domingo, fevereiro 27, 2011

Gulbenkian (2)


Muros de Abrigo, de Ana Vieira

Há muito que uma exposição tão simples não dizia tanto, com rasgos de absoluta genialidade.

Casa Comum - a casa, as vivências das casas.


A combinação das duas é perfeita. Numa palavra, intimidade. Espaço de conforto, espaço quente, espaço leve e com a imaginação privada. Pés na casa, mente ali, seja lá onde isso for.



Na imagem: Ana Vieira, sem título, 1968
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Gulbenkian

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Duas exposições que nos podem fazer ganhar uma semana inteira.
Já está.

sábado, fevereiro 26, 2011

[borboletas na barriga]

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E si sbaglio strada?
Forse l'ho già sbagliato...
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No mercado de peixe


At the fish market, originally uploaded by A Outra Voz.

Toubab Dialao

Como resistir a estes sorrisos?
E se as mulheres senegalesas são lindas...

Uffff

The World’s Most Liveable Cities Bottom 10 Ranked Cities

131. (...)

132. Dakar, Senegal

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Vêem? & ufff, se isto é um alívio e um peso que me sai de cima... :s

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Dormi contigo toda a noite

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Dormi contigo toda a noite
junto ao mar, na ilha.
Eras doce e selvagem entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.

Os nossos sonos uniram-se
talvez muito tarde
no alto ou no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento agita
em baixo como vermelhas raízes que se tocam.

O teu sono separou-se
talvez do meu
e andava à minha procura
pelo mar escuro
como dantes,
quando ainda não existias,
quando sem te avistar
naveguei a teu lado
e os teus olhos buscavam
o que agora
- pão, vinho, amor e cólera -
te dou às mãos cheias,
porque tu és a taça
que esperava os dons da minha vida.

Dormi contigo
toda a noite enquanto
a terra escura gira
com os vivos e os mortos,
e ao acordar de repente
no meio da sombra
o meu braço cingia a tua cintura.
Nem a noite nem o sono
puderam separar-nos.

Dormi contigo
e, ao acordar, tua boca,
saída do teu sono,
trouxe-me o sabor da terra,
da água do mar, das algas,
do âmago da tua vida,
e recebi teu beijo,
molhado pela aurora,
como se me viesse
do mar que nos cerca.

Pablo Neruda
(tradução Thiago de Mello).

Retirado do blog da Casa Fernando Pessoa.
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warm feelings

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Como catalisar energias negativas? Por exemplo, escrevendo a alguém muito querido. E uma montanha de bons sentimentos does cross my mind. Vou dormir a pensar nisso (entre outras coisas). Tão bom.
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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

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===, originally uploaded by A Outra Voz.

Adivinhem onde... Em Dakar, no Senegal.
Belíssimo passeio pela cidade, no meio da marcha de abertura do Fórum Social Mundial. Que bela maneira de passear e fotografar descontraidamente pela cidade. :)

a long way

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Mais do que escolher, entre as coisas boas, as coisas favoritas, é quando são as melhores coisas precisamente a "colidir".
É bom sinal, claro que sim, mas bom, hmm. Assim.
(Já abrandava um bocadinho...)
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Às vezes, para se ser feliz não é preciso muito.
É pena que há quem insista em não perceber isso...
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terça-feira, fevereiro 22, 2011

rollercoaster me, no doubt

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& às vezes a questão já é a de saber, das coisas que eu gosto muito, de qual eu gosto mais.
& constatar, por exemplo, yes, that i've made it so far.
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# do irrenunciável

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Por exemplo, quando deixa de ser uma questão de opção.
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[Mas é pena]

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É breve e fugaz a memória dos homens.
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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Os direitos das mulheres no Afeganistão - Perspectiva


Os direitos das mulheres no Afeganistão: uma utopia formal?

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Teresa Encarnação

Dez anos volvidos sobre a queda dos talibãs, podemos falar de direitos das mulheres no Afeganistão?

Aqui fica o meu artigo, com uma belíssima foto da Teresa.
Para ver completo basta clicar no título ou então aqui:
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Perspectiva - Política Internacional e Desenvolvimento

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Uma excelente ideia, já fazia falta um site assim.


Se a ideia já era boa, ainda me sinto mais honrada por participar.
A manter debaixo de olho.
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things we (shouldn't) forget

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Por exemplo, a memória da felicidade.
Em momentos, tão ou mais importante do que felicidade em si.
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o dia inicial

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Acordar de manhã e levar com os primeiros raios de sol ao som do riso das crianças a brincar.
Fez-me lembrar os sentimentos dos tempos iniciais, perceber afinal que era mesmo isto que eu buscava.

Não, não saltou de detrás do muro nenhuma bola. Talvez este muro seja apenas o meu e mesmo assim tudo isto é tão bom.
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True Grit - Indomável

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O filme. Uma das cenas mais míticas do cinema ever.

status update

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Em geral está feliz, mas há coisas que acha mal.
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domingo, fevereiro 20, 2011

Guiné


Guinea, originally uploaded by A Outra Voz.


O flirt durou um bom bocado.
Aproximei-me e mostrei a intenção de fotografar. Ele protestou imediatamente. Ainda em choque com a chegada a Dakar, guardei a máquina e afastei-me pela beira da praia.
Quando dei por isso, estava ele a tentar fotografar-me com o telemóvel.
- Hei, se eu não te posso fotografar a ti, não me podes fotografar a mim, nem pensar.
Ele parou e eu continuei por ali a observar a... "oficina".
Às tantas, perguntei a alguém que apareceu de novo:
- Posso fotografar?
Foi a risota geral.
- Ele diz que tu é que não te deixaste fotografar!
Estava criada a empatia, que era o mais necessário.
Fotografei-o e enquanto lhe mostrava a foto ele dizia-me:
- Eu sou da Guiné, não sou senegalês. Não te esqueças disso sempre que vires a foto.
Comecei a olhar em volta e a pensar de onde é que os outros viriam. Naquele pequeno cubículo, em monte, dava até a impressão de viverem ali. Alguns comiam, outros trabalhavam se trabalho houvesse, e tudo girava ali, em torno daquela amálgama.
Pus-me a imaginar o imenso êxodo, a constante rotação de pessoas por vastas zonas do planeta. África, por exemplo.
De como para nós Senegal, Guiné, são apenas um nome e na Europa não passam de mais nada além disso. O que são, o seu significado real, é coisa que não podemos imaginar e se alguém nos diz que é de lá que vem, é apenas essa palavra que muda.
Por alguma razão, aquilo para ele era importante. E eu não me esqueci. Aliás, como é que eu podia.