segunda-feira, janeiro 31, 2005
A propos*
Deslumbrados, alguns ainda persistem na dúvida: porquê olhos para não ver nada? Olhos sensíveis, mas sensíveis a quê?... E eis que finalmente descobrem que cada um desses animais, a princípio pretensamente obscuros, emitia e projectava na sua frente, e à sua volta, a sua própria luz.
André Gide,
Os Moedeiros Falsos
*dos vários tipos de animais, que é também uma possibilidade de pensar "Tu és bicho".
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Your wish is my command!
"Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de
Mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser
assim?...
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de
mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser
assim?...
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de
mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar"
Mudar de Vida,
António Variações
domingo, janeiro 23, 2005
Um pouco mais
"Um pouco mais de sol - eu era brasa."
(Mário de Sá-Carneiro)
E não cruzar os braços enquanto não conseguir.
Da imobilidade nada surge, do movimento tudo pode surgir.
Continuo.
Ao fim de tanto tempo finalmente ganhei asas nos pés.
quarta-feira, janeiro 19, 2005
segunda-feira, janeiro 17, 2005
(di)Lema
Não investir para não perder, e perder por não investir.
(Não importa: dura que nem uma pedra, continuamos).
quarta-feira, janeiro 12, 2005
terça-feira, janeiro 11, 2005
Em dia de...
Meu aniversário começou com as aves marinhas
E os pássaros das árvores aladas esvoaçavam o meu nome
Sobre as granjas e os cavalos brancos.
Dylan Thomas
Ps-mais uma vez, o trick repete-se! :p
Parabéns!!!
domingo, janeiro 09, 2005
segunda-feira, janeiro 03, 2005
Ouvido de passagem
Nestes tempos de desespero, a única coisa que realmente importa é a boca da mulher amada.
(Ao som de Sepúlveda na mão)
sexta-feira, dezembro 31, 2004
Em 2004
Subscrever isto de modo assustadoramente literal:
Balanço
O único balanço que gosto de fazer é o do atleta que prepara o lançamento. Sentir a volúpia do desequilíbrio iminente, o prazer disciplinado do movimento do corpo no espaço em volta, roçar a aresta do círculo. A sonoridade e o ritmo da palavra balanço. A descarga de energia no arremesso. E ir-me embora.
In Epicentro
quinta-feira, dezembro 30, 2004
Vizinhos
Não estar nem perto de ter filhos, e já ter rugas de tanto (ouvir) pensar em colégios para eles.
terça-feira, dezembro 28, 2004
Tropicalismo
"Tupi or not tupi, that is the question"
Tristes tropeços, trastes típicos, tristes tópicos, antigos trocadilhos. Viva a música. Viva Alice e a carne-de-sol com pirão de leite. Viva a sorte e o humor. Viva o Esporte Clube Bahia. Mais um: Viva as inúteis conquistas da linguagem. ADEUS.
Caetano Veloso
Enquanto seu lobo não vem II
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo das bombas, das bandeiras
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo das botas
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo das rosas, dos jardins
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo da lama
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo da cama
Enquanto seu lobo não vem,
Caetano Veloso
in Tropicália
Enquanto seu lobo não vem
A canção é uma arma, e os censores em regra, eram pessoas muito mal a(r)madas.
Fruto da quadra natalícia, ouço compulsivamente Caetano.
A canção "Enquano seu lobo não vem" subitamente chama-me a atenção.
Também pela letra. Mas mais pela subtileza que caracteriza as canções de Caetano, os subterfúgios da melodia de segundo plano.
Esta canção faz parte do movimento "Tropicalismo", e foi escrita na década de sessenta, já durante a ditadura militar brasileira.
Apesar disso: a meio da música, da letra lentamente subversiva, uma passagem inteira d'"A Internacional"(1).
Como é óbvio, a censura passou-lhe ao lado.
(1)É nestas alturas que nos questionamos se estamos mesmo a ouvir bem. A resposta é: sim, é Caetano. E está respondida a questão.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
Permanecer
É sempre estranha a sensação da mudança, muito embora possa ser menos ácida do que a sensação de não mudar.
Já houve momentos assim. Em que um ciclo se fechava, e com ele toda a realidade à sua volta construída. Foi inevitável.
Agora não.
Não existe o momento exacto, não existe a necessidade de precipitar tudo neste instante preciso. Podia ser qualquer outro.
Escolher. Agarrar o mais pequeno grão de pó e dizer: vais ser tu.
Ao mesmo tempo: alguma vez permanecerei? Alguma vez desejarei permanecer...
quarta-feira, dezembro 22, 2004
A day in the life of
Desportos Radicais
A rectidão de carácter é dos desportos mais radicais hoje em dia, e talvez isso explique o escasso número de praticantes.
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