terça-feira, abril 22, 2008

Life is a miracle & You really gotta love this city!

Devia ser obrigatório - uma vez por semana.
Sair do Rato no 28, estar sol, atravessar Lisboa inteira e almoçar pela Costa do Castelo. Hmmm. :)
[Pena o 28 às vezes demorar tanto tempo a vir... :s]

(E nas pausas, inexplicavelmente, conhecer uns turistas, holandeses, afinal vizinhos de 3 km da porta de casa. Life is miracle e este mundo é mesmo muito pequeno...

Diventerai una *


Alguma vez vos disse que gosto de música pimba italiana? (Ok, música pimba, italiana tb, ou como o outro, música pimba desde que seja "em estrangeiro".) Para animar (juro!) aqui fica a contribuição de hoje. Declaro solenemente que a 2ª parte do vídeo é muito gira!!! E podem seguir a letra aqui.

E a versão alternativa/home made aqui, playbackada ao som da grappa, onde um dos artistas vai cantando ao mesmo tempo que come uma maçã!! LOL (Juro que estou a conter-me p não desatar a rir sozinha! :P) HIGHLY RECOMMENDED!!!

segunda-feira, abril 21, 2008

Os verdes anos


Window watching, originally uploaded by guybamboe.

Eram assim, em todos os dias, em datas daquelas.
Já passaram tantos, mas é impossível não recordar (especialmente em datas destas).
Venham mais... :D

O balcão único II

Bom, parece que "único" afinal pode querer dizer "mais do que um".
Update: fazer um curso de castelhano no meu local de trabalho, e à hora de almoço.
Pas mal, eh? :) Oh yeah!

domingo, abril 20, 2008

A subjectividade do frango assado

Não sei se já vos disse, mas sou daquelas pessoas super chatas a ouvir música. O meu mp3 de 1gb pode ter um álbum só, que isso basta. Da primeira faixa à última, por esta ordem, gira, gira, regira. Não se ouve um disco sem o ter ouvido, pelo menos, vinte vezes seguidas.
Este começou há pouco, ouvido esporadicamente e a bom som. Entrou hoje para o mp3, não se sabe quando sairá. Entretanto vai girando na minha cabeça e hei-de conseguir chatear toda a gente repetindo ou cantando à exaustão as letras das canções. Vai uma aposta? :p

È la soggettiva del pollo arrosto
che senza testa pensa più di prima
la sua coscienza rimane sveglia
giudica tutto quello che passa
(...)
È già mezzogiorno con le patate dell'altro ieri risuscitate dal forno
E' sopravvissuto ai meteoriti ai pesticidi, alle polmoniti

La soggettiva del pollo arrosto

Samuele Bersani, L'Aldiquà*

*Laldiquà, sorta di parafrasi di un mondo, il nostro, nel quale cè molto più inferno e paradiso di quanto immaginiamo ce ne possa essere nell'aldilà.

sexta-feira, abril 18, 2008

O balcão único

Simplex simplex é no meu local de trabalho.
Quando vou à sala ao lado buscar qualquer coisa à impressora, aproveito para agrafar os papéis e de caminho passo pelo (meu colega) médico. A consulta dura 2 min. ou menos, sem filas, credenciais ou salas de espera. O diagnóstico é na hora.
Qualidade de vida é assim. :)

quinta-feira, abril 17, 2008

As gralhas do Púbico

"Avultado prejuízo trimestral da Merril Lunch implica despimentos de três mil funcionários"
Eh lá, grande festa que deve ser por lá. Estou já a imaginar os 3.000 em fila indiana - next! E "Merril Lunch"??? :S "Despimento de 3.000 funcionário no Almoço Feliz"?
Ai Público, Púbico...

