sexta-feira, dezembro 16, 2011


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(Parece-me que hoje outra coisa não dá.)

Or just "Keep calm and try to breathe" (though).
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faz sentido no meu sistema solar...
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Nem de propósito, o meu dia terminou bonitamente assim.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Matera pura

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Poesia sobre poesia pura
indeed.

Vieram à procura da escuridão da noite para fotografar as esculturas, porque de dia este espaço quase bíblico, confinado, tem uma luz descontrolada. E o quase bíblico, aqui, está longe de ser um exagero.

Se há lugar que pode causar perplexidade a um escultor, ele é Matera. É um exemplo de milénios de uma civilização rupestre, de uma cidade que se esculpe na rocha, das cavernas mais simples de há nove mil anos aos palácios do século XVIII. Uma arquitectura que, em vez de adicionar, subtrai. É o que se vê nas quatro igrejas rupestres do Convicinio de Santo António, a que acedemos através de um pátio, depois de atravessar um arco-portão. São do século XII e XIII e a arquitectura românica, arcaica, ainda está, aqui e ali, coberta de frescos. Estão lá esculpidas absides inteiras, abóbadas cruzadas, pilastras, colunas e janelas. Estar dentro deste espaço, nota Rui Chafes, "é como estar no núcleo de uma pedra". Quem o fez foi capaz de "um gesto incrível, de avançar pela montanha". "Como uma formiga, construindo uma geometria, irregular, mas uma geometria."

No exterior, fora das igrejas e da pedra, ouve-se apenas o rio Gravina, que corre lá em baixo no vale, e que separa a cidade do Parque da Murgia Materana. Nessa colina em frente, estão duas peças que terão de ser fotografadas amanhã de manhã, diz Chafes a Alcino Gonçalves. Estão exactamente em frente ao "telescópio" assente sobre um dos muro do pátio das igrejas, aponta o escultor. O falso telescópio é um tubo, também em ferro preto, que "não é uma escultura", mas serve para orientar o olhar. "Está aqui tudo confinado na pedra. Mais de que um ponto de vista é um ponto de fuga. Deixa um caminho aberto."


Para continuar a ler aqui.
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segunda-feira, dezembro 12, 2011

Xmas mood

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E já que estamos nessa, por exemplo assim.
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[Do interesse da fuligem]

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'But who won't allow you,' put in the priest in a low voice, 'to own your own soot.'

Crook looked at him with an eye of interest and even respect. 'Does one want to own soot?' he asked.

'One might,' answered Brown, with speculation in his eye. 'I've heard that gardeners use it. And I once made six children happy at Christmas when the conjuror didn't come, entirely with soot -- applied externally.'


(Porque afinal a conversa segue.)
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[Ah, a fuligem!]

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«Não quero que você fale assim», bradou a rapariga, que estava curiosamente animada. «Você só começou a falar assim desde que se tornou um horrível não-sei-quê. Sabe muito bem do que estou a falar. O que é que se chama a um homem que queira abraçar o limpa-chaminés?
«Um santo», disse o Padre Brown.
«Julgo», disse Sir Leopold, com um altivo sorriso, «que o que a Ruby quer dizer é um Socialista.»
«Um Radical não é um homem que só coma raízes», observou Crook, com certa impaciência, «e um Conservador não é um homem que faça conservas de geleia. Tão-pouco, garanto-lho eu, um Socialista é um homem que deseje uma noite de convívio social com o limpa-chaminés. Um Socialista é um homem que quer todas as chaminés limpas e todos os limpa-chaminés pagos por tal serviço.»
«Mas que não lhes permitirá», disse o Padre Brown em voz baixa, «serem donos da sua própria fuligem.»


G. K. Chesterton, As Estrelas Cadentes, in Os melhores contos do Padre Brown, trad. de Jorge Pereirinha Pires, Assírio & Alvim


(não resisti e copei, ipsis verbis, daqui - aka o cantinho das maravilhas)
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quarta-feira, dezembro 07, 2011

[Adenda]

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Gosto de passear em lagos gelados (mas nao muito) e provocar arritmias nos amigos que olham na margem (mas que afinal também vão para o gelo!).
Os rapazes vão para o meio do lago gelado e começam a escavar círculos em volta dos pés.
Lembro-me que na manhã seguinte acordámos e ao sair do chalet tudo cintilava de tão gelado. O passeio matinal foi pelo lago e várias vezes senti as pernas bambas do estrondo do gelo a estalar ao primeiro sol da manhã.

