sexta-feira, janeiro 06, 2012

[Há espaços vazios no teu interior*]


I like your heart, originally uploaded by A Outra Voz.

Da série # Como esquartejar uma abóbora.
Há dias, perto de si.

* E como em breve isto vai ser tão doce!

MALONE meurt

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As pessoas «distintas» não inventam nada em matéria de linguagem. Excedem-se nisso, pelo contrário, todos os que improvisam por gabarolice ou se enredam numa vulgaridade raiada de emoção. São naturezas puras, vivem directamente as palavras. Será o génio verbal apanágio dos antros de perdição? Exige, em tudo o caso, um mínimo de repugnância.

Emil Cioran, De l’inconvénient d’être né


Pequeno excerto de (mais uma) deliciosa pérola vinda daqui.
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quarta-feira, janeiro 04, 2012

& now for something completely different!

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Um dia crio um tour de Sintra:

"Tour pelas farmácias de Sintra, à procura de coisas que não há."

[Já devidamente testado em cobaias humanas. :p]
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Rocket [Duchovny] Man

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Porque nisto de telenovelas cada um tem as suas. E esta hoje acabou assim... snif!
[E não se assustem, é o Rocket Man do Elton John, com o finale do Californication, a série mais depravada de sempre.]
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segunda-feira, janeiro 02, 2012

GIN

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Da série "Uma dieta por dia, não sabe o bem que lhe fazia".

sábado, dezembro 31, 2011

[Gotta say this]

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& to cut a long story short:

Gostei da forma como o ano acabou. :) So may it last is my most deep hope.
Fingers crossed (also) to that.
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Precisely!

...Por isso agora vou fazer sobremesas! :)
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Em dia de

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Em dia de resoluções, vale a pena ir ali até ao Rio, ao blog da Ana Lu. :) Nem mais! :D

Mas não vou desejar um ano perfeito. Sair de casa é ter enfrentar um dragão por dia.

(só para aguçar o apetite! ;))
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sexta-feira, dezembro 30, 2011

# Das coisas que importam

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Sobretudo nos tempos que correm, o que se vê mais por aí são "apostadores do totobola à 2.ª feira". Sabem tudo o que o futuro reservava, mas só depois de já ter passado - e muitas vezes de lhes ter passado por cima, deixando-os completamente à deriva.
Além disso, e sobretudo nos comentadores, é moda criticar o evidente naufrágio do barco, esquecendo o quão foram parte activa e interessada, ou seja, o quanto contribuíram para aquele desfecho da questão - e não obstante outros abundantes sinais de alerta quanto a isso, claro.
Assim é muito fácil. Sem ter a humildade de vir a campo fazer um mea culpa (mesmo que só parcial), a vitória eterna e retumbante é a única coisa que pode sempre restar.
Muito mais coragem exige vir, ainda que por momentos, jogar ao campo do adversário. Aí sim, já é outra a conversa, mas nem todos têm humildade suficiente e se atrevem a lá chegar.
É certo que pouco ou nada se pode fazer quanto a isso, talvez reste apenas constatar. [E talvez que para perceber isto não seja preciso tanto tempo quanto para fazer uma tese - ou talvez, quem sabe, sejam ambos fenómenos similares.]
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quinta-feira, dezembro 29, 2011

The song of the old mother

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I rise in the dawn, and I kneel and blow
Till the seed of the fire flicker and glow;
And then I must scrub and bake and sweep
Till stars are beginning to blink and peep;
And the young lie long and dream in their bed
Of the matching of ribbons for bosom and head,
And their days go over in idleness,
And they sigh if the wind but lift a tress:
While I must work because I am old,
And the seed of the fire gets feeble and cold
.

William Butler Yeats


Tanto tempo mais tarde, o Neil Hannon quase quase voltou a fazer uma canção sobre isto.
Sobretudo nestas últimas semanas, my most warm thoughts for both of them equal.
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Tesouros desta cidade

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Entretanto o dia também teve uma (auto)visita a duas "sociedades secretas" de Lisboa - visitas essas não totalmente isentas de risco!...

Maná de poesia

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A Fnac Chiado voltou a ter as maravilhosas edições de poesia da Wordsworth.
Já lá vão os tempos, há poucos anos, em que passava regularmente pela Fnac para trazer um destes volumes para casa - qualquer que ele fosse, porque eram todos bons. Assim me vieram parar às mãos Irish Poetry, as obras do Oscar Wilde (depois de aguçada a imaginação pelos manuais de Penal da Teresa Beleza, claro) e os maravilhosos poemas da guerra do Walt Whitman - depois devidamente complementados por uma prática edição pocket do Leaves of Grass, na versão original (a da Relógio d'Água saiu a €30/cada, esta custou-me €8 or so).
Hoje o balcão da Fnac na literatura estrangeira era novamente um maná. Foi trazer, foi trazer e o há muito adorado Yeats veio para casa comigo. Damn bloody Irish, podia era ser um pouco mais uplifting. Mas continua lindíssimo...
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quarta-feira, dezembro 28, 2011

[Ainda por cima quando há manhãs de sol]

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Um dia, quando começa, parece igual aos outros.

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subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba.

Nuno Júdice
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How beautiful

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waiting to burn

Madeira seca, waiting to burn.
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A longa espera de Penélope por Ulisses

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Durante o dia ela tecia, e à noite secretamente desmanchava.
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terça-feira, dezembro 27, 2011

Novo (quase) hobby

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Hoje passei a manhã a tratar da costura.
Mas em Cascais, para ser chique, claro está! ;)
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segunda-feira, dezembro 26, 2011

what will be (already is)

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Boys will be boys e aos três anos que há de melhor que uma pista de carros, ainda por cima de vários andares? (E com elevador e helicóptero, claro!)
Depois, ficou tudo ainda mais fácil. Com a madrinha ainda a recuperar da box, tocou ao pai e demais juntar as peças todas (ui, ui) até a indústria estar em total funcionamento. A seguir foi só brincar, pois claro!

[E a cada dia me espanto com a elasticidade (ou seja lá o nome que tiver) que o corpo pode ter e a sua capacidade de regeneração. O sofá, todo artilhado para a (esperada longa) quadra que o diga, ali esquecido, de lado - e as pernas ao fim do dia, que pese embora não pararam de andar. Again, my most deep wonder & respect to that.]
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# dos mistérios

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Papagaios de Lisboa, they say, e aparentemente só ao alcance dos menos distraídos.
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sexta-feira, dezembro 23, 2011

[Enquanto isso]

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Alguém chegou ao meu blog pesquisando por

"Eu quero desaprender, para aprender de novo".
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