sexta-feira, outubro 29, 2004

De olhar no horizonte


De olhar no horizonte

Praia Grande, Outubro 04

quinta-feira, outubro 28, 2004

Retratos


No outro dia alguém me falava sobre a (re)construção do retrato psicológico do fotógrafo. Ou seja, de como podemos, ao olhar para uma foto, apanhar traços psicológicos de quem a tirou.
De início parece estranho. Depois, um desafio.
Hoje, aconteceu-me. Ainda dentro do egocentrismo para que tenho andado virada (nota-se muito?), escolhi uma foto a pensar no que queria dizer.
Tenho um set de quase cinquenta fotos tiradas no mesmo sítio. Mais, até. Mas o que queria dizer só podia ser dito com aquela foto. E depois de as ver em slideshow, acabava por parar sempre na mesma.
Aqui fica. Não sei se vou revelar ou não, mas sabe-me bem olhar para ela.
E olhar o horizonte.

terça-feira, outubro 26, 2004

Post em branco


os posts às vezes escrevem-se e não sai nada
como se os escrevesse a uma tinta transparente que não passa do ecrã
outras parece que congelam, por exemplo
já te escrevi um poema sobre o inverno
por banalidade e desejo aqueceu-me as mãos
mas depois ficou em casa, resguardado

e ficam assim os espaços brancos
os espaços de silêncio que nenhuma palavra preenche
eu penso: "eu ainda penso, eu ainda
estou aqui, embora tente e resulte
o facto de mais ninguém dar por nada"

há dias em que nos escrevemos a nós próprios
e o segredo do existir é não ser notado

agora ando assim, não sei porquê
tudo isto se escreveu por si
até a mão atrás da letra tenta
não estar lá, não ser sequer essa mão

quinta-feira, outubro 21, 2004

Astro Rei


O sol parece ter voltado.
Como um velho, o Inverno retrai-se para um canto.
Temporariamente, é certo, mas apraz-nos pensar que este tempo já passou.
E regressem os dias de bom humor!

segunda-feira, outubro 18, 2004

Andar nas nuvens


Andar nas nuvens

E passar um fim de semana sabendo muito bem onde se tem a cabeça. Aí mesmo.

sábado, outubro 16, 2004

Post nostálgico


Il arrive, elle le voit, elle le veut
Et ses yeux font le reste
Elle s'arrange pour mettre du feu
Dans chacun de ses gestes

Elle relève ses cheveux, elle espère qu'il devine
Dans ses yeux de figurine
Il s'installe, il regarde partout
Il prépare ses phrases

D'où ils viennent et ce qu'ils se disent
C'est une histoire d'enfant
Une histoire ordinaire
On est tout simplement, simplement
Un samedi soir sur la terre


Francis Cabrel,
Samedi sor sur la terre

Descoberto numa tarde de chuva.
Blues ideal para ouvir numa tarde de chuva também.
Enfim, tout simplement un samedi soir sur la terre...

quinta-feira, outubro 14, 2004

O que estou a ouvir





...e ainda por cima a adorar!
Estarei normal?!

quarta-feira, outubro 13, 2004

Wake up and smell the coffee


Devido aos disfuncionais horários deste blog (os da blogger, então!), decidi instalar aqui uma ferramenta muito útil.
A partir de hoje, A Outra Voz passa a estar provida de uma máquina de café. Café italiano, ainda por cima! Sirvam-se!!!


MÁQUINA DE CAFÉ

É caso para dizer... wake up and smell the coffee!!!
(Ou talvez não...)

terça-feira, outubro 12, 2004

Asas


Tejados en Sotres
(Originally uploaded by balbin)

Magnífica foto dos telhados das Astúrias.
Que faz acordar em mim o desejo de viagens, e de como tanto queria poder ter asas nos pés...

Catching the train


"muita pressão sobre uma pessoa só
Juntam-se ou casam-se, são felizes. Como se não bastasse, agora engravidam."


(Inês, a páginas tantas)

Pois é, Inês, e de uma forma ou de outra, também arranjam casa própria.
O mesmo efeito, multiplicado.

sexta-feira, outubro 08, 2004

Ugly can be beautiful


Estou cansada e, neste momento, sem muita sensação de conforto físico ou psicológico.
A ambos vou deixando adiar.
Quando vinha a conduzir de manhã liguei o rádio. Choque brutal com um acordar quase sem ter tocado no sono. Após o embate inicial, uma canção que desconheço.
“Love is the only proof that the ugly can be beautiful.”
E ficou assim, a pairar no ar. Tentei pesquisar no Google, não encontro rasto da canção. Alguém conhece? Passou na Voxx.
Gostei do quente da ideia. De pensar na letra como uma abraço que alguém dá a outra pessoa. Como se dissesse: “Com o meu amor, toma também a beleza.”
E esse alguém ficasse sem dúvida mais confortável, não só com um amor, mas também com uma beleza que só a custo iria conseguir disfarçar.


Ps-já agora, alguém sabe que música é esta?

quarta-feira, outubro 06, 2004

Essa é a questão!


"All men dream, but not equally. Those who dream by night in the dusty recesses of their minds wake in the day to find that it was vanity: but the dreamers of the day are dangerous men, for they may act their dream with open eyes, to make it possible."

T. E. Lawrence,
from "The Seven Pillars of Wisdom" (e-book)


(Esperar para ver)


A inércia nunca dá bons resultados.
Especialmente quando a preenchemos.

terça-feira, outubro 05, 2004

[Excerto]


Eu queria ter um corpo
feito de chamas e vontade

sexta-feira, outubro 01, 2004

Parece que te enganaste!...


Citando:

"[dialética]

Por vezes, o difícil é explicar que nariz de porco não é tomada."


Metrografismos, a páginas tantas




[Este post (para mim incompreensível), estava mesmo a pedi-las!]


In the mood for... (II)


Fico contente...
...quando percebo que as coisas de que gosto também existem.



[Vieira da Silva: Jardins suspendus, huile sur toile, 162 x 113,5 cm, 1955, © Musée National d’Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris]

In the mood for...


Fico triste...
...quando percebo que as coisas de que eu não gosto existem.

terça-feira, setembro 28, 2004

(Sobre) Agostinho III


É nestas alturas que gostava de saber um pouco de filosofia, para perceber o significado excato destas palavras.
Por agora resta-me a impressão de um leigo.
Agostinho da Silva escreve com a luz. Nela ilumina as palavras. E tudo é tão belo e tão simples.
É daqueles autores que só pode fazer bem à alma, parece que a limpa. É só o que posso dizer. Não percebo.


segunda-feira, setembro 27, 2004

Agostinho II


"Há outra sereia mais feiticeira que Platão; sabes tu qual é? O pensamento de Platão; e esse manda-me seguir e seguir sempre, ir mais longe do que ele, se puder, explorar as paragens onde não conseguiu chegar porque uma parte do seu esforço se despendeu connosco. Que seja cada um de nós diante de Platão o que ele quis ser diante de Sócrates.

(...)

Ele atingirá plenamente o seu objectivo se criar discípulos que lhes sejam semelhantes num ponto apenas: no desejo de não quererem tornar ninguém semelhante a si próprios."

Agostinho da Silva,
Policlés
(in Parábola da Mulher de Loth)