quarta-feira, abril 16, 2008

Ainda sobre as eleições italianas, que este tema não me larga

...
Não posso deixar de lamentar o resultado e ficar incrédula com o sistema de "níveis mínimos para eleger".
Mas uma coisa é certa: nunca conheci um italiano que "tivesse votado no Berlusconi". Nunca.
Vivi em Itália, viajei em Itália, tenho amigos italianos, leio blogs italianos. E nunca, nem das pessoas que conheci per strada, alguma assumiu, sequer em conversa de café, ter votado nele.
Eppure si muove, e ganha pela terceira vez.
Não estou a insinuar fraude (não é que não possa haver também). O que me parece óbvio é que há 13 milhões que o preferem - sem no entanto querer ou ter coragem para o assumir. Isso é que me parece extraordinário.
Que há um mistério, há, é isso que falta entender.

terça-feira, abril 15, 2008

[É mais ou menos isso]

Imagine di The Vinz
Sobre o resultado das eleições há pouco a dizer. Resta, sobretudo, mesmo muito em que pensar.
Especialmente para mim, que já vi ao vivo vivinho uma manifestação da Lega Nord, em que uma das palavras de ordem era "Muçulmanos, povo de merda", em coro e via megafone, para toda a cidade ouvir. Até me custa a acreditar. Enfim.

Para continuar a ler e aprofundar aqui, da un vero italiano all'estero.

Ps-e para ver que nós por cá tb andamos bem servidos, o sr. Santana Lopes festeja com Berlusconi. Tomara ele, que ao menos o italiano não é tão estúpido.

Ora toma, embrulha! Ou As viagens do sr. Silva

Projecto de Resolução 311/X/3 - Deslocação do Presidente da República a Graz:

"deslocação de carácter oficial a Graz nos dias 29 e 30 do corrente mês de Abril, para uma reunião de Chefes de Estado no âmbito do Processo de Arraiolos."

Estonteante. Ao pé de Graz Arraiolos até deve ser uma metrópole, mas mesmo assim, ahahahah, só me dá vontade de rir. É caso para dizer: cada um tem aquilo que merece. Assim vão as viagens do sr. Silva!

Ps-uma dúvida assalta-me: será que tb vai usar Lederhosen???

Grau zero (ou menos ainda)

O PSD continua imparável com a estupidez estória sobre a Fernanda Câncio. Se o critério é ter jornalistas que não digam mal do PSD, por este andar começa a ficar difícil, mesmo muito difícil...

Ps-engraçado que quem queria um "um pra mim, um pra ti" entre PS e PSD nas televisões, venha agora ficar tão ofendido com isto. Já agora, e a Judite de Sousa, entrevistadora política da RTP1 e mulher do Fernando Seara? Ah pois... Ridículo.
E pensar que é tudo por causa de um programa na RTP2. Agora é que toda a gente vai ver!

segunda-feira, abril 14, 2008

The girl with the butterfly wings

Alegre, para desanuviar
Ana, na Festa do Jazz do S. Luiz

Mas as crianças, senhor

Ora aí está. É uma questão de berço, a tirania do nascimento. Bem há aquelas a quem se podia dizer: -Olha, esquece e volta cá outra vez, numa família diferente. Temos pena.
Mas as crianças. O que custa olhar para elas lindas e a sorrir e saber que isto é verdade. Ou ver as que mal nasceram e têm já um fardo tão pesado, sem saber.
Venham pra próxima, pode ser que tenham mais sorte. Nesta já não se pode fazer nada.
(O pior é que na maioria dos casos isto bate mesmo certo. Damm it!)

step by step

Surgiu ontem e hoje novamente em conversa.
Que a minha (a nossa) geração é talvez a primeira a dar um valente pontapé nas expectativas sociais. Ainda assim. Persistem, perseguem, ensombram.
Pode ser que a próxima, a vindoura, já nem disso se lembre e prossiga, no strings attached. Porque agora nem sempre é fácil. E às vezes chateia mesmo muito.

domingo, abril 13, 2008

[Dear IRS, please unsubscribe me from your list]

Digam lá o que disserem, o momento de preencher os impostos é emotivamente doloroso por natureza. Não é justo!

