quinta-feira, novembro 22, 2007
M. II
Pode ter sido uma grande burrada (leia-se: buraco sem fundo), mas é o que me apetece fazer.
Depois logo se vê. Quando lá estiver! :p
Ps-LOL!!!!
Às voltas? Por aí mesmo! ;)
Segunda-feira, Novembro 12
Bruxelas (post que se irá actualizando)
Dia 11: Saí há pouco de um encontro com uma funcionário portuguesa muito querida. Assim já velhota, mas com espírito super jovem, que me motivou muito na minha "busca". Obviamente que ela me disse para não voltar para Portugal, pois veria todas as portas fecharem-se... Chego a casa e falo com o amigo Francisco via MSN e eis o seu discurso:
Tenho de sair desta pasmaceira de meio intelectual. Ou é demasiadamente alternativo,
Entre ser secretária do dentista em Lisboa e ganhar 500 euros e ser assistente administrativa na Comissão europeia em Bruxelas e ganhar 5 vezes mais, eu prefiro a segunda opção!!!
Para continuar a ler aqui.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Have some time?
Give some rice!
Jogar, acumular bagos de arroz e contribuir para o Programa Alimentar Mundial (ONU).
E pelo meio, melhorar o vocabulário de inglês.
Vale a pena.
[do Sudão]
& feels so good... :)
Ps-mais uma razão para (man)ter a panca da China.
Sons da diáspora em Lisboa
É engraçado sentirmo-nos na diáspora, ainda que seja a dos outros. Ou um pouco a nossa também.
Vinicio Capossela deu um concerto no sábado, na Culturgest. Não vi nenhuma publicidade, mas quando descobri (por acidente) e comprei os bilhetes de imediato, estava praticamente esgotado.
No dia do concerto a sala eram só italianos. Foram, em peso, assistir ao concerto, Instituto Italiano de Cultura incluído.
Foi engraçado estar ali, no meio daquela diáspora. Mas era a minha, também.
Pelas saudades imensas que tenho de Itália, pela vontade de voltar para lá outra vez. Pela primeira vez que ouvi uma musica de Capossela (que não identifiquei), tocada por uma banda louca nas ruas de Veneza.
Pelo cd que depois a Marianne me deu em Berlim, após o termos ouvido em modo repeat durante quase uma semana.
Soube-me bem este sentimento de diáspora que, no fundo, é a minha também.

quarta-feira, novembro 14, 2007
Estórias Aluadas
Estórias Aluadas
pelo Teatro TapaFuros
Quinta da Regaleira - Sintra, de 24 de Novembro a 27 de Abril
sáb: 16h | dom: 11h30
terça-feira, novembro 13, 2007
Muita parra e pouca uva
Lá diz o povo (que aqui pouco ordena) e tem razão. So was my day.
Mas ao menos percorri todos os assuntos prementes da nação.
(E mais alguns.)
só naquela semana ficou lá três meses!
Mas a CP esmera-se, e hoje fez quase melhor.
A minha viagem de 30 min. atrasou-se 45!....
Nada mau para começar o dia, nada mau quando se tem coisas urgentes para fazer, nada mau demorar 1h15 para fazer uma porcaria de viagem destas.
Fuck CP, I've got the blues!!!
domingo, novembro 11, 2007
I'll sleep when I'm dead (will I?)
Pois, às vezes estas interrogações passam-nos pela cabeça.
Querer fazer tudo, não abdicar.
Como dizia uma amiga minha: "tornar-se num valete de tudo e rei de nada". De Malta para o mundo, mas é mesmo a calhar...
A semana não é lenta, o fim de semana passa a correr, entre mil ocupações. Cá estou, cansada. Mas contente.
O que me chateia às vezes, o que mais me chateia, é acabar por não dar o salto em nada. Manter-me a fazer tudo, medianamente, sem obter a excelência em alguma coisa.
(Talvez porque a arte da escolha nunca foi o meu forte, não deve ter sido daquelas competências que adquiri aos 4-5 anos!)
Hoje estou em casa, muito sossegada. A lutar comigo mesma para não ir dormir (so far, so good), mas a gozar as imagens e os pedacinhos de coisas que neste fim de semana souberam mesmo bem.
(Os dois dedos, rápidos, de conversa ontem à noite fizeram maravilhas. Os Xutos, o solo, todo o concerto.)
Agora, mantenho-me acordada com os Divine Comedy, que miraculosamente redescobri ontem. Talvez por isso também me invada este sentimento Dandy.
Vou aproveitar para trabalhar.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Lápises de cor
Lápis, muitos lápis e uma folha em branco. Os TPCs, feitos a custo. Os desenhos que se tentava pintar sem passar por fora. E as caixinhas da nossa infância.
Agora redescobertos, os lápis têm mesmo uma magia especial.
A Viarco percebeu isso, e ainda bem! :)



Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora
Para crianças grandes - e pequenas também! :)
Something's in the air
Há coisas fantásticas, não há?
Mas também há coisas estranhas.
Sabem quando se sente no ar que alguma coisa está prestes a acontecer? (Ou se calhar até talvez não...) Pois.
Que esquisito. Mas lá que não parece normal, lá isso não.
Estranho...
segunda-feira, novembro 05, 2007
Eu só queria
(Talvez por isso fiquei aqui: sossegadinha
Does size really matter?!
(Toma, embrulha, e junta mais uma à lista.)
terça-feira, outubro 30, 2007
Happiness, and I guess... :)


Creative & happy images of a sunny afternoon spent at Lisbon's Botanical Garden.
Me & Ervilhamaravilha
quinta-feira, outubro 25, 2007
The high window
The high window
Há pombos esquecidos nas estátuas
desta cidade antiga, naufragada.
Mastros de sombras escrevem o teu nome
e em cada letra reconheço a madrugada.
Mulheres e homens, enlaçados de cansaço,
dormem um sono fundo, com raízes.
Das margens deste sono se levantam
as pedras das palavras que não dizes.
Foge o mar dos meus dedos entre a noite
e a noite é uma canção que te procura.
Nos meus olhos ardem estrelas encharcadas
que rodeiam de azul a tua alma.
Cada esquina é um cais à tua espera.
Faróis e candeeiros chamam por ti.
Como um sonho deslizo e permaneço
na rua da janela onde te vi.
Finalmente os pombos são largados,
partindo desta estátua que tu és.
Parto nas tuas asas. Deixo aqui
este poema que te beija os pés.
The High Window*, Dinis Machado,
em O que diz Molero (encontrado aqui)
*baseado no título do livro de Raymond Chandler
terça-feira, outubro 23, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
País arcaico, engravatado todo o ano...
Somos mesmo um país arcaico. De um arcaísmo a toda a linha, e em todo o lado.
Esta foi a última parte da minha descoberta. Mesmo em sítios, leia-se instituições, onde não seria suposto, só não se continua a trabalhar a escopo e martelo porque provavelmente faria demasiado pó.
"País engravatado todo o ano
e a assoar-se na gravata por engano."
Lá dizia o O'Neill. De então para cá, pouco parece ter mudado. A não ser, claro, a pedantice, o tal "falar bonito" e o não perceber, realmente, o estado de atraso em que se está. (E ainda pretender dar lições de savoir faire a outros desgraçados.)
Eu hoje estou em choque, mas isto a cada dia me surpreende mais.
Vejamos até onde vai chegar...
"País purista a prosear bonito,
a versejar tão chique e tão pudico,
enquanto a língua portuguesa se vai rindo,
galhofeira, comigo."
Alexandre O'Neill, O País Relativo



