terça-feira, março 16, 2004
Voar...
"Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz..."
Beatriz,
(Edú Lobo/Chico Buarque)
terça-feira, março 09, 2004
Mergulho
By Garrit
Sair de nós e mergulhar no silêncio.
Sair do silêncio e mergulhar em nós.
Sair de nós, em nós, no silêncio.
O mundo em nós e nós nele.
Nós aqui, como se não estivéssemos.
O mundo. O silêncio.
Liberdade, nada mais.
Espaço. Silêncio. Tempo.
Vertigem de sentir o sangue.
Flutuando pela vida, num momento suspenso.
Assim.
sexta-feira, março 05, 2004
Trilogia com mulheres ao centro
Retratos milimétricos das mulheres da primeira república. Daquelas que não quebram nem vergam, que não põem luto por quem não chora por elas ("As Cidadãs").
Depois passamos para a Revolução, a mulher independente com tantas dependências de si própria, ainda ("Betânia").
Desta vez, "A Sopa":
"É do presente que a autora parte.
Uma narrativa fracturada a descobrir. De vidas fracturadas que conhecemos mal e
que evitamos conhecer.
É de Lisboa que se trata, daquela que os guias turísticos não apresentam e
que também nós costumamos pôr entre parênteses."
É o terceiro romance de Filomena Marona Beja, autora de "As Cidadãs" e
"Betânia" (editados pela Cotovia).
Este domingo, dia 7 de Março, pelas 17h, apresentação do livro na Associação Abril em Maio (aos Anjos). Por Eduarda Dionísio, seguida de conversa com a autora.
quarta-feira, março 03, 2004
Dazkarieh
Segundo o texto que acompanha o primeiro cd da banda com o mesmo nome, “Dazkarieh” é uma 'palavra mágica de origem praticamente desconhecida. Talvez signifique o arrebatar de energias que se dá quando vários mundos, essências e influências se tocam, capaz de nos fazer fluir por momentos intimistas e outros de grande expansividade'.
Para quem não conhece, este é o caminho mais rápido para os mp3.
Depois de terem mudado quase completamente de formação, a surpresa será inevitável. Tenho mesmo curiosidade é em relação às vozes. Que vozes terão eles agora?
No Andanças, para além de uma parte do estilo musical, em vez das duas vocalistas anteriores surgiu uma nova, inesperada. Creio que também esta foi já substituída.
Após isto, e após ver tantos músicos do “core” sair (o Hugo, no violoncelo, por exemplo...) temia-se um período de crise, no mínimo. Era pena.
Inesquecível foi o concerto no Andanças (S. Pedro do Sul), em fins de Agosto. A tenda com gente aos magotes, gente fora, gente feliz, alegre, os músicos em delírio. Até que o Filipe (vocalista e etc.) sai para a rua, vamos todos também, e ficamos parados, rente ao chão, a sussurrar em coro a letra da canção...
Deixando o sonho e retomando a realidade!!!!
A notícia do novo álbum veio, felizmente, afastar as suspeitas quanto à crise na banda. Mesmo assim, é caso para dizer: e agora, Dazkarieh?
Próximo sábado, dia 6, 22h na Tenda do Chapitô, a apresentação do novo álbum. Este concerto será, sem dúvida, a prova de fogo...
Famílias
Quando olho à minha volta, são poucas as “famílias tradicionais” que vejo. O conceito “pai, casado com a mãe, e filhinhos” parece estar mesmo a desaparecer.
E se as não há, nem sempre isso é por opção. Aliás, nesta matéria, quais são as opções? Será opção não pedir um divórcio quando tudo parece correr mal? Ou viver em união de facto? Quem alguma vez estabeleceu como regra o casamento???
Mais não fosse por causa disso, choca-me quando ouço alguém defender e proclamar a dita família tradicional. Como se vai opor isso face a uma pessoa que não vive nesse conceito de “família presépio” (citando alguém querido)? Vou dizer: tu vives mal porque vives assim?
