quarta-feira, outubro 05, 2005
Especie de short story sobre Veneza (e Italia), sob a forma de pequenos capitulos II
II
Uma das primeiras coisas que vi ao chegar a Veneza foi uma manifestação da Liga do Norte. Entre outros lemas, tais como “Itália para os italianos” e “Na minha família não existem comunistas”, gritavam – ao megafone - coisas como “Muçulmanos povo de merda”. Com estas letras todas.
Poucas vezes me senti tão agredida. Nunca imaginei ver uma manifestação destas… E o que é pior, é que eram muitos. Não é uma manifestação como as que os partidos pseudo-fascistas fazem em Lisboa, em que 50 ou 100 apenas buscam protagonismo. Estes eram mesmo muitos. Homens, mulheres, jovens… Assustador.
O que mais assusta não é que eles pensem desta forma, mas que o digam e tenham a coragem de o expressar desta maneira directa – e sem que ninguém reaja. Como é que é possível…
Para além disso, como soube mais tarde, estão também no Governo, em aliança com o Senõr (or shall I say “Padrinho”?) Berlusconi.
Em Itália o norte sempre detestou o sul. O sul de Itália é pobre, o norte aloja as fábricas da Ferrari, por exemplo. O norte acha que sustenta o sul, quer “independência”. No entanto, agora a face visível da crise são os emigrantes: mesmo discurso, mudam os destinatários. Are you getting the point?
Uma das primeiras coisas que vi ao chegar a Veneza foi uma manifestação da Liga do Norte. Entre outros lemas, tais como “Itália para os italianos” e “Na minha família não existem comunistas”, gritavam – ao megafone - coisas como “Muçulmanos povo de merda”. Com estas letras todas.
Poucas vezes me senti tão agredida. Nunca imaginei ver uma manifestação destas… E o que é pior, é que eram muitos. Não é uma manifestação como as que os partidos pseudo-fascistas fazem em Lisboa, em que 50 ou 100 apenas buscam protagonismo. Estes eram mesmo muitos. Homens, mulheres, jovens… Assustador.
O que mais assusta não é que eles pensem desta forma, mas que o digam e tenham a coragem de o expressar desta maneira directa – e sem que ninguém reaja. Como é que é possível…
Para além disso, como soube mais tarde, estão também no Governo, em aliança com o Senõr (or shall I say “Padrinho”?) Berlusconi.
Em Itália o norte sempre detestou o sul. O sul de Itália é pobre, o norte aloja as fábricas da Ferrari, por exemplo. O norte acha que sustenta o sul, quer “independência”. No entanto, agora a face visível da crise são os emigrantes: mesmo discurso, mudam os destinatários. Are you getting the point?
segunda-feira, outubro 03, 2005
Especie de short story sobre Veneza (e Italia), sob a forma de pequenos capitulos
I
Estar fora é também aprender o que somos.
É uma dialéctica constante, mas do confronto com o diverso nasce por vezes o reconhecimento do similar.
Os italianos têm as suas particularidades. Os italianos do norte ainda mais.
Regra geral, são racistas. Só aqui percebi o conceito de “povo de brandos costumes”: nós, portugueses, somos realmente um povo hospitaleiro. E não, não somos racistas. Comparados com os italianos não somos mesmo.
Aqui acontecem coisas estranhas.
Estar fora é também aprender o que somos.
É uma dialéctica constante, mas do confronto com o diverso nasce por vezes o reconhecimento do similar.
Os italianos têm as suas particularidades. Os italianos do norte ainda mais.
Regra geral, são racistas. Só aqui percebi o conceito de “povo de brandos costumes”: nós, portugueses, somos realmente um povo hospitaleiro. E não, não somos racistas. Comparados com os italianos não somos mesmo.
Aqui acontecem coisas estranhas.
quinta-feira, setembro 29, 2005
quarta-feira, setembro 28, 2005
Pensando a...

Il Partigiano
Giardini, Venezia
(Anche pensando al Partigiano tutti giorni, questa e solo una volta piu.)
Letra da cancao e mp3 aqui.
segunda-feira, setembro 26, 2005
Dilemas de uma dona de casa pós moderna
Não comprar as fotocópias no mesmo dia em que tem de levar o leite para casa.
O estudo pode esperar, o estômago já não é tanto assim.
Aposto que a falta será justificada.
Too hard to believe
Coisas que supostamente não acontecem:
- Um tipo num quarto de hotel em Veneza a fazer paciências;
- A rapariga do quarto ao lado fechada a ler a um domingo a noite;
- Turistas a chapinhar na água das cheias na Praça de San Marco;
E porque não…
- Alguém que mora em Veneza, mesmo no centro em S. Marco, a pensar em mudar-se para o Lido.
There’s a crazy world out there!...
sexta-feira, setembro 23, 2005
I-scream!

