quinta-feira, janeiro 31, 2008

O corpo, mais uma vez

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Sempre tive uma questão com o corpo. Não o meu em especial, não tinha nada de concreto que me afligisse. Era mais geral, sobre o conceito da coisa.
Lembro-me de ter chamado ao corpo um envelope que nos envolve e guarda o espírito. Sobretudo faz-me confusão a sua possível destruição.
Normalmente não o pensamos, não damos por ele. Mas é impossível continuar impassível quando entra em falência. Quando dá sinais.
Quando nos causa mal estar, sem que saibamos porquê. Quando nos obriga a parar, quando nos turva a visão, nos faz sentar à espera que tudo pare de girar. E depois tudo junto numa confusão de factores que podem ou não estar ligados. E vá-se lá saber!

O pior é que está largamente demonstrado (também de mim a mim mesma) que esta dualidade não faz sentido. Que corpo e mente não estão dissociados, não são dissociáveis. Quando um dá sinais, isso já vem ou ainda vai para o outro - e é que não falha.

3 comentários:

que deus me acuda disse...

Pode crer. Pena que tão poucos percebam a evidente ligação.

T disse...

Como eu compreendo. Esta semana foram so reunioes, neste pais onde nao ha respeito por nao fumadores. Depois de muitas horas na estrada durante a muito tardia ultima reuniao ia-me dando um treco. Tive de sair para respirar e so me apetecia nao voltar a entrar. No dia seguinte - porque quem e ruim merece - ainda foi pior: reuniao numa sala com mais de 100 fumadores e nenhuma janela aberta. Ouch. E a mente, claro ressente estas coisas e vontade de ir p mais destas reunioes e igual a zero!

Francisco Torres disse...

Sabem o que dizia o outro?

"O corpo é que paga"

;)