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Assim em jeito de síntese, para lamentar tanta coisa boa que se perde no correr dos dias.
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quinta-feira, março 11, 2010
terça-feira, março 09, 2010
Frase do Dia
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Ou a metáfora perfeita:
"E não devemos malquerer às mitologias assim, porque são das pessoas, e neste assunto de pessoas, amá-las é que é bom. E então a gente ama a mitologia delas."
Herberto Helder - Lugar Lugares,
Os Passos Em Volta
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Ou a metáfora perfeita:
"E não devemos malquerer às mitologias assim, porque são das pessoas, e neste assunto de pessoas, amá-las é que é bom. E então a gente ama a mitologia delas."
Herberto Helder - Lugar Lugares,
Os Passos Em Volta
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segunda-feira, março 08, 2010
Conta-me histórias
Histórias de um lugar quase surreal.
Apesar da foto (e de poder ser um pseudo "não lugar") neste sítio tudo é bom.
Até o facto de isto ser assim.
Casa das Histórias - Paula Rego, Cascais
Entranhas
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É preciso tentar perceber porque é que as pessoas (também) vêm ter conosco.
De repente olhei para aquela mãe-que-fala-pelo-filho (- Se calhar é melhor falar ele, que já é maior de idade), já médico e de vinte e tantos anos.
A certa altura ela pede tempo de antena e começa numa conversa irrelevante para o que estávamos a tratar. Foi aí que percebi. Tremeram-lhe voz e lábios e começou. Dos quatro filhos, pôs os três rapazes no Colégio Militar. A filha, no colégio de Odivelas.
Hoje diz que está arrependida. No fundo, o que aquela mulher queria era redenção e absolvição.
Fiquei a pensar na natureza humana, no bem e mal que fazemos, querendo ou não querendo. Em como tantos anos depois (e podendo ser apenas para "consumo pessoal") aquilo pode doer assim, que a faça ter de redimir-se numa causa exterior.
Mãe é mãe e aquilo estava a doer-lhe - embora talvez tarde demais. A conclusão a que cheguei foi uma admiração tremenda por aquele filho. Não fosse a mãe a auto-flagelar-se, ele nem "denotava" a mágoa.
Foi a sensibilidade do filho que fez com que tudo parasse, foi ele não aguentar mais e sair. E isso não há mágoa ou ressentimento que supere. Nem arrependimento tardio. ...
É preciso tentar perceber porque é que as pessoas (também) vêm ter conosco.
De repente olhei para aquela mãe-que-fala-pelo-filho (- Se calhar é melhor falar ele, que já é maior de idade), já médico e de vinte e tantos anos.
A certa altura ela pede tempo de antena e começa numa conversa irrelevante para o que estávamos a tratar. Foi aí que percebi. Tremeram-lhe voz e lábios e começou. Dos quatro filhos, pôs os três rapazes no Colégio Militar. A filha, no colégio de Odivelas.
Hoje diz que está arrependida. No fundo, o que aquela mulher queria era redenção e absolvição.
Fiquei a pensar na natureza humana, no bem e mal que fazemos, querendo ou não querendo. Em como tantos anos depois (e podendo ser apenas para "consumo pessoal") aquilo pode doer assim, que a faça ter de redimir-se numa causa exterior.
Mãe é mãe e aquilo estava a doer-lhe - embora talvez tarde demais. A conclusão a que cheguei foi uma admiração tremenda por aquele filho. Não fosse a mãe a auto-flagelar-se, ele nem "denotava" a mágoa.
Foi a sensibilidade do filho que fez com que tudo parasse, foi ele não aguentar mais e sair. E isso não há mágoa ou ressentimento que supere. Nem arrependimento tardio. ...
sexta-feira, março 05, 2010
quarta-feira, março 03, 2010
[lido de passagem ou algumas coisas nos seus possíveis lugares]
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talvez.. não sei.. existem casais com uma pessoa de esquerda e direita...
não estou a ver como funcionam.. devem ter um make up sex do caraças!
