quarta-feira, novembro 02, 2005

Post enquanto trabalho e deito um olho a tv


Em Itália, casar pode custar de 20 a 40 mil euros.
Há bancos que já têm linhas de crédito especialmente para este efeito (com taxas de juro que podem ir até aos 20%!).


Então e o Vaticano não faz nada?! Só lhes ficava era bem! Falam das uniões de facto, falam, falam... Mas quando chegam à hora da verdade… Tá bem abelha!
Depois admirem-se!

segunda-feira, outubro 31, 2005

A Outra Voz... de Veneza


Finalmente descubro a face escondida da cidade.

Na sexta fui ao cinema, em italiano. Uma sala com capacidade para 30 pessoas, no único cinema da cidade (que tem duas salas, oh loucura!). Filme italiano, noite e spritz 100% falados em italiano!

No sábado dancei e cantei num concerto informal de rua; do Bella Ciao a pizziche e taranta, e eu sabia as letras!

Fomos expulsos pelos carabinieri e tivemos de ir… para uma discoteca semi-clandestina, algures perto do ghetto!

Agora sim, isto é Itália!!!
E mi piace!!!... ;)

sexta-feira, outubro 28, 2005

Ah, Veneza do... lixo???


Que cidade tao bela, a lagoa, as gondolas...

(Suspiro!)

O pior, e quando se ve a face escondida (ou nem tanto...) da cidade: lixo!!

Se nao acreditem, espreitem aqui (clicar na imagem):


Um concurso de fotografia organizado por um restaurante e Fundacao locais. A letra, significa: "O concurso que cheira mal".
Olhando ara as fotos, percebe-se porque!

Ah, nao e bonita, Veneza??? :p

quinta-feira, outubro 27, 2005

O despertar


Chega o inverno e os turistas vão desaparecendo. Lentamente, uma outra vida toma conta das ruas.
Os venezianos despertam de um longo sono de verão.
Parece que finalmente cheguei a Itália.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Examinando... a questao!

E pronto, o primeiro embate ja esta: um exame de 4h, a 2a feira, que e para abrir a pestana.
Perspectivas? A portuguesa: nada desejar e nada recear. O exame esta feito, a sensacao de alivio e a maior. Acabei uma hora mais cedo!
Agora Veneza esta a minha frente e esta tarde vou passear.
Exame?! O que e isso? :p

Ps-ai... :|

quarta-feira, outubro 12, 2005

Short story... Epilogo ou Onde se percebe afinal quem sao os italianos


III

Hoje, volto a ler jornais e o assunto (das unioes de facto) continua em cheque - até no vaporetto se fala disso.

No entanto, prefiro acreditar que é possível rematar com esta frase, da autoria de Dário Rivolta, forzista que há dois anos atrás tentou fazer aprovar um projecto semelhante, quando comentava acerca da sensibilidade dos italianos quanto a temas como este:

Somos um povo que sente muito o conceito de pecado, mas que inventou uma confissão e uma absolvição. Somos o povo de Boccaccio e Manzoni, Savonarola e Giordano Bruno, dos gémeos Kessler e do padre Pio”.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Duelo Ibérico


Encontrar uns espanhóis que estão perdidos e explicar-lhes – em português – o caminho certo para o Rialto.
No fim, receber um “Thank you!” como agradecimento.
Há coisas que nunca mudam!!!

Eleições II (Já datado de Domingo)


Hoje houve eleições e eu não pude votar.
É (quase) caso para dizer: há males que vêm por bem!

Triste, triste*… (Com data de 6.ª feira)


…é estar a estudar a democratização e sistemas eleitorais e não ter sequer podido votar nas eleições de domingo.

*embora não tão triste como a forma como decorreu a campanha, I guess.
** Agora que olhei para os resultados... enfim, é bom estar por aqui. Nem quero saber... Gosh!! (Data de domingo, of course!)


sexta-feira, outubro 07, 2005

Short Story III: Olha quem ca faltava!! Onde (finalmente) aparece o Vaticano...


III

Uma das grandes discussões actuais em Itália é a denominada “Pacs”. Pelo que entendi e me explicaram, qualquer coisa como a protecção conferida às uniões de facto está em discussão no Parlamento.

É verdade, por incrível que pareça em Itália as uniões de facto não gozam de qualquer tipo de protecção ou regulamentação. No entanto, se esta já era uma questão polémica para os italianos, acrescentem a isso o facto de a proposta não fazer qualquer menção ao sexo dos “unidos”. Ou seja, não refere explicitamente as uniões de facto entre homossexuais, mas também lhes é aplicável.

É aqui que entra um outro actor: o Vaticano (já cá faltava). Na semana passada, na revista do Repubblica (jornal de esquerda moderada ou centro esquerda) uma senhora perguntava, indignada, se os “Zapateros italianos” não tinham medo de, com esta lei, deitar fora o apoio do Vaticano e dos eleitores católicos.