Possíveis planos para abater nos impostos no próx. ano:
- ter 5 filhos
- casamento/união de facto a 3 ou +
- comprar 1 portátil topo de gama
- arrendar/comprar uma mansão no sítio mais caro de Lx
- ir morar para um lar da 3.ª idade
- fazer um check-up médico pelo menos todas as semanas
- fazer uma pós-grad./formação da tanga, desde que seja cara
- investir em prozac ou na bolsa
- afectar 90% do que ganho na compra de acções que desçam
- montar uma mega central eólica/solar na varanda

Mais sugestões?

quinta-feira, abril 10, 2008

O paradoxo concretizado (3)

...
A ONG holandesa Bits of Freedom (3) (extinta em 2006), efectuou uma experiência para testar os limites da auto-regulação e da liberdade de expressão na internet.
No verão de 2004 alojou em 10 ISPs holandeses diferentes um texto do famoso autor holandês Multatuli (E.D. Dekker), que viveu entre 1820 e 1887. Uma vez que os direitos de autor caem no domínio público 70 anos após a morte do autor, estes haviam expirado, no mínimo, em 1957.
No entanto, a Bit of Freedom enviou 10 queixas falsas, através de uma conta do Hotmail, assinadas por um suposto “mandatário legal da E.D. Dekkers’s Society”, argumentando uma violação dos direitos de autor.
Como resultado, sete dos ISPs removeram o conteúdo sem qualquer pesquisa ou resposta por parte do utilizador.
A ONG ironiza, dizendo que basta uma conta no Hotmail para deitar abaixo um site.

(Retirado de “Freedom of expression online: the Multatuli Project”, Sjoera Nas, Conferência da UNESCO sobre liberdade de expressão no ciberespaço, Fevereiro de 2005.)

quarta-feira, abril 09, 2008

Paradoxos

Uns defendem que o Estado é o Estado, e é a ele que compete governar(1). Outros, como eu, defendem que cada indivíduo/cidadão (esta última é mais bonita) deve ter sempre uma palavra a dizer. Democracia participativa, em que cada um possa intervir em vários momentos e níveis - e não só na hora de votar(2).
Depois há ainda aqueles que, para chegarem a uma ideia que no espírito até é boa, usam o argumento totalmente ao contrário
(3), fazendo tábua rasa de uma ideia boa, mas não perfeita. Pedem tanto, que os (1), que até podiam aceitar o (2), acham que aí é que já é mesmo demais. Ou seja, com os argumentos do (3) virados do avesso, vá lá conseguir convencer os radicais (1) que a ideia (2) não é má de todo. Vamos ao exemplo!

(1) Num trabalho recente defendi a participação dos utilizadores na regulação da internet, de forma permanente. Por exemplo, cada site devia ter uma possibilidade de os utilizadores assinalarem se detectarem conteúdos ilegais/nocivos. Esta ideia não é nada pacífica(2). Há quem diga que quem exerce o poder de regular a net é o Estado e mesmo assim só às vezes(1).
E como qualquer ideia (ainda que boa) não está isenta de riscos, esta (2) despontaria ainda o risco da censura colectiva. Mas é um entre mais. Ponderado, as vantagens parecem-me maiores. Ou seja: vamos lá a ter mecanismos nos sites para se poder detectar/reportar conteúdos ilegais (pornografia infantil, hate speech, entre outros crimes graves). Parece-me razoável.

Agora vejam o
(3) no post acima. E de como alguém, a pretexto de defender os civil rights, no caminho acaba por deitar tantas outras boas ideias por terra...

Breve tratado das paixões da alma

O crime perfeito não existe. Outros, porém, são verdadeiros tratados do Max Aub.
(A natureza humana leva sempre uma boa dose de vantagem sobre a ficção.)