quarta-feira, janeiro 31, 2007

Sempre em nome do bem


Voos secretos na Europa

Ministério Público de Munique ordena captura de 13 membros da CIA

O Ministério Público de Munique emitiu ordens de captura em nome de 13 alegados elementos da CIA implicados no sequestro do alemão de origem libanesa Khaled El Masri, que foi transportado num dos voos com escala em aeroportos europeus.
(...)
No dia 23 de Janeiro de 2004 foi manietado e transferido para um lugar que identificou como um aeroporto, pelo ruído que ouvia. Terá sido depois drogado e transportado para Cabul.
(...)
A 29 de Maio de 2004, foi levado novamente para um aeroporto. Depois de obrigado a mudar de roupa, foram-lhe devolvidos os seus pertences e enviado para a Europa num avião. Viajou depois algumas horas de autocarro até ser posto em liberdade, num bosque entre a Sérvia, a Macedónia e a Albânia.

No Público

Behind the scenes


Via Jovens Pelo Sim

terça-feira, janeiro 30, 2007

-Desculpe, importa-se de...? Ou "O que oferece o não"

O cardeal patriarca, D.José Policarpo, considera que a educação sexual "é bem-vinda e necessária", mas para ser "verdadeira" tem que ser feita na "perspectiva da castidade" (in Público).

Este exemplo ilustra bem o que os movimentos do não querem dizer quando defendem a existência de "educação sexual", como forma de combater o aborto.

Além do "copo de água em vez", para eles, basicamente, educação sexual é dizer "obrigado" no fim.

Prós&Contras ou A Maldição de ser mulher

Ontem ainda assisti um pouco ao Prós&Contras (stupid me, I know).
E nunca na vida me senti tão humilhada, maltratada, enxovalhada. Eu não estava lá, estava a assistir de casa, mas o discurso machista, o discurso insultuoso era-me dirigido a mim. Porquê? Porque sou mulher.

Em todos os argumentos do não veio à tona uma coisa até agora apenas latente: MACHISMO, MACHISMO PURO.
Porque se percebeu que aquilo que irrita tanto o "não" é a parte da pergunta "a pedido da mulher".

A pedido da mulher, nunca! Tudo menos a pedido da mulher!
A pedido de quem é que havia de ser??? - pergunta óbvia de Vasco Rato.
Aguiar Branco engoliu em seco e não respondeu (a pedido do padre? do homem? divino? Ficámos sem saber.)

Com este debate, fiquei a saber: podem aceitar tudo, menos deixar a mulher decidir. Porque a mulher aborta por "estados de alma", porque aborta "sem razão", por "motivos fúteis". Porque é estúpida, enfim.

Mas outra pergunta impõe-se: onde está o homem que deu aquele esperma? Ou foi a p
erfida da mulher a engravidar sozinha, só para poder fazer um aborto depois? Curioso, o não nunca fala deste "homem". Sintomático.

Portugal, 1947. Perdão!, 2007 (às vezes até me esqueço).

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Gato Fedorento feat. Marcelo Rebelo de Sousa


Então, esclarecidos? :p
Imperdível!!!
(Que cabelo brilhantemente nojento!!! Yacckkk! :p)

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Mas sempre a favor da vida!


Na sua intervenção final, o Dr. Gentil Martins [mandatário do "não"] usou estas palavras, ditas em contexto público, referindo-se à morte de uma mulher por aborto clandestino e às estimativas de aborto clandestino no nosso país (nº de fetos abortados voluntariamente):
-O que é a morte de uma mulher comparada com a morte de 20.000 crianças?

Ainda que mais argumentos fossem necessários, qualquer discussão (séria) terminaria aqui.

Retirado dos Médicos pela Escolha.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Getting dizzy


Books
Gulbenkian, Book Cell

Maybe with so many wisdom - or not! :p

Estado da questão

Ultimamente este blogue quase não me tem pertencido. Sim, sou eu quem escreve os posts, e garanto-vos que fica muito mais de fora - tal a emoção e convicção com que acredito nesta causa.

