segunda-feira, dezembro 02, 2013

[Voar]

   
So the story goes:
Havia um Mestre muito crente. Certo dia, os discípulos, para o porem à prova, disseram-lhe:
- Mestre, olhe uma bicicleta a voar!
O mestre avizinhou-se à janela e os alunos desataram a rir.
- Mestre, mas acredita em tudo?
- Preferia acreditar que uma bicicleta voasse do que algum de vocês me enganaria.
 
E assim é esta história, com a única conclusão possível.
    

sábado, novembro 30, 2013

Ginlovers

        

Or what to do with your thirties.
     

quinta-feira, novembro 28, 2013

quarta-feira, novembro 27, 2013

Palavra de Viajante

    
Ou de como viajar dentro da própria cidade.
       

[put on you running shoes*]

 
Sapatos (de correr) novos: e não sei se sou eu ou eles, mas os pés até aos pulinhos, e dá uma vontade de sair por aí a correr sem parar.
Sapatos de corda? Quem sabe…

*e nisto de "put on your shoes" só me lembra isto, claro está. :)
      

[brainy]

   
   

segunda-feira, novembro 25, 2013

auto-retrato da blogger enquanto leitora de fundo

       


De Ásia em Ásia, cheguei aos japoneses e ao Murakami. Foi a voragem.
Comecei a lê-lo, tão bem recomendado, e já não deu. Não sei se pelas semanas intensas de papéis (#trabalharquenemumcão), se por ser o quarto Murakami assim devorado de enfiada. E pensei, Este Murakami merece mais. And so I stopped.[Tal como a Nannarella, em que depois de dois meses sem gelados, eis que dióspiro e castanha me parecem uma combinação dos céus, boa demais para existir. And yet. Talvez as coisas grandes mereçam ser apreciadas assim.]

Não havendo Murakami, cumpria haver outro para ler; no entanto, e sendo o autor um grande, cumpria um escritor também. Além disso, a analogia foi óbvia: - Mas há livros sem esta contracapa?A resposta a era só uma: Bolaño!, e foi quase óbvia. 

Lembrei outra vez a voragem, de como sabe bem pegar num autor e dissecar aquilo tudo, cada livro como um tijolo - o que no caso do 2666 é praticamente literal.Veio A Pista de Gelo, que adivinho similar a O Terceiro Reich, dizendo a contracapa "que se constrói sobre as linhas características do projeto narrativo de Roberto Bolaño". Ou seja, o escritor de um só livro, o 2666, e que afinal já vai numa resma.  

Por falar em Bolaño, e não era bem América Latina que me apetecia, lembrei-me que tenho mais dele on hold. O Nocturno do Chile, que me foi abandonado à porta anos atrás por esta altura, qual recém-nascido numa cesta, e em que nunca peguei. Mas fiquei com vontade de A Literatura Nazi das Américas, com uma capa magnífica e acho que oferta também, e que me veio à baila a propósito do Dicionário de Lugares Imaginários, da Tinta da China, e que aguarda a visita à Palavra de Viajante

Ontem deu-me pena ver o lindíssimo Sono, com uns desenhos tão bonitos e mesmo assim deixá-lo lá. Agora que penso bem, não há como o primeiro e o "Auto-Retrato do Escritor enquanto Corredor de Fundo" foi mesmo o de que gostei mais. Quando ele voltar, hei-de lê-lo. Quando voltar, que agora já o estou a ser.
    

          

quinta-feira, novembro 21, 2013

oh mess, oh joy

       


Esta 6.ª feira, ao vivo e a cores perto de si. Entretanto amanhã há novo regresso ao passado (irony much?).
Curiosamente, acho esta música com acordes tão parecidos com os do JP (ou vice-versa) no Nimarói, ou seja, a música que vem mesmo abaixo deste post. E não foi nada curiosamente, foi por ouvir esta, on & on (& thank you) que fui buscar a anterior.
Aqui ficam as duas, 6.ª feira há mais. Amanhã também.
É esta cor dos dias por vir que inspira o cinzento do de hoje, estático estático (&patinha ao peito!), à excepção da visita russa com nome de czar.
        

sábado, novembro 02, 2013

[I’m the cleaning Lady of the broken hearts]

               

       
Let me cry for all these little men 
Building their bridges of sand: 
Nothing more than children, with children in their hands. 

