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Entretanto as 6.ªs feiras à noite têm sido assim (ou uma aproximação a).
Just sit back and enjoy.
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
terça-feira, fevereiro 23, 2010
...
somos a fachada
de uma coisa morta
e a vida como que a bater à nossa
porta
quando formos velhos
se um dia formos velhos
quem irá querer saber quem tinha razão
de olhos na falésia
espera pelo vento
ele dá-te a direcção
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
a idade é oca e não pode ser motivo
estás a ver o mundo feito um velho
arquivo
eu caminho e canto pela estrada fora
e o que era mentira pode ser verdade
agora
se o cifrão sustenta a química da vida
porque tens ainda medo de morrer
faltará dinheiro
faltará cultura
faltará procura dentro do teu ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
diz-me se ainda esperas encontrar o
sentido
mesmo sendo avesso a vê-lo em ti
vestido
não tens de olhar sem gosto
nem de gostar sem ver
ninguém é quem queria ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
foge foge bandido, ninguém é quem queria ser
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somos a fachada
de uma coisa morta
e a vida como que a bater à nossa
porta
quando formos velhos
se um dia formos velhos
quem irá querer saber quem tinha razão
de olhos na falésia
espera pelo vento
ele dá-te a direcção
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
a idade é oca e não pode ser motivo
estás a ver o mundo feito um velho
arquivo
eu caminho e canto pela estrada fora
e o que era mentira pode ser verdade
agora
se o cifrão sustenta a química da vida
porque tens ainda medo de morrer
faltará dinheiro
faltará cultura
faltará procura dentro do teu ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
diz-me se ainda esperas encontrar o
sentido
mesmo sendo avesso a vê-lo em ti
vestido
não tens de olhar sem gosto
nem de gostar sem ver
ninguém é quem queria ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
foge foge bandido, ninguém é quem queria ser
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segunda-feira, fevereiro 22, 2010
foge foge bandido
...
Nonsense com nonsense se combate. E se tudo à minha volta é surreal, acrescentemos-lhe mais, pois então!
já são dez para as seis da manhã
e há mais um imbecil a pensar
este mundo não foi feito para a gente entender
nem por isso eu deixo de o tentar
venho libertar o macaco
que ele anda um pouco farto da repressão
enlouquece aos pulos na jaula
quase já nem fala
tirem o macaco da prisão
todo o vento é vento a favor
não entendas já
quando soprar dir-te-á a favor de quê
prometo-te a mudança e só a mudança
meu amor não entendas mal
a mudança é
nunca vai mudar
vais mudar o quê
o melhor que o mundo leu
o melhor que ele escreveu
o melhor dos melhores
a pior das mulheres
o motivo que referes é um passatempo vivo
cem mulheres e eu na cama é febre
um amor que não engana é febre
venho libertar o macaco
que ele anda um pouco farto da repressão
enlouquece aos pulos na jaula
quase já nem fala
tirem o macaco da prisão
Foge Foge Bandido - Manuel Cruz, Tirem o Macado da Prisão
Para ouvir aqui. É o delírio.
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Nonsense com nonsense se combate. E se tudo à minha volta é surreal, acrescentemos-lhe mais, pois então!
já são dez para as seis da manhã
e há mais um imbecil a pensar
este mundo não foi feito para a gente entender
nem por isso eu deixo de o tentar
venho libertar o macaco
que ele anda um pouco farto da repressão
enlouquece aos pulos na jaula
quase já nem fala
tirem o macaco da prisão
todo o vento é vento a favor
não entendas já
quando soprar dir-te-á a favor de quê
prometo-te a mudança e só a mudança
meu amor não entendas mal
a mudança é
nunca vai mudar
vais mudar o quê
o melhor que o mundo leu
o melhor que ele escreveu
o melhor dos melhores
a pior das mulheres
o motivo que referes é um passatempo vivo
cem mulheres e eu na cama é febre
um amor que não engana é febre
venho libertar o macaco
que ele anda um pouco farto da repressão
enlouquece aos pulos na jaula
quase já nem fala
tirem o macaco da prisão
Foge Foge Bandido - Manuel Cruz, Tirem o Macado da Prisão
Para ouvir aqui. É o delírio.
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sábado, fevereiro 20, 2010
Porque o que importa...
...
Tenho uma aluna que tem cancro - e fez questão de o anunciar na aula, alto e bom som. Ora toma.
Talvez se arranje de forma um pouco extravagante - mas eu percebo. Quem tem cancro não sabe se conta com o dia seguinte, e após múltiplas sessões de quimio ou radio, tem de fazer-se de tudo para lidar com a auto-estima.
