domingo, março 27, 2011

Mel - Bal

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Mel - Bal
Doce e escuro, belo.
Falta o artigo de Franscisco Valente, a págs. 29-30 do Ípsilon, uma pena.

"Kaplanoglu vai até à raiz de uma vida. Na sua inocência, Yussuf mostra-nos que aquilo que nos forma nunca nos abandonará. Ele sabe que poderá sempre encontrar aquilo que procura na árvore onde o pai ia buscar o mel para levar para casa."

(e que saudades do King!)
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[sem escapar uma]

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I go to bed real early
Everybody thinks it's strange
I get up early in the morning
No matter how disappointed i was
With the day before
It feels new

I do some stupid things
But my heart's in the right place
And this i know

So in the end i'd like to say
That i'm a very thankful man
I tried to make the most of my situations
And enjoy what i had
I knew true love and i knew passion
And the difference between the two
And i had some regrets
But if i had to do it all again
Well, it's something i'd like to do

Things the grandchildren should know, by The Eels
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sábado, março 26, 2011

a private kind of happiness

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Esquece, por momentos, quem tem razão. Tudo continuará na mesma e dormirás muito melhor. Esquece o medo, a crise, a depressão das manhãs com greve. Tira as roupas que não usas do armário e oferece-as a quem precise. Faz amor durante todo o fim-de-semana. Pinta, por fim, a parede da sala. Deixa passar a senhora com poucas compras na fila do supermercado. Já percebeste que não vais salvar o mundo, trata de cuidar dele o melhor que possas. Coisas pequenas, detalhes, não precisas de ser mártir ou revolucionário, apenas dedicado e bondoso. (...)
Vais ver que nada de grandioso mudará e, no entanto, tudo será melhor no universo das pequenas coisas que importam.


by Hugo Gonçalves, no i

& tudo o que vem a seguir, e tanto que havia a dizer sobre isto (e o seu inverso).
My thoughts exactly, again.
Já agora, o título da crónica é "Dias felizes para pessoas normais".
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rev news

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Duas notícias a destacar:

1.
Socialistas falam em usurpação de poderes por parte da Assembleia
Suspensão da avaliação dos professores poderá ser considerada inconstitucional

Quantas e quantas vezes tive eu esta dúvida.
Quando se lê a Constituição é o “ai Jesus, que isto é competência do Governo”, mas na prática pode-se tudo – e está apresentada a casa.
Agora vai haver direito sobre isto. E em itálico minúsculo porque não merece mais, como se sabe, o “direito” é sempre a legitimação daquilo que dá mais jeito a quem consegue dominar o sistema – com a agravante disso mesmo, é que fica com a aparência de “legitimado”.
Bem vindos à casa, novamente, aqui como em qualquer outro lado. Por exemplo, e nem de propósito, do outro lado do oceano semelhante consideração, pelo meu “colega de mester”.

2.
CRISE FINANCEIRA MUNDIAL
Islândia. O povo é quem mais ordena. E já tirou o país da recessão

Sei muito pouco sobre isto, aliás, na verdade nada.
Enquanto fui recebendo a notícia em círculos mais restritos (em muitas acepções da palavra), achei normal. Mas agora que li no i... caso pra dizer, vindo de onde vem, "alta vai ela".
Só me lembra, por analogia, o que fez o Lula há anos com a quebra das patentes para fazer genéricos anti HiV.
Não pagamos!, e depois? Só uma pena não termos petróleo... :s
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quinta-feira, março 24, 2011

i o mundo lá fora

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No ecrã e nos Passos Perdidos, o país aparece-me tão raivoso como um cão maltratado, bruto nos modos, inconsequente, infantil nas bocas de bancada para bancada, um "diz que disse" fictício, uma narrativa que tantas vezes nada tem a ver com a realidade, uma novela mal encenada quando tudo parece prestes a pegar fogo. Apago a televisão para ter a cabeça limpa. Lá fora continua a haver sol e pessoas na rua e gente feliz porque é Primavera. E agora?

Por Hugo Gonçalves, no jornal i


Era daqui a crónica que me fez ganhar o dia.
Ontem dei por mim a pensar alguma coisa parecida, quando finalmente saí, pec chumbado. Tive de conduzir até Sintra e foi um maravilhoso desligar, ainda para mais com uma conversa telefónica que me levou para longe.
Nos cafés de Torres Novas discutia-se muita política e eu não conseguia perceber quem era aquele gente.
Hoje de manhã, na Actis, durante 10 minutos, aquela foi a melhor tarte de amêndoa do mundo e toda a gente me mimou e me sorriu (tenho tantas saudades). Estava sol lá fora.

[& calculo que haja epicentros carregados de energias negativas.]

