swimming in a fish bowl
quinta-feira, outubro 24, 2013
domingo, outubro 20, 2013
Murakami
Não havendo "Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo", procura-se o que está mais à mão. "A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol" - e não é que é lindíssimo? Bastou um capítulo. A calma, a placidez, os japoneses como só eles.
No fundo, a ideia era mesmo voltar ao primeiro, uma espécie de calma eremita em modo purificado.
Ler, correr, escrever - embora ultimamente tenha sido mais o último, de forma intensiva. A vida em modo corrida de fundo & aos meus pés até já se senta e dorme um cão.
sábado, outubro 19, 2013
terça-feira, outubro 08, 2013
sexta-feira, outubro 04, 2013
segunda-feira, setembro 30, 2013
post e-day blues
Surpreendentemente, não há (muita) ressaca.
Há o dever cumprido e, apesar dele, ficar de certa forma não chateada com o resultado final (menos mal).
Por outro lado, e esse o amargo de boca, acho que vivo pela primeira vez numa freguesia, ainda por cima agregada, com um executivo de direita. Perdi a freguesia, não me sinto freguesa, nem que alguma coisa daqui me representa. Obrigada governo, não fosse a união e teria freguesia, não fosse a união e teria um executivo de esquerda e que não era mau, por mais isto tudo muito obrigada - e soma à conta geral.
Penso nos meus candidatos do coração, um aqui e outro no norte, em quem não pude votar.
Institucionalmente, o sentido de dever cumprido. De um contexto adverso, de uma boa equipa, e apesar dos apesares, de um contexto extremamente difícil e dos mais agressivos que conheci. Mas há sentimento bom de ainda há pouco ter tido a casa cheia de visitas, de serem tão especiais e recebê-las agora, de ter a ilusão de que a casa pode estar de portas abertas e arejar.
Somados os factores, há sobretudo um sentimento bom de fundo, uma coisa que não sei bem explicar. De não ver os < 3 tristes, de os achar bem, de saber genuinamente que eles são bons, que são pessoas gigantes e que sabem disso. De pertencer, de dever cumprido. É quase esquisito, eu sei, e só penso que estamos aí para continuar.
Ah, e cada vez mais, mas não nasceu (só) aqui. De o e-day ser uma festa, de ser das maiores, de vestir bem e porte a condizer, de quem tem um dia em que especialmente se sente cidadão.
sábado, setembro 14, 2013
[morning]
segunda-feira, setembro 09, 2013
[just this]
The red lights mean you're leaving
The white one's mean returning
Tell me how this story ends
And I'll keep them fires burning
The headlights look like diamonds
The taillights burn like coals
Tell me how this story ends
Before the fires go cold
The countryside's deserted
There's no one on the farms
The suburbs all are sleeping
The earthquakes set off car alarms
All after all now we aware
All after all the time we share
There's so much fears of world,
Hopes of world, Tears of world
quinta-feira, setembro 05, 2013
[tudo]
Num banco de névoas calmas quero ficar enterrado
Num casebre de bambú na minha esteira deitado
A fumar um narguilé até que passe a monção
Enquanto a chuva derrama a sua triste canção
Num casebre de bambú na minha esteira deitado
A fumar um narguilé até que passe a monção
Enquanto a chuva derrama a sua triste canção
Sei que tenho de partir logo que suba a maré
Mas até ela subir volto a encher o narguilé
Meu capitão já é hora de partir e levantar ferro
Não me quero ir embora diga que foi ao meu enterro
Mas até ela subir volto a encher o narguilé
Meu capitão já é hora de partir e levantar ferro
Não me quero ir embora diga que foi ao meu enterro
Deixem-me ficar deitado a ouvir a chuva a cair
Que ainda estou acordado só tenho a alma a dormir
Como a folha de bambú a deslizar na corrente