Numa aula falou da doença à queima-roupa. Eu senti o baque (como não), mas não desarmei. -Ai é? Vai correr bem, vai ver!
Depois, nos icebreakers que gosto de fazer - "Uma boa notícia que tenham tido ultimamente", veio:
-Após dois anos venci um cancro!
Entre engolir em seco e tentar disfarçar, dei-lhe os parabéns.
De início vinha de lenço. Depois anunciou: -Vou passar a trazer a minha peruca!
Depois veio de peruca, bem gira. Mais uma vez, impossível não notar a mudança de visual - e elogiar, pois claro!
-E em breve já vou tirar, já vou andar com o meu cabelo!
Na última semana, outra mudança: apareceu de cabelo "rapado".
Cabelo ralo, bem curtinho - deve ter 1 ou 2cm no máximo. Mas, e apesar de ser de meia idade, ela anda assim. Quando cheguei e a vi (novo baque, toma lá) só pensei num elogio:
-Que gira! Parece a Sinéad O'Connor, lembram-se dela?
Respect.
A "gota de água" foi hoje. Diz a minha mãe que tem um recado para me dar.
A minha aluna manda dizer que foi ao médico, fez um exame e que está completamente "limpa". Pediu para me dizer isto, e também que sempre a ajudei muito e que fui um grande incentivo.
Eu calei, senti os pés levantar do chão e nem sei que mais.
Nunca achei que fizesse nada além do óbvio e fiquei mesmo "marcada" pela forma como ela sentiu tanto aquilo. Como diz a minha irmã, numa situação daquelas qualquer coisa serve para ajudar a "subir" - até umas simples palavras.
[E agora me lembro que foi mesmo isso que me disse a minha outra aluna que faz voluntariado no Hospital da Parede: -Eles sentem tanto, mas eu não faço nada, eu só falo com eles!]
E agora nem sei que dizer ou sentir, fiquei assim meio atordoada.
Por acaso nunca tinha aqui dito que adoro os meus alunos?
E, mais uma vez, relembrar Cesariny: "Porque o que importa..." - e há coisas que não têm preço.
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Tenho uma aluna que tem cancro - e fez questão de o anunciar na aula, alto e bom som. Ora toma.
Talvez se arranje de forma um pouco extravagante - mas eu percebo. Quem tem cancro não sabe se conta com o dia seguinte, e após múltiplas sessões de quimio ou radio, tem de fazer-se de tudo para lidar com a auto-estima.
Numa aula falou da doença à queima-roupa. Eu senti o baque (como não), mas não desarmei. -Ai é? Vai correr bem, vai ver!
Depois, nos icebreakers que gosto de fazer - "Uma boa notícia que tenham tido ultimamente", veio:
-Após dois anos venci um cancro!
Entre engolir em seco e tentar disfarçar, dei-lhe os parabéns.
De início vinha de lenço. Depois anunciou: -Vou passar a trazer a minha peruca!
Depois veio de peruca, bem gira. Mais uma vez, impossível não notar a mudança de visual - e elogiar, pois claro!
-E em breve já vou tirar, já vou andar com o meu cabelo!
Na última semana, outra mudança: apareceu de cabelo "rapado".
Cabelo ralo, bem curtinho - deve ter 1 ou 2cm no máximo. Mas, e apesar de ser de meia idade, ela anda assim. Quando cheguei e a vi (novo baque, toma lá) só pensei num elogio:
-Que gira! Parece a Sinéad O'Connor, lembram-se dela?
Respect.
A "gota de água" foi hoje. Diz a minha mãe que tem um recado para me dar.
A minha aluna manda dizer que foi ao médico, fez um exame e que está completamente "limpa". Pediu para me dizer isto, e também que sempre a ajudei muito e que fui um grande incentivo.
Eu calei, senti os pés levantar do chão e nem sei que mais.
Nunca achei que fizesse nada além do óbvio e fiquei mesmo "marcada" pela forma como ela sentiu tanto aquilo. Como diz a minha irmã, numa situação daquelas qualquer coisa serve para ajudar a "subir" - até umas simples palavras.
[E agora me lembro que foi mesmo isso que me disse a minha outra aluna que faz voluntariado no Hospital da Parede: -Eles sentem tanto, mas eu não faço nada, eu só falo com eles!]
E agora nem sei que dizer ou sentir, fiquei assim meio atordoada.
Por acaso nunca tinha aqui dito que adoro os meus alunos?
E, mais uma vez, relembrar Cesariny: "Porque o que importa..." - e há coisas que não têm preço.