Para desanuviar, aqui fica hoje uma imagem mais colorida. Esperemos que seja esta a que paire no dia 12 de Fevereiro.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Aborto legal não!! Mas somos bons e (se for ilegal) até perdoamos...


"Bispo de Viseu defende despenalização das mulheres que abortam", in Público

Mas atenção: ele não diz que vota sim! (Surpresa, não é?)
O que ele talvez queira dizer (e que tem estado muito em moda agora, no campo do não), é que não quer ver mulheres julgadas, mas também não querem que o aborto seja legal.
Confusos? Pois.
Ou seja, as mulheres não devem ser presas, mas serão necessariamente condenadas a fazer abortos clandestinos, a sofrer riscos e danos efectivos para a saúde (doenças, infertilidade, morte) e a sujeição -se não a julgamento em si - a investigações judiciais - note-se que no caso da Maia, as arguidas foram forçadas a fazer exames ginecológicos (!!) contra a sua vontade!!!


Bom, a incredulidade é tanta, com estes dois pesos e duas medidas, que (quase) não dá para acreditar. Mas veja-se, a título de exemplo, um dos comentários deixados na notícia do Público:
"Só por si isto já é uma contradição, mas vamos à opinião dele (e a de quase todos os "não") não se pode fazer um aborto legal, mas pode-se fazer em péssimas condições e perigosas e aí já não há problema? isto é a opinião de uma pessoa inteligente? haja paciência!"
Resta dizer, por fim, que muito mais do que não ter mulheres julgadas, o SIM não quer ver vidas devassadas, muito menos mulheres a fazer abortos clandestinos, sem condições de saúde ou com o estigma da "ilegalidade".
Também as mulheres que abortam não querem "pena" ou "clemência" de ninguém, nem o "perdão" do julgamento. Querem decidir, livre e responsavelmente, quando e como ter filhos, numa decisão que só a elas (e eventuais maridos, companheiros) dirá respeito.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

E agora, já se percebe do que é que estamos a falar?


Estatísticas oficiais do Ministério da Justiça, que a estarem imprecisas, será apenas por defeito. Disponíveis aqui.
É isto que "não existe"? Mas é isto que vai continuar a existir, se a lei não for alterada...
Tenham isto em conta, antes de ir votar.

BBC Vida Selvagem

O julgamento da Maia provocou também um grande impacto nos meios de comunicação social internacionais. James Westhead, repórter da BBC, explicava o interesse internacional afirmando:

Para os ingleses é muito estranho que cá em Portugal as mulheres sejam consideradas criminosas por fazer um aborto”.
(DN, 19 de Jan. 2002)

domingo, janeiro 21, 2007

Fundação


'
"Fundação", de Pedro Cabrita Reis

O dia de hoje (também) foi passado na Gulbenkian. Um sítio onde, diga-se, se está muito bem.
Deve ser das melhores instituições de Lisboa (e de uns arredores bem grandes!), mima os seus seguidores e amigos como ninguém, sabe acolher muito bem os visitantes (ao domingo as visitas às exposições são gratuitas!), tem sempre actividades para todos os gostos - e mais alguns. Como se não bastasse, tem um dos jardins mais belos de Lisboa. E fica ali, bem no centro de tudo.
Três vivas, e as fotos de uma exposição que vale bem a pena ver (para além da Paula Rego).
***
I also spent today at the Caloustye Gulbenkian Foundation. It's a place where you really feel good. I think it's one of the best institutions of Lisbon - and surroundings. It spoils its friends with goos things, it knows how to receive visitors (at sundays, entrances at the exhibition are free), it always has activities for everyone. As if it wasn't enough, it has one ob the most beautiful gardens in Lisbon. And it's right in the centre of everything.
A big hurra!, and the photos of an axhibition that is worth to be seen - beyond Paula Rego's.

Afinal, diz que não - e ainda foi só a CNE

E vão três abaixo.
Três dos movimentos do não foram chumbados por irregularidades com as assinaturas.
Desta vez foi "só" a CNE.
No dia 11 de Fevereiro vamos ser muitos mais a dizer-lhes isso nas urnas - Votando SIM!

