terça-feira, abril 19, 2005

These Days



Adivinha com solução à vista


Qual é coisa, qual é ela, que quanto mais se olha, menos se vê?

Apologia da luz.
Ou como uma bola de sabão: quando se pensa que finalmente a agarrámos ela simplesmente faz puff!

#2

Fazendo primeiro o percurso do ofuscar
Para depois o do arrefecer
Impor uma rota, uma
forma mais simples de saber de cor
uma palavra
mesmo antes de sentir qual é.


segunda-feira, abril 18, 2005

Post à Bridget Jones




Concordo com a Igreja: hoje em dia os papáveis cada vez são menos.

Contra os genéricos

Não confundas os sintomas externos com os internos. A sobredosagem de medicamentos para a alma de forma alguma curará as maleitas do corpo.

Metáfora


O que é preciso é encontrar um livro cuja leitura nunca acabe.

Em jeito de qualquer coisa


A única coisa que poderemos dizer quanto ao sucesso de uma teoria é que até hoje não fracassou.
Quanto a mim, não sei se poderei dizer isso de muitas. São hipóteses, meras hipóteses, as mais felizes das quais demoram mais algum tempo a ser refutadas.
Por isso, se me perguntarem se tenho a chave do sucesso, o mais que poderei dizer é que a do insucesso já tive muitas vezes.
Quanto à outra - se existir - a queda é uma questão de tempo.

sábado, abril 16, 2005

Corredores


Vislumbrar ao fundo, entre-portas.
Quem passa e circula, movimento.
E eu.

Here I am



Parêntesis


(Por vezes ficar parado é a única forma de mitigar o desejo de movimento.)

Casa dos... Sapatos?!


Felipe vê o seu retrato desenhado pela Susaninha:
-Está perfeito! Fizeste-o de memória?
-Não, fi-lo usando este molde! [uma cenoura em cima de um sapato].

É uma strip da Mafaldinha, e resta acrescentar que Felipe ficou tudo menos feliz. Depois a estória repete-se com Manelinho e uma escova invertida, e a integridade física de Susaninha é seriamente ameaçada.

Rem Koolhaass no entanto arrisca: para a Casa da Música, inspirou-se... numa caixa de sapatos.

Eu só pergunto: e será que isto já se soube lá para os lados do Bolhão?!



Pois é, ao menos escusava de dizer...

Da televisão


De repente, fugir para um sala interior que mais ninguém conhece e ficar lá um bocadinho sozinha.

A emoção em diferido.

sábado, abril 09, 2005

Castelo de Guimarães (ou "Do Falo como substantivo")



Guimarães, Julho 2004

Ou de como o berço da nação tem a forma de um enorme falo erecto.

Assim também eu

Filhos dos outros que não são os nossos, ou “terrorismo de Estado” sob a forma de “educação”. Como ao fim de algumas horas me vou embora, faço sempre o que me apetece.

[Até agora, ainda não fui proibida de o ver. Or a t least not yet.]

That's the point

"Ele contar-te-á como o filho de Ícaro, que pelo labirinto se eventurou, só conseguiu sair pelo ar, com asas."

Joyce, by Jean Paris

Mas saiu, e elas cresceram.

Uma questão de tempo

"TPG - (…) Filme, o “Saraband” [de Ingmar Bergman], gostei imenso. De um mestre. E que só se faz, provavelmente quando se tem 80 anos.

AG - E que só se gosta quando se tem mais de 40 anos."

Teresa Patrício Gouveia, em entrevista a Adelino Gomes, para a Pública de 3/04.


Eu sabia quem um dia alguém me ia dar razão.
Explicação: que ainda estou muito longe dos 40, felizmente. E continuo a dizer que me fico pelas imagens. Que também podem ser vistas ao som da Sarabanda (porque dessa eu gosto muito).

quinta-feira, abril 07, 2005

Friends

Ah, e os meus amigunhos!!!
I wish I was there with you!!

Ponto de Situação

-Continuo agarrada ao Joyce;
-Hoje "aula prática" de nómadas (ora toma!);
-Corrida para aqui e para ali;
-Coimbra volta a ter mais encanto, ainda que com erro manifesto no tempo verbal (futuro? condicional?);
-Muitos humanos e corredores;
-Amanhã de volta ao (sub)mundo do crime;
-Pálpebras necessariamente abertas.

O blog segue dentro de momentos.

Ps-ah, e o monitor que também pifou, mas foi salvo pelo 112.

Neve



Já agora, uma foto belíssima tirada pelo André, vinda directamente da neve. (Quem diria, hã?)

segunda-feira, março 28, 2005