terça-feira, outubro 30, 2012

[E páro um pouco pra dormir]




[É melhor é, que já se faz tarde. Oh...]


Chegámos ao fim da canção
E paro um pouco pra dormir
É tarde pra voltarmos atrás
Já nem há motivo algum para rir
É como ouvir alguém dizer
Vê nessa procura
Uma razão
Pra virar a dor para dentro
Que é virar o amor para dentro
Falo de um amar para dentro
Que é virar a dor para dentro
Eu vou dizer até me ouvir
A dor chegou para ficar
Eu vou parar quando eu sentir
Não haver motivo algum pra negar
É como ouvir alguém dizer
Vê nessa procura
Uma razão
Pra virar a dor para dentro
Que é virar o amor para dentro
Falo de um amar para dentro
Que é virar a dor para dentro
Chegámos ao fim da canção
E paro um pouco pra dormir

[so close it burns]


Mais ou menos isso. Como dizia o outro, para fechar a história de vez. As if...

sexta-feira, outubro 26, 2012

[sopa de números]


Vai de 3 em 3. Hoje, dos 3, foi a 4.ª. Depois juntou-se-lhe mais 5. Ouch. Já antes era.
Amanhã, no entanto, é que vai ser a sério. E tudo isto por 300 ou 400. Não vale, devia ser muito mais.

a zona de conforto


Há coisas boas. Há confortos maravilhosos. Há o saber estar e o aproveitar todo este calor à nossa volta, que é genuíno e que tão bem nos sabe acalentar. Por isso às vezes há que perguntar: e para quê procurar mais?

quarta-feira, outubro 24, 2012

tempo de nascer




Corriam os idos de 1998. Era a Expo e nela o Palco 6, o Tejo Beat e na Antena3 Henrique Amaro e companhia. Viva à memória que ficou.
E nunca como nessa altura tivemos tanta esperança no futuro - e pergunto-me agora se alguma vez a voltaremos a ter... 

terça-feira, outubro 23, 2012

um sol amarelo



E o futuro é uma astronave
que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
muda a nossa vida
e depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe
conhecer ou ver
o que virá
o fim dela ninguém sabe
bem ao certo onde vai dar

[E confesso que tantas vezes me dá uma curiosidade...]




segunda-feira, outubro 22, 2012

[só para dizer que]


As boas companhias são das melhores coisas do mundo.
Tenho dito.

orientalismos


People's Park. Achei uma delícia - por coisas minhas, eu sei, que houve até gente a sair. Gostei.
Diz que amanhã qualquer coisa sobre o Mekong, esse mighty.
À cautela, já trouxe comigo a entrada para A última Vez que Vi Macau, eu, que nunca lá estive.

sábado, outubro 20, 2012

O pássaro da cabeça


Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça
que canta na tua garganta
canta onde lhe apeteça

Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
mesmo as que julgas que não

Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo com a boca fechada

E esta é a canção sem razão
que não serve para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão

e ficas de novo sózinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.

O pássaro da cabeça,
Manuel António Pina


E é este, o que sempre tive em mente. O pássaro na minha cabeça, enfim.




Uma coisa que me põe triste
é que não exista o que não existe
(Se é que não existe, e isto é que existe!)

Manuel António Pina,
O pássaro da cabeça

O Pássaro da Cabeça


O Pássaro da Cabeça
Manuel António Pina (texto), Joana Quental (ilustração), Quasi (editora)

Cabem nestes poemas pássaros da cabeça, do coração e da imaginação, sopas que devem ser lidas, ioiôs que andam ao contrário do que a nossa mão manda e criaturas misteriosas e muito grandes, chamadas gigões e anantes. Aqui vais travar amizade com uma menina de tranças e vestidinho às flores que se vê acompanhada de alguns versos (aqueles que conseguem saltar dos poemas e invadir as imagens) e vais ainda aprender o segredo dos adultos: eles não crescem nada, as coisas à sua volta é que mudam de tamanho…


Retirado daqui.

As coisas melhores são feitas no ar,
andar nas nuvens, devanear,
voar, sonhar, falar no ar,
fazer castelos no ar
e ir lá para dentro morar
... ou então estar em qualquer sítio só a estar,
a respiração a respirar,
o coração a pulsar,
o sangue a sangrar,
a imaginação a imaginar, 

os olhos a olhar
(embora sem ver),
e ficar muito quietinho a ser,
os tecidos a tecer,
os cabelos a crescer.
E isto tudo a saber
que isto tudo está a acontecer!
As coisas melhores são de ar
só é preciso abrir os olhos e olhar,
basta respirar.

Manuel António Pina
O Pássaro da Cabeça


Um dos primeiros livros que me lembro de ter lido, da famigerada e bendita Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian. Lembro-me que na altura o livro me soou algo "frio" (não sei explicar) e que, talvez por isso, o li e reli. O certo é que não me saiu da cabeça, vá lá a gente entender.
Por isso hoje, quando soube da notícia da morte do Manuel António Pina, foi O Pássaro da Cabeça que me veio logo à memória. E lido hoje... meu deus, afinal havia mesmo um mundo ali. E vá a gente entender estes fenómenos assim...

quinta-feira, outubro 18, 2012

[há coisas boas]



Um mega sorriso para terminar (bem) o dia. :D

[Manual de instruções]


  you have a thing:
- bring it to the table
- address it
- put (warm) people to talk about it
= you've killed it
:D

[found it]



Por Liniers.

quarta-feira, outubro 17, 2012

segunda-feira, outubro 15, 2012

Era uma vez um malai português


Era uma vez um malai português
Que em todo o batuque dançava por três.
Tanto bailou com as moças alegres
Tanto bailou que lhe deram as febres.
Tanto bailou e tornou a bailar,
Que até para a cova lá foi a dançar.
Bailemos, ao som dos sagueiros.

Não têm toada mais fina os ribeiros.
Suspiros das folhas do verde gondão,
Abraços e beijos, são do coração.
Bailemos, bailemos, à luz do luar,
Que a vida não pára, lá vai passar.

(Lahane, Timor, Junho de 1908)

Alberto Osório de CastroA Ilha Verde e Vermelha de Timor

aqui deste livro tinha falado. Ao poema não resisti, (re)encontrado aqui (onde consta em versão completa). E só me lembro de uma tarde em que a Sara, e depois eu, nos metemos a bailar num balinho timorense, mesmo à beira do Ilhéu de Jaco. Há vídeos com esse registo, há quem diga por aí... ;)

Ps-e que giro hoje ter conhecido alguém que, há 60 anos, passou dois anos em Baguia... e me fez umas belíssimas descrições de Baucau. :)

domingo, outubro 14, 2012

leste, leste


beach, originally uploaded by A Outra Voz.

Toda a gente gosta de ir caminhar para a praia! :D

A caminho de Jaco, costa leste de Timor

sexta-feira, outubro 12, 2012

Papagaios da Malásia



Malaysian kites, originally uploaded by A Outra Voz.

Só porque sim, apeteceu-me trazer assim talvez todos para casa. Inacreditavelmente belíssimos. Cheios de cores, num papel frágil.
Veio um pequenino, feito de batik, para ter uma amostra. Veio e ficou também a moeda de 50 cêntimos de ringgit, com um papagaio no verso. Lindíssimo.
E eu juro que nem desconfiava de toda a obsessão destes povos pelos papagaios esvoaçantes. Ainda vou falar disso depois. Ou seja, mais um motivo por ter ficado completamente doente e siderada por todas estas paragens. Como não, assim.