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talvez.. não sei.. existem casais com uma pessoa de esquerda e direita...
não estou a ver como funcionam.. devem ter um make up sex do caraças!
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terça-feira, março 02, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
(Assim mesmo, em jeito de lullaby)
Vinicio Capossela, In Clandestinità
(...)
Torna a casa tardi
per cena non hai orari
niente prendi e niente dai
vivi in clandestinità
Piccole partenze
rimandate poi per sempre
tutto poco e male
a strappo nell’ubiquità
Abbraccio sottobraccio
per le scale di Alaveda
voi che fate
che vi dite
dove andate?
Qualcuno mi protegga
da quello che desidero
o almeno mi liberi
da quello che vorrei
(...)
...
[We're not] Islands
...
The XX, Islands
(...)
Underneath and unexplored
Islands and cities I have looked
Here I saw
Something I couldn't over look
(...)
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The XX, Islands
(...)
Underneath and unexplored
Islands and cities I have looked
Here I saw
Something I couldn't over look
(...)
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
E às 6.ªs feiras a música é esta
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Entretanto as 6.ªs feiras à noite têm sido assim (ou uma aproximação a).
Just sit back and enjoy.
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Entretanto as 6.ªs feiras à noite têm sido assim (ou uma aproximação a).
Just sit back and enjoy.
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terça-feira, fevereiro 23, 2010
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somos a fachada
de uma coisa morta
e a vida como que a bater à nossa
porta
quando formos velhos
se um dia formos velhos
quem irá querer saber quem tinha razão
de olhos na falésia
espera pelo vento
ele dá-te a direcção
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
a idade é oca e não pode ser motivo
estás a ver o mundo feito um velho
arquivo
eu caminho e canto pela estrada fora
e o que era mentira pode ser verdade
agora
se o cifrão sustenta a química da vida
porque tens ainda medo de morrer
faltará dinheiro
faltará cultura
faltará procura dentro do teu ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
diz-me se ainda esperas encontrar o
sentido
mesmo sendo avesso a vê-lo em ti
vestido
não tens de olhar sem gosto
nem de gostar sem ver
ninguém é quem queria ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
foge foge bandido, ninguém é quem queria ser
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somos a fachada
de uma coisa morta
e a vida como que a bater à nossa
porta
quando formos velhos
se um dia formos velhos
quem irá querer saber quem tinha razão
de olhos na falésia
espera pelo vento
ele dá-te a direcção
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
a idade é oca e não pode ser motivo
estás a ver o mundo feito um velho
arquivo
eu caminho e canto pela estrada fora
e o que era mentira pode ser verdade
agora
se o cifrão sustenta a química da vida
porque tens ainda medo de morrer
faltará dinheiro
faltará cultura
faltará procura dentro do teu ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
diz-me se ainda esperas encontrar o
sentido
mesmo sendo avesso a vê-lo em ti
vestido
não tens de olhar sem gosto
nem de gostar sem ver
ninguém é quem queria ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
foge foge bandido, ninguém é quem queria ser
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segunda-feira, fevereiro 22, 2010
foge foge bandido
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Nonsense com nonsense se combate. E se tudo à minha volta é surreal, acrescentemos-lhe mais, pois então!
já são dez para as seis da manhã
e há mais um imbecil a pensar
este mundo não foi feito para a gente entender
nem por isso eu deixo de o tentar
venho libertar o macaco
que ele anda um pouco farto da repressão
enlouquece aos pulos na jaula
quase já nem fala
tirem o macaco da prisão
todo o vento é vento a favor
não entendas já
quando soprar dir-te-á a favor de quê
prometo-te a mudança e só a mudança
meu amor não entendas mal
a mudança é
nunca vai mudar
vais mudar o quê
o melhor que o mundo leu
o melhor que ele escreveu
o melhor dos melhores
a pior das mulheres
o motivo que referes é um passatempo vivo
cem mulheres e eu na cama é febre
um amor que não engana é febre
venho libertar o macaco
que ele anda um pouco farto da repressão
enlouquece aos pulos na jaula
quase já nem fala
tirem o macaco da prisão
Foge Foge Bandido - Manuel Cruz, Tirem o Macado da Prisão
Para ouvir aqui. É o delírio.
