sábado, janeiro 28, 2006

Mudar

Mudar. Mudar de cidade, mudar de amigos, de ambiente, de país. Mudar de língua, de cultura, de ocupação. De localização, deixar de conhecer as coisas em redor, mais uma vez a novidade. Mudar de vida, mudar tudo. (Ou quase: ha coisas que permanecem.)
Mudar o rosto, mudar o blog: clareza.
Recomecemos, uma outra vez. Estamos a postos.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Zen


Insanidade: ou falta dela.
Não estar em pânico na altura em que devia; uma descontracção de quem acorda para um dia de sol, apenas.
Não sei que se passa, temo ter ensandecido de vez.
(Começo seriamente a acreditar. Que paz... Gosh!)

domingo, janeiro 22, 2006

Tá máli!...


Já que é sempre preciso rir de alguma coisa (e há falta de mais motivos....), leia-se esta notícia! Verdadeiramente... impressionante (portuguesa?)! ;)

Vilares de Vilariça: GNR intervém para evitar almoço comemorativo numa secção de voto


A GNR foi hoje chamada à freguesia de Vilares da Vilariça, no distrito de Bragança, para impedir que no mesmo espaço da secção de voto para as presidenciais ocorresse um almoço de uma batida ao javali.


Segundo contou à Lusa o governador civil, Jorge Gomes, a Junta de Freguesia programou para a sede da autarquia um almoço-convívio de uma caçada ao javali que teve lugar esta manhã na aldeia do concelho de Alfândega da Fé.

(...)

De acordo com o governador, a GNR foi alertada para a situação quando já estavam em curso os preparativos para o almoço.As forças de segurança deslocaram-se ao local e a festa da batida ao javali acabou por ser transferida para outro espaço.


Do Público,

Para ler (e rir) mais, clicar aqui
!

sábado, janeiro 21, 2006

You all miss someone*


Pristina, Jan.06

*Don't you also miss peace?

Albanês com o chapéu tradicional albanês, passando em frente à vedação onde estão afixadas as fotos das "missing persons" - albanesas. Numa das ruas principais de Pristina, estrategicamente colocadas em frente às organizações internacionais - para que o facto não seja esquecido durante as negociações para o futuro status do Kosovo.

O problema é que os sérvios poderiam dizer o mesmo - as baixas foram de ambos os lados. Mas dos sérvios ninguém fala em Pristina ou no Kosovo (de absoluta maioria albanesa).
Não será já tempo de olhar apenas para o futuro?

Ps-Rugova, presidente do Kosovo, morreu. A ver vamos o que se passará nos próximos dias. O barril de pólvora testa mais uma vez a sua (in)stabilidade.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Funny Games


-What are they doing?
-They are playing. It's the newest game invented in the "Wonderland". It is called: "I shoot at you, you shoot at me, who survives shoots at others."

De um poster na Exit, associacao cultural de Pristina.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

E para o almoco: carne de porco a alentejana


Hoje visitamos as tropasportuguesas da KFOR em Pristina.
Hospitalidade portuguesa: unica e ingualavel em qualquer lado.
Sem duvida, um dos melhores dias no Kosovo.
Carne de porco a alentejana para o almoco, tambem: para que conste! ;)

segunda-feira, janeiro 16, 2006

A ponte de Mitrovica




Mitrovica,
Kosovo, Servia, Balcas, Europa, Mundo


Mitrovica: cidade dividida (e nao "aproximada") por uma ponte.
A sul os albaneses, a norte os servios. Ninguem se atreve a passar a ponte - morte certa, e literal, sem figuras de estilo.
Passa-se a ponte, e esta-se numa outra realidade.
Tao longe e tao perto. Ou de como os homens se conseguem dividir com coisas aparentemente tao simples.
Impressionante.

domingo, janeiro 15, 2006

Explicacao... aos corvos*


"E por isso que nos nao temos monumentos, porque tudo o que nos construimos foi sempre destruido durante as guerras."

Explicacao de Vigan, sobre a pobreza da paisagem arquitectonica local.
(Exceptuam-se, talvez, os inumeros cemiterios albaneses, onde ate as campas tem a forma de soldados.)

Enjoyr your stay in the Balcans!

*Ave que povoa o Kosovo aos milhoes. Impressionante.

Vai vs Fica comigo

(Em comment ao post da Tita, ou talvez nao so...)

E quem vai tem o mesmo raciocinio de modo inverso, a angustia de entrar e mesmo assim apanhar o aviao, apesar, apesar...
E quem parte e quem ja ficou (e pensou o mesmo), e quem fica tambem partira... (E pensar-se-a o mesmo de novo...)
E as vezes a ubiquidade manifesta-se, e pela vontade da presenca todo o espaco parece mesmo assim tao perto...

sábado, janeiro 14, 2006

Pristina


Esta cidade nao e um campo minado.
Esta cidade e um barril de polvora, prestes a explodir ao minimo incidente.
Mas esta-se muito bem aqui...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Ainda mais de perto

Aqui vou eu, rumo à aventura.
Instruções, muitas. Entre as quais:

When travelling outside Pristina, do not wander through fields or on trails, as some areas have still not been cleared of landmines. Although landmines are not a real problem anymore in Kosovo we do advise you to be cautious. Please stick to the paved roads.”

O relato segue dentro de momentos: as feridas da guerra, ao vivo e a cores, do seio de uma família muçulmana albanesa.
Até já.

ex-Yoguslavia, meu amor...


