quarta-feira, maio 18, 2011

Os jacarandás (cont.)


...e também nos olivais :-P

Este blogue também é feito pelos seus leitores. Por exemplo, eu acordar de manhã com este jacarandá a espreitar do telefone. :)
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Reconheço, é uma sensação algo mórbida, ver fotos (alheias) antigas, sabendo bem que o que ali está já não é aquilo.
A cada momento há que ir fazendo as opções certas e a vida não é unilateral, não se pode fazer apenas o que se quer, achando que os outros vão estar sempre ali (nalguns contextos em especial menos ainda).
Por isso. Pode ser invenção tão plausível como a realidade, mas faz sentido pensar que. Ao mesmo tempo estar (com o seu qb de tempo depois) contente porque. Talvez tudo demore a fazer mais sentido, talvez nos conformemos apenas com as decisões tomadas, a chamada acomodação, mas não me parece que seja (só) isso.
No fundo, redescobrir, voltar às coisas e dizer agora quero fazer isto porque é disto que eu gosto, isto fica de lado porque não me diz nada, recuso esta vida porque não é a minha, agora finalmente isto é assim.
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Post dos advérbios

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Feliz ou infelizmente, ultimamente têm sido só confirmações.
[Tantas coisas sobre isto.]
Não será certamente o ponto óptimo, but still.
[& mais não digo, pelo menos por hoje.]
stop.
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segunda-feira, maio 16, 2011

sometimes

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E não sei se isso é muito bom, ou se calhar até sei....

Update: Jacarandás em flor

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Updates entretanto chegados, por diversas vias:

# Santa Apolónia, junto à estação;

# calçada forno do tijolo, pertinho da Almirante Reis, ao lado da pastelaria Tebas.

Podem continuar, estou a gostar. Dava até uma bela visita guiada...
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Os jacarandás em flor

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Serviço público de valor era a geo-referenciação dos jacarandás de Lisboa, rua por rua. Penso nisso sempre que desço a D. João V, coberta de Jacarandás, chegando ao Rato pelas Amoreiras. Mentalmente, faço uma lista de memória, que acaba por ser sempre assim:

A D. João V, entre as Amoreiras e o Rato;
A D. Carlos I, do Parlamento ao Cais do Sodré;
A Barata Salgueiro, um clássico;

E dizem que também no Rossio e Parque Eduardo VII; há, aliás, até um blog sobre os Jacarandás de Lisboa.

No entanto, eu só conto as principais. Nestas três, é delírio garantido. Quem souber de mais ruas assim, é favor contribuir.
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domingo, maio 15, 2011

a matéria de que são feitos os sonhos

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E eu a dizer "Não, isso foi um sonho, um sonho forte, apenas" (apercebendo-me de quão inapropriada a palavra "pesadelo"), "deixa impressões assim mas foi só um sonho", e antes, momentos antes, deixá-la contar tudo devagar e saborear, ver tudo como se fosse verdade e pensar "Quem dera que também me acontecesse a mim".
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sábado, maio 14, 2011

