sexta-feira, novembro 23, 2007

[Desta vez vai sem nome, pra próxima logo se vê]

Há gente indescritível. Oportunista, aproveitadora, que se serve de tudo como seu fosse, que usa todos os estratagemas para tirar proveito (próprio e pessoal) de tudo o que pode. Que não hesita em jogar (publicamente) num lado, depois no outro, num slalom simultâneo consoante as necessidades. Que asco.

[Felizmente nem sempre passam. Que haja alguém que, pelo menos uma vez lhes mostre bem: "
Aquí no pasarán!"]


Adenda* - a arrogância/superioridade moral é das coisas que me mete mais nojo. Especialmente quando é falsa e (et pour cause) cínica.

*
pra não encher o blog de gentes coisas que não prestam, mas em vez juntá-los a todos num só. E sem linque, embora desta bem me apeteça.

[doutorecos de pacotilha]

-Sim, dôtôra, não sôtôra, ó dôtôra, é sôtôra,
diz alguém, sem parar e em modo repeat, ao mesmo tempo que engonha tudo e me complica a vida ao máximo que pode.
Bastaria apenas que deixasse de (re)papaguear os salamaleques parvos e fizesse, bem e rapidamente, aquilo que tinha a fazer. Ficaríamos todos muito mais felizes.

quinta-feira, novembro 22, 2007

M. II

E já está.
Pode ter sido uma grande burrada (leia-se: buraco sem fundo), mas é o que me apetece fazer.
Depois logo se vê. Quando lá estiver! :p

Ps-LOL!!!!

Às voltas? Por aí mesmo! ;)

Eis aqui a transcrição de um post de alguém obviamente com os pés bem assentes no chão. Ou não: a cabeça cheia de sonhos e um olhar mais além. Assim seja! :)

Segunda-feira, Novembro 12
Bruxelas (post que se irá actualizando)

Dia 11: Saí há pouco de um encontro com uma funcionário portuguesa muito querida. Assim já velhota, mas com espírito super jovem, que me motivou muito na minha "busca". Obviamente que ela me disse para não voltar para Portugal, pois veria todas as portas fecharem-se... Chego a casa e falo com o amigo Francisco via MSN e eis o seu discurso:

Tenho de sair desta pasmaceira de meio intelectual. Ou é demasiadamente alternativo, ou é demasiadamente elitista. Ou tentas entrar na elite, ou crias uma alternativa que não dá dinheiro, mas que anima a populaça.


Neste meu périplo institucional tenho-me apercebido de que alguns dos funcionários europeus portugueses estão tão desligados da realidade do nosso país e da realidade em geral, que não compreendem porque passei um concurso para trabalhar nas instituições inferior à minha competência académica. Segundo eles, deveria ter tentado entrar logo para o topo. As coisas mudaram muito em 20 anos, e eles não sabem que hoje em dia já não se entra assim tão facilmente para o topo. Então, a mim, apetece-me gritar-lhes bem alto:

Entre ser secretária do dentista em Lisboa e ganhar 500 euros e ser assistente administrativa na Comissão europeia em Bruxelas e ganhar 5 vezes mais, eu prefiro a segunda opção!!!


Para continuar a ler aqui.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Have some time?


Give some rice!


Jogar, acumular bagos de arroz e contribuir para o Programa Alimentar Mundial (ONU).
E pelo meio, melhorar o vocabulário de inglês.
Vale a pena.

[do Sudão]

O bom filho à casa torna, que é como quem diz, os amigos nunca (se) esquecem.
& feels so good... :)

Ps-mais uma razão para (man)ter a panca da China.

Sons da diáspora em Lisboa


É engraçado sentirmo-nos na diáspora, ainda que seja a dos outros. Ou um pouco a nossa também.
Vinicio Capossela deu um concerto no sábado, na Culturgest. Não vi nenhuma publicidade, mas quando descobri (por acidente) e comprei os bilhetes de imediato, estava praticamente esgotado.
No dia do concerto a sala eram só italianos. Foram, em peso, assistir ao concerto, Instituto Italiano de Cultura incluído.
Foi engraçado estar ali, no meio daquela diáspora. Mas era a minha, também.
Pelas saudades imensas que tenho de Itália, pela vontade de voltar para lá outra vez. Pela primeira vez que ouvi uma musica de Capossela (que não identifiquei), tocada por uma banda louca nas ruas de Veneza.
Pelo cd que depois a Marianne me deu em Berlim, após o termos ouvido em modo repeat durante quase uma semana.
Soube-me bem este sentimento de diáspora que, no fundo, é a minha também.


quarta-feira, novembro 14, 2007

Estórias Aluadas


Estórias Aluadas

pelo Teatro TapaFuros
Quinta da Regaleira - Sintra, de 24 de Novembro a 27 de Abril
sáb: 16h | dom: 11h30

terça-feira, novembro 13, 2007

Muita parra e pouca uva


Lá diz o povo (que aqui pouco ordena) e tem razão. So was my day.
Mas ao menos percorri todos os assuntos prementes da nação.
(E mais alguns.)

