segunda-feira, maio 16, 2005

Para terminar em beleza



Catribana,
Maio 2005


Para terminar em beleza, esta imagem.

Larger than life


Há dias em cheio, alturas em que nos sentimos larger than life.
Eu já estava a precisar, acho.
Este fim de semana foi em pleno. Parece que mil coisas se desembrulharam, tudo fluiu positivamente na minha direcção.
Ah...
E um suspiro muito contente e aliviado.
Apesar de hoje ter chovido, the sky looks pretty good to me.
Que venham muitos assim!

Filosofia árabe


"Por um retorno dos efeitos às causas, peço ao mundo dos sentidos a evocação do esplendor."


Citação retirada da exposição de tapeçaria persa, patente na Gulbenkian.


(Tendo há tão pouco tempo falado tanto do pecado, eis um pedaço da boa filosofia.
Se as sensações que se manifestam em nós são prazenteiras, para quê culpabilizar. O mesmo deus que cria o corpo, cria o prazer, e tanto melhor deus é quanto as sensações que permite gozar.
Causa, efeito.
E não é bom?)

domingo, maio 15, 2005

Euforia

Ou seja, os chocolates estão no (muito) bom caminho!!!!

(Ainda em estado de completa euforia)

quinta-feira, maio 12, 2005

De embalar

Dorme meu filho
o amor
será
uma arma esquecida
um pano qualquer como um lenço
sobre o gelo das ruas


Mário Cesariny,
Pena Capital

quarta-feira, maio 11, 2005

Make it worth

Vale a pena? Vale sempre, mesmo a própria conquista.
Basta que em vez de um meio, se torne num fim em si mesma.
Em almas grandes o espaço vazio é apenas questão de o preencher.

terça-feira, maio 10, 2005

Afinal o que importa

É ficar com poemas destes a bailar na cabeça. (E perceber que há homens que, quando toca ao génio, pouco têm de humanos. E ainda bem.)


PASTELARIA

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os
olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

(...)

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra


Mário Cesariny,
in Nobilíssima Visão

(Versão integral aqui)

Sampas no seu melhor*

A não perder - Sampaio em entrevista exclusiva ao Crepes de Paris.
É caso para dizer "de ler e chorar por mais"! Passe a expressão, mas quando se trata de "Sampaio" e de "chorar", nunca se sabe!



Ó homem, isto é que é "pose de Estado"? Bem, pelo menos desta vez não chorou...

*Fotos e reportagem de MP, o "espião" que foi para o frio

sábado, maio 07, 2005

How to keep a secret


Universidade da Terceira Idade de Sintra,
Maio 2005


(Embora não seja segredo nenhum que gosto muito de lhes dar aulas.
Por isto, também.)

Por exemplo

"É que Narciso acha feio o que não é espelho."

Caetano Veloso,
in "Sampa"

quinta-feira, maio 05, 2005

Saber de experiência feito*

Metade do sucesso é vontade.

(A outra metade é empenho.)


*Nem sempre da melhor forma possível ou Contra mim falo...

quarta-feira, maio 04, 2005

Índices de insanidade

Por exemplo, andar por aí a falar com pirilampos...

Síndrome dos povos do sul

Ontem estar à espera de um plano para salvar (ou ser salva por) Veneza,

e hoje continuar, e já sem data (ou certeza) marcada.

Em jeito de abraço


Para mim Abril será sempre o mês das gaivotas.


Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.

Como ela, somos livres,
somos livres
de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.

Como ela somos livres,
somos livres
de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".

Como ela, somos livres,
somos livres
de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.

Somos livres,
somos livres,
não voltaremos atrás.


Ermelinda Duarte

A brincar, a brincar...




O Museu do Brinquedo de Sintra tem uma importante colecção de soldadinhos de chumbo e outros brinquedos militares.
Para quem acha que as crianças de hoje têm brinquedos muito violentos, desenganem-se. Já imaginaram coisa mais violenta do que brincar com um hospital de campanha? A única - e crucial - diferença é que os de hoje têm a sorte de apenas imaginar (e não viver) as guerras pela televisão.
De entre os brinquedos militares, saltam à vista formaturas inteiras da Mocidade Portuguesa, ou batalhões do exército nazi alemão ou fascista italiano. Cappos incluídos, pois claro, Hitler e Mussolini na frente das figurinhas.
Quando vi o pequeno exército pela primeira vez não distingui logo a figura de Hitler.
-Mas onde é que ele está?
No pequeno pelotão Hitler era o soldadinho mais alto de todos.
-Mas era mais baixo!...
Pois é, na medida pequena do fabricado imaginário infantil Hitler era a mais alta das figurinhas. É também de ingenuidade e crença que se constroem os mitos. O que nos faz pensar que certas coisas, nem mesmo a brincar.


*fotos de brinquedos em exposição no museu.

domingo, maio 01, 2005

Arbeit macht nicht frei


Com mais de 600 mil inscritos a regatear trabalho temporário, a Manpower já é hoje o maior empregador mundial (antes dela era o exército chinês).

in Pública de hoje.


Ps-a salientar ainda na Pública, o excelente artigo sobre as diferentes concepções acerca do trabalho - que, creia-se, macht nich frei.
Quem ainda duvida, verifique aqui: www.whywork.org - ainda que não seguindo radicalmente, pensar sobre isto pode dar uma boa ajuda.

sexta-feira, abril 29, 2005

O Pastor Alemão (ou O Povo É Sereno)


Ainda que tardiamente, não resisto aqui a contar de que forma soube que tinha sido Ratzinger o eleito (??) para Papa.

Estava eu na estação de Correios de Sintra, já se sabia que tinha havido fumo branco. Faltava, sim, saber quem seria o Papa.
Na fila de espera, só ouço um homem em voz bem alta:

-É o Ratzinger! Filha da puta, e conseguiu, hã?! É desta! Vou já dizer ao padre que não ponho mais os pés na missa!...

E nem sequer lhe vi a cara. Meus amigos, isto era tão somente uma estação de correios... Ou será do vermelho do logotipo?!

segunda-feira, abril 25, 2005

Cenas de uma manifestação




Lisboa, 25 Abril 2005

Há 31 anos a poesia saía à rua, num dia assim.

Hoje somos todos Salgueiro Maia






Imagens de uma manifestação em jeito de festa.
Lisboa, 24 Abril 2005

sábado, abril 23, 2005

Em dia de

Respondam os mais velhos:
Com a idade vamos perdendo a capacidade de sentir?