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sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Friday afternoon post
Lenine
Paciência
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida e tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara
Tão rara
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And so the landscape is shaped
Casa da Música, Porto
Faltava uma foto aqui, calhou ser esta. E já que ontem houve tão boas notícias do Porto, aqui fica, talvez também em "celebração".
Another baby boy para o Porto, yay!
pézinhos de lã
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Às vezes só é preciso simplicidade para fazer "quebrar" alguém - e isso é bom (em todos os sentidos).
Quando o fazem comigo eu própria agradeço.
(E tenho muitas ideias sobre a coisa, mas não consigo escrever mais sobre isto. I know what I mean - at least!)
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Às vezes só é preciso simplicidade para fazer "quebrar" alguém - e isso é bom (em todos os sentidos).
Quando o fazem comigo eu própria agradeço.
(E tenho muitas ideias sobre a coisa, mas não consigo escrever mais sobre isto. I know what I mean - at least!)
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quarta-feira, fevereiro 17, 2010
domingo, fevereiro 14, 2010
Sábado
No pólo do Algueirão da Universidade da Terceira Idade de Sintra.
Inauguração: esta 5.ª feira. Toca a trabalhar! :)
Filmes célebres numa só frase
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# Goodbye Lenine
-Ah, é sobre o fim do comunismo e do começo do outro, que agora não me lembra o nome!...
(fim de citação)
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# Goodbye Lenine
-Ah, é sobre o fim do comunismo e do começo do outro, que agora não me lembra o nome!...
(fim de citação)
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sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Fiat Lux*
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Como é da praxe, hoje toda a gente tem de escrever sobre achafurdice actualidade política do momento.
Mais uma vez, e para não variar, vejo-me a fazer parte de uma minoriapensante. Mas, e mais uma vez, somos poucos mas muito convictos.
Em termos de "opinião" (que não o é, como vão ver) parece-me que este assunto é claro, clarinho e acho que uma simples explicação declarativa pode bastar.
Por isso, e como também não tenho a pretensão de inventar a roda, aqui ficam duas "crónicas" alheias. Da esquerda à direita: uma do 31 da Armada, a outra da Fernanda Câncio.
A mais forte vem da Fernanda Câncio, e não posso deixar de subscrever na íntegra (em tudo). A fonte é o que é, mas do ponto de vista dos princípios ela está carregada de razão - e não se pode deitar fora os princípios, só porque vêm de um hipotético "inimigo" - ou pode?
No fundo é mesmo isso que, embora não o assumindo, está toda a gente a discutir.
...
*e não, não se trata de um modelo automóvel.
Como é da praxe, hoje toda a gente tem de escrever sobre a
Mais uma vez, e para não variar, vejo-me a fazer parte de uma minoria
Em termos de "opinião" (que não o é, como vão ver) parece-me que este assunto é claro, clarinho e acho que uma simples explicação declarativa pode bastar.
Por isso, e como também não tenho a pretensão de inventar a roda, aqui ficam duas "crónicas" alheias. Da esquerda à direita: uma do 31 da Armada, a outra da Fernanda Câncio.
A mais forte vem da Fernanda Câncio, e não posso deixar de subscrever na íntegra (em tudo). A fonte é o que é, mas do ponto de vista dos princípios ela está carregada de razão - e não se pode deitar fora os princípios, só porque vêm de um hipotético "inimigo" - ou pode?
No fundo é mesmo isso que, embora não o assumindo, está toda a gente a discutir.
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*e não, não se trata de um modelo automóvel.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Baxiami ancora
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Jovanotti, Baciami Ancora
"Daquelas". E fica-se mesmo com a música na cabeça: "Baxiami ancora, baxiami ancora". Sotaquezinho estranho, eh? (Pena que só os nativos "possam", eu adoraria usar um sotaque assim.)...
Jovanotti, Baciami Ancora
"Daquelas". E fica-se mesmo com a música na cabeça: "Baxiami ancora, baxiami ancora". Sotaquezinho estranho, eh? (Pena que só os nativos "possam", eu adoraria usar um sotaque assim.)...
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
O espelho dos outros
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As pessoas demasiado cerebrais conseguem mesmo magoar-se a si próprias (e aos outros).
Ao mesmo tempo, parece que não dá para evitar. É quase prazer, é quase viciante.
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As pessoas demasiado cerebrais conseguem mesmo magoar-se a si próprias (e aos outros).
Ao mesmo tempo, parece que não dá para evitar. É quase prazer, é quase viciante.
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Enquanto isso, num planeta distante...
