sábado, abril 16, 2005

Da televisão


De repente, fugir para um sala interior que mais ninguém conhece e ficar lá um bocadinho sozinha.

A emoção em diferido.

sábado, abril 09, 2005

Castelo de Guimarães (ou "Do Falo como substantivo")



Guimarães, Julho 2004

Ou de como o berço da nação tem a forma de um enorme falo erecto.

Assim também eu

Filhos dos outros que não são os nossos, ou “terrorismo de Estado” sob a forma de “educação”. Como ao fim de algumas horas me vou embora, faço sempre o que me apetece.

[Até agora, ainda não fui proibida de o ver. Or a t least not yet.]

That's the point

"Ele contar-te-á como o filho de Ícaro, que pelo labirinto se eventurou, só conseguiu sair pelo ar, com asas."

Joyce, by Jean Paris

Mas saiu, e elas cresceram.

Uma questão de tempo

"TPG - (…) Filme, o “Saraband” [de Ingmar Bergman], gostei imenso. De um mestre. E que só se faz, provavelmente quando se tem 80 anos.

AG - E que só se gosta quando se tem mais de 40 anos."

Teresa Patrício Gouveia, em entrevista a Adelino Gomes, para a Pública de 3/04.


Eu sabia quem um dia alguém me ia dar razão.
Explicação: que ainda estou muito longe dos 40, felizmente. E continuo a dizer que me fico pelas imagens. Que também podem ser vistas ao som da Sarabanda (porque dessa eu gosto muito).

quinta-feira, abril 07, 2005

Friends

Ah, e os meus amigunhos!!!
I wish I was there with you!!

Ponto de Situação

-Continuo agarrada ao Joyce;
-Hoje "aula prática" de nómadas (ora toma!);
-Corrida para aqui e para ali;
-Coimbra volta a ter mais encanto, ainda que com erro manifesto no tempo verbal (futuro? condicional?);
-Muitos humanos e corredores;
-Amanhã de volta ao (sub)mundo do crime;
-Pálpebras necessariamente abertas.

O blog segue dentro de momentos.

Ps-ah, e o monitor que também pifou, mas foi salvo pelo 112.

Neve



Já agora, uma foto belíssima tirada pelo André, vinda directamente da neve. (Quem diria, hã?)

segunda-feira, março 28, 2005

quinta-feira, março 24, 2005

Como eu o compreendo...

"Em Ulisses será o Oriente quimérico para o qual Bloom tenciona partir e plantar laranjeiras, ou a «inesgotável mina de ouro» que continua na esperança de descobrir, ou a casa residencial «coberta de colmo, voltada para o Sul, coroada por um catavento e um pára-raios»".

"Joyce",
by Jean Paris

Quando eu crescer, talvez...

Quando eu for grande...

terça-feira, março 22, 2005

De várias coisas*

Se não acreditares, nunca se tornará verdade.
(E ficar a olhar para este quase poder de feitiçaria nas mãos.)

-------------------
*que existem aos nossos olhos, que passam pela retina sem se fixar. Das coisas que pura e simplesmente desaparecem, por vezes a um simples impulso. Outras nem por isso.
Das coisas, voláteis como a natureza que nos anima.
Que foi que disse mesmo?

segunda-feira, março 21, 2005

Hoje



A poesia saiu à rua. A chuva também.

sábado, março 19, 2005

I beg your pardon?

- Como responde às críticas de ser o principal responsável por a JSD estar "reduzida a zero", concretamente por não ter, facto inédito, nenhum deputado da JSD na Assembleia da República (AR)?

- Acho que quem perdeu com isso não foi a JSD, mas o Parlamento, o PSD e o país.
(...)
A JSD não é uma escola de carreiristas em busca de lugares, mas de valores e de formação de quadros políticos.

Jorge Nuno Sá - Candidato à liderança da JSD, e "deputado até à semana passada, quando foi "despedido pelo senhor Presidente da República, sem justa causa"

in O Comércio do Porto
(via QFM)


Todos perdemos, afinal. Eu não sabia, mas era isto. Uma plausível explicação para 90% da actual "depressão nacional"...

Da higiene

A TORRE E A METRALHADORA OU FREUD NA PRÁTICA

Era um bom menino.
Um típico virtuoso bom menino.
Desde criança, a mãe
não o tocava para não
criar-lhe complexos de
Édipo. O pai não o tocava,
para que ele não fosse
um dia homossexual.
Os amigos na escoa
não o tocavam, nem
ele a eles, para que
ninguém, ou eles mesmos,
pensassem que eram
homossexuais. Ele
também não se tocava
para não sujar-se de impureza.
Com as namoradas, sem se
tocarem, só a beijos e
«petting to climax» com
o menos possível de mãos
se contentava (em casa,
despia depois as cuecas nas pontas dos dedos,
e tomava duche, sem se tocar).
(...)

Jorge de Sena,
Jan. 1970

Esta é talvez a parte de "Freud". A da metralhadora desfecha o caso. A ler e meditar (ou não: bastaria em vez de meditar a acção).

(post que poderia ser patrocinado por um detergente qualquer, ou bem assim por um anúncio de imprensa de um qualquer padre mais cuidadoso)

quinta-feira, março 17, 2005

Que paz...

II
aprende
em silêncio
quando o tiro
[outro cometa
com a súbita
cabeleira
em chama] passa
pelo espaço
trémulo
dum coração:
«que paz
no universo».

Carlos de Oliveira,
"Espaço"
in Micropaisagem

segunda-feira, março 14, 2005

Crepes Paris-Lisboa

Em dia de aniversário, Paris vem a Lisboa.
Ver as modas?



Esconde, esconde, antes que eles te descubram!

Ps-e quem fará destes agora?
A Cidade da Luz ficou sem dúvida mais pobre...


Da arte da fuga

Não há nada de especial em não nos orientarmos numa cidade. Mas perdermo-nos numa cidade, como nos perdermos numa floresta, é coisa que precisa de se aprender.

Walter Benjamin

E outras surgem inatas. Ou da Contribuição para a alegoria do eu.

domingo, março 13, 2005

Some(thing?)'s missing

Como se ela pudesse andar por aí, e a busca não passasse afinal de um desaire imprevisto (e estupidamente aleatório):
Low battery, please turn off.

A seguir o silêncio. Voltamos ao ponto de onde partimos.

sábado, março 12, 2005

Dias com árvores


A um dos blogues mais originais da blogosfera.

(Diz a Tita que ainda vou acabar a fotografar casamentos. Eu já não digo nada. Só acho difícil é que seja o meu.)