A crack on ice
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terça-feira, dezembro 06, 2011

O frio é um estado de espírito

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Gosto dos países do frio. Gosto do frio. Gosto da neve, dos cachecóis, dos passeios nocturnos (incluindo pedalar as 23h de um dia de Dezembro, na Holanda, de uma cidade à outra e depois voltar para casa para descongelar - doía tanto, a cara!).
Gosto das finas camadas de gelo, do reluzir quando a noite cresce e o frio se prolonga ainda mais e todo o laivo de humidade cintila. Gosto dos flocos de neve a bater na cara, de abrir a boca e os abocanhar, de os ver a cair à luz do candeeiro e de ver pedacinhos de neve no casaco de penas. Gosto da água fria onde só as gaivotas e tantas, das correntes debaixo das pontes, dos gritos das gaivotas como as únicas à noite na cidade.
Gosto dos mercados de Natal. Gosto das montras decoradas, das velas, dos calendários do Advento, do Natal como só no norte. Gosto do vinho quente e do chocolate, dos gorros, das casas de madeira, da comida a fazer e que cheira sempre tão bem.
Gosto de usar a minha roupa do frio e de passear quando na rua deserta, de pensar nos meus amigos do sul que são do norte também e que morrem de saudades disto como eu.
Gosto da cidade cada vez mais linda, da cidade na água, da cidade calma e tão acolhedora, assim no calor como no frio, amen.
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domingo, dezembro 04, 2011

[As coisas a chegarem]

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Páginas e páginas para ler. Coisas novas. Muita gente, todo o mundo. Frio, frio.
Vai ser bom? Espero que sim.
E aquelas datas todas da agenda a fazer check check check daqui em diante, até à calma (quase) total, off.
Plim! *
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sábado, dezembro 03, 2011

[Não vou duvidar]

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Alguém veio ter ao meu blog pesquisando por carla do boletim meteorológico.
Não vou duvidar, é sempre um bom mote para que alguém aqui me encontre.
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quinta-feira, dezembro 01, 2011

[Yes, I know this]

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[À doce memória da ilha encantada]

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Nasce o linho dentro d´água
Anda sempre regadinho
Assim meus olhos com mágoa
Parecem irmãos do linho.

Gira que gira
Fiando o linho
Fuso de lira
Gira mansinho.

Linho fino espadelado
Quem te me der a fiar
Para camisas de noivado
Para rendas do meu colar

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/corresponde-se com as Maldivas.


Ou melhor: As Maldivas encetaram correspondência e até já agendaram date (por agora à distância).

Até já, então.
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quarta-feira, novembro 30, 2011

Apelo à navegação

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Sugestões de livros, música e filmes precisam-se!
E esses livros, músicas e filmes precisam-se também! :D
Prefª a coisas interessantes e simpáticas.
(para fins de hibernação da autora deste blog.
E arrrghh, delicado "hibernar" para alguém que não *adora* assim tanto o Natal. Buh!)

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segunda-feira, novembro 28, 2011

Magia negra


Magia negra, originally uploaded by A Outra Voz.

(Foi quase assim. *)

domingo, novembro 27, 2011

[still]

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Ter de estar quietinha, sem grandes movimentos. Dez minutos a dançar e depois isto (se é que tem um nexo). Agora aguardar, aguardar. Esperar que as próximas semanas passem e este sossego aguente também. Contagem decrescente, quase. Aceitam-se apostas se lá vai chegar ou não.
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sexta-feira, novembro 25, 2011

Sempre a aprender


Acho que muitas pessoas não levam muito a sério as aulas que dou na Universidade da Terceira Idade. Dizem "Ai que giro" e sorriem e eu bem vejo que não percebem muito bem o alcance daquilo. Eu considero um desafio e adoro aquilo que faço.
Hoje, por exemplo, fui comprar mais um livro. Não é de metodologia ou pedagogia mas, para o que eu quero, anda lá perto. E o objectivo é: manter o conteúdo e simplificar ao máximo o discurso.
Quem tem preconceitos com livros (supostamente) para crianças? Eu não. A prova é que numa formação já passei exercícios a adultos e a resposta não era nada fácil. Bastou tirar os bonecos e já ninguém pensa no "preconceito". Da mesma forma que os exercícios que faço com os meus alunos ensinariam muito a muitos opinion makers por aí.
Os livros para crianças, quando bem feitos, tem esta característica: são simples, mas cada um pode entender. Por exemplo, o melhor e mais simples livro sobre o 25 de Abril, para quem queira ter uma ideia rápida é também um desta colecção.
Este foi a minha aquisição de hoje. A teoria do Estado, os fundamentos do poder e a forma de organização da sociedade - está tudo cá.
Depois o título é magistral: "a longa história do poder" - e quando se passa isto para a prática...

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[Yes, I know me]

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Costumo dizer, convictamente, que a melhor coisa que o meu mestrado fez por mim foi ter-me dado um prazo para entrega da tese, contado ao minuto (true).
Hoje, mais do que nunca, mantenho e reafirmo tudo, accordingly.
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