quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Frase do dia & efeméride(s)

Como a publicidade não nos deixa ignorar, hoje joga o Benfica é dia de S. Valentim.
A frase do dia pertence, sem dúvida, ao meu amigo Xico:
namorado
rima com carta, correio e carteiro:
é tudo uma questão de correspondência...

Para além disso, hoje é também o Dia da Disfunção Eréctil.
É caso para dizer... cada um celebre como lhe aprouver!

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ma scherzi?

in L'Espresso

-Quero a paz.
-Estás doido? Depois tínhamos de pensar no nosso futuro.
***
-I want peace.
-Are you crazy? Then we would have to think of our future.

In Portugal, finally, we can think of our future. The problem is not hidden anymore, so we can work on it. And it's good, to be able to think of our future.
No hidden meanings, no strings attached.
Somehow, we all feel (more) free.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Amanhã será um lindo dia...

59,25%

Obrigada a todas e a todos!
Foi das festas mais bonitas a que já assisti & participei!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Porque sim...


Mais aqui.

Para quem tiver paciência, leitura de fim de semana aqui:
"A inversão do não é mesmo votar SIM"

E votem SIM.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Imagens do SIM

Vota SIM à despenalização. Get yours at bighugelabs.com/flickr

As cores do SIM

Vota SIM à despenalização

Retiradas daqui, onde há mais: Vota SIM à despenalização

Sem confusão


(...) o referendo, como tem sido dito até à exaustão, é apenas sobre a despenalização e apenas em certas circunstâncias. Ninguém pretende uma promoção do aborto. É má-fé sugerir o contrário. Mesmo que o "não" ganhasse por cem por cento no dia 11 não haveria por isso um aborto a menos do que há hoje. O "não" no referendo não é um "não ao aborto".
(...)

A quarta confusão é sobre "o estabelecimento de saúde legalmente autorizado". (...) o "não" ao aborto no hospital é o "sim" ao aborto em casa da vizinha, no vão de escada ou num estabelecimento de saúde sem condições médicas e sociais, sem consentimento informado e sem propor alternativas ao aborto.
(...)

Uma consulta para aborto no hospital pode ser a oportunidade para propor a contracepção a mulheres que não a utilizavam, pode permitir explicar que é possível levar a gravidez a termo e entregar um bebé para adopção, pode ajudar as mulheres a escolher o que verdadeiramente querem, e a apoiá-las nessa escolha. Nada disso acontecerá no mundo do aborto clandestino, que o "não" perpetuaria.

Vítor Malheiros, ontem no Público
(Um dos melhores artigos já escritos sobre esta questão)
Disponível na íntegra aqui e também publicado no Em Sintra é SIM

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

A questão do aborto - agora a sério

Agora que vou escrever (marginalmente) sobre a "questão do aborto" (tomem isto como um todo), sinto-me na necessidade de escrever à frente "agora a sério". No estado de coisas em que isto já anda, e difícil ter ou manter alguma lucidez. Eu vou tentar.

A questão do aborto e(m) Portugal - agora a sério

Na maioria dos países europeus o aborto é legal, datando a maioria destas legislações dos anos 70, na onda da conquista dos direitos sociais.
Portugal, nos anos 70, oscilava entre os restos de uma longa ditadura e o fulgor da liberdade e da revolução (achava-se). O aborto não foi legalizado.

A primeira tentativa de lagalização veio da UDP, em 1980. Em 82 seguiu-se a do PCP. A partir daí, uma longa história.

Agora a sério, eu pergunto:

Que nos faz ser tão diferentes do resto da Europa (desenvolvida)?
Será que se o aborto tivesse sido aprovado nos 70's, teria sido generalizadamente aceite e hoje nem falávamos disso, nem ninguém reparava?
Será que a sociedade se "acomodou" a não ter aborto legal, e por isso não sente falta? (Vão-se habituando à falta, ao risco, às mortes, talvez...)
Será que a religião tem ainda tanta influência em Portugal? As instituições conservadoras, que se apoderam das estruturas sociais para veicular as suas concepções, dissimuladamente?

Não consigo responder, e isso intriga-me. Mesmo que o SIM ganhe -acredito que sim- não se pode negar que a guerra foi imensa.

Não será o aborto socialmente aceite (a julgar pelo número de mulheres que já o fez...) e apenas se trata de uma vergonha em assumir? Foi só um grupo do "não" com enorme capacidade de mobilização? Se calhar não estamos preparados/habituados à sociedade civil (o que quer que ela seja) e a isto de referendos e opiniões públicas?
Tudo isto me intriga e as minhas interrogações são honestas (juro). Quem tiver ideias, diga-me, pf.
Eu digo como o outro: "Ai Portugal, Portugal..."

