segunda-feira, abril 14, 2008

Mas as crianças, senhor

Ora aí está. É uma questão de berço, a tirania do nascimento. Bem há aquelas a quem se podia dizer: -Olha, esquece e volta cá outra vez, numa família diferente. Temos pena.
Mas as crianças. O que custa olhar para elas lindas e a sorrir e saber que isto é verdade. Ou ver as que mal nasceram e têm já um fardo tão pesado, sem saber.
Venham pra próxima, pode ser que tenham mais sorte. Nesta já não se pode fazer nada.
(O pior é que na maioria dos casos isto bate mesmo certo. Damm it!)

step by step

Surgiu ontem e hoje novamente em conversa.
Que a minha (a nossa) geração é talvez a primeira a dar um valente pontapé nas expectativas sociais. Ainda assim. Persistem, perseguem, ensombram.
Pode ser que a próxima, a vindoura, já nem disso se lembre e prossiga, no strings attached. Porque agora nem sempre é fácil. E às vezes chateia mesmo muito.

domingo, abril 13, 2008

[Dear IRS, please unsubscribe me from your list]

Digam lá o que disserem, o momento de preencher os impostos é emotivamente doloroso por natureza. Não é justo!

Possíveis planos para abater nos impostos no próx. ano:
- ter 5 filhos
- casamento/união de facto a 3 ou +
- comprar 1 portátil topo de gama
- arrendar/comprar uma mansão no sítio mais caro de Lx
- ir morar para um lar da 3.ª idade
- fazer um check-up médico pelo menos todas as semanas
- fazer uma pós-grad./formação da tanga, desde que seja cara
- investir em prozac ou na bolsa
- afectar 90% do que ganho na compra de acções que desçam
- montar uma mega central eólica/solar na varanda

Mais sugestões?

quinta-feira, abril 10, 2008

O paradoxo concretizado (3)

...
A ONG holandesa Bits of Freedom (3) (extinta em 2006), efectuou uma experiência para testar os limites da auto-regulação e da liberdade de expressão na internet.
No verão de 2004 alojou em 10 ISPs holandeses diferentes um texto do famoso autor holandês Multatuli (E.D. Dekker), que viveu entre 1820 e 1887. Uma vez que os direitos de autor caem no domínio público 70 anos após a morte do autor, estes haviam expirado, no mínimo, em 1957.
No entanto, a Bit of Freedom enviou 10 queixas falsas, através de uma conta do Hotmail, assinadas por um suposto “mandatário legal da E.D. Dekkers’s Society”, argumentando uma violação dos direitos de autor.
Como resultado, sete dos ISPs removeram o conteúdo sem qualquer pesquisa ou resposta por parte do utilizador.
A ONG ironiza, dizendo que basta uma conta no Hotmail para deitar abaixo um site.

(Retirado de “Freedom of expression online: the Multatuli Project”, Sjoera Nas, Conferência da UNESCO sobre liberdade de expressão no ciberespaço, Fevereiro de 2005.)

quarta-feira, abril 09, 2008

Paradoxos

Uns defendem que o Estado é o Estado, e é a ele que compete governar(1). Outros, como eu, defendem que cada indivíduo/cidadão (esta última é mais bonita) deve ter sempre uma palavra a dizer. Democracia participativa, em que cada um possa intervir em vários momentos e níveis - e não só na hora de votar(2).
Depois há ainda aqueles que, para chegarem a uma ideia que no espírito até é boa, usam o argumento totalmente ao contrário
(3), fazendo tábua rasa de uma ideia boa, mas não perfeita. Pedem tanto, que os (1), que até podiam aceitar o (2), acham que aí é que já é mesmo demais. Ou seja, com os argumentos do (3) virados do avesso, vá lá conseguir convencer os radicais (1) que a ideia (2) não é má de todo. Vamos ao exemplo!

(1) Num trabalho recente defendi a participação dos utilizadores na regulação da internet, de forma permanente. Por exemplo, cada site devia ter uma possibilidade de os utilizadores assinalarem se detectarem conteúdos ilegais/nocivos. Esta ideia não é nada pacífica(2). Há quem diga que quem exerce o poder de regular a net é o Estado e mesmo assim só às vezes(1).
E como qualquer ideia (ainda que boa) não está isenta de riscos, esta (2) despontaria ainda o risco da censura colectiva. Mas é um entre mais. Ponderado, as vantagens parecem-me maiores. Ou seja: vamos lá a ter mecanismos nos sites para se poder detectar/reportar conteúdos ilegais (pornografia infantil, hate speech, entre outros crimes graves). Parece-me razoável.

Agora vejam o
(3) no post acima. E de como alguém, a pretexto de defender os civil rights, no caminho acaba por deitar tantas outras boas ideias por terra...

Breve tratado das paixões da alma

O crime perfeito não existe. Outros, porém, são verdadeiros tratados do Max Aub.
(A natureza humana leva sempre uma boa dose de vantagem sobre a ficção.)

