Alinhadinhas, em clara alusão ao fim de semana.
& I still remember the very stylish Italian party (so does my headache, I guess... :p).
Spring has come, yay, so we must by all means celebrate.
segunda-feira, março 22, 2010
Waiting for
tramado
...
"Por que não morremos num período assim? Antes que tudo comece a esboroar. Nem sei se é no fundo ou na superfície que começa a erosão. A primeira tristeza não partilhada. A primeira solidão em que se vira as costas e, ao voltar, não se encontra mais a presença reconfortante. Apenas outra solidão, de costas. A consciência está alerta: está acabando. O resto vem depois. Todo o cortejo."
-"As Parceiras" - Lya Luft
Via Blog da Trama, claro está.
...
"Por que não morremos num período assim? Antes que tudo comece a esboroar. Nem sei se é no fundo ou na superfície que começa a erosão. A primeira tristeza não partilhada. A primeira solidão em que se vira as costas e, ao voltar, não se encontra mais a presença reconfortante. Apenas outra solidão, de costas. A consciência está alerta: está acabando. O resto vem depois. Todo o cortejo."
-"As Parceiras" - Lya Luft
Via Blog da Trama, claro está.
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sexta-feira, março 19, 2010
E mais:
...
(...)
Contam que Ulisses, farto de prodígios
Chorou de amor ao divisar a Ítaca
Verde e humilde. A arte é essa Ítaca
De verde eternidade e não prodígios.
(...)
"Poemas Escolhidos" - Jorge Luís Borges
Via blog da Trama
(...)
Contam que Ulisses, farto de prodígios
Chorou de amor ao divisar a Ítaca
Verde e humilde. A arte é essa Ítaca
De verde eternidade e não prodígios.
(...)
"Poemas Escolhidos" - Jorge Luís Borges
Via blog da Trama
food for thought
...
O passado, o passado. Onde é que ele fica e como e quanto mudamos - dando por isso ou não.
...
O passado, o passado. Onde é que ele fica e como e quanto mudamos - dando por isso ou não.
...
quinta-feira, março 18, 2010
Just Breathe
...
Sometimes it's all you (should? can?) have to do.
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see
No one knows this more than me
Oh so...
...
Sometimes it's all you (should? can?) have to do.
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see
No one knows this more than me
Oh so...
...
quarta-feira, março 17, 2010
Spring has come, yay!
...
Ou é do sol, ou só vejo coisas boas para pôr na agenda!
Só exposições de fotografia é um maná.
Não podendo gerir tudo, ficam aqui algumas delas, a ver se ao menos não me esqueço de lá ir. :)
Exposição de fotografia “Olhar Catalão em Terras Lusas” de Enric Vives-Rubio - 17 a 30 de Março
Daniel Blaufuks - O Ofício de viver / The Business of Living - 17 Março a 29 Maio
E há mais umas mil, or so. Mas não se pode pôr tudo aqui, não é?
...
Ou é do sol, ou só vejo coisas boas para pôr na agenda!
Só exposições de fotografia é um maná.
Não podendo gerir tudo, ficam aqui algumas delas, a ver se ao menos não me esqueço de lá ir. :)
Exposição de fotografia “Olhar Catalão em Terras Lusas” de Enric Vives-Rubio - 17 a 30 de Março
Daniel Blaufuks - O Ofício de viver / The Business of Living - 17 Março a 29 Maio
E há mais umas mil, or so. Mas não se pode pôr tudo aqui, não é?
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segunda-feira, março 15, 2010
Kind of pattern for a sunny day, yay
...

Adoro cadeiras esgrouviadas
Pode uma lente mudar a forma como fotografamos? Se calhar pode. Da primeira vez que a usei houve logo quem reparasse nisso - ao contrário, digo. Assim
- É impressão minha ou mudaste de estilo?
- Hmm, pensei, de estilo acho que não, talvez de lente...
De cada vez que saio com a máquina juro que vou fotografar só com a 50mm (enquadrar o olho na lente, também é um bom exercício)
Wrong. Foi ao contrário e usei a grande, que começa justamente nos 55mm.
O resultado está à vista - e eu gosto.
