domingo, fevereiro 20, 2011

Guiné


Guinea, originally uploaded by A Outra Voz.


O flirt durou um bom bocado.
Aproximei-me e mostrei a intenção de fotografar. Ele protestou imediatamente. Ainda em choque com a chegada a Dakar, guardei a máquina e afastei-me pela beira da praia.
Quando dei por isso, estava ele a tentar fotografar-me com o telemóvel.
- Hei, se eu não te posso fotografar a ti, não me podes fotografar a mim, nem pensar.
Ele parou e eu continuei por ali a observar a... "oficina".
Às tantas, perguntei a alguém que apareceu de novo:
- Posso fotografar?
Foi a risota geral.
- Ele diz que tu é que não te deixaste fotografar!
Estava criada a empatia, que era o mais necessário.
Fotografei-o e enquanto lhe mostrava a foto ele dizia-me:
- Eu sou da Guiné, não sou senegalês. Não te esqueças disso sempre que vires a foto.
Comecei a olhar em volta e a pensar de onde é que os outros viriam. Naquele pequeno cubículo, em monte, dava até a impressão de viverem ali. Alguns comiam, outros trabalhavam se trabalho houvesse, e tudo girava ali, em torno daquela amálgama.
Pus-me a imaginar o imenso êxodo, a constante rotação de pessoas por vastas zonas do planeta. África, por exemplo.
De como para nós Senegal, Guiné, são apenas um nome e na Europa não passam de mais nada além disso. O que são, o seu significado real, é coisa que não podemos imaginar e se alguém nos diz que é de lá que vem, é apenas essa palavra que muda.
Por alguma razão, aquilo para ele era importante. E eu não me esqueci. Aliás, como é que eu podia.

Toubab Dialao


Toubab Dialao, originally uploaded by A Outra Voz.

A sul de Dakar, pela Petit Côte.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Das ordens de grandeza

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É pensar, por exemplo, isto é irrenunciável.
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Contagens

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Há várias.
A primeira é de 3
a segunda é de 2
e tudo com unidades de medida e grandezas diferentes.
Aliás, neste momento está totalmente relativizada a escala.
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So you wanted to be a crocodile?

Oficina de sapatos artesanais em Dakar, no Senegal.

Sim, é mesmo uma pele de crocodilo.
Não resisti a tocar-lhe e era mole e húmida. Brrrr.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

a private kind of happiness

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yeah, provavelmente é mesmo isso.
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rollercoaster

http://static.howstuffworks.com/gif/roller-coaster-force.gif
E sim, há-de ser qualquer coisa parecida com isto, pois então.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

outro mundo

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& desta vez (& além disso, ou außerdem, como dizem tão bem os alemães) é já ali abaixo. um novo mundo espera-me. até já.
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entretanto

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a festa de tocar o tempo como quem se despede
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Kebab!*

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Entretanto na Le Cool desta semana eu escrevo sobre e fotografo kebabs.




Aliás, e considerando que, hmm, quem diria...

* kebab - palavra mágica de significado (praticamente) universal.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Às vezes

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Só precisamos de um pouco de vida real.
Não é pedir demais.
(E que alívio perceber que afinal isso é mesmo possível).
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segunda-feira, janeiro 31, 2011

o inimaginável

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Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal
Amartya Sen vem a Portugal

(Pronto, entrei em loop. Segurem-me ou ainda vou ter um colapso cardíaco ou qualquer coisa que o valha.)
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domingo, janeiro 30, 2011

das viagens

The world
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Devia ter-me preocupado mais com isto, eu sei, mas a irresponsabilidade tem reinado nas minhas últimas semanas. Um milagre que mesmo assim tenha vindo a correr tudo bem - tem?

Lembro-me da primeira viagem "estranha"? "menos confortável"?. O que iria encontrar era um mistério e os mitos à volta adensavam-se. Ler "cuidado com as minas" aumentou a curiosidade e tudo estava ali ao virar da esquina.
No fim o Kosovo revelou-se um sítio tão hospitaleiro como qualquer outro. Apenas mais pobre - e com mais desorganização.

A viagem "estranha" seguinte, e até cronologicamente falando: México.
Lembro-me de me terem ido buscar ao aeroporto ao fim do dia e tudo era a surpresa. Esbugalhada na janela, de Guadalajara à aldeiazinha de Sán Estebán, onde ia ficar mais de uma semana. Uma hora de percurso entre barracas e as mercearias abertas toda a noite - e o espanto por ver tanta gente e sempre tão acordada.

No dia seguinte, ao acordar na hacienda, perguntar a medo se era seguro ir até à aldeia. Mal eu sabia... lugar mais seguro não podia haver, as viagens à horta eram deliciosas e ver assim os nopales... miammm. Para não falar nas paletas da mercearia, gelados à base de fruta (ok, estão a ver aquela história do "cuidado com a água"? - era confiar) no pós-almoço diário.

De Guadalajara ao Pacífico, foi assim ou melhor e o México ganhou um lugar especial no meu coração.
(E regressar à Áustria a seguir... o que eu amaldiçoei, amargamente, aquela Europa tão "civilizada".)

Istambul também seria estranha, mas o resultado... uma cidade tão cosmopolita como outra qualquer - apenas com mais, muito mais diversidade. Tão bom. É certo que ia em grupo, mas nem foi questão em que pensasse.

De todas elas, talvez a próxima seja, nesse sentido, a mais aventureira de todas. É curiosa a sensação de estranheza, com misto de receio bom, de não saber muito bem o que vou encontrar. Até para coisas práticas, do estilo: que hei-de levar na mala.

(Além disso, de todas uma novidade: nunca antes me preparei tanto e tão antecipadamente para uma viagem. Só as vacinas foram todo um processo e os comprimidos da malária já deviam ter sido tomados. Para já não falar na enorme farmácia que tenho de ir aviar. & a irresponsabilidade de não conseguir um repelente decente. Enfim.)

De todas, o mesmo sentimento, que no fundo é o que tenho para esta também: que vai correr tudo bem. Que em todo o lugar do globo há gente hospitaleira e que é preciso é comunicar. Acho que pode vir a ser uma belíssima surpresa.
E depois... capital é capital, e muito provavelmente vou ter tempo para pouco mais. E será tão bom se tiver, porque acho que a minha perspectiva das coisas vai, mais uma vez, mudar.

Em contagem decrescente, expectante para a viagem. Um outro mundo existe e é uma pena que tão poucas vezes tenhamos uma oportunidade tão próxima de dar por isso.
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sábado, janeiro 29, 2011

Assim é

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E 600 palavras podem definir o que vai ser a minha vida nos próximos anos. Aha.
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sexta-feira, janeiro 28, 2011

# coisas que nem sabia que existiam

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e agora, desperately, Deet procura-se.
Quem souber onde, avise.
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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Ainda as eleições


No Dn de hoje.
Posto isto, se as eleições tivessem corrido bem é que nos devíamos admirar.
Quase me atrevo a dizer que corre tudo como o previsto... depois de um relato destes, sem mais. Notável.

& a long way from home.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

xx

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just because.
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sábado, janeiro 22, 2011

Spaceship


Spaceship, originally uploaded by A Outra Voz.

waiting for the right moment to abduct you.

(& quem adivinha onde isto é?)

connections, connections

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A propósito de outra coisa (coming soon, btw), fez-me encontrar.
Eu acho que quero isto.

ps-ai que fomeeeeee......
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