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The Pains of Being Pure at Heart
Para ouvir. E depois (talvez) regressar.
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The Pains of Being Pure at Heart
Para ouvir. E depois (talvez) regressar.
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terça-feira, fevereiro 09, 2010
Dicionário de termos técnicos
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# Defesa de tese de mestrado - tipo, eu a falar sobre cenas e os gajos a chatearem bué :p
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# Defesa de tese de mestrado - tipo, eu a falar sobre cenas e os gajos a chatearem bué :p
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segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Her feet lift off the ground!
Vêem como ela levita mesmo?
Ana, durante uma sessão de Yoga do Riso (mais info sobre as sessões em Lisboa aqui).
E não percam de vista o projecto A Casa da Felicidade! Há surpresas prestes a acontecer...
sábado, fevereiro 06, 2010
Margens
...
<margini>, cinema da un’Italia inedita.
De 9 de Fevereiro (próx. 3.ª feira), a 4 de Maio, há cinema italiano para ver. Sempre às 18h30, no Istituto Italiano (metro Rato), entrada livre mediante inscrição prévia.
Tudo isto para fechar em Maio, quando começa a já "mítica" Festa do Cienema Italiano.
(E eu ia jurar que já vi aquela foto nalgum lado. :p)
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<margini>, cinema da un’Italia inedita.
De 9 de Fevereiro (próx. 3.ª feira), a 4 de Maio, há cinema italiano para ver. Sempre às 18h30, no Istituto Italiano (metro Rato), entrada livre mediante inscrição prévia.
Tudo isto para fechar em Maio, quando começa a já "mítica" Festa do Cienema Italiano.
(E eu ia jurar que já vi aquela foto nalgum lado. :p)
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Diálogos imprevistos
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Algures numa mailbox perto de si. E vejam lá se dito assim, na primeira frase, não se percebe muito melhor?
"Com o offshore é bem verdade o que dizes: existe, não se pode meter debaixo do tapete (até porque a mensagem a passar deva ser, entre outras, a de que aquilo não é bom para a malta: tem-se mas paga-se, em transferências :-)"
Ou ainda:
"Então e agora fazem-se acertos numa lei dando implicitamente o offshore como aceite?"
Em resposta à questão inicial:
"Mas confesso-te que me faz muita impressão querer "descontar" o offshore. Se está lá, têm de viver com ele! E há muita gente a lucrar com isso, sim. Agora, se ficarmos toda a vida a fazer de conta que ele não existe..."
Ora nem mais. A reflectir.
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Algures numa mailbox perto de si. E vejam lá se dito assim, na primeira frase, não se percebe muito melhor?
"Com o offshore é bem verdade o que dizes: existe, não se pode meter debaixo do tapete (até porque a mensagem a passar deva ser, entre outras, a de que aquilo não é bom para a malta: tem-se mas paga-se, em transferências :-)"
Ou ainda:
"Então e agora fazem-se acertos numa lei dando implicitamente o offshore como aceite?"
Em resposta à questão inicial:
"Mas confesso-te que me faz muita impressão querer "descontar" o offshore. Se está lá, têm de viver com ele! E há muita gente a lucrar com isso, sim. Agora, se ficarmos toda a vida a fazer de conta que ele não existe..."
Ora nem mais. A reflectir.
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Passos perdidos
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O que vale é que, no meio da sandice geral, há sempre alguém que, noite dentro, está disposto a trocar impressões sobre isto das finanças regionais e tal. Que é como quem diz, afinal não sou só eu a achar que está tudo doido, ou que afinal há mais razão de um dos lados (ainda que esse lado a possa estar fora dos limites da boa fé).
Enfim, é ler o que se escreve por aí. Seremos poucos, é certo (?), mas pelo menos existimos - e não estamos sós. E pronto, great minds think alike, eh eh.
Em suma & jeito de resumo, parece-me que ninguém sai bem na fotografia. Entretanto a bolsa cai e o país afunda. But who cares, anyway?
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O que vale é que, no meio da sandice geral, há sempre alguém que, noite dentro, está disposto a trocar impressões sobre isto das finanças regionais e tal. Que é como quem diz, afinal não sou só eu a achar que está tudo doido, ou que afinal há mais razão de um dos lados (ainda que esse lado a possa estar fora dos limites da boa fé).
Enfim, é ler o que se escreve por aí. Seremos poucos, é certo (?), mas pelo menos existimos - e não estamos sós. E pronto, great minds think alike, eh eh.
Em suma & jeito de resumo, parece-me que ninguém sai bem na fotografia. Entretanto a bolsa cai e o país afunda. But who cares, anyway?
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