segunda-feira, outubro 31, 2011
[This one]
...
October
And the trees are stripped bare
Of all they wear
What do I care
October
And kingdoms rise
And kingdoms fall
But you go on
And on
...
October
And the trees are stripped bare
Of all they wear
What do I care
October
And kingdoms rise
And kingdoms fall
But you go on
And on
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sexta-feira, outubro 28, 2011
u2
...
You say you want
Diamonds on a ring of gold
You say you want
Your story to remain untold
But all the promises we made
From the cradle to the grave
When all I want is you
You say you'll give me
A highway with no one on it
Treasure just to look upon it
All the riches in the night
You say you'll give me
Eyes in a moon of blindness
A river in a time of dryness
A harbour in the tempest
But all the promises we made
From the cradle to the grave
When all I want is you
assim, on & on, October at the end.
...
You say you want
Diamonds on a ring of gold
You say you want
Your story to remain untold
But all the promises we made
From the cradle to the grave
When all I want is you
You say you'll give me
A highway with no one on it
Treasure just to look upon it
All the riches in the night
You say you'll give me
Eyes in a moon of blindness
A river in a time of dryness
A harbour in the tempest
But all the promises we made
From the cradle to the grave
When all I want is you
assim, on & on, October at the end.
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(I knew it, I knew it!)
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"Establishing economic value requires the disvaluing of all other forms of social existence. Disvalue transmogrifies skills into lack, commons into resources, men and women into commodified labour, tradition into burden, wisdom into ignorance, autonomy into dependency. It transmogrifies people’s autonomous activities embodying wants, skills, hopes and interactions with one another, and with the environment, into needs whose satisfaction requires the mediation of the market."
The Development dictionary: a guide to knowledge as power, by Wolfgang Sachs
Entrada "Development", by Gustavo Esteva...
"Establishing economic value requires the disvaluing of all other forms of social existence. Disvalue transmogrifies skills into lack, commons into resources, men and women into commodified labour, tradition into burden, wisdom into ignorance, autonomy into dependency. It transmogrifies people’s autonomous activities embodying wants, skills, hopes and interactions with one another, and with the environment, into needs whose satisfaction requires the mediation of the market."
The Development dictionary: a guide to knowledge as power, by Wolfgang Sachs
Entrada "Development", by Gustavo Esteva...
quarta-feira, outubro 26, 2011
My thoughts this morning
...
Rain
Woke up this morning with
a terrific urge to lie in bed all day
And read. Fought against it for a minute.
Then looked out the window at the rain.
And gave over. Put myself entirely
in the keep of this rainy morning.
Would I live my life over gain ?
Make the same unforgivable mistakes ?
Yes, given half a chance. Yes.
Raymond Carver,
Where Water comes Together with Other Water, 1983
Perfeitamente expressos aqui.
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Rain
Woke up this morning with
a terrific urge to lie in bed all day
And read. Fought against it for a minute.
Then looked out the window at the rain.
And gave over. Put myself entirely
in the keep of this rainy morning.
Would I live my life over gain ?
Make the same unforgivable mistakes ?
Yes, given half a chance. Yes.
Raymond Carver,
Where Water comes Together with Other Water, 1983
Perfeitamente expressos aqui.
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segunda-feira, outubro 24, 2011
(Quase isso*)
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Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…
Singra o navio. Sob a água clara
Vê-se o fundo do mar, de areia fina…
— Impecável figura peregrina,
A distância sem fim que nos separa!
Seixinhos da mais alva porcelana.
Conchinhas tenuemente cor-de-rosa,
Na fria transparência luminosa
Repousam, fundos, sob a água plana.
E a vista sonda, reconstrui, compara.
Tantos naufrágios, perdições, destroços!
— Ó fúlgida visão, linda mentira!
Róseas unhinhas que a maré partira…
Dentinhos que o vaivém desengastara…
Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…
Camilo Pessanha
(* e nem vos conto do que é feita esta ironia)
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Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…
Singra o navio. Sob a água clara
Vê-se o fundo do mar, de areia fina…
— Impecável figura peregrina,
A distância sem fim que nos separa!
Seixinhos da mais alva porcelana.
Conchinhas tenuemente cor-de-rosa,
Na fria transparência luminosa
Repousam, fundos, sob a água plana.
E a vista sonda, reconstrui, compara.
Tantos naufrágios, perdições, destroços!
— Ó fúlgida visão, linda mentira!
Róseas unhinhas que a maré partira…
Dentinhos que o vaivém desengastara…
Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…
Camilo Pessanha
(* e nem vos conto do que é feita esta ironia)
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Lusíadas, 8 a.m.