Este conceito agride-me. Da mesma forma que agride os que não estão nele. Opor modos de vida nunca me pareceu solução, nunca me pareceu correcto em nada. É daquelas coisas que, se calhar, se aprende (ou intui?) de pequenino – mesmo que não seja na tal família tradicional...
sexta-feira, fevereiro 27, 2004
O chão que pisamos
quinta-feira, fevereiro 26, 2004
Caminha e procura...
Caminha e procura, com passos
de surpresa e vertigem, o fogo
escondido. o sopro vital dos corpos,
seja ele carne ou éter, vilania,
infernal tendência ou calma...
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
quarta-feira, fevereiro 18, 2004
Imagina que há uma guerra
Depois do piropo que enviei via mail, só me resta reproduzir aqui o objecto da "paixão"!
Imagina que há uma guerra
Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém,
que nos encontramos todos
numa esquina ou
no jardim mais bonito desta cidade
para celebrar
uma guerra vazia,
para brindar aos mortos
que não morrerão
e às bombas frustadas
Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém
que a arrogância dos discursos
se redime nas espingardas caladas
e que em nosso nome
não se alimentará
um ódio que não é nosso
Escrito pelo André há um ano atrás
A poesia saiu à rua
domingo, fevereiro 15, 2004
Visionária
Há tantas formas de olhar e perceber...
Ver coisas nas palavras, construir,
tirar mundos de desertos negados.
Se eu quiser, aqui de dentro vejo a voz
que me chama e provoca a reacção.
Mas às vezes, quando acordo e a
cegueira da visão passa, fica a névoa.
Das tuas palavras o rasto frio, trilho
alheio que me exclui no caminhar.
Urge inventar a acção,
precipitar gestos nos momentos, afirmar.
Fugir da penumbra, resplandecer. Porque
quero, e o meu lugar é ser.
Não o lugar de um lugar talvez.
15-Fev.-04
What I want
"And in your own mind
You know you're lucky just to know her
And in the beginning all you wanted was to show her
But now she might leave
Grab hold her fast
Before her feet leave the floor
And she's out the door
'cause you want"
The White Stripes,
You've got her in your pocket
álbum Elephant
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Nostalgia das ondas
(Foto do Pedro.)
É impossível não sentir uma imensa nostalgia quando se olha para esta foto.
Do verão, das praias cheias.
Mas também do inverno, das praias vazias e do vento. Dos salpicos das ondas, dos passeios à beira mar na Ericeira e dos sapatos cheios de areia...
Agora parecem ser só as gaivotas a gozar deste prazer.
Eu, onda, desfeita na imensa vontade de lá estar agora também...
terça-feira, fevereiro 10, 2004
Ponto de Vista
Eu não tenho vergonha
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem subtilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes.
Leila Míccolis
Nem mais!...
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
domingo, fevereiro 08, 2004
Radioactividade
Hoje estive a arrumar a arrecadação. Por excelência, o sítio onde as coisas antigas são depositadas.
Poucas coisas há mais dolorosas. Cada vez que vejo uma caixa fechada até me arrepio, com medo do que possa estar dentro.
Até uma revista antiga pode ser cruel, na data que carrega ou na tarde de domingo que traz à memória.
Brinquedos antigos...
E os papéis escritos? Cadernos? Fotos????
Como diz a minha irmã, coisas verdadeiramente radioactivas.
Que fazer delas todas? Por vezes nada mais resta do que arranjar coragem e atirar tudo para o lixo.
É nestas alturas que me convenço que o homem, sem a memória, poderia ser bem mais feliz...
sexta-feira, fevereiro 06, 2004
Masturbação online
"(...) o Ministério da Cultura pretende realizar outras acções semelhantes, nomeadamente a des-stand-upização, com o objectivo de libertar os rapazes portugueses da mania de irem para a televisão dizerem piadas, e a desbloguização, para acabar de vez com a masturbação no nosso país."
Maria João Cruz/Nuno Costa Santos
in O Inimigo Público,
(suplemento do Público à sexta-feira)
Não podia ser mais verdade!!!
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