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Não é tanto que falhe mais quanto a isso, I guess, é que há sítios (so to say) em que cada piada ou remark, quando fora da linha, são sempre recebidos com um frio glaciar. a isto não há seres humanos que resistam - só máquinas, e olhando para é isso.
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quarta-feira, novembro 09, 2011
[post da modéstia]
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Não, não sou eu quem anda à volta do mundo, ultimamente o mundo é que anda à volta de mim!
(e já agora, já parava um bocadinho., please.)
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Não, não sou eu quem anda à volta do mundo, ultimamente o mundo é que anda à volta de mim!
(e já agora, já parava um bocadinho., please.)
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segunda-feira, novembro 07, 2011
ALEXANDRA LEAVING / ALEXANDRA LOST
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Vim sentar-me n’O Lírio como em tempos
me sentei nas esplanadas da Albisriederplatz.
Não há aqui menos estrangeiros nem eu
me sinto menos só. Na igreja de São Domingos
rezavam a missa: Ich bin der Weg, die Wahrheit
und das Leben; alheios a isto, um homem
transporta cervejas Sagres para a tasquinha
A Sacristia e mulheres de lenço cruzam-se
no pronto-a-vestir Gao Jinyuan. Lisboa.
Não podia estar mais feliz do que neste snack
bar onde nem o acento grave, como é tão habitual
na nossa restauração, se fez substituir pelo agudo:
cozido à portuguesa
vinho branco à pressão
hà sopa da pedra
E não importa o postal Fábrica dos Produtos Coração
que não cheguei a enviar, nem importam os tão mal
remunerados trabalhos do amor, nada disso que
não pude concluir, as aulas de ballet, o curso de piano
ou o plano de recuperação da mãe. Distribuo cigarros,
não me furto aos cinco cêntimos (são p’ra comer)
e reparo, antes de abandonar a cena rumo à Praça
dos Restauradores, num anúncio que me tinha passado
despercebido: hà rapariga sem nada a perder.
N'A Trama, pois claro que sim
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Vim sentar-me n’O Lírio como em tempos
me sentei nas esplanadas da Albisriederplatz.
Não há aqui menos estrangeiros nem eu
me sinto menos só. Na igreja de São Domingos
rezavam a missa: Ich bin der Weg, die Wahrheit
und das Leben; alheios a isto, um homem
transporta cervejas Sagres para a tasquinha
A Sacristia e mulheres de lenço cruzam-se
no pronto-a-vestir Gao Jinyuan. Lisboa.
Não podia estar mais feliz do que neste snack
bar onde nem o acento grave, como é tão habitual
na nossa restauração, se fez substituir pelo agudo:
cozido à portuguesa
vinho branco à pressão
hà sopa da pedra
E não importa o postal Fábrica dos Produtos Coração
que não cheguei a enviar, nem importam os tão mal
remunerados trabalhos do amor, nada disso que
não pude concluir, as aulas de ballet, o curso de piano
ou o plano de recuperação da mãe. Distribuo cigarros,
não me furto aos cinco cêntimos (são p’ra comer)
e reparo, antes de abandonar a cena rumo à Praça
dos Restauradores, num anúncio que me tinha passado
despercebido: hà rapariga sem nada a perder.
N'A Trama, pois claro que sim
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Eu só queria aqui dizer que a Lola Dueñas é *ainda* mais gira ao vivo do que no cinema (como se fosse possível, mas sim).
E a voz, quando fala... senhores (e senhoras!). (Impede-me o decoro de dizer o que parece.)
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Eu só queria aqui dizer que a Lola Dueñas é *ainda* mais gira ao vivo do que no cinema (como se fosse possível, mas sim).
E a voz, quando fala... senhores (e senhoras!). (Impede-me o decoro de dizer o que parece.)
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quinta-feira, novembro 03, 2011
Já dizia o Miguel Torga...
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no início de cada um dos Diários, em jeito de citação (Amiel):
"Chaque jour nous laissons une partie de nous-mêmes en chemin".