Dias Felizes


DIAS FELIZES – Um Imaginário para Colorir
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Parece irónico, mas pareceu-me o livro ideal para levar a uma criança de 8 anos que esta(va) internada num hospital. Ninguém merece e a história era quase atroz (de um verdadeiro acidente, uma alergia inesperada em relação à qual ninguém teve culpa - mas adiante, que já está tudo bem, felizmente).
Isto para dizer que o livro é delicioso. Sendo grande, é de capa mole (para mim uma vantagem) e por dentro está cheio de desenhos pequenos, à exaustão, alguns de cores simples e outros apenas a traço negro. O resultado: imaginem que têm 8 anos e vos aparece à frente um livro cheio de pequenos desenhos para colorir, ainda por cima no meio de uma história.
Dias Felizes é uma pequena evocação das coisas de que gostamos e/ou imaginamos. Desde o gato equilibrista, que anda na corda da roupa, a uma miríade de peixes que enchem duas páginas, sem parar. O triunfo foi quando a única forma de pôr a J. a falar foi dizer-lhe "Escolhe qual é que eu sou, e eu escolho quem tu és!". Estava lançado o desafio e foi tão bom ouvi-la rir naquele hospital.
Fiquei com vontade de ter um para mim e olhar para todas aquelas coisa e pintar, pintar. Ou, como disse à J., "No espaço livre podes desenhar as outras coisas de que tu gostas!". Não sei se ela o vai fazer, mas acho que ficou a pensar.
Numa rápida passagem pela Feira do Livro, encontrei-o lá, no meio de outros engraçados, como O Livro Inclinado. Não sei se pela memória emocional, este pareceu-me o melhor de todos. Tão simples, tão bonito.
Duas páginas em baixo - são da edição francesa, mas não faz mal (e podem clicar ara aumentar). À Sofia e à Isabel, aqui fica também.
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quinta-feira, maio 12, 2011

[do caos, desta vez sem teoria alguma]

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Pôr os pés no chão para tentar voltar a levantar.
[Até ficou roupa a secar, um luxo. Iupi.]
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segunda-feira, maio 09, 2011

Re:

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Enfim, nada que o Neighbourhood dos Arcade Fire não ajude a (tentar) resolver.



E dou-me conta: uma música? uma imagem, um vídeo? Desempedernir. Meu deus, a secura que vai mesmo por aqui (e fosse só no blog).
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estado da (des)arte

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Às vezes acho que estou a perder o fio à meada e isso seria a pior coisa que podia acontecer, especialmente neste momento.
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Tem sido assim, de há três noites pra cá. Em sonhos, literalmente, passo em revista toda a minha vida. A sequência é até cronológica, começou na noite de 6.ª para sábado, quando finalmente consegui começar voltar a dormir, e só hoje é que dei por isso.
Uma dúvida: esta noite, sonharei com o que está para vir? Ou ainda há mais no presente do que eu posso imaginar?
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alma gémea

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Sim, a minha alma gémea não só existe como escreve aqui.
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domingo, maio 08, 2011

[assim]

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Nem uma imagem, nada, e raríssimas vezes vontade delas, sequer. Pergunto-me o porquê desta secura toda (levemente adivinhando, levemente perguntando ainda mais porquê), sabendo que muito dificilmente terá tendência a melhorar.
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quinta-feira, maio 05, 2011

eat, pray, love

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Estudar, trabalhar (muitos modos) e ir a concertos - será que podia ser sempre assim?
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quarta-feira, maio 04, 2011

Gosto disto

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Colega(s) fixes rabugentos e mal humorados. Fim de tarde cheio de sono e de rabugem. Silêncio. Tindersticks e Sigur Rós, conversas soltas e altamente disconexas. O significado de "espaço" deve ser isto, com algumas coisas mais. Quem me dera toda a gente entendesse isto assim.
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terça-feira, maio 03, 2011

Nenette et Boni

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Se fosse há alguns anos atrás, era de histeria mesmo. Sendo agora, é de concertaço - com a companhia que um concertaço exige (embora sendo do Indie, as alusões à Zero em Comportamento no Cine 222 também sejam possíveis). Da velha cassete para o palco aqui. :D



E é tão bom olhar com um sorriso para o que foi talvez a minha entrada numa cena mais alternativa e do que tudo isso à época representou.
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domingo, maio 01, 2011

(so) Rio

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Vou batendo asas na alma, quando vou
E vejo o cristo aos meus pés, redentor

O sol a esquentar a pena, na canção
O chão só quer achar o céu na vida



Ararinha, by Carlinhos Brown
(e quantas, oh quantas vezes assim)

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Ararinha

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Originalíssima, by Carlinhos Brown. Muito muito bom.
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[assobio, assobio]

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still swinging in my mind...
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