segunda-feira, outubro 27, 2008

'attesa


'attesa, originally uploaded by A Outra Voz.

Porque a vida também é feita de esperas.
Oriente, Lisboa
(Ou de como na nossa cidade também se pode ser... "exótico"!) ;)

sábado, outubro 25, 2008

Isn't it?



A traffic jam when you're already late
A no-smoking sign on your cigarette break
It's like ten thousand spoons when all you need is a knife
It's meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife
And isn't it ironic...don't you think
A little too ironic...and, yeah, I really do think...


Alanis Morrissete, Ironic

quarta-feira, outubro 22, 2008

Em suma...


- I ' I -, originally uploaded by A Outra Voz.

O que é preciso é reflexão!
Off I go! Até já...

(Cesis -terra da cerveja-, Letónia)

segunda-feira, outubro 20, 2008

E não comam neve amarela, por favor

...
Ao que parece, António Costa se prepara para limpar o Bairro Alto dos graffitti - como se não houvesse coisas mais urgentes para limpar: a Câmara por dentro, por exemplo.
No entanto, é a arte urbana que nos faz parar para pensar. A surpresa ao virar da esquina, da forma mais democrática possível: toda a gente pode ver, gostar ou não, e quem não gostar tira aquela e põe outra.
Vilnius é uma cidade assim. A arte espreita, a cada canto, acordando-nos da letargia diária incluindo apelos e sinais de aviso.
Deve ser bom viver numa cidade assim. À atenção.


Ok, I'll try not to...

Wanna wash your clothes?.................Is this the door to it?

Kiss me & elf face

domingo, outubro 19, 2008

Il posto giusto

...
- A casa mia bisogna stare molto calmo!
dizia a Lella, a páginas tantas, num dos seus muitos ditos de infinita sageza. A questão em causa era, literalmente,
trovare il posto giusto.
To bear in mind.

♫ ♪ ♫ ♪ ♫ ♪ ♫ ♪

...
O início: da música, os músicos (embora tenhamos aprendido que muitas vezes o primeiro é mesmo o compositor). Apresentados dois dos nossos para exemplo. Idades? 8 e 80! Para verem que toda a gente pode tocar! Estava dado o mote.
A partir daí, havia coisas, muitas coisas. Havia as famílias de instrumentos: madeiras, metais e percussão. Depois os instrumentos: a flauta, o flautim, a tuba, os trombones, os trompetes, os clarinetes, tantos tantos!

Havia miúdos que saltavam, uns por cima dos outros, os outros por cima dos uns. A sala cheia, um ruído a infância constante.
As palhetas, os buracos a tapar, os tubos compridos e enrolados que eram os metais. A percussão, que fazia os meninos baterem todos com as mãos nas cadeiras, nas pernas, em todo o lado.
O trombone que deu ar da sua graça a fazer sons de desenho animado. Risos, risos.
Cada um tocava um bocadinho e assim se ficava a saber. Os Xutos, os Abba (que os pais, entre risinhos, diziam conhecer), o Rei Leão.
No fim a lição ficava: repetiam, lembravam, adivinhavam.
Só uma coisa não apareceu: o contrário da música? O silêncio! Mas ninguém parecia reparar.

No fim, o Bruno, que tem 2 anos, experimentava a flauta. Difícil... Chegou o saxofone e aí sim: era som para quem o quisesse ouvir. O Rodrigo, de 5 anos, perdeu a vergonha e foi experimentar também. Sopra-se, alguém segura e mexe os dedos e o som muda - assim é fácil!
Fica a imagem da sala cheia, os meninos que cantavam as músicas "Eu conheço isto tudo!", o dia.
No fim a pergunta: e quantos destes vão querer ser músicos e vir tocar para ao pé de nós? Aguarda-se com expectativa...

sexta-feira, outubro 17, 2008

A leste...

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Tudo de novo.
Vilnius foi uma surpresa e fiquei com vontade de conhecer mais da Lituânia. Menos arrumadinha que a Letónia, mais pobre. Mas Vilnius tem uma vida urbana e jovem surpreendente - a que Riga dificilmente chegará.
Mais uma vez viva a República Užupi que, secondo me, conquista qualquer um.
Algumas imagens.


This is Vilnius: old and new

Oldstyle telephone sort of...Art in Space Space in Art

[Silence, it's poetry.]

E assim se fica com imensa vontade de voltar.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Camarada d'Água



Camarada d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve, por enquanto nos deixou...
Camarada viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor
Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou!


Camarada d'Água,
by O Teatro Mágico

O que eu andava a perder! E é tudo Poesia em estado puro...

terça-feira, outubro 14, 2008

A poesia em estado puro e o impacto das fotocopiadoras

...
A propósito desta notícia Novo livro de Herberto Helder esgota no armazém e não será reeditado, veja-se a caixa dos comentários:

Ricardo Jorge
As grandes obras destinam-se apenas a quem as merece. Pelos vistos são cada vez menos os eleitos. Obrigado Herberto Helder

Tosco
Ricardo Jorge és um cromo. Basta ter uma fotocopiadora para merecer os poemas ó palhaço!

...