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Hoje fiz o exame mais importante de sempre.
Ainda em fase de resultados preliminares, não se pode dizer que tenha chumbado (acho que nunca um resultado de um exame me deixou tão aliviada). 4.ª feira a "classificação final", por assim dizer (e ainda que em fase intermédia).
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Hoje fiz o exame mais importante de sempre.
Ainda em fase de resultados preliminares, não se pode dizer que tenha chumbado (acho que nunca um resultado de um exame me deixou tão aliviada). 4.ª feira a "classificação final", por assim dizer (e ainda que em fase intermédia).
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terça-feira, outubro 18, 2011
segunda-feira, outubro 17, 2011
99 red balloons go by
Lisboa, 15 Outubro (dizem que foi mesmo ocupada)
Back at base, bugs in the software
Flash the message, "Some thing's out there"
Floating in the summer sky
Ninety-nine red balloons go by
Ninety-nine red balloons
Floating in the summer sky
Panic lads, it's a red alert
There's something here from somewhere else
Ninety-nine Decision Street
Ninety-nine ministers meet
To worry, worry, super-scurry
Call the troops out in a hurry
This is what we've waiting for
This is it boys, this is war
The President is on the line
As ninety-nine red balloons go by
Ninety-nine dreams I have had
Every one a red balloon
Now it's all over and I'm standin' pretty
In this dust that was a city
If I could find a souvenir
Just to prove the world was here
quinta-feira, outubro 13, 2011
Enquanto isso...
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Enquanto isso os meus papers (que posh, já sei) e o meu moleskine rosa (céus, não melhora) passaram o dia a andar de comboio. De início ainda os mapeei - julgava eu! - em comboios imaginários e falei ao telefone com solícitos revisores que em vão os procuravam, mas nada. De certo só a mensagem "foram encontrados livros que lhe pertencem" e um longo dia amanhã para os voltar a localizar.
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Enquanto isso os meus papers (que posh, já sei) e o meu moleskine rosa (céus, não melhora) passaram o dia a andar de comboio. De início ainda os mapeei - julgava eu! - em comboios imaginários e falei ao telefone com solícitos revisores que em vão os procuravam, mas nada. De certo só a mensagem "foram encontrados livros que lhe pertencem" e um longo dia amanhã para os voltar a localizar.
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quarta-feira, outubro 12, 2011
as baleias
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"E as baleias? Ui, suspirou. As baleias! Essas são velhas, têm cidades na barriga. São os maiores animais, são os bichos de maior idade que há no mar. Algumas quando morrem ficam à superfície e transformam-se em ilhas onde as pessoas plantam palmeiras e fazem cabanas."
José Cardoso Pires, O Burro-em-Pé
in Os Reis Mandados
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"E as baleias? Ui, suspirou. As baleias! Essas são velhas, têm cidades na barriga. São os maiores animais, são os bichos de maior idade que há no mar. Algumas quando morrem ficam à superfície e transformam-se em ilhas onde as pessoas plantam palmeiras e fazem cabanas."
José Cardoso Pires, O Burro-em-Pé
in Os Reis Mandados
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emergency supplies
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Na dúvida, nada como ir abastecer. Só coisas boas: Ondjaki e Cardoso Pires. Lobo Antunes também.
Só comecei o segundo, do qual já li algumas coisas, tendo agora percebido que de facto já tinha saudades.
Manusear à vontade e brincar descontraidamente com a língua e com a estória que se conta é talento ao alcance de poucos. Lido assim até parece fácil.
Ah, e veio também Lobo Antunes, a Memória de Elefante. A primeira página, a que se espreita, promete e já decidi que só hei-de ler d'O Esplendor de Portugal para trás. Nem amar pedras, nem cavalos não sei quê no mar, que d'A Exortação aos Crocodilos em diante soou-me tudo intragável. Fui eu? Posso ter sido. Mas se sou eu que leio, a decisão está tomada.
(Depois disto já li Os Cus de Judas e correu-me novamente bem, pelo que quanto a "validação empírica", a minha sondagem tem 100%.)
De Ondjaki nada sei, a não ser a ideia do Oxalá Cresçam Pitangas, que no entanto não vi. Mas parece-me na série dos "africanos criativos", so to say, da criatividade e boa disposição que por exemplo o Mia Couto e o Pepetela conseguem ter. Dada a ocasião, era isto que vinha mesmo a calhar - e foi disto que procurei. Ondjaki veio de surpresa, com o encanto da novidade.