Ou uma das coisas que se pode comprar em Veneza por €0,80!
(Especialmente se a servir o gelado estiver um italiano muito giro e do outro lado duas portuguesas a babarem propositadamente para ele.)
É caso para dizer… miam! ;)
Post com a data de domingo
Veneza é uma cidade estranha. Para mim, não é uma daquelas cidades que são amor à primeira vista.
Não tinha expectativa nenhuma.
Agora, a cidade vai-se deixando conquistar. Ou eu.
Sim, existe a água. Mas não é azul. Faz lembrar o Tejo, uma água verde clara, castanha, sem brilho.
Agora chove. De um dia para o outro a temperatura desceu 15 graus. Veneza com chuva é bonita.
Ontem à noite percorri as ruas desertas.
“Si, é sicuro per una ragazza andare sola a la via.”
Feliz da vida. Fotografei, fiz longas exposições… Non c’era nessuno. Com a chuva a cidade ficou vazia.
Às tantas começou a chover. Entro num ciber e peço um café machiato (café com espuma de leite, uma delícia. Melhoro o meu record, café machiato a €0,80.). Mas o ciber já está fechado. Chove ainda mais, espero um pouco.
Chove.
Vou para a rua e corro.
Já em S. Marco um tipo do Bangladesh oferece-me um chapéu-de-chuva. Compro, tento falar com ele. Que é do Bangladesh. Eu sou de Portugal, digo-lhe. Ah!, sorri e corre a tentar vender outro chapéu.
Com um guarda-chuva na mão sou uma criança feliz. Percorro a cidade, cada vez mais vazia.
Becos escuros, a água revolta, ruas que não dão a lado nenhum. Ando às voltas, repito o giro da tarde. Academia, Dorsoduro, novamente as placas para o Rialto. A cidade é escura. Finalmente, S. Marco. Antes de entrar em casa ainda me dá vontade de ir ver a praça.
Debaixo da minha janela não há trânsito.
Sorriso na cara e estou feliz, feliz, feliz. Não sei bem porquê.
Chove e caminho nas ruas de Veneza. Também está escuro. Mas eu tenho um sorriso na cara e nada mais importa agora.
quinta-feira, setembro 22, 2005
Oggi...
Oggi la via e gia piu vuota.
(E ja percebi porque e que ate Veneza parecia mais bonita.)
So me apetece falar italiano - furiosamente.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Vaporetto
terça-feira, setembro 20, 2005
Sono arrivata
E ca estou eu, no meu "Plano para salvar Veneza".
Ponte dos Suspiros
Primeiro monumento visto, ainda com as malas na mao. Enfim, digamos que e uma outra forma de ver a cidade... ;)
(Imagem retirada daqui - ainda nao tenho as minhas)
Ponte dos Suspiros
Primeiro monumento visto, ainda com as malas na mao. Enfim, digamos que e uma outra forma de ver a cidade... ;)
(Imagem retirada daqui - ainda nao tenho as minhas)
quarta-feira, setembro 14, 2005
quinta-feira, setembro 01, 2005
Convite

E pronto, já é oficial!
Depois de algumas horas (e braços!) já está montada e pronta a ver!
Espero que vão e que gostem!
Quem tiver dúvidas de como chegar - é muito simples -, é só clicar aqui.
quinta-feira, agosto 25, 2005
SMS
Realmente, a Tita está mesmo a passar um mau bocado:
"(...) Vou agora a Lipari a uma festa! Barco de amigos, volto de manhã. (...)"
Nota: ela está em Stromboli, que é esta maravilha (incluindo o vulcão activo)!

E vai num barco de amigos, a uma festa a Lipari (que é só isto).

Realmente é uma vida muito triste, não acham?!
"(...) Vou agora a Lipari a uma festa! Barco de amigos, volto de manhã. (...)"
Nota: ela está em Stromboli, que é esta maravilha (incluindo o vulcão activo)!

E vai num barco de amigos, a uma festa a Lipari (que é só isto).

Realmente é uma vida muito triste, não acham?!
domingo, agosto 21, 2005
Explicação (dos pássaros?)
Pois, se calhar já devia ter escrito há mais tempo. Mas ultimamente parece que as ideias não me vêm, que o calor e a silly season tomaram conta de tudo. (Ainda por cima estou doente, gripe!! em Agosto, imagine-se!)
O blogger já quase não recorda a minha password.
Mas isto há-de passar.
Tento também não pensar muito na mudança (e no que tenho para fazer, ai!).
Things are about to change.
Mas por enquanto...
STATE OF MIND:
VACATIONS
See you soon, ok? ;)
segunda-feira, agosto 15, 2005
You Too*
De "sem-bilhete" à área reservada num dia.
Ascensão social no seu melhor! ;)
*Deve ler-se "U2".
sábado, agosto 13, 2005
terça-feira, agosto 09, 2005
Mirai qu'alforjas
(E mais esta, porque se pode ouvir.)
Nós tenemos muitos nabos
Nós tenemos muitos nabos
a cozer nua panela,
nun tenemos sal nien unto
nien presunto nien bitela
Mirai qu'alforjas, mirai qu'alforjas
uas mais lhargas, outras mais gordas
uas de lhana, outras de stopa
Ls chocalhos rúgen, rúgen
ls carneiros alhá ban
an chegando a Ourriêta Cuba
ls carneiros bulberan.
Mirai qu'alforjas, mirai qu'alforjas
uas mais lhargas, outras mais gordas
uas de lhana, outras de stopa.
Recolha dos Galandum Galundaina, para ouvir aqui.
L Pingacho*
Por beilar l pingacho, dórun-m'un rial
Por beilar l pingacho, dórun-m'un rial
beila-lo,
beila-lo picorcito
beila-lo,
que te quiêro un pouquito
beila-lo,
beila-lo de lhado
de l outro ancostado
i de delantreira
tamien de traseira
ora si que te quiêro morena
ora si que te quiêro salada
Recolha dos Galandum Galundaina
*Banda sonora destes dias ( em modo repeat). E que bem que soube...
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