Às vezes literalmente - mas acho que nisso não pensou ele.
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no início de cada um dos Diários, em jeito de citação (Amiel):
"Chaque jour nous laissons une partie de nous-mêmes en chemin".
Às vezes literalmente - mas acho que nisso não pensou ele.
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and the trees are stripped bare of all they wear
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Amanhã vai ser pior, mas ainda assim estou já a curtir o pós na forte descarga de adrenalina.
E, por todas as razões e mais alguma, esta é mesmo a música que melhor ilustra o meu estado de espírito.
Nisto de recursos, cada um tem os seus. Percebo que o meu humor, escuro negro, é para mim um escape precioso, o melhor que tenho talvez (às vezes parece uma arma, apta a chocar os outros, mas lamento, é mesmo o melhor que sei).
E depois também me sabe bem pedir ajuda, dizer Eu estou aqui, dizer Olha para mim, que não sou bem uma pedra e às vezes tem mesmo de ser e sabe tão bem.
E já o sei e posso fazer. Amen.
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Amanhã vai ser pior, mas ainda assim estou já a curtir o pós na forte descarga de adrenalina.
E, por todas as razões e mais alguma, esta é mesmo a música que melhor ilustra o meu estado de espírito.
Nisto de recursos, cada um tem os seus. Percebo que o meu humor, escuro negro, é para mim um escape precioso, o melhor que tenho talvez (às vezes parece uma arma, apta a chocar os outros, mas lamento, é mesmo o melhor que sei).
E depois também me sabe bem pedir ajuda, dizer Eu estou aqui, dizer Olha para mim, que não sou bem uma pedra e às vezes tem mesmo de ser e sabe tão bem.
E já o sei e posso fazer. Amen.
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quarta-feira, novembro 02, 2011
terça-feira, novembro 01, 2011
Just smile
Universidade da Terceira Idade de Sintra
Lançamento do livro dos 20 anos de actividade
Como dizia uma querida amiga, Eu tenho um caso de amor (correspondido).
Esta é a minha casa de tempos a tempos, porque a ela volto sempre que posso. É das coisas que me dá mais gozo fazer e poucas vezes me retribuíram em tanto.
Na 2.ª feira fui fotografá-los e as fotos saíram lindas. Claro que ajudou no fim toda a gente me ter vindo pedir retratos, de forma mais ou menos envergonhada, ou até declaradamente Para enviar ao meu filho que está na Alemanha. As fotos históricas (de sabor doce-amargo) ou as fotos de um amor incondicional, há de tudo.
Hoje foi a festa a mostrá-las (again and again) e talvez tenha sido a primeira vez que as minhas fotos tiveram direito a uma salva de palmas.
A meio da tarde dei por mim a pensar que hoje tinha feito tanta gente feliz e tanta gente me tinha feito feliz a mim também. É tão bom estar aqui.
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segunda-feira, outubro 31, 2011
[This one]
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October
And the trees are stripped bare
Of all they wear
What do I care
October
And kingdoms rise
And kingdoms fall
But you go on
And on
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October
And the trees are stripped bare
Of all they wear
What do I care
October
And kingdoms rise
And kingdoms fall
But you go on
And on
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sexta-feira, outubro 28, 2011
u2
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You say you want
Diamonds on a ring of gold
You say you want
Your story to remain untold
But all the promises we made
From the cradle to the grave
When all I want is you
You say you'll give me
A highway with no one on it
Treasure just to look upon it
All the riches in the night
You say you'll give me
Eyes in a moon of blindness
A river in a time of dryness
A harbour in the tempest
But all the promises we made
From the cradle to the grave
When all I want is you
assim, on & on, October at the end.
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You say you want
Diamonds on a ring of gold
You say you want
Your story to remain untold
But all the promises we made
From the cradle to the grave
When all I want is you
You say you'll give me
A highway with no one on it
Treasure just to look upon it
All the riches in the night
You say you'll give me
Eyes in a moon of blindness
A river in a time of dryness
A harbour in the tempest
But all the promises we made
From the cradle to the grave
When all I want is you
assim, on & on, October at the end.