I beg your pardon?!O problema – ou não – é que aparentemente os católicos se situam tanto à esquerda como à direita (ou que tanto a esquerda como a direita têm católicos nas suas trincheiras). Mas fazer depender a aprovação de uma lei de um hipotético apoio do Vaticano… enfim.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Up there it's God




Venezia,
Piazza San Marco
(2 min. from home)

5 de Outubro


Pois, aqui em Itália hoje não é feriado.
(Poucas vezes me senti tão Republicana!!! ;))

Especie de short story sobre Veneza (e Italia), sob a forma de pequenos capitulos II

II

Uma das primeiras coisas que vi ao chegar a Veneza foi uma manifestação da Liga do Norte. Entre outros lemas, tais como “Itália para os italianos” e “Na minha família não existem comunistas”, gritavam – ao megafone - coisas como “Muçulmanos povo de merda”. Com estas letras todas.

Poucas vezes me senti tão agredida. Nunca imaginei ver uma manifestação destas… E o que é pior, é que eram muitos. Não é uma manifestação como as que os partidos pseudo-fascistas fazem em Lisboa, em que 50 ou 100 apenas buscam protagonismo. Estes eram mesmo muitos. Homens, mulheres, jovens… Assustador.

O que mais assusta não é que eles pensem desta forma, mas que o digam e tenham a coragem de o expressar desta maneira directa – e sem que ninguém reaja. Como é que é possível…

Para além disso, como soube mais tarde, estão também no Governo, em aliança com o Senõr (or shall I say “Padrinho”?) Berlusconi.

Em Itália o norte sempre detestou o sul. O sul de Itália é pobre, o norte aloja as fábricas da Ferrari, por exemplo. O norte acha que sustenta o sul, quer “independência”. No entanto, agora a face visível da crise são os emigrantes: mesmo discurso, mudam os destinatários. Are you getting the point?

segunda-feira, outubro 03, 2005

Especie de short story sobre Veneza (e Italia), sob a forma de pequenos capitulos

I

Estar fora é também aprender o que somos.
É uma dialéctica constante, mas do confronto com o diverso nasce por vezes o reconhecimento do similar.
Os italianos têm as suas particularidades. Os italianos do norte ainda mais.
Regra geral, são racistas. Só aqui percebi o conceito de “povo de brandos costumes”: nós, portugueses, somos realmente um povo hospitaleiro. E não, não somos racistas. Comparados com os italianos não somos mesmo.
Aqui acontecem coisas estranhas.

quinta-feira, setembro 29, 2005

Chiacchierata

Una dei megli lezióne de italiano che ho giá avutto.
Ieri sera.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Pensando a...



Il Partigiano
Giardini, Venezia

(Anche pensando al Partigiano tutti giorni, questa e solo una volta piu.)

Letra da cancao e mp3 aqui.

segunda-feira, setembro 26, 2005

Dilemas de uma dona de casa pós moderna


Não comprar as fotocópias no mesmo dia em que tem de levar o leite para casa.
O estudo pode esperar, o estômago já não é tanto assim.
Aposto que a falta será justificada.

Too hard to believe


Coisas que supostamente não acontecem:

- Um tipo num quarto de hotel em Veneza a fazer paciências;
- A rapariga do quarto ao lado fechada a ler a um domingo a noite;
- Turistas a chapinhar na água das cheias na Praça de San Marco;

E porque não…

- Alguém que mora em Veneza, mesmo no centro em S. Marco, a pensar em mudar-se para o Lido.

There’s a crazy world out there!...

sexta-feira, setembro 23, 2005

I-scream!





Ou uma das coisas que se pode comprar em Veneza por €0,80!

(Especialmente se a servir o gelado estiver um italiano muito giro e do outro lado duas portuguesas a babarem propositadamente para ele.)
É caso para dizer… miam! ;)

Post com a data de domingo


Veneza é uma cidade estranha. Para mim, não é uma daquelas cidades que são amor à primeira vista.
Não tinha expectativa nenhuma.
Agora, a cidade vai-se deixando conquistar. Ou eu.
Sim, existe a água. Mas não é azul. Faz lembrar o Tejo, uma água verde clara, castanha, sem brilho.
Agora chove. De um dia para o outro a temperatura desceu 15 graus. Veneza com chuva é bonita.
Ontem à noite percorri as ruas desertas.
Si, é sicuro per una ragazza andare sola a la via.”
Feliz da vida. Fotografei, fiz longas exposições… Non c’era nessuno. Com a chuva a cidade ficou vazia.
Às tantas começou a chover. Entro num ciber e peço um café machiato (café com espuma de leite, uma delícia. Melhoro o meu record, café machiato a €0,80.). Mas o ciber já está fechado. Chove ainda mais, espero um pouco.
Chove.
Vou para a rua e corro.
Já em S. Marco um tipo do Bangladesh oferece-me um chapéu-de-chuva. Compro, tento falar com ele. Que é do Bangladesh. Eu sou de Portugal, digo-lhe. Ah!, sorri e corre a tentar vender outro chapéu.
Com um guarda-chuva na mão sou uma criança feliz. Percorro a cidade, cada vez mais vazia.
Becos escuros, a água revolta, ruas que não dão a lado nenhum. Ando às voltas, repito o giro da tarde. Academia, Dorsoduro, novamente as placas para o Rialto. A cidade é escura. Finalmente, S. Marco. Antes de entrar em casa ainda me dá vontade de ir ver a praça.
Debaixo da minha janela não há trânsito.
Sorriso na cara e estou feliz, feliz, feliz. Não sei bem porquê.
Chove e caminho nas ruas de Veneza. Também está escuro. Mas eu tenho um sorriso na cara e nada mais importa agora.