domingo, novembro 04, 2012

singapura, 2046


singapore is sexy, originally uploaded by A Outra Voz.

E oh como estas duas vão tão bem juntas. Ou seja, que ao ouvir uma só me venha à mente a outra.
Na imagem: Singapura, Chinatown, na minha primeira passagem pela cidade mágica; em baixo, uma faixa da banda sonora do 2046, oh.

Connie Francis, Siboney

TV off, Computers on? Bye bye



E já há tanto tempo não ouvia isto... poderosíssima, como sempre, claro!

sexta-feira, novembro 02, 2012

Mumbai theme tune




Não ouvia esta música há anos. Na verdade, desde o meu período trance que, quiseram os deuses, foi bastante curto apesar de qb intensivo. Agora, por acaso, cruzei-me com ela no facebook. Aqui fica e não me canso. Poderosíssima e fascinante, cheia de energia.

terça-feira, outubro 30, 2012

[E páro um pouco pra dormir]




[É melhor é, que já se faz tarde. Oh...]


Chegámos ao fim da canção
E paro um pouco pra dormir
É tarde pra voltarmos atrás
Já nem há motivo algum para rir
É como ouvir alguém dizer
Vê nessa procura
Uma razão
Pra virar a dor para dentro
Que é virar o amor para dentro
Falo de um amar para dentro
Que é virar a dor para dentro
Eu vou dizer até me ouvir
A dor chegou para ficar
Eu vou parar quando eu sentir
Não haver motivo algum pra negar
É como ouvir alguém dizer
Vê nessa procura
Uma razão
Pra virar a dor para dentro
Que é virar o amor para dentro
Falo de um amar para dentro
Que é virar a dor para dentro
Chegámos ao fim da canção
E paro um pouco pra dormir

[so close it burns]


Mais ou menos isso. Como dizia o outro, para fechar a história de vez. As if...

sexta-feira, outubro 26, 2012

[sopa de números]


Vai de 3 em 3. Hoje, dos 3, foi a 4.ª. Depois juntou-se-lhe mais 5. Ouch. Já antes era.
Amanhã, no entanto, é que vai ser a sério. E tudo isto por 300 ou 400. Não vale, devia ser muito mais.

a zona de conforto


Há coisas boas. Há confortos maravilhosos. Há o saber estar e o aproveitar todo este calor à nossa volta, que é genuíno e que tão bem nos sabe acalentar. Por isso às vezes há que perguntar: e para quê procurar mais?

quarta-feira, outubro 24, 2012

tempo de nascer




Corriam os idos de 1998. Era a Expo e nela o Palco 6, o Tejo Beat e na Antena3 Henrique Amaro e companhia. Viva à memória que ficou.
E nunca como nessa altura tivemos tanta esperança no futuro - e pergunto-me agora se alguma vez a voltaremos a ter... 

terça-feira, outubro 23, 2012

um sol amarelo



E o futuro é uma astronave
que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
muda a nossa vida
e depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe
conhecer ou ver
o que virá
o fim dela ninguém sabe
bem ao certo onde vai dar

[E confesso que tantas vezes me dá uma curiosidade...]




segunda-feira, outubro 22, 2012

[só para dizer que]


As boas companhias são das melhores coisas do mundo.
Tenho dito.

orientalismos


People's Park. Achei uma delícia - por coisas minhas, eu sei, que houve até gente a sair. Gostei.
Diz que amanhã qualquer coisa sobre o Mekong, esse mighty.
À cautela, já trouxe comigo a entrada para A última Vez que Vi Macau, eu, que nunca lá estive.

sábado, outubro 20, 2012

O pássaro da cabeça


Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça
que canta na tua garganta
canta onde lhe apeteça

Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
mesmo as que julgas que não

Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo com a boca fechada

E esta é a canção sem razão
que não serve para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão

e ficas de novo sózinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.

O pássaro da cabeça,
Manuel António Pina


E é este, o que sempre tive em mente. O pássaro na minha cabeça, enfim.




Uma coisa que me põe triste
é que não exista o que não existe
(Se é que não existe, e isto é que existe!)

Manuel António Pina,
O pássaro da cabeça

O Pássaro da Cabeça


O Pássaro da Cabeça
Manuel António Pina (texto), Joana Quental (ilustração), Quasi (editora)

Cabem nestes poemas pássaros da cabeça, do coração e da imaginação, sopas que devem ser lidas, ioiôs que andam ao contrário do que a nossa mão manda e criaturas misteriosas e muito grandes, chamadas gigões e anantes. Aqui vais travar amizade com uma menina de tranças e vestidinho às flores que se vê acompanhada de alguns versos (aqueles que conseguem saltar dos poemas e invadir as imagens) e vais ainda aprender o segredo dos adultos: eles não crescem nada, as coisas à sua volta é que mudam de tamanho…


Retirado daqui.

As coisas melhores são feitas no ar,
andar nas nuvens, devanear,
voar, sonhar, falar no ar,
fazer castelos no ar
e ir lá para dentro morar
... ou então estar em qualquer sítio só a estar,
a respiração a respirar,
o coração a pulsar,
o sangue a sangrar,
a imaginação a imaginar, 

os olhos a olhar
(embora sem ver),
e ficar muito quietinho a ser,
os tecidos a tecer,
os cabelos a crescer.
E isto tudo a saber
que isto tudo está a acontecer!
As coisas melhores são de ar
só é preciso abrir os olhos e olhar,
basta respirar.

Manuel António Pina
O Pássaro da Cabeça


Um dos primeiros livros que me lembro de ter lido, da famigerada e bendita Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian. Lembro-me que na altura o livro me soou algo "frio" (não sei explicar) e que, talvez por isso, o li e reli. O certo é que não me saiu da cabeça, vá lá a gente entender.
Por isso hoje, quando soube da notícia da morte do Manuel António Pina, foi O Pássaro da Cabeça que me veio logo à memória. E lido hoje... meu deus, afinal havia mesmo um mundo ali. E vá a gente entender estes fenómenos assim...

quinta-feira, outubro 18, 2012

[há coisas boas]



Um mega sorriso para terminar (bem) o dia. :D

[Manual de instruções]


  you have a thing:
- bring it to the table
- address it
- put (warm) people to talk about it
= you've killed it
:D

[found it]



Por Liniers.

quarta-feira, outubro 17, 2012