segunda-feira, dezembro 24, 2007

Dúvida legítima

...
Será que já houve um tempo em que tudo isto fazia mais sentido?

sábado, dezembro 22, 2007

Blub bulb bulb


Blub bulb bulb, originally uploaded by A Outra Voz.

Para acabar.


Water - still, originally uploaded by A Outra Voz.

Água, fonte da vida I


Frozen water, originally uploaded by A Outra Voz.

Sempre um bom objecto para fotografar.
Já estafado, mas continua a funcionar.

Este Natal

...
Este Natal ninguém parte e ninguém fica, ninguém chega e ninguém vai.
Não sinto a quadra no ar, nem para os meus já baixos níveis.
A lista de família ou relativos continua a encolher cada vez mais, chegando a números inimagináveis - e o pior é que isso não parece necessariamente mau.
Hmmmm. Season's greetings para vocês também - o que quer que isso queira dizer...

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Enquadradilhados

Centre Belge pour la Bande Dessiné
Bruxelles

ps-já viram em baixo? É o foguetão do Tintin!!! :D

terça-feira, dezembro 18, 2007

Sweet melancholy

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Back in the day you had been part of the smart set
You'd holidayed with kings, dined out with starlets
From London to New York, Cap Ferrat to Capri
In perfume by Chanel and clothes by Givenchy
(...)
Armed only with a cheque-book and a family tree

...
A Lady of a certain age, dos divinos The Divine Comedy

[Onde eu me descubro]

.......
Kosovo: um puzzle sem lugar para todas as peças

Se os albaneses auto-declararem a independência, que será dos sérvios kosovares? Que será das outras minorias no Kosovo? Será que a intervenção internacional teve por fim dar a independência à província, e sem sequer garantir que respeitem os direitos das minorias presentes no território?




Os albaneses crêem ter a legitimidade de quem lutou uma luta de independência –o que não foi o caso. Lutaram, sim, por uma igualdade de direitos, por verem os seus direitos respeitados. Mas não pela independência. Mas ao longo destes anos nunca ninguém parece ter tido vontade de lhes explicar isso. A situação, agora, parece caminhar para um abismo sem retorno.

Alguém dizia que é muito ténue a linha que separa um herói de um criminoso de guerra. Alguém que participa num conflito não sabe como depois o vão encarar

Muitas vezes, no entanto, essa fina separação não cabe sequer, à qualificação das acções que cada um levou a cabo. Decide-se depois, em jogos políticos, geoestratégicos e fica estabelecido, sem mais contestações.

Podia aplicar esta distinção a tantas situações internacionais, mas escolho uma, bem perto de nós: a questão do Kosovo e ao partido óbvio que a comunidade internacional tomou contra a Sérvia e a favor dos albaneses. (...)


Continuar a ler.
Ps-Onde eu me descubro! Por exemplo, aqui.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Lema de vida - ou de vidinha, mas cá pro burgo chega

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1. Para quê pensar, quando se pode sempre copiar?

2. Se alguém diz alguma coisa sobre isto, é porque deve saber do que fala. Como eu não sei do que falo (nem perceberia se lesse o que os outros escreveram), limito-me a dizer que está certo. Para fundamentar, basta-me dizer que é o que os outros também defendem.
3. Se é tão mais fácil acreditar, para quê duvidar?
4. Duvidar e criticar supõe ter posição. Aceite-se, pois.
5. Se alguém não concordar comigo, que prove que não estou certa (o que sucede por definição, inilidível, aliás).
6. Se acho que sim, é porque sim. E se me "parece", é (pelo menos) já três vezes uma certeza.


Se alguém que fica tão feliz por viver nisto tudo... pois que seja. And then again: Ámen!

Bibliotecas públicas? Pagam como os outros...

Através da Directiva 92/100/CEE, de 19 de Novembro de 1992, passou a estabelecer-se que as bibliotecas públicas teriam de pagar aos autores pelas obras que emprestam.
Isso mesmo. E empréstimo gratuito. Portugal ainda tentou isentar as bibliotecas desse pagamento; assim, não estariam obrigadas a pagar as "
bibliotecas públicas, escolares, universitárias, museus, arquivos públicos, fundações públicas e instituições privadas sem fins lucrativos".

A Comissão achou mal e intentou uma acção por incumprimento. Portugal foi condenado a emendar esta legislação.

De pouco lhe valeu argumentar que era
o já fraco acesso à cultura que ficava em causa, que passaria a haver cidadãos e estabelecimentos discriminados, que não fazia sentido obrigar estas entidades a pagar porque, além de já elas não terem lucros e de terem previamente pago as obras que emprestam, todas prosseguiam fins culturais igualmente louváveis.

Responde o Tribunal
: "
já foi decidido que o artigo 5.°, n.° 3, da directiva autoriza, mas não obriga, um Estado‑Membro a prever uma isenção para determinadas categorias de estabelecimentos. Por conseguinte, se as circunstâncias prevalecentes no Estado‑Membro em questão não permitirem determinar os critérios pertinentes para efectuar uma distinção válida entre as categorias de estabelecimentos, há que impor a todos os estabelecimentos em causa a obrigação de pagar a remuneração".