(Só depois reparei no autocolante do Plano Nacional de Leitura, pelo que a boa expectativa aumentou.)
De modos que, e à falta de livros em espera, estes foram os de hoje. A ocasião não se verificou, mas sempre foram boas aquisições. Cronologicamente, começou o Cardoso Pires, pelo que foi com o bom português que a sala de espera da minha tarde se deliciou.
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Na dúvida, nada como ir abastecer. Só coisas boas: Ondjaki e Cardoso Pires. Lobo Antunes também.
Só comecei o segundo, do qual já li algumas coisas, tendo agora percebido que de facto já tinha saudades.
Manusear à vontade e brincar descontraidamente com a língua e com a estória que se conta é talento ao alcance de poucos. Lido assim até parece fácil.
Ah, e veio também Lobo Antunes, a Memória de Elefante. A primeira página, a que se espreita, promete e já decidi que só hei-de ler d'O Esplendor de Portugal para trás. Nem amar pedras, nem cavalos não sei quê no mar, que d'A Exortação aos Crocodilos em diante soou-me tudo intragável. Fui eu? Posso ter sido. Mas se sou eu que leio, a decisão está tomada.
(Depois disto já li Os Cus de Judas e correu-me novamente bem, pelo que quanto a "validação empírica", a minha sondagem tem 100%.)
De Ondjaki nada sei, a não ser a ideia do Oxalá Cresçam Pitangas, que no entanto não vi. Mas parece-me na série dos "africanos criativos", so to say, da criatividade e boa disposição que por exemplo o Mia Couto e o Pepetela conseguem ter. Dada a ocasião, era isto que vinha mesmo a calhar - e foi disto que procurei. Ondjaki veio de surpresa, com o encanto da novidade.
(Só depois reparei no autocolante do Plano Nacional de Leitura, pelo que a boa expectativa aumentou.)
De modos que, e à falta de livros em espera, estes foram os de hoje. A ocasião não se verificou, mas sempre foram boas aquisições. Cronologicamente, começou o Cardoso Pires, pelo que foi com o bom português que a sala de espera da minha tarde se deliciou.
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pulseirinhas
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Depois do Meco, depois de Sines, entre outras de que já não me devo lembrar, e quando pensava que a época já tinha acabado (depois desta estreia precoce), eis que hoje ganhei uma nova. Quer-me parecer que agora é que está só a começar.
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Depois do Meco, depois de Sines, entre outras de que já não me devo lembrar, e quando pensava que a época já tinha acabado (depois desta estreia precoce), eis que hoje ganhei uma nova. Quer-me parecer que agora é que está só a começar.
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A biologia é uma gaja tramada
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Pois é, nunca pensamos nisso e depois um dia ela vem e é implacável. Aí adeus planos, adeus coisas, e quem não fez fizesse, que já bem tempo tinha sido. E por isso eu digo, já não é só o Valentim.
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Pois é, nunca pensamos nisso e depois um dia ela vem e é implacável. Aí adeus planos, adeus coisas, e quem não fez fizesse, que já bem tempo tinha sido. E por isso eu digo, já não é só o Valentim.
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segunda-feira, outubro 10, 2011
鄭家富貝扎
...
Qualquer dia escrevo este blog em chinês, pode ser que assim se perceba melhor.
(Já faltou mais.)...
Qualquer dia escrevo este blog em chinês, pode ser que assim se perceba melhor.
(Já faltou mais.)...
A la recherche
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É bom.
Percebermo-nos de novo felizes, activos, com energia, contentes.
Há reencontros assim, connosco e com os outros, com a imagem que deles e de nós temos, aquela.
(Pena ficarem tantas vezes adiados, mas o essencial é que assim o sejam e que, longe ou perto, efectivamente tenham lugar.)
Adenda: engraçado, tinha escrito isto de uma outra forma e depois mudei, não por mim. Relendo agora, ficou diferente, pois. Só para dizer que não era este plural, nem tão pouco o singular primeiro.
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É bom.
Percebermo-nos de novo felizes, activos, com energia, contentes.
Há reencontros assim, connosco e com os outros, com a imagem que deles e de nós temos, aquela.
(Pena ficarem tantas vezes adiados, mas o essencial é que assim o sejam e que, longe ou perto, efectivamente tenham lugar.)
Adenda: engraçado, tinha escrito isto de uma outra forma e depois mudei, não por mim. Relendo agora, ficou diferente, pois. Só para dizer que não era este plural, nem tão pouco o singular primeiro.
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