Dá coisas diferentes, como estava luz deu para melhorar e já atinei melhor com ela. O resultado está aqui e realmente são (quase) só padrões. Não sei se foi do sítio, do olhar com que estava, do que me aparecia à vista. Mas elas aqui estão e é assim.
To be continued.

Lisboa, o que fazer às 6.15pm

Minimal squares
Lisboa, Parque do Tejo & Expo. Mais aqui.
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Adoro cadeiras esgrouviadas
Pode uma lente mudar a forma como fotografamos? Se calhar pode. Da primeira vez que a usei houve logo quem reparasse nisso - ao contrário, digo. Assim
- É impressão minha ou mudaste de estilo?
- Hmm, pensei, de estilo acho que não, talvez de lente...
De cada vez que saio com a máquina juro que vou fotografar só com a 50mm (enquadrar o olho na lente, também é um bom exercício)
Wrong. Foi ao contrário e usei a grande, que começa justamente nos 55mm.
O resultado está à vista - e eu gosto.
Dá coisas diferentes, como estava luz deu para melhorar e já atinei melhor com ela. O resultado está aqui e realmente são (quase) só padrões. Não sei se foi do sítio, do olhar com que estava, do que me aparecia à vista. Mas elas aqui estão e é assim.
To be continued.

Lisboa, o que fazer às 6.15pm

Minimal squares
Lisboa, Parque do Tejo & Expo. Mais aqui.
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Post para começar a semana
...
- Não vale a pena lutar contra o tempo, nem contra as crianças. Primeiro, porque elas têm razão em tudo, segundo porque o tempo delas é o real, o da irrupção da vida, das flores que nascem, das nuvens que passam. O único tempo real é acordar de manhã, esfregar as mãos e dizer: vamos viver este dia.
Rui Chafes em entrevista ao JL (2007) - retirado do artigo Alegria, Alegria de André Belo da revista Intervalo Nº 4 (2010)
Citado do blog da Trama, livraria a que estou há séculos para ir.
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- Não vale a pena lutar contra o tempo, nem contra as crianças. Primeiro, porque elas têm razão em tudo, segundo porque o tempo delas é o real, o da irrupção da vida, das flores que nascem, das nuvens que passam. O único tempo real é acordar de manhã, esfregar as mãos e dizer: vamos viver este dia.
Rui Chafes em entrevista ao JL (2007) - retirado do artigo Alegria, Alegria de André Belo da revista Intervalo Nº 4 (2010)
Citado do blog da Trama, livraria a que estou há séculos para ir.
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domingo, março 14, 2010
Para uma teoria do retrato
...
I
Retratos. Não costumo fazer muitos, por timidez, acho, mas gostaria de os fazer. Acontece-me por vezes ver alguém passar na rua e imaginar
- Desculpe, posso tirar-lhe um retrato? É que tem uma cara lindíssima e gostaria de o/a fotografar!
Por razões óbvias(?) nunca o fiz. Às vezes juro, em relação a determinadas pessoas, que é desta que lhes vou pedir. (So far, em vão.)
II
No outro dia dei por mim fechada numa sala de reuniões. Grupo grande, assuntos esotéricos, a máquina ao meu lado. A sala estava disposta em quadrado e foi uma festa. Tirei retrato sobre retrato (com a 55-250mm é o delírio), fui adorando algumas das caras à minha volta. Tudo isto sem os próprios repararem - de barriga cheia.
Dias depois, após postas as fotos na internet, veio a reacção dos retratados.
Diz-me uma amiga (lindíssima, que me fartei de fotografar):
-Adorei o teu retrato, sabes? É que não é muito comum fotografarem-nos enquanto estamos a pensar, e isso num certo sentido é uma altura muito íntima...
III
Peguemos então no tema: intimidade.
Um retrato pode ser uma coisa íntima. Mas confesso que na maioria deles, em especial nos retratos sorridentes, nem sempre vejo uma coisa assim.
Há uns meses, um grande amigo casou-se. Uma das fotos (ou a foto) do casamento foi um retrato dele, ainda na fase solteiro, em que aparece de olhos fechados.
