"TPG - (…) Filme, o “Saraband” [de Ingmar Bergman], gostei imenso. De um mestre. E que só se faz, provavelmente quando se tem 80 anos.
AG - E que só se gosta quando se tem mais de 40 anos."
Teresa Patrício Gouveia, em entrevista a Adelino Gomes, para a Pública de 3/04.
Eu sabia quem um dia alguém me ia dar razão.
Explicação: que ainda estou muito longe dos 40, felizmente. E continuo a dizer que me fico pelas imagens. Que também podem ser vistas ao som da Sarabanda (porque dessa eu gosto muito).
sábado, abril 09, 2005
quinta-feira, abril 07, 2005
Ponto de Situação
-Continuo agarrada ao Joyce;
-Hoje "aula prática" de nómadas (ora toma!);
-Corrida para aqui e para ali;
-Coimbra volta a ter mais encanto, ainda que com erro manifesto no tempo verbal (futuro? condicional?);
-Muitos humanos e corredores;
-Amanhã de volta ao (sub)mundo do crime;
-Pálpebras necessariamente abertas.
O blog segue dentro de momentos.
Ps-ah, e o monitor que também pifou, mas foi salvo pelo 112.
-Hoje "aula prática" de nómadas (ora toma!);
-Corrida para aqui e para ali;
-Coimbra volta a ter mais encanto, ainda que com erro manifesto no tempo verbal (futuro? condicional?);
-Muitos humanos e corredores;
-Amanhã de volta ao (sub)mundo do crime;
-Pálpebras necessariamente abertas.
O blog segue dentro de momentos.
Ps-ah, e o monitor que também pifou, mas foi salvo pelo 112.
segunda-feira, março 28, 2005
quinta-feira, março 24, 2005
Como eu o compreendo...
"Em Ulisses será o Oriente quimérico para o qual Bloom tenciona partir e plantar laranjeiras, ou a «inesgotável mina de ouro» que continua na esperança de descobrir, ou a casa residencial «coberta de colmo, voltada para o Sul, coroada por um catavento e um pára-raios»".
"Joyce",
by Jean Paris
Quando eu crescer, talvez...
"Joyce",
by Jean Paris
Quando eu crescer, talvez...
terça-feira, março 22, 2005
De várias coisas*
Se não acreditares, nunca se tornará verdade.
(E ficar a olhar para este quase poder de feitiçaria nas mãos.)
-------------------
*que existem aos nossos olhos, que passam pela retina sem se fixar. Das coisas que pura e simplesmente desaparecem, por vezes a um simples impulso. Outras nem por isso.
Das coisas, voláteis como a natureza que nos anima.
Que foi que disse mesmo?
(E ficar a olhar para este quase poder de feitiçaria nas mãos.)
-------------------
*que existem aos nossos olhos, que passam pela retina sem se fixar. Das coisas que pura e simplesmente desaparecem, por vezes a um simples impulso. Outras nem por isso.
Das coisas, voláteis como a natureza que nos anima.
Que foi que disse mesmo?
segunda-feira, março 21, 2005
sábado, março 19, 2005
I beg your pardon?
- Como responde às críticas de ser o principal responsável por a JSD estar "reduzida a zero", concretamente por não ter, facto inédito, nenhum deputado da JSD na Assembleia da República (AR)?
- Acho que quem perdeu com isso não foi a JSD, mas o Parlamento, o PSD e o país.
(...)
A JSD não é uma escola de carreiristas em busca de lugares, mas de valores e de formação de quadros políticos.
Jorge Nuno Sá - Candidato à liderança da JSD, e "deputado até à semana passada, quando foi "despedido pelo senhor Presidente da República, sem justa causa"
in O Comércio do Porto
(via QFM)
Todos perdemos, afinal. Eu não sabia, mas era isto. Uma plausível explicação para 90% da actual "depressão nacional"...
- Acho que quem perdeu com isso não foi a JSD, mas o Parlamento, o PSD e o país.
(...)
A JSD não é uma escola de carreiristas em busca de lugares, mas de valores e de formação de quadros políticos.
Jorge Nuno Sá - Candidato à liderança da JSD, e "deputado até à semana passada, quando foi "despedido pelo senhor Presidente da República, sem justa causa"
in O Comércio do Porto
(via QFM)
Todos perdemos, afinal. Eu não sabia, mas era isto. Uma plausível explicação para 90% da actual "depressão nacional"...
Da higiene
A TORRE E A METRALHADORA OU FREUD NA PRÁTICA
Era um bom menino.
Um típico virtuoso bom menino.
Desde criança, a mãe
não o tocava para não
criar-lhe complexos de
Édipo. O pai não o tocava,
para que ele não fosse
um dia homossexual.
Os amigos na escoa
não o tocavam, nem
ele a eles, para que
ninguém, ou eles mesmos,
pensassem que eram
homossexuais. Ele
também não se tocava
para não sujar-se de impureza.
Com as namoradas, sem se
tocarem, só a beijos e
«petting to climax» com
o menos possível de mãos
se contentava (em casa,
despia depois as cuecas nas pontas dos dedos,
e tomava duche, sem se tocar).
(...)
Jorge de Sena,
Jan. 1970
Esta é talvez a parte de "Freud". A da metralhadora desfecha o caso. A ler e meditar (ou não: bastaria em vez de meditar a acção).
(post que poderia ser patrocinado por um detergente qualquer, ou bem assim por um anúncio de imprensa de um qualquer padre mais cuidadoso)
Era um bom menino.
