sábado, maio 14, 2011

Dias Felizes


DIAS FELIZES – Um Imaginário para Colorir
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Parece irónico, mas pareceu-me o livro ideal para levar a uma criança de 8 anos que esta(va) internada num hospital. Ninguém merece e a história era quase atroz (de um verdadeiro acidente, uma alergia inesperada em relação à qual ninguém teve culpa - mas adiante, que já está tudo bem, felizmente).
Isto para dizer que o livro é delicioso. Sendo grande, é de capa mole (para mim uma vantagem) e por dentro está cheio de desenhos pequenos, à exaustão, alguns de cores simples e outros apenas a traço negro. O resultado: imaginem que têm 8 anos e vos aparece à frente um livro cheio de pequenos desenhos para colorir, ainda por cima no meio de uma história.
Dias Felizes é uma pequena evocação das coisas de que gostamos e/ou imaginamos. Desde o gato equilibrista, que anda na corda da roupa, a uma miríade de peixes que enchem duas páginas, sem parar. O triunfo foi quando a única forma de pôr a J. a falar foi dizer-lhe "Escolhe qual é que eu sou, e eu escolho quem tu és!". Estava lançado o desafio e foi tão bom ouvi-la rir naquele hospital.
Fiquei com vontade de ter um para mim e olhar para todas aquelas coisa e pintar, pintar. Ou, como disse à J., "No espaço livre podes desenhar as outras coisas de que tu gostas!". Não sei se ela o vai fazer, mas acho que ficou a pensar.
Numa rápida passagem pela Feira do Livro, encontrei-o lá, no meio de outros engraçados, como O Livro Inclinado. Não sei se pela memória emocional, este pareceu-me o melhor de todos. Tão simples, tão bonito.
Duas páginas em baixo - são da edição francesa, mas não faz mal (e podem clicar ara aumentar). À Sofia e à Isabel, aqui fica também.
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quinta-feira, maio 12, 2011

[do caos, desta vez sem teoria alguma]

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Pôr os pés no chão para tentar voltar a levantar.
[Até ficou roupa a secar, um luxo. Iupi.]
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segunda-feira, maio 09, 2011

Re:

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Enfim, nada que o Neighbourhood dos Arcade Fire não ajude a (tentar) resolver.



E dou-me conta: uma música? uma imagem, um vídeo? Desempedernir. Meu deus, a secura que vai mesmo por aqui (e fosse só no blog).
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estado da (des)arte

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Às vezes acho que estou a perder o fio à meada e isso seria a pior coisa que podia acontecer, especialmente neste momento.
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Tem sido assim, de há três noites pra cá. Em sonhos, literalmente, passo em revista toda a minha vida. A sequência é até cronológica, começou na noite de 6.ª para sábado, quando finalmente consegui começar voltar a dormir, e só hoje é que dei por isso.
Uma dúvida: esta noite, sonharei com o que está para vir? Ou ainda há mais no presente do que eu posso imaginar?
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alma gémea

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Sim, a minha alma gémea não só existe como escreve aqui.
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domingo, maio 08, 2011

[assim]

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Nem uma imagem, nada, e raríssimas vezes vontade delas, sequer. Pergunto-me o porquê desta secura toda (levemente adivinhando, levemente perguntando ainda mais porquê), sabendo que muito dificilmente terá tendência a melhorar.
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quinta-feira, maio 05, 2011

eat, pray, love

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Estudar, trabalhar (muitos modos) e ir a concertos - será que podia ser sempre assim?
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quarta-feira, maio 04, 2011

Gosto disto

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Colega(s) fixes rabugentos e mal humorados. Fim de tarde cheio de sono e de rabugem. Silêncio. Tindersticks e Sigur Rós, conversas soltas e altamente disconexas. O significado de "espaço" deve ser isto, com algumas coisas mais. Quem me dera toda a gente entendesse isto assim.
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terça-feira, maio 03, 2011

Nenette et Boni

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Se fosse há alguns anos atrás, era de histeria mesmo. Sendo agora, é de concertaço - com a companhia que um concertaço exige (embora sendo do Indie, as alusões à Zero em Comportamento no Cine 222 também sejam possíveis). Da velha cassete para o palco aqui. :D



E é tão bom olhar com um sorriso para o que foi talvez a minha entrada numa cena mais alternativa e do que tudo isso à época representou.
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domingo, maio 01, 2011

(so) Rio

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Vou batendo asas na alma, quando vou
E vejo o cristo aos meus pés, redentor

O sol a esquentar a pena, na canção
O chão só quer achar o céu na vida



Ararinha, by Carlinhos Brown
(e quantas, oh quantas vezes assim)

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Ararinha

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Originalíssima, by Carlinhos Brown. Muito muito bom.
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[assobio, assobio]

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still swinging in my mind...
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quarta-feira, abril 27, 2011

quero uma fita amarela

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Quando eu morrer, não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Se existe alma, se há outra encarnação
Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão

Fita Amarela, Noel Rosa (Poeta da Vila)
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terça-feira, abril 26, 2011

Rio

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Absolutamente genial.
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Se

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quarta-feira, abril 13, 2011

A resposta

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está numa simples pergunta, que até pode ter várias maneiras de começar:

onde
com quem
a fazer o quê
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é que gostas mais de ti como pessoa?


(Descobri-a por acaso, enquanto respondia com ela a alguém e até agora nunca a vi falhar.)
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segunda-feira, abril 11, 2011

Lamp Fall


Lamp Fall, originally uploaded by A Outra Voz.

Na estrada, algures a sul de Dakar.
E há tanto de neo-realista nesta imagem!!!, que poder!

(tentativa de post político)

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Era tão de esquerda, tão de esquerda, tão de esquerda, que a dois meses das eleições queimou a mão direita no forno...

(será que funciona assim?)
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It just smelled like death


It just smelled like death, originally uploaded by A Outra Voz.

Women empowerment project in the outskirts of Dakar.
These women work in the tannery sector (leather preparation). They have unconceivable lack of working conditions. This was by far the worst place I've ever been.
Local trade unions carry on local actions in order to create awareness for the need of labor rights.

Dakar, Senegal

(Brevemente em edição em papel, a circular por toda a Europa, or so.)

Foi de longe o pior sítio onde já estive. Enquanto lá estava e quando de lá saí só pensava "Eu não precisava de ter visto isto". Há coisas fortes de mais para termos de ter contacto com elas. Não sei se não preferia não ter ido aqui.

Uma das promessas foi o fotografar o mais possível e espalhar a mensagem por aí - está a caminho, de várias maneiras. A outra está ainda por cumprir, mas vai lá chegar.

O Senegal deu mesmo cabo de mim.