Pior do que ver um documentário sobre a guerra (fratricida e genocidária) na ex-Jugoslávia, é vê-lo com uma croata ao lado.

O que nós vemos, ela sentiu. Não existem palavras que o possam expressar.
O cenário segue dentro de momentos. Pelo que já vi, calculo que seja aterrador. Uma guerra onde todos são culpados.

Das imagens, recordo duas de dois filmes.
De “No men’s land”, por Dan Tanovic:

“-Who started the war?" – pergunta um soldado bósnio a um soldado sérvio.
-You did!
-And now, who started the war? – pergunta o mesmo soldado, apontando a metralhadora ao sérvio.
-We did!
Mais tarde, no filme, o soldado sérvio apanha a arma e aponta-a ao bósnio:
-And now, who started the war?
-We did…”


Ou ainda...
“-Why should I do (or tell) that?
-Because I have a gun and you don’t.”

Também o “Underground”, pelo grandioso Emir Kusturica.

Tanto o “No men’s land” como o “Underground” são filmes de humor (se é que se pode chamar…), de um humor satírico e muito negro (surprise!). No entanto, ambos oferecem uma outra perspectiva para se perceber o que pode ter acontecido: nonsense.

Nonsense.
Mesmo quando penso nisto, tento ser discreta. Quando o discuto, ainda mais. (Choca-me o facto de ter de procurar sempre se a Marina, croata, ou o Avni, albanês kosovar, estão por perto.)

Como olharão eles para o filme do Kusturica? Como olharão eles para os documentários sobre a ex-Jugoslávia?
(Como olharão eles para nós, olhando para eles?)

Não posso pensar, no entanto, que de repente se começaram todos (novamente) a matar só porque sim.
Tem de haver mais alguma coisa.
Ou não?

"Sapatos de Princesa"*



...fazem-nos sempre sentir bem!!!

* Como lhes chama a Tita

Ha coisas que...

Cumprindo um "costumeiro" rito...


Feliz Aniversario André!!!


(Pra proxima divulgo o teu telem, para te poderem dar os parabens + em directo... eheh! :p)

Baci, da VE!

domingo, janeiro 08, 2006

A minha praça



Piazza San Marco, Venezia

Desta vez à noite.
08Dez.06, por volta da 1h.
(Orgulhosa no novo brinquedo: um tripé. Já fazia falta!)
Não é... LINDÍSSIMA???!!!

Minorias

Agora vivo numa casa maioritariamente de homens.
Sou, por isso, uma minoria – o que nem sempre é muito bom.
Acho que vou tentar instituir um qualquer sistema de quotas.
(O primeiro seria para o baixar da tampa da sanita.)
A ver se ao menos assim resulta!...

Trieste


Trieste e as margens divididas do império.
Trieste é uma cidade distante. Trieste é sempre distante, mesmo agora que está tão perto.

Quando lá for (e no meio ponho o “se”) Trieste será certamente uma desilusão. Mal vem nos guias, de raspão nos mapas. O império já não está dividido, Trieste voltou costas aos austríacos e aos eslavos e é definitivamente italiana.

Ainda rivaliza com Veneza? Pouco se sabe dela, provavelmente não.
De Veneza, sabe-se que sucumbiu. A cidade das mais encantadoras, cheia de artifício, de postiço – de triunfo? Veneza faz-se do que não é dela, de quem não lhe pertence. (De mim, também, que incessantemente a busco sem encontrar.)

E Trieste, de que coisa se fará? Existirá ainda, nas suas ruas, a tripla divisão entre italianos, austríacos e eslavos? Falarão ainda os seus meandros da Voce, criada em Firenze para dar voz aos triestinos que em Trieste a não podiam ter? Será ainda a cidade dividida, a cidade da máxima liberdade? (Joyce e a confluência de intelectuais entre as guerras; Trieste como cidade por todos reivindicada e depois zona de vazio – de liberdade. O porto de Trieste. Olhar a Europa dos três impérios.)

Provavelmente, Trieste já nada dirá agora. Mesmo assim, será bom olhar a Eslovénia e Ljubljana nos olhos. (Onde a Kraína; Jugoslávia onde estás – as feridas seguem dentro de momentos.)

Agora estou em Itália. Já estive em Ljubljana. A Áustria é uma certeza, prestes a materializar-se. Trieste, Trieste.
Provavelmente a mais insignificante das cidades e é a que me baila no pensamento. E sonho com o seu porto de mar.

Post à boleia de Ilse Pollack, e do seu "Mundos de Fronteira".
Leitura obrigatória para quem quer perceber minimamente o que se passa à sua volta. Lindíssimo.

sábado, janeiro 07, 2006

Continuação do post anterior


A vida não é uma sequência ordenada de coisas, ideias, objectos, acções e consequências… a minha vida é o mundo com cem milhões de acções e coisas, simultaneamente presentes.

Giovanni Boine, in La Voce, revista fiorentina do início do séc. XX, que a dado momento deu voz a uma série de autores de Trieste.


Desta vez, também com Trieste no pensamento. Essa cidade tão perto e tão longe, sempre um desejo por realizar.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Dilema (Pós ressaca natalícia)


Por um lado...
Ter mimos é bom.

Por outro...
Esta cidade é linda!

Não se pode ter tudo...
(Que pena!!)

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Banda Sonora Orginal


Um som de Veneza: alguém a arrastar uma mala pelas ruas.
Por exemplo agora, enquanto escrevo do meu quarto, ouço lá em baixo.
(A qualquer dia, a qualquer hora.)

Ps-em breve, muito em breve... ;)