Aqui fica um excerto, prometo pôr em breve a outra crónica online.
O i é de direita, mas é dandy, é light e trendy-cool. É por estas e por outras que gosto tanto do i: é uma revista em forma de jornal e diária, e a maior vantagem é quase não ter notícias. Não as levemos tão a sério, pois.

passos trocados

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Não resisto a "repostar" do 31 da Armada:

Bastou um dia. Um. Ainda não há data para as eleições, a demissão do governo ainda nem foi formalmente aceite, e o PSD já perdeu a face nos dois maiores pecados que poderia apontar ao PS: querer resolver à crise à custa do aumento de impostos e não ter palavra.


publicado por Alexandre Borges às 20:39

Discordo é num ponto: espantoso??? Só me ocorre dizer: "And there's a lot more where this came from!"
Preparem-se.
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quarta-feira, março 23, 2011

[post do dia de hoje]

Amanhã - black wednesday

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200 minutos.
começa às 15h.
não se sabe quando vai acabar.
acabar, a palavra ressoa.
só me lembro da palavra italiana, perfeita: crollare.
Ave lmperator! Morituri te salutant!
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terça-feira, março 22, 2011

Estação Zootécnica Nacional

Da série # Yes, I still dream of a quiet life

Estação Zootécnica Nacional
Vale de Santarém, Portugal

Só não encontrei a janela da Joaninha. & já há tanto tempo que me pediram para a procurar... :)

segunda-feira, março 21, 2011

[big smile]

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Too much comfort zone, ultimamente, perhaps.
Mas - e depois? Também posso, ou não?
E o melhor, mesmo o melhor, o super melhor de tudo, é que ela é preenchida pelos meus amigos, que não só são espectaculares e sabem tão bem estar, como têm o dom de aparecer de tantas formas e tantas vezes mesmo mesmo na hora certa.
Ter uma comfort zone assim é um verdadeiro privilégio.
E, também por isso, é que ninguém pense que vai furar a minha bolha. Esqueçam - é que, sinceramente, não me apetece.
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[todinhas]

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And i know i can walk along the tracks
It may take a little longer but i'll know
How to find my way back
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alegoria da caverna

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continuo a achar que só se tem verdadeira liberdade para pensar quando se pensa fora de caixas.
hoje veio-me este título e parece-me a metáfora perfeita.
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..., originally uploaded by ------MUNDAN¹O.

my thoughts exactly.
notável a arte urbana de intervenção deste colectivo. vale a pena ver.

[todas mesmo]

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Fresh Feeling

Música para um dia assim.
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Spring is like a perhaps hand

Spring is like a perhaps hand
(which comes carefully
out of Nowhere)arranging
a window,into which people look(while
people stare
arranging and changing placing
carefully there a strange
thing and a known thing here)and

changing everything carefully

spring is like a perhaps
Hand in a window
(carefully to
and fro moving New and
Old things,while
people stare carefully
moving a perhaps
fraction of flower here placing
an inch of air there)and

without breaking anything.

by e e cummings

& era este e tão o sentimento de todas as caras de hoje.
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domingo, março 20, 2011

to cut a long story short

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Não havia o Público. Voltas e revoltas. Fartei-me de andar. Calor, sol, só caras felizes. Voltei ao ponto de partida, que era onde queria estar (olha a novidade e o perigo das analogias). Nova ideia, sugestionada (a pluralidade é sempre mais do que um, food for thought, mas isso eu já sabia). Levantei-me de novo. Fui buscar o i. Voltei ao sítio onde me tinha sentado, debaixo da árvore grande. Prova de que as coisas podem mesmo ser perfeitas, ainda que com pequenos ajustes, e que com isso mal nenhum vem ao mundo - só bem. i de ponta a ponta, de trás para a frente, que é como deve ser. eis que chego à crónica. a crónica. (fui agora procurar e ainda não está online.)
Pensei há coisas pequenas que nos fazem ganhar um dia inteiro. O meu já estava.
Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios e quando a encontrar aqui virá parar.
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(cont.)

(tirado daqui)
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comment on demand

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Ter um blog tem destas coisas. Nem sempre sabemos quem lê e isso pode revelar-se inesperado. (Há gente que, quanto a isto, não encontra mais com que se ocupar.)
Depois, outro dos riscos são os "bitaites" inapropriados. Escrevemos algo de "precioso" e zás!, para usar a linguagem popular, lá vem uma "pazada de carvão" a rebater e a estragar. Culpa de quem? Nossa, que talvez não devêssemos escrever. Ou não. Ou isso faz parte de ter um blog e a medida do lado de lá pode ser sempre inesperada. Nos blogues, como na vida, pode valer o princípio geral:
- Se és assim tão corajos@, sai lá daí e aceita dizer-me isso na cara. [Pois é, é que aí até há "contraditório", e o que se diz leva resposta de volta.]
Some people don't.
O comentário a isto é tão óbvio que nem vale a pena escrever.
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One day i will be alright again

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Ain't no rainbow in the sky
In the middle of the night
But the signal's coming through
One day i will be alright again

And the doctor in the sky
Gonna bring his chopper down
Gonna bring me out alive
And set me on the ground
Once more again

Blinking Lights, The Eels

[& esta coisa estranha de achar que, por uma razão ou por outra, todas as músicas deles foram feitas pra mim.]
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