Omnipresentes em Timor, herança da indonésia. Na Indonésia em todo o lado, usado por homens e mulheres.
Na Malásia fui encontrá-los também. E um já tinha vindo comigo para Portugal. :)
quinta-feira, outubro 11, 2012
Batik Sarong
segunda-feira, outubro 08, 2012
domingo, outubro 07, 2012
quinta-feira, outubro 04, 2012
[Em 1270 era assim]
Quando tinham passado para poente, ou seja, o deserto, chegaram à nobre e grande cidade de Bucara; era seu rei um senhor chamado Barac. Era a maior cidade da Pérsia. Quando os dois irmãos chegaram a esta cidade, cedo se aperceberam de que não podiam andar em frente nem ara trás, e nela permaneceram três anos.
Sucedeu naqueles tempos que Alau, senhor do Levante, mandou emissários ao Grande Cã, e quando viram nesta cidade os dois irmãos ficaram maravilhados porque nunca tinham visto nenhum homem de raça latina; fizeram-lhes grande festa e perguntaram-lhes se queriam ir com ele ao Grande Senhor e Grande Cã, que ele os receberia com muitas honrar, porque o Grande Cã nunca tinha visto nenhum homem latino. Os dois irmãos responderam-lhe: “Com todo o gosto”.
Os dois irmãos puseram-se a caminho com estes emissários e andaram um ano para nordeste. E primeiro que lá chegassem, encontraram grandes maravilhas, as quais se contarão de seguida.
Marco Polo, Viagens
Edição da Assírio & Alvim
terça-feira, outubro 02, 2012
# da série coisas boas para se ler, esp. ao fim de um dia, esp. a ver as séries da 2
...
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Tudo passa. Sofrimentos, dores, sangue, fome e peste. A espada vai desaparecer, mas as estrelas vão permanecer no céu quando nem uma sombra dos nossos corpos e das nossas obras ficar no mundo. Não há ninguém que não o saiba. Então, porque não queremos volver os nossos olhos para elas? Porquê?
Mikhaíl Bulgakov, A Guarda Branca. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra.
Daqui, pois claro.
Tudo passa. Sofrimentos, dores, sangue, fome e peste. A espada vai desaparecer, mas as estrelas vão permanecer no céu quando nem uma sombra dos nossos corpos e das nossas obras ficar no mundo. Não há ninguém que não o saiba. Então, porque não queremos volver os nossos olhos para elas? Porquê?
Mikhaíl Bulgakov, A Guarda Branca. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra.
Daqui, pois claro.
boat in the glow
Bangcoque, Tailândia
Já era tarde e escuro, parece-me até que chovia. Já pouco havia onde comer e acabou-se numa pizzaria. Mais tarde, seria nesta rua a prova das célebres massagens tailandesas (ouch!). No caminho havia este barco, a fazer lembrar as epopeias dos portugueses, assim em jeito de Peregrinação.
[tudo se conjuga]
Chegou ontem, final e inesperadamente, Una Ballata del Mare Salato (entregue em mãos e tudo).
Hoje, para completar, tinha isto no meu mail.Brinquem comigo, brinquem...
# on hopes and dreams II (banda sonora)
Claro que a música é, e como não podia deixar de ser, a velhíssima dos Mercury Rev. Onde ironicamente, e para variar, a letra até parece estar errada, dreams aren't always wrong.
# on hopes and dreams
E depois, nisto dos sonhos, o problema é que por muito que o de hoje tenha sido *tão* violento, quando volto atrás e olho não sei se a realidade não foi também violenta assim. De onde resulta, portanto, que talvez nada mais haja a acrescentar a não ser sair disto. O problema, no entanto, e se mais faltasse, é terem sido já duas vezes seguidas e isso ninguém merece, nem mesmo no caso em epígrafe.
sábado, setembro 29, 2012
terça-feira, setembro 25, 2012
segunda-feira, setembro 24, 2012
Do abstracto
É verdade, não me apetecia já, mas às vezes há coisas assim, que parecem apenas colar-se à nossa vontade de elas acontecerem e por isso (só por isso?) continuam a pairar por ali. Dou então por mim, no meio do mar, no meio do nada, com todo este azul, na ilha encantada (pois é, aqui estou outra vez) a ouvir isto e a tudo fazer sentido. Blessed be.
terça-feira, setembro 18, 2012
# vícios
Descoberto outro filão: a colecção Literatura de Viagens, da Tinta da China.
Alguns já tinha lido (malgré tout, fiquei siderada no Caderno Afegão), a outros nem me atrevi a regressar (Veneza).
Voltando atrás: hoje regressei a um sítio onde tão depressa não contava voltar. Apesar de tudo foi bom, soube bem. Nada de sentimentos maus (mesmo a quem os merecia) e a sensação boa de ver tantas caras queridas.
À espera, foi hoje que dei a devida atenção à Palavra de Viajante, a livraria de viagens. Uma delícia!
Edições portuguesas, mas não só, e até lá encontrei o Bárbaro da Ásia, de Michaux (edição em francês).
Há exposições de fotografia e a actual é sobre a Birmânia. Visto depois no facebook, consta que o Café do Viajante, rest/bar no interior, tem menu a condizer. A experimentar!
