sábado, novembro 02, 2013

[I’m the cleaning Lady of the broken hearts]

               

       
Let me cry for all these little men 
Building their bridges of sand: 
Nothing more than children, with children in their hands. 

Deep into their silence, stronger than their words, 
Runs a cold wild river to the sea of love. 

I’m the cleaning Lady of the broken hearts. 
I’m the Virgin Mary of the psychopaths. 
I’m god’s only witness that they fall apart 
When they touch the fire of the ancient stars 

When the rain starts falling on their hearts, 
All Hitler’s and Bonaparte’s 
Hide inside my red dress like motherless pets. 
They produce the tears, they invent the bombs, 
They spread out the fears 
And they come home all alone
              

quinta-feira, outubro 24, 2013

[há táxis que vêm por bem]

           
       
We're just two lost souls
swimming in a fish bowl
year after year

[que leia - ou escreva - quem quiser, a continuação]
             

domingo, outubro 20, 2013

Murakami

               
Não havendo "Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo", procura-se o que está mais à mão. "A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol" - e não é que é lindíssimo? Bastou um capítulo. A calma, a placidez, os japoneses como só eles.
No fundo, a ideia era mesmo voltar ao primeiro, uma espécie de calma eremita em modo purificado.
Ler, correr, escrever - embora ultimamente tenha sido mais o último, de forma intensiva. A vida em modo corrida de fundo & aos meus pés até já se senta e dorme um cão.
         

sábado, outubro 19, 2013

Ithaka

                 
May there be many a summer morning when,
with what pleasure, what joy,
you come into harbors seen for the first time;

Ithaka, by C. Cavafy
         

terça-feira, outubro 08, 2013

[Acid]

 

         
Feels like.
          
   

Os seres de quem gostamos são feitos de carne, sangue, fluidos e tripas.
A essência de os amar é integrar isso, ocupar o espaço que ocupam em nós com todas essas coisas e cuidar deles sem limites.
[O poder cuidar deles pode ser um privilégio até.]
Amen.
       

sexta-feira, outubro 04, 2013

Sometimes

     
[Às vezes temos dias tão bons...]
    

segunda-feira, setembro 30, 2013

post e-day blues

         
Surpreendentemente, não há (muita) ressaca.
Há o dever cumprido e, apesar dele, ficar de certa forma não chateada com o resultado final (menos mal).
Por outro lado, e esse o amargo de boca, acho que vivo pela primeira vez numa freguesia, ainda por cima agregada, com um executivo de direita. Perdi a freguesia, não me sinto freguesa, nem que alguma coisa daqui me representa. Obrigada governo, não fosse a união e teria freguesia, não fosse a união e teria um executivo de esquerda e que não era mau, por mais isto tudo muito obrigada - e soma à conta geral.
Penso nos meus candidatos do coração, um aqui e outro no norte, em quem não pude votar.
Institucionalmente, o sentido de dever cumprido. De um contexto adverso, de uma boa equipa, e apesar dos apesares, de um contexto extremamente difícil e dos mais agressivos que conheci. Mas há sentimento bom de ainda há pouco ter tido a casa cheia de visitas, de serem tão especiais e recebê-las agora, de ter a ilusão de que a casa pode estar de portas abertas e arejar.

Somados os factores, há sobretudo um sentimento bom de fundo, uma coisa que não sei bem explicar. De não ver os < 3 tristes, de os achar bem, de saber genuinamente que eles são bons, que são pessoas gigantes e que sabem disso. De pertencer, de dever cumprido. É quase esquisito, eu sei, e só penso que estamos aí para continuar.