Olha muito obrigadinha. Essa realmente é muito boa.


Mas não falamos em abstracto. De acordo com a proposta de lei agora em discussão, já em especialidade, passarão a pagar pelas obras que emprestam as bibliotecas de museus, os arquivos públicos, fundações públicas e instituições privadas sem fins lucrativos.

Querem exemplos?
Biblioteca itinerante da Gulbenkian, biblioteca da Gulbenkian, bibliotecas de ONGs, bibliotecas de museus, centro especializados de documentação, etc, etc.

Isto é gravíssimo! Mas sou só eu que me preocupo com isto ou o resto anda mesmo tudo a dormir???

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Angry look


Angry look, originally uploaded by A Outra Voz.

Centre Belge pour la Bande Dessiné
Bruxelles

Não é um díptico nem tem montagem, foi naturalmente capturado assim.

Sabedoria popular

Já dizia a minha avó: "Albarde-se o burro à vontade do dono!"
Ora nem mais, se assim deve ser, assim seja, cá estarei.
E desta vez venceu mesmo o burro, embora noutro sentido semântico da palavra.
Ámen.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Cassete encravada

Sabemos que não estamos a ser produtivos quando:

- Ao que temos para fazer se sobrepõe sempre outra prioridade;
- Há mil e uma razões para não se poder começar de imediato;
- Deixamos de fazer coisas importantes porque "agora é que isto vai começar a render";
- Ainda pouco se fez e já não se pode ver a coisa à frente.

Pronto, há muitos mais, mas esses não partilho.
Que seca!!! :s

quinta-feira, dezembro 06, 2007

In Dublin, fair city


Dublin, fair city, originally uploaded by A Outra Voz.

Dublin, Ireland, Set. 07

In Dublin's fair city,
Where girls are so pretty,
I first set my eyes on sweet Molly Malone


A picture from my last trip, preparing for the next. Tomorrow! :)

As coisas

Sãos boas ou más, às vezes apenas pelos nomes que lhes chamamos. À causa de uma pseudo-frustração alguém reage com a alegria de quem gostaria de ter lá estado, e no entanto. Pois, depende sempre da forma que se dá.
Se calhar nunca fui grande transformista, esse é o problema.
Às vezes ajuda.

Outros - Às vezes fica-se com uma ruga no rosto ao saber que afinal há coisas que não vão mudar no futuro. E agora. Bolas. Não teve mesmo graça nenhuma.

modenamodenamodena

Música quente apara animar dias frios (de humor, até).
A ver se sai de vez, este spleen bah que sem razão me invade.
Falta de sol?

terça-feira, dezembro 04, 2007

Pensamento muito zen

...
Não vale a pena, não estou pra isso.
Quero lá saber! No fundo até seria ridículo estar a irritar-me com
um insecto.

domingo, dezembro 02, 2007

No meio está apenas o vazio


1.
Temos instituições democráticas, órgãos de poder nacionais, órgãos de fiscalização e poder local. Mas o que fica no meio?
Participar em eleições, através do voto, não é suficiente. Votamos de quatro em quatro anos, ou de cinco em cinco, votamos quase todos os anos. Mas o nosso voto nada controla e nada indica. Dá sinais, isso sim, a alguém, que os interpreta muitas vezes no sentido de "Agora é a minha vez". Individual ou colectivamente, o mandato está formado e muito pouco determina o seu norte durante esse tempo. Votar é um direito e um dever, vote-se. Mas isso só não chega.


2. Que fica de nós depois de votar? Onde podemos participar e fazer ouvir a nossa voz?
Não sei e era esta a pergunta que gostava de ver respondida. Mais do que respondida, satisfeita.
As instituições intermédias, a chamada "sociedade civil" ouve-se e faz-se sentir cada vez menos. Muitas vezes, ou é criada, ou serve interesses políticos, numa plataforma quase assumida de alargamento de bases. Não é disso que precisamos.


3. Que é feito das instituições locais? Que é feito de fóruns locais catalisadores de acções individuais? Onde está o espaço para os cidadãos se manifestarem, se fazerem ouvir enquanto tal?
A era da globalização poderia ter tornado isto tudo possível. Poderia ter aproximado, tornado eficaz uma sintonia de vozes com mais meios para se fazer ouvir.
Em vez disso, o sistema económico explora cada vez mais a noção exclusiva do "eu" que há em cada um, como
plataforma única de satisfação das necessidades.
Este "eu", sempre espicaçado, com necessidades pessoais cada vez maiores, só se satisfaz através do consumo, da construção de uma personalidade cada vez mais moldada em sinais exteriores.


4. Que é feito dos fóruns de participação? Onde os temos nós? Como os construir? Como acreditar que a soma de várias acções individuais pode realmente fazer a diferença? Que se só nos manifestarmos em urna nada disto faz sentido?
Onde está esta tão falada sociedade civil?
O problema é que não sei. Tenho pistas, ideias fortes acerca da sua construção. Será possível? Estamos numa fase tal que só me é possível acreditar.