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(I knew it, I knew it!)
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"Establishing economic value requires the disvaluing of all other forms of social existence. Disvalue transmogrifies skills into lack, commons into resources, men and women into commodified labour, tradition into burden, wisdom into ignorance, autonomy into dependency. It transmogrifies people’s autonomous activities embodying wants, skills, hopes and interactions with one another, and with the environment, into needs whose satisfaction requires the mediation of the market."
The Development dictionary: a guide to knowledge as power, by Wolfgang Sachs
Entrada "Development", by Gustavo Esteva...
"Establishing economic value requires the disvaluing of all other forms of social existence. Disvalue transmogrifies skills into lack, commons into resources, men and women into commodified labour, tradition into burden, wisdom into ignorance, autonomy into dependency. It transmogrifies people’s autonomous activities embodying wants, skills, hopes and interactions with one another, and with the environment, into needs whose satisfaction requires the mediation of the market."
The Development dictionary: a guide to knowledge as power, by Wolfgang Sachs
Entrada "Development", by Gustavo Esteva...
quarta-feira, outubro 26, 2011
My thoughts this morning
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Rain
Woke up this morning with
a terrific urge to lie in bed all day
And read. Fought against it for a minute.
Then looked out the window at the rain.
And gave over. Put myself entirely
in the keep of this rainy morning.
Would I live my life over gain ?
Make the same unforgivable mistakes ?
Yes, given half a chance. Yes.
Raymond Carver,
Where Water comes Together with Other Water, 1983
Perfeitamente expressos aqui.
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Rain
Woke up this morning with
a terrific urge to lie in bed all day
And read. Fought against it for a minute.
Then looked out the window at the rain.
And gave over. Put myself entirely
in the keep of this rainy morning.
Would I live my life over gain ?
Make the same unforgivable mistakes ?
Yes, given half a chance. Yes.
Raymond Carver,
Where Water comes Together with Other Water, 1983
Perfeitamente expressos aqui.
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segunda-feira, outubro 24, 2011
(Quase isso*)
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Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…
Singra o navio. Sob a água clara
Vê-se o fundo do mar, de areia fina…
— Impecável figura peregrina,
A distância sem fim que nos separa!
Seixinhos da mais alva porcelana.
Conchinhas tenuemente cor-de-rosa,
Na fria transparência luminosa
Repousam, fundos, sob a água plana.
E a vista sonda, reconstrui, compara.
Tantos naufrágios, perdições, destroços!
— Ó fúlgida visão, linda mentira!
Róseas unhinhas que a maré partira…
Dentinhos que o vaivém desengastara…
Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…
Camilo Pessanha
(* e nem vos conto do que é feita esta ironia)
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Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…
Singra o navio. Sob a água clara
Vê-se o fundo do mar, de areia fina…
— Impecável figura peregrina,
A distância sem fim que nos separa!
Seixinhos da mais alva porcelana.
Conchinhas tenuemente cor-de-rosa,
Na fria transparência luminosa
Repousam, fundos, sob a água plana.
E a vista sonda, reconstrui, compara.
Tantos naufrágios, perdições, destroços!
— Ó fúlgida visão, linda mentira!
Róseas unhinhas que a maré partira…
Dentinhos que o vaivém desengastara…
Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…
Camilo Pessanha
(* e nem vos conto do que é feita esta ironia)
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Lusíadas, 8 a.m.
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Hoje fiz o exame mais importante de sempre.
Ainda em fase de resultados preliminares, não se pode dizer que tenha chumbado (acho que nunca um resultado de um exame me deixou tão aliviada). 4.ª feira a "classificação final", por assim dizer (e ainda que em fase intermédia).
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Hoje fiz o exame mais importante de sempre.
Ainda em fase de resultados preliminares, não se pode dizer que tenha chumbado (acho que nunca um resultado de um exame me deixou tão aliviada). 4.ª feira a "classificação final", por assim dizer (e ainda que em fase intermédia).
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terça-feira, outubro 18, 2011
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