Um típico virtuoso bom menino.
Desde criança, a mãe
não o tocava para não
criar-lhe complexos de
Édipo. O pai não o tocava,
para que ele não fosse
um dia homossexual.
Os amigos na escoa
não o tocavam, nem
ele a eles, para que
ninguém, ou eles mesmos,
pensassem que eram
homossexuais. Ele
também não se tocava
para não sujar-se de impureza.
Com as namoradas, sem se
tocarem, só a beijos e
«petting to climax» com
o menos possível de mãos
se contentava (em casa,
despia depois as cuecas nas pontas dos dedos,
e tomava duche, sem se tocar).
(...)
Jorge de Sena,
Jan. 1970
Esta é talvez a parte de "Freud". A da metralhadora desfecha o caso. A ler e meditar (ou não: bastaria em vez de meditar a acção).
(post que poderia ser patrocinado por um detergente qualquer, ou bem assim por um anúncio de imprensa de um qualquer padre mais cuidadoso)
quinta-feira, março 17, 2005
Que paz...
II
aprende
em silêncio
quando o tiro
[outro cometa
com a súbita
cabeleira
em chama] passa
pelo espaço
trémulo
dum coração:
«que paz
no universo».
Carlos de Oliveira,
"Espaço"
in Micropaisagem
aprende
em silêncio
quando o tiro
[outro cometa
com a súbita
cabeleira
em chama] passa
pelo espaço
trémulo
dum coração:
«que paz
no universo».
Carlos de Oliveira,
"Espaço"
in Micropaisagem
segunda-feira, março 14, 2005
Crepes Paris-Lisboa
Da arte da fuga
Não há nada de especial em não nos orientarmos numa cidade. Mas perdermo-nos numa cidade, como nos perdermos numa floresta, é coisa que precisa de se aprender.
Walter Benjamin
E outras surgem inatas. Ou da Contribuição para a alegoria do eu.
Walter Benjamin
E outras surgem inatas. Ou da Contribuição para a alegoria do eu.
domingo, março 13, 2005
Some(thing?)'s missing
Como se ela pudesse andar por aí, e a busca não passasse afinal de um desaire imprevisto (e estupidamente aleatório):
Low battery, please turn off.
A seguir o silêncio. Voltamos ao ponto de onde partimos.
Low battery, please turn off.
A seguir o silêncio. Voltamos ao ponto de onde partimos.
sábado, março 12, 2005
Dias com árvores

A um dos blogues mais originais da blogosfera.
(Diz a Tita que ainda vou acabar a fotografar casamentos. Eu já não digo nada. Só acho difícil é que seja o meu.)
Ladies and gentlemen, we're floating in space
...
(Já procurei, mas não encontro, uma imagem que defina o êxtase)
(Já procurei, mas não encontro, uma imagem que defina o êxtase)
terça-feira, março 01, 2005
Prosa
Não tenho maturidade para escrever prosa, por exemplo.
Começo a linha a pensar no fim da frase, do parágrafo, se necessário.
Escrevo com a cabeça cheia de assunto já: lastro que ocupa por duas ou três vezes a deslocação da mão.
Depois páro.
Olho em volta, dentro e fora.
E calha quase sempre encontrar um espelho onde pense: esta sou eu.
Vai-se a prosa.
A maturidade de pensar a longo prazo. Ter uma ideia guardada para duas páginas depois, escondê-la.
Eu não concebo mais do que a urgência de a escrever imediatamente. Ainda que o resultado seja invariavelmente uma página vazia...
Começo a linha a pensar no fim da frase, do parágrafo, se necessário.
Escrevo com a cabeça cheia de assunto já: lastro que ocupa por duas ou três vezes a deslocação da mão.
Depois páro.
Olho em volta, dentro e fora.
E calha quase sempre encontrar um espelho onde pense: esta sou eu.
Vai-se a prosa.
A maturidade de pensar a longo prazo. Ter uma ideia guardada para duas páginas depois, escondê-la.
Eu não concebo mais do que a urgência de a escrever imediatamente. Ainda que o resultado seja invariavelmente uma página vazia...
Laranja Amarga
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Influências de Beauvoir
Pensa que tomas comigo
esse punhado de homens na mão.
(Como se só a riqueza disto tratasse:
a ambição de possuir, homens, de preferência.)
Pensa que caminhávamos
ao som de milhares de corpos
e que a nossa humanidade
assim se revelava.
O corpo corrupto, o santo,
ferido, íntegro, mutilado,
quieto, ágil, o corpo
módulo de quantos corpos
possam alguma vez existir
nós.
Pensa que nada em ti é original
Se esse corpo te cabe, outro igual te antecedeu.
Teus pensamentos seguem
os homens maiores que um dia
os criaram.
Pensa: eu sou assim animal formatado
pensa: o sangue passa por mim como rio universal.
22Fev.05
esse punhado de homens na mão.
(Como se só a riqueza disto tratasse:
a ambição de possuir, homens, de preferência.)
Pensa que caminhávamos
ao som de milhares de corpos
e que a nossa humanidade
assim se revelava.
O corpo corrupto, o santo,
ferido, íntegro, mutilado,
quieto, ágil, o corpo
módulo de quantos corpos
possam alguma vez existir
nós.
Pensa que nada em ti é original
Se esse corpo te cabe, outro igual te antecedeu.
Teus pensamentos seguem
os homens maiores que um dia
os criaram.
Pensa: eu sou assim animal formatado
pensa: o sangue passa por mim como rio universal.
22Fev.05
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