sexta-feira, julho 08, 2011
Reencontro
A cena fixe nos amigos (daqueles a sério, incondicionais) é que gostam de nós até debaixo de água e isso sabe mesmo bem.
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Notas - e das boas*
Foi doloroso, sangrento, pôs tudo à prova, reduzido aos mínimos.
Do semestre que passou muitos balanços se podiam aqui fazer, das alianças, as parcerias, as fiéis companhias e as linhas do fundo (os jantares na cantina do vizinho iseg, ohmeudeus, a biblioteca a fechar as 23h, cruzcredo), as consequências da altura e as circunstâncias que só depois haviam de vir, a somar.
Surpreendentemente, outra parte do balanço chegou hoje. Para literal e honesta surpresa, há que dizer. E uma enooooooorme satisfação.
Grande vitória, é só o que penso em dizer, e ao dizê-lo saborear cada letra, por cada uma mais do que merecida e pensar, yeah, isto agora sabe mesmo bem, yeah, isto é mesmo para mim e o que eu estava a precisar. Que bom, espectacular.
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*post com reduzidas doses de modéstia e sim, é suposto ser mesmo assim, ou menos ainda. E está dito.
quinta-feira, julho 07, 2011
O museu da rendição incondicional

No jardim Zoológico de Berlim, dentro de um expositor de vidro, estão exibidos todos os objectos encontrados no interior do estômago de Roland, a Morsa (que morreu em 1961). É com este catálogo insólito que Dubravka Ugrešić inicia o seu livro: também ele um mosaico de fragmentos narrativos, recordações e reflexões, descritos pela protagonista, uma quinquagenária croata exilada em Berlim. Fala-se de fotografias antigas, de cartas de tarot, de histórias de família, de amor (com passagem por Lisboa), de guerra e de exílio; pedaços de um puzzle que comporá, numa única imagem final, o retrato da cultura e identidade europeias. O Museu da Rendição Incondicional foi recebido pela crítica internacional como uma obra universal e um dos mais importantes romances contemporâneos europeus das últimas décadas.
A aquisição de hoje ou #Mais um para a minha colecção-fetiche com a Jugoslávia.
(E como se eu lesse livros, ah! :s)
quarta-feira, julho 06, 2011
A janela
Sobre a cidade e o que ela me faz lembrar.
Clique clique e já está, sai assim esta imagem. Lisboa, das cidades mais bonitas do mundo.
Mouraria, 18
Da série #Uma coisa bonita por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.
Só que neste dia foi bem mais do que uma.
O devido agradecimento ao Nuno pelo passeio. Para isto nada melhor que um pretexto, nem que seja ir buscar um dvd a uma qualquer outra parte da cidade. Fico à espera de mais. :D
segunda-feira, julho 04, 2011
E a primeira conclusão (preliminar) é: "Regresso ao mundo das pessoas felizes".
Como dizia no sábado a Marta, "mi stava mangiando l'anima", que é como quem diz, "estava a comer-me a alma" (para quem ainda a tem e/ou quer manter, o que era bem o caso).
Agora, então, nota-se mais, é o tão grande alívio de um peso grande também. Pertence ao passado e lá está (apagar não, que eu não sou dessas e muito aprendi nesta matéria), mas é lá que deve ficar - e cada contacto "parcial" faz regressar todo o peso de novo - e eu não quero.
Eu cá estou, mais feliz e mais leve e quero lá saber do resto. Stop, a história acaba aqui.
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domingo, julho 03, 2011
noiserv
Eu devia imaginar que um domingo que começa com uma matinal ida à piscina só pode trazer coisas boas.
Confesso é que não esperava tanto. Hoje, no Jardim da Estrela, houve magia e uma descoberta linda lindíssima.
Aqui fica um bocadinho.
Eu passei a proprietária de uma das edições em cd mais bonitas do mundo, conteúdo incluído - e como se não bastasse.
Amen.
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smashing, truly
Mellon Collie ou de como há coisas infinitamente belas.
(E não é *só* por ter a música que é o autêntico hino da minha geração.)
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sábado, julho 02, 2011
Cowabunga!
Neste caso, "cowa...bunda"!
Não sei se já vos tinha falado da criatividade das pessoas à beira do rio... :p
sexta-feira, julho 01, 2011
terça-feira, junho 28, 2011
segunda-feira, junho 27, 2011
Gently speaking
Agradecer as legítimas preocupações atenções, mas agradecia mesmo muito era que me tirassem do filme de vez.
Gentilmente falando, que já nem réstia de paixões há quanto a isto.
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domingo, junho 26, 2011
Cuidado com os tubarões!!! :D
Eles andam aí.
Mesmo em terra não se está a salvo...
Lisboa, (uma das) cidades mais bonitas do mundo, claro está. E à beira da água, então... ai. Que saudades deste sítio, este, por tantas tantas estas razões então.
sábado, junho 25, 2011
hangover blues
Ontem foi por pouco. E mais não digo, a não ser uma imensa e saudável dor em todas as articulações, ahahhaha.
quinta-feira, junho 23, 2011
A MATANÇA DE JUDEUS EM LISBOA (19 de Abril de 1506) segundo Damião de Góis
Nos dois derradeiros capítulos desta primeira parte, tratarei de um tumulto e levantamento que, a dezanove de Abril de 1506, Domingo de Pascoela, houve, em Lisboa, contra os Cristãos-novos.
No mosteiro de São Domingos existe uma capela, chamada de Jesus, e nela há um Crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que deram foros de milagre, embora os que se encontravam na igreja julgassem o contrário. Destes, um Cristão-novo (julgou ver, somente), uma candeia acesa ao lado da imagem de Jesus. Ouvindo isto, alguns homens de baixa condição arrastaram-no pelos cabelos, para fora da igreja, e mataram-no e queimaram logo o corpo no Rossio.
Ao alvoroço acudiu muito povo a quem um frade dirigiu uma pregação incitando contra os Cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro com um crucifixo nas mãos e gritando: “Heresia! Heresia!” Isto impressionou grande multidão de gente estrangeira, marinheiros de naus vindos da Holanda, Zelândia, Alemanha e outras paragens. Juntos mais de quinhentos, começaram a matar os Cristãos-novos que encontravam pelas ruas, e os corpos, mortos ou meio-vivos, queimavam-nos em fogueiras que acendiam na ribeira (do Tejo) e no Rossio. Na tarefa ajudavam-nos escravos e moços portugueses que, com grande diligência, acarretavam lenha e outros materiais para acender o fogo. E, nesse Domingo de Pascoela, mataram mais de quinhentas pessoas.
Tirado daqui, onde continua, o excerto da "Descrição da Cidade de Lisboa".
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