[Estado do sítio]



Don't panic!
Count to 10...

...and then panic!!!!!!!!!



Ps-o que vale é que há sempre um Plano B!

só naquela semana ficou lá três meses!

Pois, parece daquelas calinadas clássicas, não é?
Mas a CP esmera-se, e hoje fez quase melhor.

A minha viagem de 30 min. atrasou-se 45!....

Nada mau para começar o dia, nada mau quando se tem coisas urgentes para fazer, nada mau demorar 1h15 para fazer uma porcaria de viagem destas.

Fuck CP, I've got the blues!!!

domingo, novembro 11, 2007

I'll sleep when I'm dead (will I?)


Pois, às vezes estas interrogações passam-nos pela cabeça.
Querer fazer tudo, não abdicar.
Como dizia uma amiga minha: "tornar-se num valete de tudo e rei de nada". De Malta para o mundo, mas é mesmo a calhar...

A semana não é lenta, o fim de semana passa a correr, entre mil ocupações. Cá estou, cansada. Mas contente.

O que me chateia às vezes, o que mais me chateia, é acabar por não dar o salto em nada. Manter-me a fazer tudo, medianamente, sem obter a excelência em alguma coisa.
(Talvez porque a arte da escolha nunca foi o meu forte, não deve ter sido daquelas competências que adquiri aos 4-5 anos!)

Hoje estou em casa, muito sossegada. A lutar comigo mesma para não ir dormir (so far, so good), mas a gozar as imagens e os pedacinhos de coisas que neste fim de semana souberam mesmo bem.
(Os dois dedos, rápidos, de conversa ontem à noite fizeram maravilhas. Os Xutos, o solo, todo o concerto.)

Agora, mantenho-me acordada com os Divine Comedy, que miraculosamente redescobri ontem. Talvez por isso também me invada este sentimento Dandy.
Vou aproveitar para trabalhar.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Lápises de cor

Quem não gosta do cheiro dos lápis de cor? Uma caixa de lápis pronta a estrear?
Lápis, muitos lápis e uma folha em branco. Os TPCs, feitos a custo. Os desenhos que se tentava pintar
sem passar por fora. E as caixinhas da nossa infância.
Agora redescobertos, os lápis têm mesmo uma magia especial.

A Viarco percebeu isso, e ainda bem! :)

Colourzzzz!! :)

Pointing at me??

Minas - Graphite

Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora
Para crianças grandes - e pequenas também! :)

Something's in the air


Há coisas fantásticas, não há?

Mas também há coisas estranhas.
Sabem quando se sente no ar que alguma coisa está prestes a acontecer? (Ou se calhar até talvez não...) Pois.
Que esquisito. Mas lá que não parece normal, lá isso não.
Estranho...

segunda-feira, novembro 05, 2007

Eu só queria

Ir para um sítio sossegadinho e ficar lá muito sossegadinha.
(Talvez por isso fiquei aqui: sossegadinha e bonitinha há algumas horas já.)

Does size really matter?!

O que conta não é o tamanho da ideia que se tem, mas o empolamento que dela se faz.

(Toma, embrulha, e junta mais uma à lista.)

terça-feira, outubro 30, 2007

Happiness, and I guess... :)

Happiness and I guess... :)

Hand

Creative & happy images of a sunny afternoon spent at Lisbon's Botanical Garden.
Me & Ervilhamaravilha

quinta-feira, outubro 25, 2007

The high window


The window of the soul, originally uploaded by A Outra Voz.
Sintra, Centro histórico


The high window

Há pombos esquecidos nas estátuas
desta cidade antiga, naufragada.
Mastros de sombras escrevem o teu nome
e em cada letra reconheço a madrugada.

Mulheres e homens, enlaçados de cansaço,
dormem um sono fundo, com raízes.
Das margens deste sono se levantam
as pedras das palavras que não dizes.

Foge o mar dos meus dedos entre a noite
e a noite é uma canção que te procura.
Nos meus olhos ardem estrelas encharcadas
que rodeiam de azul a tua alma.

Cada esquina é um cais à tua espera.
Faróis e candeeiros chamam por ti.
Como um sonho deslizo e permaneço
na rua da janela onde te vi.

Finalmente os pombos são largados,
partindo desta estátua que tu és.
Parto nas tuas asas. Deixo aqui
este poema que te beija os pés.

The High Window*, Dinis Machado,
em O que diz Molero (encontrado aqui)

*baseado no título do livro de Raymond Chandler

sábado, outubro 20, 2007