Fotojornalismo Visão/BES

Já sabia alguns nomes, mas ainda não tinha visto as imagens.
Mais uma vez o Público honra a boa fotografia jornalística (reste ao menos isso!) e tem aqui as fotos do Prémio de Fotojornalismo Visão/BES.

Aqui: Foto Vencedora - Augusto Brázio

Para ver e (quase) chorar por mais.

ps-em algumas delas dou por mim a pensar como é mágica a arte da fotografia. Lembrei-me sobretudo das imagens do Cartier Bresson, em que há aquele distanciamento, aquele estar sem estar. Isso para mim é sem dúvida o mais impressionante, aquele distanciamento ao mesmo tempo cúmplice. É quase um cinismo e no entanto... Uau.

segunda-feira, abril 07, 2008

Casas em pijama, riscas, riscas

Casas em pijama 3

Casas em pijama II... Casa sem pijama, mas muito catita

Casas em pijama, pijamas sem casa e casas sem pijama também.
Aveiro, Costa Nova
Mais aqui.

Backstabbing

[Guess I've seen enough for a long time, only this morning. Logo hoje, que até estava bem disposta. Enfim.]

domingo, abril 06, 2008

Coisas boas

...
Esta é, provavelmente, a melhor loja de produtos vegetarianos, macrobióticos & afins que conheço. E fica mesmo perto de casa. São eles que abastecem as lojas do Celeiro, bem como muitas outras por aí e também se pode comprar através do site.

Veio isto a propósito do germinador, que há cá em casa há anos, e do qual sou fã. (Tão simples, prático e delicioso.)
E depois como esquecer o bolo-rei macrobiótico, as empadas de algas, tofu ou seitan e outras iguarias afins (receitas aqui). Miamm.
A Próvida é um daqueles sítios a não perder. E foi bom descobrir que têm um site tão bonitinho e organizado. Vale a pena ver.
O nome pode lembrar outras conotações, que no caso não correspondem nada. Comida vegetariana, para quem gosta, sem fundamentalismos que não o simples prazer de comer. :)

Post como quem se espreguiça


Domingo, 9.am.
Acordar sem sono, com a sensação de já ter dormido demais. Levantar, sol, pequeno-almoço, e a calma de L'Aldiquà, de Samuele Bersani (grazie amici di Ginevra!).

Ontem:
Die Fälscher (Os Falsificadores) - bom, embora esperasse mais. Um sotaque engraçado no alemão, mas foi bom ouvir outra vez! :)

Na sexta:
Primeira apresentação: "Regulação de conteúdos na internet". Que bem soube!
(Eheh, duas conclusões possíveis: é bom ter muita segurança quando se fala e/ou nota-se logo quando o prof. público não sabe a fundo do tema.) Em todo o caso, saí radiante! lol
No ensaio, papel de 1.º - oh yeah.

Bom, tudo está bem quando se olha com olhos de estar bem. Assim seja, aproveite-se o sol & a boa disposição, enquanto duram! ;)

O jazz no S. Luiz talvez me espere hoje à tarde. :)

sexta-feira, abril 04, 2008

Linhas e mais linhas


Lines and more lines, originally uploaded by A Outra Voz.

Ou um detalhe das célebres "casas em pijama" da região de Aveiro. :)
Concelho de Ílhavo, Costa Nova

Amor a cem à hora


Amor a cem à hora, originally uploaded by A Outra Voz.

Onde se haviam de lembrar disto... ;)
A25, Aveiro

quinta-feira, abril 03, 2008

O PSD é contra, mas votou a favor. Hmmm.

...
Se o PSD [diz que] é contra as custas judiciais nos processos de adopção

porque é que votaram a favor???

Já faz lembrar o prof. Martelo: "pode-se fazer, mas é proibido, mas pode-se fazer."

Alguém me explique, sff.

[Estas "virgens ofendidas" de pacotilha make me sick.]

quarta-feira, abril 02, 2008

[Esta praia não tem salva-vidas]

Costa Nova, Ílhavo, Aveiro

Em passeio por Aveiro


Us, walking by :), originally uploaded by A Outra Voz.

:o)
Carla e Rita, on red. ;)

domingo, março 30, 2008

Do Quirguistão, com saudade


Kyrgyzstan's traditional hat, originally uploaded by A Outra Voz.

Chapéu tradicional do Quirguistão.
Da minha amiga Yulia (do Quirguistão), com quem partilhei a estada em Pristina, Kosovo.
Nessa semana, o centro geográfico do meu mundo deslocou-se. Com a Dhurata, kosovar albanesa, oscilava dali ao Quirguistão, país da Yulia.
Portugal era uma coisa estranha, bem lá longe. E divertíamo-nos com as perguntas que fazíamos.
Que língua(s) falam ou qual é a capital eram coisas inimagináveis pra nós.
O mapa mundo nunca mais foi o mesmo...

sábado, março 29, 2008

Desperate housewife*

Como qualquer dona de casa frustrada, de vez em quando adoro fazer planos daqueles.
(E há dias em que eles voam sem fim.)

*ou na versão de quando estava em Veneza, Casalinga Disperata.