As salas estão organizadas por zonas e os guias intercalam com acessórios literatura temática. Uma delícia e só dá vontade de ir para lá viver.
Estando nisto, na mesa principal Disse-me um Adivinho, de Tiziano Terzani.Sobre uma viagem na Conchichina de um antigo repórter de guerra italiano. Que viveu dezenas de anos em Saigão (actual Ho Chi Minh), no sul do Vietname, e resistiu até aos vietnamitas regressarem. Que depois, decidindo acreditar numa profecia que lhe contara um adivinho quinze anos antes, decide viajar na Ásia durante um ano rigorosamente sem usar o avião.
Tudo promete aqui e bem me parece que vou devorar estas seiscentas páginas.
Em mote geral o vício cresce e parece estar a passar além das suas próprias fronteiras. Saboreio isto ao máximo e tento procurar, enquanto ainda tenho, a calma e serenidade aprendidas nas andanças da Ásia.
[Nem de propósito, em breve o regresso à Ilha Encantada.]
Não é preciso muito para voltar a acreditar (2006, onde já vais):
Durante um ano percorreu o Extremo Oriente por terra, lentamente, em busca de um tempo perdido, numa viagem de sentido duplo: aquele que correspondia ao trajecto geográfico, ligando os pontos de um mapa, e o que o fez levar a cabo um percurso íntimo e de autodescoberta. Numa viagem assim, quem chega nunca é quem partiu.
segunda-feira, setembro 17, 2012
# ponto da situação: viagens
Encontrado o filão: "Literatura de Viagens".
Belo resumo aqui, da literatura de viagens portuguesa, dos descobrimentos até (quase) à actualidade, terminando no século vinte:
A tradição portuguesa daliteratura de viagens conheceu, com as viagens oceânicas do século XVI, um florescimento que decorria danecessidade de testemunhar as descobertas efetuadas, coincidindo, neste caso, muitas vezes, o registo como próprio relato do navegador (...), e, ao mesmo tempo, do desejo de apresentar aoleitor civilizado o exotismo da flora e faunas encontradas, os usos e costumes de povos ainda selvagens.
Uma versão mais desenvolvida aqui, onde avulta que é mesmo A Peregrinação a obra fundamental.
Em ambas falta, talvez, a literatura quase antropológica, do século dezanove, advinda das grandes viagens exploratórias, como relatos à metrópole. Exemplo disso será sem dúvida, ainda que só presente nas citações (muitas vezes relativas às explorações holandesas), o excelente A Ilha Verde e Vermelha de Timor, de Osório de Castro. Uma sorte tê-lo apanhado, na feira do livro de Dili, que há muito esgotou e merecia um outro tratamento.
Entretanto, e do que consegui encontrar, A Carta do Preste João das Índias está terminada; embora tenha percebido entretanto que mais não se trata do que um texto medieval. Mas, e viajar na imaginação? Não será isso também uma viagem?
Localizada também A Balada do Mar Salgado, resta esperar que venha da estante onde está até à minha. E encontrada, suponho que numa outra versão, esta bem mais real, eis que me ponho a imaginar e a pesquisar rotas e aeroportos.
Reconheço, no entanto, que A Balada começou na minha cabeça da visão que dela tive, da sensação que o céu era baixo, de estar na praia até às estrelas se acenderem e de as pirogas passarem ali ao lado. De me sentir, no fundo, um dos seus legítimos personagens.
Ps-sob a entrada da Wikipédia Portugueses na Ásia (mesmo a calhar), eis que se abre o trecho "Literatura". Mesmo a calhar...
quinta-feira, setembro 13, 2012
# let there be light
Hoje, enquanto circulava nas livrarias, lembrei-me que me fez falta o verão passado, onde pus tanto as leituras em dia. Depois pensei que o meu verão, que já vai em mais de seis meses, teve sem dúvida outros estímulos, tão mais inesperados. Pensei que tenho de me levantar mais cedo para ter dias maiores e neles caber tudo o que tenho vontade de fazer. Trabalhar, ler, caminhar, andar na praia, desporto, gozar as coisas boas. E assim tem sido, e este sol, e este spa meio urbano meio tão descansado, e estas coisas boas que não param de me surpreender.
# Orientes
Mergulhei de novo na cidade, esta a de sempre, a que não pára de ser bonita e tanta gente com ela.
A Balada do Mar Salgado continua esgotada; next.
Da Peregrinação não foi fácil saber. Calcorreada a rua, lá apareceu, em dois volumes, que rechacei em troca da versão do Aquilino. A ver, que me parece que não vai chegar. Entretanto juntei mais um: Carta do Preste João das Índias, em edição da Assírio cheia de mapas, lindíssima.
Prometo a visita à Palavra de Viajante, a livraria de viagens, bem no fim da Rua de São Bento.
Entretanto o que queria mesmo era A Balada do Mar Salgado - se alguém puder ajudar.
E jurava, juraria, que uma vez com o La Repubblica, trouxe o Una ballata del mare salato, mas o que é certo é que não o encontro em lado nenhum.

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linda, linda