Outros nortes

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Trainspotter
A linha do Tua, barbaramente "assassinada" pelos múltiplos " acidentes". Se vale a pena... Ainda bem que a consegui fazer.

Em Mirandela ainda se lamentava que fazia um ano sobre o dia em que "
encontraram o rapaz". Tinha sido o do acidente anterior. Mais viriam, mas ainda ninguém imaginava.
No entretanto, vai-se votando toda uma região ao esquecimento e a ficar atrás das montanhas. Como se fosse castigo por insistirem em morar ali.
No restaurante o dono abeirava-se de nós, ansioso por falar com alguém que chegasse de fora.


Mirandela

Mirandela é longe, mas não tanto como a distância a que a querem condenar.

segunda-feira, outubro 13, 2008

ALB

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É um arrogante, um narcisista auto-centrado (passe o pleonasmo). Mas tudo isso aprendi a tolerar, porque "ninguém escreve como ele". Até ao ponto.
Hoje ia toda satisfeita ler a entrevista na Pública. Feita pela Anabela Mota Ribeiro pouco havia a esperar (ou muito: o pior!) e mesmo assim surpreendeu. Que não passei além da terceira "pergunta" (perdoe-se o termo). Como é que um gajo que passou por aquilo não aprendeu nada e continua a olhar para os outros assim, com aquele ar de pena misericordiosa. Que se f***. A partir daqui, palpita-me, a nossa relação vai passar a ser muito difícil. [A frase seguinte sai censurada, ou melhor, não sai.]
Che coglione! (Expressão cujo significado expliquei ontem à minha mãe.)
Espero que o meio e fim da entrevista tenham sido bons, a mim é que já não me sobrava estômago (nem tripas) para ler o resto.
Que gajo tão cheio dele próprio ou de nada dentro, foda-se!


Ps-escrito depois de ler isto e isto, que aliás recomendo.
...

domingo, outubro 12, 2008

Uma imagem de e para a Caríntia

Já que nos últimos dias tanto se tem falado dela.

Klagenfurt, Julho de 2006

sexta-feira, outubro 10, 2008

Hoje


aritmética, originally uploaded by André Beja.

Foi hoje a discussão. A Rua de São Bento acordou assim: não houve parede, poste ou caixa de correio que escapasse. O amor espalhou-se rua abaixo.
Depois da discussão (enfim, essa um pouco... err...
no comments), houve casamentos em frente à Assembleia. Menina com menina, menino com menino, vestidos de noiva e tudo. Infelizmente ainda vamos ter de esperar um pouco mais para que possam ser "a sério".
No fim, no fim, esta foi a pergunta que ficou por responder:

onde esté?

quinta-feira, outubro 09, 2008

Intransigentemente!, they say

...
"O grupo parlamentar do PS vai apresentar amanhã uma declaração de voto(...). Apesar de votarem contra os diplomas, os deputados explicam que estão a favor da união entre pessoas do mesmo sexo. (...) Expõem, em três pontos, que o grupo defende intransigentemente a igualdade dos direitos expressos na constituição."
Notícia do Público aqui.

Faz lembrar o Prof. Martelo: é proibido, mas pode-se fazer. Não, o Inimigo Público só sai amanhã. Mas com o PS, nisto, tem sido todos os dias...

terça-feira, outubro 07, 2008

domingo, outubro 05, 2008

Ups!


Ups!, originally uploaded by A Outra Voz.

Miratejo, Marem Sul (do Tejo)
No meio de uma saída de campo para observação de aves! ;)
(Yes, I was a birdwatcher today! :p)

sexta-feira, outubro 03, 2008

May the window be so high...


RIP. Dinis Machado: o autor esquecido de uma verdadeira obra prima...

The high window

Há pombos esquecidos nas estátuas
desta cidade antiga, naufragada.
Mastros de sombras escrevem o teu nome
e em cada letra reconheço a madrugada.

Mulheres e homens, enlaçados de cansaço,
dormem um sono fundo, com raízes.
Das margens deste sono se levantam
as pedras das palavras que não dizes.

Foge o mar dos meus dedos entre a noite
e a noite é uma canção que te procura.
Nos meus olhos ardem estrelas encharcadas
que rodeiam de azul a tua alma.

Cada esquina é um cais à tua espera.
Faróis e candeeiros chamam por ti.
Como um sonho deslizo e permaneço
na rua da janela onde te vi.

Finalmente os pombos são largados,
partindo desta estátua que tu és.
Parto nas tuas asas. Deixo aqui
este poema que te beija os pés.

The High Window, Dinis Machado
em O que diz Molero (de facto uma obra prima)


Repescado daqui.

Il fai da te - em versão "explicado às criancinhas"

...
Tu ti lamenti,
ma che ti lamenti?
Pigghia nu bastune
e tira fora li denti!
(Malarazza)

E não é que resulta mesmo?
(E é até bastante higiénico, diga-se passagem.)

Breve resumo (aproximado) da noite de ontem*


Benfica 2 - Napoli - 0 (temos pena! :p)

*Ou de como é tão bom poder ser uma hooligan de vez em quando... :p

Ninguém para o Benfica!, Ninguém para o Benfica!, ô-ê-ô!