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Nonsense com nonsense se combate. E se tudo à minha volta é surreal, acrescentemos-lhe mais, pois então!
já são dez para as seis da manhã
e há mais um imbecil a pensar
este mundo não foi feito para a gente entender
nem por isso eu deixo de o tentar
venho libertar o macaco
que ele anda um pouco farto da repressão
enlouquece aos pulos na jaula
quase já nem fala
tirem o macaco da prisão
todo o vento é vento a favor
não entendas já
quando soprar dir-te-á a favor de quê
prometo-te a mudança e só a mudança
meu amor não entendas mal
a mudança é
nunca vai mudar
vais mudar o quê
o melhor que o mundo leu
o melhor que ele escreveu
o melhor dos melhores
a pior das mulheres
o motivo que referes é um passatempo vivo
cem mulheres e eu na cama é febre
um amor que não engana é febre
venho libertar o macaco
que ele anda um pouco farto da repressão
enlouquece aos pulos na jaula
quase já nem fala
tirem o macaco da prisão
Foge Foge Bandido - Manuel Cruz, Tirem o Macado da Prisão
Para ouvir aqui. É o delírio.
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sábado, fevereiro 20, 2010
Porque o que importa...
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Tenho uma aluna que tem cancro - e fez questão de o anunciar na aula, alto e bom som. Ora toma.
Talvez se arranje de forma um pouco extravagante - mas eu percebo. Quem tem cancro não sabe se conta com o dia seguinte, e após múltiplas sessões de quimio ou radio, tem de fazer-se de tudo para lidar com a auto-estima.
Numa aula falou da doença à queima-roupa. Eu senti o baque (como não), mas não desarmei. -Ai é? Vai correr bem, vai ver!
Depois, nos icebreakers que gosto de fazer - "Uma boa notícia que tenham tido ultimamente", veio:
-Após dois anos venci um cancro!
Entre engolir em seco e tentar disfarçar, dei-lhe os parabéns.
De início vinha de lenço. Depois anunciou: -Vou passar a trazer a minha peruca!
Depois veio de peruca, bem gira. Mais uma vez, impossível não notar a mudança de visual - e elogiar, pois claro!
-E em breve já vou tirar, já vou andar com o meu cabelo!
Na última semana, outra mudança: apareceu de cabelo "rapado".
Cabelo ralo, bem curtinho - deve ter 1 ou 2cm no máximo. Mas, e apesar de ser de meia idade, ela anda assim. Quando cheguei e a vi (novo baque, toma lá) só pensei num elogio:
-Que gira! Parece a Sinéad O'Connor, lembram-se dela?
Respect.
A "gota de água" foi hoje. Diz a minha mãe que tem um recado para me dar.
A minha aluna manda dizer que foi ao médico, fez um exame e que está completamente "limpa". Pediu para me dizer isto, e também que sempre a ajudei muito e que fui um grande incentivo.
Eu calei, senti os pés levantar do chão e nem sei que mais.
Nunca achei que fizesse nada além do óbvio e fiquei mesmo "marcada" pela forma como ela sentiu tanto aquilo. Como diz a minha irmã, numa situação daquelas qualquer coisa serve para ajudar a "subir" - até umas simples palavras.
[E agora me lembro que foi mesmo isso que me disse a minha outra aluna que faz voluntariado no Hospital da Parede: -Eles sentem tanto, mas eu não faço nada, eu só falo com eles!]
E agora nem sei que dizer ou sentir, fiquei assim meio atordoada.
Por acaso nunca tinha aqui dito que adoro os meus alunos?
E, mais uma vez, relembrar Cesariny: "Porque o que importa..." - e há coisas que não têm preço.
...