Apenas presa ao mundo por um fio de água morrente
Que ainda estou acordado só tenho a alma a dormir
Como a folha de bambú a deslizar na corrente
Apenas presa ao mundo por um fio de água morrente
Nos arrozais morre a chuva noutra água há-de nascer
Abatam-me ao efectivo também eu me vou sem morrer
Para quê ter de partir logo que passe a monção
Se encontrei toda a fortuna no lume deste morrão
Abatam-me ao efectivo também eu me vou sem morrer
Para quê ter de partir logo que passe a monção
Se encontrei toda a fortuna no lume deste morrão
Ópio bendito ópio minhas feridas mitiguei
Meu bálsamo para a dor de ser
Em ti me embalsamei
Ópio maldito ópio foi para isto que cheguei
Uma pausa no caminho
Numa névoa me tornei
Meu bálsamo para a dor de ser
Em ti me embalsamei
Ópio maldito ópio foi para isto que cheguei
Uma pausa no caminho
Numa névoa me tornei
sexta-feira, agosto 30, 2013
domingo, agosto 25, 2013
[E eu só penso nos floating markets do Mekong]
Capítulo 98
De outras muitas diversidades de cousas que vimos, e da ordem que se tem nas cidades movediças que se fazem nos rios, em embarcações
E nos quinze dias que estas feiras duram, que e da lua nova até a cheia, é mais para ver a polícia [ordem, disciplina] e o concerto, e a nobreza desta cidade, que está fabricada no rio em embarcações, que quantos edifícios há na terra, porque nela se vêem duas mil ruas muito compridas e muito direitas, fechadas todas com embarcações de uma parte e da outra, e as mais delas com toldos de seda e muitos estandartes, guiões e bandeiras, e varandas pintadas de diversas pinturas, em cima das quais se vendem todas as cousas quantas se podem desejar; noutras, há todos os oficiais mecânicos de quantos ofícios há nas repúblicas; e pelo meio corre a gente que negoceia, em umas manchuas pequenas, muito pacificamente, sem estrondo nem reboliço nenhum.
Fernão Mendes Pinto, Peregrinação
Das cousas dos outro lado mundo
(Por momentos, quando abri, ia jurar que o artigo falava de mim - & still...)
Só não percebo é por que razão, e posto tudo isto, temos de levar logo com Os Lusíadas. Bah.
Ps-e agora, mais uma pista: deve ser mesmo dos genes.
domingo, agosto 18, 2013
[Exupéry]
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
Antoine De Saint-Exupéry, O Principezinho
sexta-feira, agosto 16, 2013
quarta-feira, agosto 07, 2013
Quando eu for grande
quero ser artista.
Ou descobrir o zen através do azulejo - ai o que faz a velhice.
& a ponderar seriamente inscrever-me numas aulas de artes plásticas quaisquer com is meus meninos da Universidade da Terceira Idade.
Pode ser da velhice, é um facto, mas se ficar tão bem conservada como eles, física e mentalmente, garanto-vos que vale a pena. :)
terça-feira, agosto 06, 2013
domingo, agosto 04, 2013
[it's on the news]
O coração ao pé da boca, mas há pessoas assim, intencionalmente insensatas e viscerais, por estudada oposição ao racional, que nos dão que pensar, que por vezes abalam o modo normalizado e totalmente racional de esquematizar e organizar o pensamento e deixam todo o espaço aberto a meditar nessa estudada provocação. Não deixo link, está nas notícias e o que vai deixar é saudades.
Depois de a lição dos afectos, da apologia do afecto constante apesar de tudo, baixa essa ainda mais definitiva e ainda tão fresca, é averbar mais uma.
Começo a sentir-me mobília, oh ironia, ganhando terreno as larvas, os vermes, que vão corroendo tudo.
A segunda soube-a a um sábado, esta veio num domingo. Não são nada animadoras as perspectivas do amanhã e não sei se não corro o risco de estar no barco até o ver afundar. Ainda estou aturdida, mas com muitas dúvidas que alguma coisa de bom possa efectivamente surgir. :(
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