Nunca tinha pensado nisso até então. Mas não, um retrato de olhos fechados pode não ser um retrato ao lado. Naquele caso, o retrato de olhos fechados é o retrato, a foto mais íntima e das mais bonitas que vi.
Talvez pela introspecção, pelo silêncio, pela intimidade consigo próprio - e nos olhos fechados uma certa recusa do público, de quem está a olhar. Naquele retrato é só ele - e não há nada mais íntimo do que isso.
IV
Na 6.ª feira acho que me lembrei de tudo isto de repente.
Foi no meio de um teste à máquina ou a mostrar como se faz, e tirei um retrato à pessoa a quem explicava.
Pensei então que quero fazer um retrato assim: um retrato de olhos fechados onde não se veja mais do que quem está. E isso é a prova última de um retrato na intimidade.
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I
Retratos. Não costumo fazer muitos, por timidez, acho, mas gostaria de os fazer. Acontece-me por vezes ver alguém passar na rua e imaginar
- Desculpe, posso tirar-lhe um retrato? É que tem uma cara lindíssima e gostaria de o/a fotografar!
Por razões óbvias(?) nunca o fiz. Às vezes juro, em relação a determinadas pessoas, que é desta que lhes vou pedir. (So far, em vão.)
II
No outro dia dei por mim fechada numa sala de reuniões. Grupo grande, assuntos esotéricos, a máquina ao meu lado. A sala estava disposta em quadrado e foi uma festa. Tirei retrato sobre retrato (com a 55-250mm é o delírio), fui adorando algumas das caras à minha volta. Tudo isto sem os próprios repararem - de barriga cheia.
Dias depois, após postas as fotos na internet, veio a reacção dos retratados.
Diz-me uma amiga (lindíssima, que me fartei de fotografar):
-Adorei o teu retrato, sabes? É que não é muito comum fotografarem-nos enquanto estamos a pensar, e isso num certo sentido é uma altura muito íntima...
III
Peguemos então no tema: intimidade.
Um retrato pode ser uma coisa íntima. Mas confesso que na maioria deles, em especial nos retratos sorridentes, nem sempre vejo uma coisa assim.
Há uns meses, um grande amigo casou-se. Uma das fotos (ou a foto) do casamento foi um retrato dele, ainda na fase solteiro, em que aparece de olhos fechados.
Nunca tinha pensado nisso até então. Mas não, um retrato de olhos fechados pode não ser um retrato ao lado. Naquele caso, o retrato de olhos fechados é o retrato, a foto mais íntima e das mais bonitas que vi.
Talvez pela introspecção, pelo silêncio, pela intimidade consigo próprio - e nos olhos fechados uma certa recusa do público, de quem está a olhar. Naquele retrato é só ele - e não há nada mais íntimo do que isso.
IV
Na 6.ª feira acho que me lembrei de tudo isto de repente.
Foi no meio de um teste à máquina ou a mostrar como se faz, e tirei um retrato à pessoa a quem explicava.
Pensei então que quero fazer um retrato assim: um retrato de olhos fechados onde não se veja mais do que quem está. E isso é a prova última de um retrato na intimidade.
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quinta-feira, março 11, 2010
Into my arms
...
Assim em jeito de síntese, para lamentar tanta coisa boa que se perde no correr dos dias.
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Assim em jeito de síntese, para lamentar tanta coisa boa que se perde no correr dos dias.
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terça-feira, março 09, 2010
Frase do Dia
...
Ou a metáfora perfeita:
"E não devemos malquerer às mitologias assim, porque são das pessoas, e neste assunto de pessoas, amá-las é que é bom. E então a gente ama a mitologia delas."
Herberto Helder - Lugar Lugares,
Os Passos Em Volta
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Ou a metáfora perfeita:
"E não devemos malquerer às mitologias assim, porque são das pessoas, e neste assunto de pessoas, amá-las é que é bom. E então a gente ama a mitologia delas."
Herberto Helder - Lugar Lugares,
Os Passos Em Volta
...
segunda-feira, março 08, 2010
Conta-me histórias
Histórias de um lugar quase surreal.
