aqui qualquer coisa de mim. 
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