O país real

Infelizmente, este é apenas um caso de uma longa lista. E até tinha dois filhos, nada indica que fosse uma galdéria, vejam lá.
É por isto que a lei tem de mudar.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Em Sintra é SIM

Em Sintra é SIM - Plataforma pelo SIM no Concelho de Sintra
Foi hoje apresentada e vai continua a andar na rua.
As subscrições estão em aberto e todos são muito bem vindos.
Juntem-se aqui: sintra.sim@gmail.com
Mais detalhes no blog: Em Sintra é SIM

Mais depressa se apanha um mentiroso...


Não é um Gato Fedorento, mas podia bem ser. Vejam o Marques Mendes com cara de puto, apanhado em flagrante a mentir.
Que se mente, já sabemos, mas assim à descarada... Está de rir!!
E passou mesmo no telejornal na TVI...

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Sempre em nome do bem


Voos secretos na Europa

Ministério Público de Munique ordena captura de 13 membros da CIA

O Ministério Público de Munique emitiu ordens de captura em nome de 13 alegados elementos da CIA implicados no sequestro do alemão de origem libanesa Khaled El Masri, que foi transportado num dos voos com escala em aeroportos europeus.
(...)
No dia 23 de Janeiro de 2004 foi manietado e transferido para um lugar que identificou como um aeroporto, pelo ruído que ouvia. Terá sido depois drogado e transportado para Cabul.
(...)
A 29 de Maio de 2004, foi levado novamente para um aeroporto. Depois de obrigado a mudar de roupa, foram-lhe devolvidos os seus pertences e enviado para a Europa num avião. Viajou depois algumas horas de autocarro até ser posto em liberdade, num bosque entre a Sérvia, a Macedónia e a Albânia.

No Público

Behind the scenes


Via Jovens Pelo Sim

terça-feira, janeiro 30, 2007

-Desculpe, importa-se de...? Ou "O que oferece o não"

O cardeal patriarca, D.José Policarpo, considera que a educação sexual "é bem-vinda e necessária", mas para ser "verdadeira" tem que ser feita na "perspectiva da castidade" (in Público).

Este exemplo ilustra bem o que os movimentos do não querem dizer quando defendem a existência de "educação sexual", como forma de combater o aborto.

Além do "copo de água em vez", para eles, basicamente, educação sexual é dizer "obrigado" no fim.

Prós&Contras ou A Maldição de ser mulher

Ontem ainda assisti um pouco ao Prós&Contras (stupid me, I know).
E nunca na vida me senti tão humilhada, maltratada, enxovalhada. Eu não estava lá, estava a assistir de casa, mas o discurso machista, o discurso insultuoso era-me dirigido a mim. Porquê? Porque sou mulher.

Em todos os argumentos do não veio à tona uma coisa até agora apenas latente: MACHISMO, MACHISMO PURO.
Porque se percebeu que aquilo que irrita tanto o "não" é a parte da pergunta "a pedido da mulher".

A pedido da mulher, nunca! Tudo menos a pedido da mulher!
A pedido de quem é que havia de ser??? - pergunta óbvia de Vasco Rato.
Aguiar Branco engoliu em seco e não respondeu (a pedido do padre? do homem? divino? Ficámos sem saber.)

Com este debate, fiquei a saber: podem aceitar tudo, menos deixar a mulher decidir. Porque a mulher aborta por "estados de alma", porque aborta "sem razão", por "motivos fúteis". Porque é estúpida, enfim.

Mas outra pergunta impõe-se: onde está o homem que deu aquele esperma? Ou foi a p
erfida da mulher a engravidar sozinha, só para poder fazer um aborto depois? Curioso, o não nunca fala deste "homem". Sintomático.

Portugal, 1947. Perdão!, 2007 (às vezes até me esqueço).

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Gato Fedorento feat. Marcelo Rebelo de Sousa


Então, esclarecidos? :p
Imperdível!!!
(Que cabelo brilhantemente nojento!!! Yacckkk! :p)

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Mas sempre a favor da vida!


Na sua intervenção final, o Dr. Gentil Martins [mandatário do "não"] usou estas palavras, ditas em contexto público, referindo-se à morte de uma mulher por aborto clandestino e às estimativas de aborto clandestino no nosso país (nº de fetos abortados voluntariamente):
-O que é a morte de uma mulher comparada com a morte de 20.000 crianças?

Ainda que mais argumentos fossem necessários, qualquer discussão (séria) terminaria aqui.

Retirado dos Médicos pela Escolha.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Getting dizzy


Books
Gulbenkian, Book Cell

Maybe with so many wisdom - or not! :p

Estado da questão

Ultimamente este blogue quase não me tem pertencido. Sim, sou eu quem escreve os posts, e garanto-vos que fica muito mais de fora - tal a emoção e convicção com que acredito nesta causa.

Para desanuviar, aqui fica hoje uma imagem mais colorida. Esperemos que seja esta a que paire no dia 12 de Fevereiro.