... "Em '2666' (...) o leitor vai-se apercebendo de que histórias tão diversas e tão fantásticas acabam por ligar-se a outras tão terríveis como os 280 assassinatos de mulheres numa cidade junto do deserto de Sonora, no México".
Ainda não, mas está lá quase. Nas últimas semanas o número de mulheres assassinadas pelos namorados (!!) tem sido impressionante. Como dizia ontem a uma amiga, qualquer dia há que agradecer quando (alguns) são apenas uns idiotas. Mas endoideceu tudo? Basta ver aqui e aqui. Na imagem em baixo (clicar para aumentar), do Público, o quadro de mortes quase em jeito de lista de supermercado. Arrepiante.
... é não poder recorrer ao único consolo espiritual possível por não poder envolver quem o entenda ou poderia dar. & in the meantime just sit back & watch the show going on.
ps-o que eu espero é que, no meio de tudo, tenha realmente conseguido aprender alguma coisa. embora não saiba muito bem se são coisas que se devam aprender, se eu quero ter algum vestígio deste tipo de sabedoria em mim. too late? not sure, guess there's some kind of hope still. ...
... Às vezes pergunto-me o que pensarão os mais velhos de nós. Temos conforto, estudámos, e em teoria fazemos o que queremos da nossa vida. E ainda assim... a procura, a incessante procura que não (nos) sossega. É por não nos contentarmos com pouco (ou termos essa ideia)? Ou será que é precisamente isso que não nos deixa apenas "estar" com aquilo que temos? Casamos, temos filhos divorciamos, não necessariamente por esta ordem, de um lado para o outro. Alguns nem sequer chegam a "assentar". Não está mal, se for isso mesmo que queremos. Mas no meio disto tudo: será que somos mesmo mais felizes? ...
Ouvir de novo esta música foi assim como um choque, de repente, e sem estar à espera. E tantas coisas boas que me vêm à memória, daquelas que fiquei assim, aparvalhada, e ainda que sozinha, foi impossível não sorrir, com cara meio à banda, sem perceber muito bem porquê, mas ao mesmo tempo. Agora é esperar para, quando chegar a casa, ir buscar os mp3 todos todos, e assim meio à bruta, ouvir isto tudo outra vez. On & on. :) ...
... Daqui poderia subscrever tudo. Ainda assim, fica a citação (quem quiser ler tudo vá lá, porque vale a pena):
"Como é que pode a ONU ser evacuada do Afeganistão, deixando que o país exploda como quiser (não critico) e em Portugal os telejornais abrirem com a demissão/não demissão de Paulo Bento do Sporting??? E esta notícia ter sido dada quase como nota de roadapé? Estão-nos a votar à ignorância?!"
Pronto, ou foi tanto o entusiasmo de ontem, ou não sei o que me aconteceu. Eu gosto. Hmm, preocupante? ps-e se em tags eu pusesse: passeios fotos Pessoa walk? :p...
... E parece ser assim: quando eu (finalmente!) decido baixar a guarda e começar a confiar, eis que levo uma valente e brutal patada. Pronto, séculos e séculos de terapia arruinados. Lá teremos de "recomeçar" e bom... que argumentos tenho eu agora para o fazer. Oh meu deus, séculos e séculos... Enfim, cá vamos nós!... :s ...
... A questão é: a partir de que momento é que uma coisa se torna numa impossibilidade.
No entretanto, vou tentando digerir (como posso) este valente murro no estômago.
Depois dos do fim de semana, esta noite os pesadelos ainda continuaram. Mas já estou mais calma e acho que já consegui racionalizar que tenho de contornar esta coisa.
Eu sabia que há decisões que acabam por afectar a nossa crença geral. Não pensei foi que afectasse tanto, que fosse desta forma, que fosse com uma coisa tão brutal.
Um outro mundo é possível? Para mim é. Mas não aqui, de certeza. ...