quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Influências de Beauvoir

Pensa que tomas comigo
esse punhado de homens na mão.
(Como se só a riqueza disto tratasse:
a ambição de possuir, homens, de preferência.)

Pensa que caminhávamos
ao som de milhares de corpos
e que a nossa humanidade
assim se revelava.

O corpo corrupto, o santo,
ferido, íntegro, mutilado,
quieto, ágil, o corpo
módulo de quantos corpos
possam alguma vez existir
nós.

Pensa que nada em ti é original
Se esse corpo te cabe, outro igual te antecedeu.
Teus pensamentos seguem
os homens maiores que um dia
os criaram.

Pensa: eu sou assim animal formatado
pensa: o sangue passa por mim como rio universal.

22Fev.05

Corte de Cabelo



E assim se passa (parte de) uma tarde de sábado!

domingo, fevereiro 20, 2005

19 horas (à espera das!)

Um nervoso miudinho, e uma vontade de roer as unhas até quase não ter dedos.
Será isto o regresso do optimismo?

(e porque é que esta interrogação nunca nos abandona...)

sábado, fevereiro 19, 2005

Mercado Brocante



Mercado Brocante, em Sintra
19 Fev. 05

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Ervilhas e Maravilhas

"Eu também tenho um!" - assim nasce um blog.
Feitas as contas, foi há um ano que uma ervilhinha saltou para a blogosfera. E ele aqui continua, um ano volvido.
É caso para dizer: parabéns e boas "ervilhadas"!!!



Ps-se eu fosse mazinha, punha um link para isto, mas como não (?) sou... :p (Ok, não resisti!)

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Esta Voz

Durante muito tempo (ou durante todo o tempo da sua existência) este blogue foi um “outro lado”. Ou seja, uma voz “outra” de uma realidade que era a voz principal. Por isso nasceu já com a palavra “outra”, sem que isso tivesse sido imposto.

Esta “outra” era talvez a voz mais verdadeira da principal. Essa, a principal, esteve calada durante muito tempo, mostrando-se, aí sim, uma outra que não correspondia de todo à verdadeira.

De há algum tempo para cá, tudo mudou. Ou muita coisa mudou.
Esta dualidade (quase) deixou de existir. Ou foi mitigada de tal forma, que esta voz que era a outra hoje se pode assumir como a voz principal.

Não sei se este blogue ainda faz sentido, por isso. No entanto, não queria acabar algo com que tanto me identifiquei. Alturas houve em que encontrar o melhor post era talvez o objectivo máximo e mais satisfatório do meu dia.

Por estas razões, este blogue fica a pairar. Escreverei quando me apetecer, mas já sem a necessidade da urgência que o caracterizava. Essa, estarei a vivê-la (sic) de uma outra forma.

Espero que continuem a visitar-me: essa era também uma das melhores partes em relação a isto. No entanto, não se espantem se não encontrarem posts novos. Isso quer apenas dizer que eles existem em mim, mas de outra forma.
Que é uma maneira de dizer: “the truth is out there”.

segunda-feira, janeiro 31, 2005

A propos*


Deslumbrados, alguns ainda persistem na dúvida: porquê olhos para não ver nada? Olhos sensíveis, mas sensíveis a quê?... E eis que finalmente descobrem que cada um desses animais, a princípio pretensamente obscuros, emitia e projectava na sua frente, e à sua volta, a sua própria luz.

André Gide,
Os Moedeiros Falsos

*dos vários tipos de animais, que é também uma possibilidade de pensar "Tu és bicho".

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Your wish is my command!


"Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de
Mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser
assim?...

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de
mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser
assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de
mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar"


Mudar de Vida,
António Variações

domingo, janeiro 23, 2005

Um pouco mais


"Um pouco mais de sol - eu era brasa."
(Mário de Sá-Carneiro)

E não cruzar os braços enquanto não conseguir.
Da imobilidade nada surge, do movimento tudo pode surgir.

Continuo.
Ao fim de tanto tempo finalmente ganhei asas nos pés.


quarta-feira, janeiro 19, 2005

Nestes dias


Se não me amarrar ao chão, acho que levanto vôo.


Feels like




And it's such a sense of possibility!!!

segunda-feira, janeiro 17, 2005

(di)Lema


Não investir para não perder, e perder por não investir.

(Não importa: dura que nem uma pedra, continuamos).

quarta-feira, janeiro 12, 2005


Liberdade, liberdade!
(Sim, ela chega, com todo o espaço à sua frente. E eu esperei tanto tempo...)

[O estado de...]


E estar tudo tão fechado que nem o blog abre ao público.

A Gerência.

terça-feira, janeiro 11, 2005

Em dia de...


Meu aniversário começou com as aves marinhas
E os pássaros das árvores aladas esvoaçavam o meu nome
Sobre as granjas e os cavalos brancos.

Dylan Thomas

Ps-mais uma vez, o trick repete-se! :p
Parabéns!!!

domingo, janeiro 09, 2005

[Sem título]




Por pmgalhaes.


Citando: "Como à  espera do comboio na paragem do autocarro".

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Ouvido de passagem


Nestes tempos de desespero, a única coisa que realmente importa é a boca da mulher amada.

(Ao som de Sepúlveda na mão)

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Vizinhos


Não estar nem perto de ter filhos, e já ter rugas de tanto (ouvir) pensar em colégios para eles.