Apesar da foto (e de poder ser um pseudo "não lugar") neste sítio tudo é bom.
Até o facto de isto ser assim.
Casa das Histórias - Paula Rego, Cascais
Entranhas
...
É preciso tentar perceber porque é que as pessoas (também) vêm ter conosco.
De repente olhei para aquela mãe-que-fala-pelo-filho (- Se calhar é melhor falar ele, que já é maior de idade), já médico e de vinte e tantos anos.
A certa altura ela pede tempo de antena e começa numa conversa irrelevante para o que estávamos a tratar. Foi aí que percebi. Tremeram-lhe voz e lábios e começou. Dos quatro filhos, pôs os três rapazes no Colégio Militar. A filha, no colégio de Odivelas.
Hoje diz que está arrependida. No fundo, o que aquela mulher queria era redenção e absolvição.
Fiquei a pensar na natureza humana, no bem e mal que fazemos, querendo ou não querendo. Em como tantos anos depois (e podendo ser apenas para "consumo pessoal") aquilo pode doer assim, que a faça ter de redimir-se numa causa exterior.
Mãe é mãe e aquilo estava a doer-lhe - embora talvez tarde demais. A conclusão a que cheguei foi uma admiração tremenda por aquele filho. Não fosse a mãe a auto-flagelar-se, ele nem "denotava" a mágoa.
Foi a sensibilidade do filho que fez com que tudo parasse, foi ele não aguentar mais e sair. E isso não há mágoa ou ressentimento que supere. Nem arrependimento tardio. ...
É preciso tentar perceber porque é que as pessoas (também) vêm ter conosco.
De repente olhei para aquela mãe-que-fala-pelo-filho (- Se calhar é melhor falar ele, que já é maior de idade), já médico e de vinte e tantos anos.
A certa altura ela pede tempo de antena e começa numa conversa irrelevante para o que estávamos a tratar. Foi aí que percebi. Tremeram-lhe voz e lábios e começou. Dos quatro filhos, pôs os três rapazes no Colégio Militar. A filha, no colégio de Odivelas.
Hoje diz que está arrependida. No fundo, o que aquela mulher queria era redenção e absolvição.
Fiquei a pensar na natureza humana, no bem e mal que fazemos, querendo ou não querendo. Em como tantos anos depois (e podendo ser apenas para "consumo pessoal") aquilo pode doer assim, que a faça ter de redimir-se numa causa exterior.
Mãe é mãe e aquilo estava a doer-lhe - embora talvez tarde demais. A conclusão a que cheguei foi uma admiração tremenda por aquele filho. Não fosse a mãe a auto-flagelar-se, ele nem "denotava" a mágoa.
Foi a sensibilidade do filho que fez com que tudo parasse, foi ele não aguentar mais e sair. E isso não há mágoa ou ressentimento que supere. Nem arrependimento tardio. ...
sexta-feira, março 05, 2010
quarta-feira, março 03, 2010
[lido de passagem ou algumas coisas nos seus possíveis lugares]
...
talvez.. não sei.. existem casais com uma pessoa de esquerda e direita...
não estou a ver como funcionam.. devem ter um make up sex do caraças!
...
talvez.. não sei.. existem casais com uma pessoa de esquerda e direita...
não estou a ver como funcionam.. devem ter um make up sex do caraças!
...
terça-feira, março 02, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
(Assim mesmo, em jeito de lullaby)
Vinicio Capossela, In Clandestinità
(...)
Torna a casa tardi
per cena non hai orari
niente prendi e niente dai
vivi in clandestinità
Piccole partenze
rimandate poi per sempre
tutto poco e male
a strappo nell’ubiquità
Abbraccio sottobraccio
per le scale di Alaveda
voi che fate
che vi dite
dove andate?
Qualcuno mi protegga
da quello che desidero
o almeno mi liberi
da quello che vorrei
(...)
...
[We're not] Islands
...
The XX, Islands
(...)
Underneath and unexplored
Islands and cities I have looked
Here I saw
Something I couldn't over look
(...)
...
The XX, Islands
(...)
Underneath and unexplored
Islands and cities I have looked
Here I saw
Something I couldn't over look
(...)
...
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