Ah, e cada vez mais, mas não nasceu (só) aqui. De o e-day ser uma festa, de ser das maiores, de vestir bem e porte a condizer, de quem tem um dia em que especialmente se sente cidadão.
         

sábado, setembro 14, 2013

[morning]

        
Acordar, por exemplo, sem sequer saber onde estou, perceber e não saber e só aquela sensação, que mesmo sem pensar nela, me invade.
     

segunda-feira, setembro 09, 2013

[just this]

       

   
The red lights mean you're leaving
The white one's mean returning
Tell me how this story ends
And I'll keep them fires burning

The headlights look like diamonds
The taillights burn like coals
Tell me how this story ends
Before the fires go cold

The countryside's deserted
There's no one on the farms
The suburbs all are sleeping
The earthquakes set off car alarms

All after all now we aware
All after all the time we share
There's so much fears of world,
Hopes of world, Tears of world

quinta-feira, setembro 05, 2013

[tudo]




Num banco de névoas calmas quero ficar enterrado
Num casebre de bambú na minha esteira deitado
A fumar um narguilé até que passe a monção
Enquanto a chuva derrama a sua triste canção
Sei que tenho de partir logo que suba a maré
Mas até ela subir volto a encher o narguilé
Meu capitão já é hora de partir e levantar ferro
Não me quero ir embora diga que foi ao meu enterro
Deixem-me ficar deitado a ouvir a chuva a cair
Que ainda estou acordado só tenho a alma a dormir
Como a folha de bambú a deslizar na corrente
Apenas presa ao mundo por um fio de água morrente
Nos arrozais morre a chuva noutra água há-de nascer
Abatam-me ao efectivo também eu me vou sem morrer
Para quê ter de partir logo que passe a monção
Se encontrei toda a fortuna no lume deste morrão
Ópio bendito ópio minhas feridas mitiguei
Meu bálsamo para a dor de ser
Em ti me embalsamei
Ópio maldito ópio foi para isto que cheguei
Uma pausa no caminho
Numa névoa me tornei

sexta-feira, agosto 30, 2013

         

       

Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.
  

domingo, agosto 25, 2013

[E eu só penso nos floating markets do Mekong]

 
Capítulo 98
De outras muitas diversidades de cousas que vimos, e da ordem que se tem nas cidades movediças que se fazem nos rios, em embarcações
   
E nos quinze dias que estas feiras duram, que e da lua nova até a cheia, é mais para ver a polícia [ordem, disciplina] e o concerto, e a nobreza desta cidade, que está fabricada no rio em embarcações, que quantos edifícios há na terra, porque nela se vêem duas mil ruas muito compridas e muito direitas, fechadas todas com embarcações de uma parte e da outra, e as mais delas com toldos de seda e muitos estandartes, guiões e bandeiras, e varandas pintadas de diversas pinturas, em cima das quais se vendem todas as cousas quantas se podem desejar; noutras, há todos os oficiais mecânicos de quantos ofícios há nas repúblicas; e pelo meio corre a gente que negoceia, em umas manchuas pequenas, muito pacificamente, sem estrondo nem reboliço nenhum.

Fernão Mendes Pinto, Peregrinação
   

[uau]

             

Ver Mendes Pinto num mapa maior

O mapa da Peregrinação
 
E sinto-me a viajar nas minhas vidas passadas. A sério.
Até arrepia.
   

Das cousas dos outro lado mundo

       
Afinal a lista existe.

(Por momentos, quando abri, ia jurar que o artigo falava de mim - & still...)

 Só não percebo é por que razão, e posto tudo isto, temos de levar logo com Os Lusíadas. Bah.

 Ps-e agora, mais uma pista: deve ser mesmo dos genes.
          

domingo, agosto 18, 2013

[Exupéry]

   
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

Antoine De Saint-Exupéry, O Principezinho
   

sexta-feira, agosto 16, 2013

      
Abençoadas as pessoas boas, aquelas de coração grande, que estão nos nossos dias cinzentos, e isso apesar de, aquelas que não se cansam, aquelas que não merecem, pelos séculos dos séculos, amen.
     

quarta-feira, agosto 07, 2013

Quando eu for grande

            
      
quero ser artista. 
Ou descobrir o zen através do azulejo - ai o que faz a velhice.
& a ponderar seriamente inscrever-me numas aulas de artes plásticas quaisquer com is meus meninos da Universidade da Terceira Idade. 
Pode ser da velhice, é um facto, mas se ficar tão bem conservada como eles, física e mentalmente, garanto-vos que vale a pena. :)
      

terça-feira, agosto 06, 2013

There is a line

   

A very happy one, sometimes.