Deep into their silence, stronger than their words, 
Runs a cold wild river to the sea of love. 

I’m the cleaning Lady of the broken hearts. 
I’m the Virgin Mary of the psychopaths. 
I’m god’s only witness that they fall apart 
When they touch the fire of the ancient stars 

When the rain starts falling on their hearts, 
All Hitler’s and Bonaparte’s 
Hide inside my red dress like motherless pets. 
They produce the tears, they invent the bombs, 
They spread out the fears 
And they come home all alone
              

quinta-feira, outubro 24, 2013

[há táxis que vêm por bem]

           
       
We're just two lost souls
swimming in a fish bowl
year after year

[que leia - ou escreva - quem quiser, a continuação]
             

domingo, outubro 20, 2013

Murakami

               
Não havendo "Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo", procura-se o que está mais à mão. "A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol" - e não é que é lindíssimo? Bastou um capítulo. A calma, a placidez, os japoneses como só eles.
No fundo, a ideia era mesmo voltar ao primeiro, uma espécie de calma eremita em modo purificado.
Ler, correr, escrever - embora ultimamente tenha sido mais o último, de forma intensiva. A vida em modo corrida de fundo & aos meus pés até já se senta e dorme um cão.
         

sábado, outubro 19, 2013

Ithaka

                 
May there be many a summer morning when,
with what pleasure, what joy,
you come into harbors seen for the first time;

Ithaka, by C. Cavafy
         

terça-feira, outubro 08, 2013

[Acid]

 

         
Feels like.
          
   

Os seres de quem gostamos são feitos de carne, sangue, fluidos e tripas.
A essência de os amar é integrar isso, ocupar o espaço que ocupam em nós com todas essas coisas e cuidar deles sem limites.
[O poder cuidar deles pode ser um privilégio até.]
Amen.
       

sexta-feira, outubro 04, 2013

Sometimes

     
[Às vezes temos dias tão bons...]
    

segunda-feira, setembro 30, 2013

post e-day blues

         
Surpreendentemente, não há (muita) ressaca.
Há o dever cumprido e, apesar dele, ficar de certa forma não chateada com o resultado final (menos mal).
Por outro lado, e esse o amargo de boca, acho que vivo pela primeira vez numa freguesia, ainda por cima agregada, com um executivo de direita. Perdi a freguesia, não me sinto freguesa, nem que alguma coisa daqui me representa. Obrigada governo, não fosse a união e teria freguesia, não fosse a união e teria um executivo de esquerda e que não era mau, por mais isto tudo muito obrigada - e soma à conta geral.
Penso nos meus candidatos do coração, um aqui e outro no norte, em quem não pude votar.
Institucionalmente, o sentido de dever cumprido. De um contexto adverso, de uma boa equipa, e apesar dos apesares, de um contexto extremamente difícil e dos mais agressivos que conheci. Mas há sentimento bom de ainda há pouco ter tido a casa cheia de visitas, de serem tão especiais e recebê-las agora, de ter a ilusão de que a casa pode estar de portas abertas e arejar.

Somados os factores, há sobretudo um sentimento bom de fundo, uma coisa que não sei bem explicar. De não ver os < 3 tristes, de os achar bem, de saber genuinamente que eles são bons, que são pessoas gigantes e que sabem disso. De pertencer, de dever cumprido. É quase esquisito, eu sei, e só penso que estamos aí para continuar.

Ah, e cada vez mais, mas não nasceu (só) aqui. De o e-day ser uma festa, de ser das maiores, de vestir bem e porte a condizer, de quem tem um dia em que especialmente se sente cidadão.
         

sábado, setembro 14, 2013

[morning]

        
Acordar, por exemplo, sem sequer saber onde estou, perceber e não saber e só aquela sensação, que mesmo sem pensar nela, me invade.