Para ilustrar mais um pouco as razões que nos movem, aqui fica um excerto retirado daqui:

"No julgamento da Maia (ao contrário do que tem dito a campanha do “não”, nos casos em que foi possível apurar o tempo de gestação as mulheres que foram julgadas tinham menos de 10 semanas de gravidez quando abortaram) foram arguídas seis desempregadas, duas operárias, uma cozinheira, uma costureira, uma cabeleireira, uma recepcionista e três empregadas do comércio.
Estas são as vítimas desta lei. O cofre que foi encontrado na “clínica” clandestina mostra o que os «nossos impostos» não podem pagar:

Carminda, 31 anos, três filhos, separada e desempregada, tinha de pagar 92
contos, pagou 45, uma medalha de ouro e ficou a dever o resto;
Rita, 36 anos, operária, deixou ficar o anel de noivado e dois
cheques
;
Piedade, 34 anos, empregada de balcão, deixou cinquenta
contos e dois anéis;
Paula, 19 anos, desempregada, seis
semanas de gravidez
, 45 contos e uma pulseira."

Querem que isto mude?
Votem SIM!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Today...


Colors
Amsterdam, Dec. 07

Shine like the sun!
& tarde de Gajas no horizonte! ;)

quarta-feira, janeiro 17, 2007

In the wind



By Bailalabamba

E todos os dias penso que não é preciso mais de um pequeno sopro. Ainda que o castelo não seja sequer tão sólido.

And everyday I think that just a small touch would be enough.
Though the castle is not that sound.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Aborto? Desde que eu não tenha de tropeçar nele...



"As pessoas não o confessam, mas fazem o aborto. A diferença é que [se ganhar o sim a 11 de Fevereiro]deixa de ser clandestino.
Todos os pecadores pecam clandestinamente, mas estar nessa clandestinidade já é uma pena. Mas, se um marido engana a mulher, é diferente ser no estrangeiro ou à sua frente.

É diferente porquê?
Evidentemente que não houve escândalo.
Se faz o mal onde não há contágio, tem uma atenuante.

O problema é saber-se?
É menos mau.
"

Entrevista do Reitor de Fátima ao DN, este domingo. Para quem não acredita, ela está ali acima. Clicar para aumentar - e crer, como S. Tomé!

Need some shoes?


O País das Socas

Amsterdam, Dec. 06

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O aborto, a igreja, Saddam e uma ervilha


"Referendo: bispo de Bragança compara aborto ao enforcamento de Saddam Hussein", in Público

Gabo-lhe a imaginação. A isto, só mesmo a resposta de um dos leitores do Público:

"Mas, se o embrião tem o tamano de uma ervilha, e ainda nem está formado, como se consegue apanhar-lhe o pescoço, para o enforcar?"

É caso pra dizer: nonsense com nonsense se paga... ;)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Fast food (for the soul?)


Ave Maria - fast food (for the soul?)
Amsterdam, Dec. 06

Esta senhora (ou sra., no abreviado) ultimamente anda a dar assistência a muita coisa.
Em Portugal, um grupo de cidadãos vai dirigir-se até à sua sucursal nacional, em Fátima, para lhe pedir que deite lá uns votos a mais no dia 11 de Fevereiro.
Esta foto foi tirada na Holanda, em Amsterdão. Como país civilizado, o aborto lá é legal há anos. Se calhar à dita sra. não restou mais que dedicar-se ao negócio da fast food…

***
Lately, this lady has been required for a lot of things in Portugal: some citizens ask her to give some more negative votes in the referendum on abortion we're having in Portugal on the 11th February.
Since in The Netherlands (as a civilised country), the abortion is already legal, maybe she didn't have anything else to do but to devote herself to the fast food business...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Para não fugir à regra...

Parabéns Metrografista, mais uma vez!
(Claro que o nome tinha de vir a vermelho! :p)


E faz hoje um ano, estava eu de partida para Pristina.