Tenho uma aluna que tem cancro - e fez questão de o anunciar na aula, alto e bom som. Ora toma.
Talvez se arranje de forma um pouco extravagante - mas eu percebo. Quem tem cancro não sabe se conta com o dia seguinte, e após múltiplas sessões de quimio ou radio, tem de fazer-se de tudo para lidar com a auto-estima.
Numa aula falou da doença à queima-roupa. Eu senti o baque (como não), mas não desarmei. -Ai é? Vai correr bem, vai ver!
Depois, nos icebreakers que gosto de fazer - "Uma boa notícia que tenham tido ultimamente", veio:
-Após dois anos venci um cancro!
Entre engolir em seco e tentar disfarçar, dei-lhe os parabéns.
De início vinha de lenço. Depois anunciou: -Vou passar a trazer a minha peruca!
Depois veio de peruca, bem gira. Mais uma vez, impossível não notar a mudança de visual - e elogiar, pois claro!
-E em breve já vou tirar, já vou andar com o meu cabelo!
Na última semana, outra mudança: apareceu de cabelo "rapado".
Cabelo ralo, bem curtinho - deve ter 1 ou 2cm no máximo. Mas, e apesar de ser de meia idade, ela anda assim. Quando cheguei e a vi (novo baque, toma lá) só pensei num elogio:
-Que gira! Parece a Sinéad O'Connor, lembram-se dela?
Respect.
A "gota de água" foi hoje. Diz a minha mãe que tem um recado para me dar.
A minha aluna manda dizer que foi ao médico, fez um exame e que está completamente "limpa". Pediu para me dizer isto, e também que sempre a ajudei muito e que fui um grande incentivo.
Eu calei, senti os pés levantar do chão e nem sei que mais.
Nunca achei que fizesse nada além do óbvio e fiquei mesmo "marcada" pela forma como ela sentiu tanto aquilo. Como diz a minha irmã, numa situação daquelas qualquer coisa serve para ajudar a "subir" - até umas simples palavras.
[E agora me lembro que foi mesmo isso que me disse a minha outra aluna que faz voluntariado no Hospital da Parede: -Eles sentem tanto, mas eu não faço nada, eu só falo com eles!]
E agora nem sei que dizer ou sentir, fiquei assim meio atordoada.
Por acaso nunca tinha aqui dito que adoro os meus alunos?
E, mais uma vez, relembrar Cesariny: "Porque o que importa..." - e há coisas que não têm preço.
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sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Friday afternoon post
Lenine
Paciência
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida e tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara
Tão rara
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And so the landscape is shaped
Casa da Música, Porto
Faltava uma foto aqui, calhou ser esta. E já que ontem houve tão boas notícias do Porto, aqui fica, talvez também em "celebração".
Another baby boy para o Porto, yay!
pézinhos de lã
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Às vezes só é preciso simplicidade para fazer "quebrar" alguém - e isso é bom (em todos os sentidos).
Quando o fazem comigo eu própria agradeço.
(E tenho muitas ideias sobre a coisa, mas não consigo escrever mais sobre isto. I know what I mean - at least!)
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Às vezes só é preciso simplicidade para fazer "quebrar" alguém - e isso é bom (em todos os sentidos).
Quando o fazem comigo eu própria agradeço.
(E tenho muitas ideias sobre a coisa, mas não consigo escrever mais sobre isto. I know what I mean - at least!)
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quarta-feira, fevereiro 17, 2010
domingo, fevereiro 14, 2010
Sábado
No pólo do Algueirão da Universidade da Terceira Idade de Sintra.
Inauguração: esta 5.ª feira. Toca a trabalhar! :)
Filmes célebres numa só frase
...
# Goodbye Lenine
-Ah, é sobre o fim do comunismo e do começo do outro, que agora não me lembra o nome!...
(fim de citação)
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# Goodbye Lenine
-Ah, é sobre o fim do comunismo e do começo do outro, que agora não me lembra o nome!...
(fim de citação)
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