sexta-feira, julho 29, 2011

Balanço parcial

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Aos 29 dias do mês de Julho:

Burocracia infernal - 2.999
A minha pessoa - 1.

Ufffa. Não pode deixar de ser um enorme sinal de esperança.
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quinta-feira, julho 28, 2011

quarta-feira, julho 27, 2011

da mais limpa solidão

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Na minha infância empobrecida do pós-guerra, privada de coisas, a carteira da Mãe era um substituto para uma cave ou sótão, uma casa de bonecas, uma arca de brinquedos inexistentes. Eu costumava tirar o seu conteúdo modesto, entusiasmada, sentindo-me como uma participante iniciada num qualquer Mistério. Mão podia saber que era exactamente isso que eu era. Uma participante no simples mistério da vida.


O museu da rendição incondicional, Dubravka Ugrešic



Este livro é tão bonito. Silencioso e silenciosamente também, quando dou por isso já vou a páginas 183, ainda que tenha metido fado, samba e beijos com língua pelo meio.

É um livro solitário, mas talvez sob a forma de elogio, ou seja, de como converter os silêncios numa limpidez absoluta. Uma viagem solitária ao passado, onde a memória e tudo o que a materializa desempenham um papel fundamental. Onde se demonstra, por exemplo, a importância de ter ou não fotografias - é isso que distingue um de outro refugiado.

Eu procurava um livro sobre a Jugoslávia e sai-me tudo isto de surpresa - e já sei a quem o emprestar a seguir.
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terça-feira, julho 26, 2011

The Suburbs


The Suburbs, originally uploaded by A Outra Voz.

Já vos disse que estive lá? :p
Um decor genial, como podem ver - ou um dos. Fantástico.

Arcade


Arcade, originally uploaded by A Outra Voz.

Eis que vieram, finalmente. E foi o melhor concerto do mundo - e eu estava lá (com a minha habitual companhia de concertos, há que dizer. Yeah.

(tudo isto só para sintetizar. foi uma coisa...)

segunda-feira, julho 25, 2011

Assim

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Como sempre, um pé aqui, outro ali, nunca os dois no mesmo sítio. Dois? Ou não fosse eu centopeia neste domínio, um aqui, outro ali, outro acolá e mais além, numa dispersão tão grande que nem eu dou conta de quantos pézinhos tenho e onde. Não era essa a ideia, afinal?
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domingo, julho 24, 2011

a loosing game

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RIP Amy.

Que pena, que pena, que desconsolo. Tinha tanta coisa para gravar ainda... uma perda tremenda. Que pena tudo isto.



Why do I wish I never played
Oh what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game

Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game

Love is a loosing game
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quarta-feira, julho 20, 2011

Ou seja,

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Sim, é qualquer coisa como isto.
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segunda-feira, julho 18, 2011

live & kicking



Grande concerto! E foi sempre a destrunfar. Yeah.

Do estado da arte

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Chez Niemeyer, do traço esguio, e rodeada de água por todos os lados, literalmente.
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quarta-feira, julho 13, 2011

banda sonora de verão


Entre lo dicho y lo hecho el camino es derecho

yeah.
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Mesmo mesmo mesmo, era a Costa Alentejana, mesmo mesmo mesmo, só não precisava era de ser com tanto pó e confusão, mas ainda assim, mesmo mesmo mesmo.
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terça-feira, julho 12, 2011

a boa parte, a qual não lhe será tirada

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Marta e Maria. Again?
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x 2 (ou 3)

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Quando se percebe che c'è qualcosa che non va, mas não se consegue perceber exactamente o quê.
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conversas nocturnas

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Há coisas assim, uma dor tão forte e a saber tão bem ao mesmo tempo, uma dor mistura de tantas coisas juntas, de uma ternura infinita, de tantas coisas que se calhar nem é possível nomear, e a doer, a doer, e mesmo assim vem tudo aquilo de bom à mistura e já não sei que é isto, tentar vestir o apertado casaco da infância, caber em espaços que já habitámos e tudo isso vir à tona assim, de forma tão intensa que a dor é apenas um detalhe.
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domingo, julho 10, 2011

Varanda sobre Lisboa


Varanda sobre Lisboa, originally uploaded by A Outra Voz.

Azul sem fim.

sexta-feira, julho 08, 2011

Reencontro

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A cena fixe nos amigos (daqueles a sério, incondicionais) é que gostam de nós até debaixo de água e isso sabe mesmo bem.
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Notas - e das boas*

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Foi doloroso, sangrento, pôs tudo à prova, reduzido aos mínimos.
Do semestre que passou muitos balanços se podiam aqui fazer, das alianças, as parcerias, as fiéis companhias e as linhas do fundo (os jantares na cantina do vizinho iseg, ohmeudeus, a biblioteca a fechar as 23h, cruzcredo), as consequências da altura e as circunstâncias que só depois haviam de vir, a somar.
Surpreendentemente, outra parte do balanço chegou hoje. Para literal e honesta surpresa, há que dizer. E uma enooooooorme satisfação.
Grande vitória, é só o que penso em dizer, e ao dizê-lo saborear cada letra, por cada uma mais do que merecida e pensar, yeah, isto agora sabe mesmo bem, yeah, isto é mesmo para mim e o que eu estava a precisar. Que bom, espectacular.
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*post com reduzidas doses de modéstia e sim, é suposto ser mesmo assim, ou menos ainda. E está dito.

quinta-feira, julho 07, 2011


Lisbon, originally uploaded by A Outra Voz.

(Não é preciso dizer mais nada, pois não?)

Constatação de facto (não em nome próprio, felizmente): há pais que são um verdadeiro estorvo na vida dos filhos. Ao ponto de só os prejudicarem, descontado o facto de não ajudarem em nada. É que pelo menos desaparecessem (em causas e efeitos), em vez de continuarem a puxar sempre pra baixo. Não é justo e só de ver fico irritada... :s