
A viagem começa, numa noite quieta e vazia.

Circulo por aí sem rumo e penso em coisas domésticas que podia fazer. Parar, por exemplo, entrar numa casa qualquer e fazer-me familiar. Nem que fosse por um serão, apenas.


Mas não tenho e pensamentos e viagem agitam-se.

A cidade vazia ganha um encanto especial. Lisboa é tão bonita.

Chego ao destino.
Já aqui estive de tantas maneiras diferentes e no entanto.
Chegar aqui é sempre respirar. E há dias noites em que aqui venho, apenas para poder ter saudades de alguém - e quantas.

A cidade vazia ganha um encanto especial. Lisboa é tão bonita.

Chego ao destino.
Já aqui estive de tantas maneiras diferentes e no entanto.
Chegar aqui é sempre respirar. E há dias noites em que aqui venho, apenas para poder ter saudades de alguém - e quantas.

O jardim à volta, desolado e sem abrigo. Poucas vezes vi isto assim. A cidade é um palco vazio, ideal para a solidão.

E eis que, de improviso, a resposta (e um magro consolo) vêm de onde menos se imagina.
Boa Viagem. Eu também espero que Lisboa espere por ti - e tu assim por ela também.
(*Com muita carga e há de tudo: dramatismo, solidão, ambiente negro, romance e muita verdade também.
Não falta cliché nenhum, portanto. Mas ainda se pode, ou não?)
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