quarta-feira, fevereiro 25, 2004
quarta-feira, fevereiro 18, 2004
Imagina que há uma guerra
Depois do piropo que enviei via mail, só me resta reproduzir aqui o objecto da "paixão"!
Imagina que há uma guerra
Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém,
que nos encontramos todos
numa esquina ou
no jardim mais bonito desta cidade
para celebrar
uma guerra vazia,
para brindar aos mortos
que não morrerão
e às bombas frustadas
Imagina que há uma guerra
e não vai ninguém
que a arrogância dos discursos
se redime nas espingardas caladas
e que em nosso nome
não se alimentará
um ódio que não é nosso
Escrito pelo André há um ano atrás
A poesia saiu à rua
domingo, fevereiro 15, 2004
Visionária
Há tantas formas de olhar e perceber...
Ver coisas nas palavras, construir,
tirar mundos de desertos negados.
Se eu quiser, aqui de dentro vejo a voz
que me chama e provoca a reacção.
Mas às vezes, quando acordo e a
cegueira da visão passa, fica a névoa.
Das tuas palavras o rasto frio, trilho
alheio que me exclui no caminhar.
Urge inventar a acção,
precipitar gestos nos momentos, afirmar.
Fugir da penumbra, resplandecer. Porque
quero, e o meu lugar é ser.
Não o lugar de um lugar talvez.
15-Fev.-04
What I want
"And in your own mind
You know you're lucky just to know her
And in the beginning all you wanted was to show her
But now she might leave
Grab hold her fast
Before her feet leave the floor
And she's out the door
'cause you want"
The White Stripes,
You've got her in your pocket
álbum Elephant
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Nostalgia das ondas
(Foto do Pedro.)
É impossível não sentir uma imensa nostalgia quando se olha para esta foto.
Do verão, das praias cheias.
Mas também do inverno, das praias vazias e do vento. Dos salpicos das ondas, dos passeios à beira mar na Ericeira e dos sapatos cheios de areia...
Agora parecem ser só as gaivotas a gozar deste prazer.
Eu, onda, desfeita na imensa vontade de lá estar agora também...
terça-feira, fevereiro 10, 2004
Ponto de Vista
Eu não tenho vergonha
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem subtilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes.
Leila Míccolis
Nem mais!...
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
domingo, fevereiro 08, 2004
Radioactividade
Hoje estive a arrumar a arrecadação. Por excelência, o sítio onde as coisas antigas são depositadas.
Poucas coisas há mais dolorosas. Cada vez que vejo uma caixa fechada até me arrepio, com medo do que possa estar dentro.
Até uma revista antiga pode ser cruel, na data que carrega ou na tarde de domingo que traz à memória.
Brinquedos antigos...
E os papéis escritos? Cadernos? Fotos????
Como diz a minha irmã, coisas verdadeiramente radioactivas.
Que fazer delas todas? Por vezes nada mais resta do que arranjar coragem e atirar tudo para o lixo.
É nestas alturas que me convenço que o homem, sem a memória, poderia ser bem mais feliz...
sexta-feira, fevereiro 06, 2004
Masturbação online
"(...) o Ministério da Cultura pretende realizar outras acções semelhantes, nomeadamente a des-stand-upização, com o objectivo de libertar os rapazes portugueses da mania de irem para a televisão dizerem piadas, e a desbloguização, para acabar de vez com a masturbação no nosso país."
Maria João Cruz/Nuno Costa Santos
in O Inimigo Público,
(suplemento do Público à sexta-feira)
Não podia ser mais verdade!!!
quinta-feira, fevereiro 05, 2004
Is this love?
"When you are not on your pedestal you are not interesting. The next time you are ill I will go away at once."
Oscar Wilde,
De Profundis
Glosas
Será isto o amor? É belo e doloroso, é cruel e no entanto toca...
Quando não estás no teu pedestal não me dizes nada, não passas de mais um no meio da multidão, talvez. Porque só me fascinas pelo que és, o brilho que transportas à tua volta. Quando estás na sombra só me apetece partir, para não ver a imagem em que te tornaste, a falta de tudo o que te faz inteiro e precioso.
Não é isto o amor puro? Móbil do que amo a arte em ti. Tu, feito de perfeição, em mim reflectida pelo amor que tenho por ti.
(O mote está dado. A provocação também. Now it's up to you!)
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
quinta-feira, janeiro 29, 2004
Diving in De Profundis
"To be entirely free, and at the same time entirely dominated by law, is the eternal paradox of human life that we realize at every moment: and this, I often think, is the only explanation possible of your nature, if indeed for the profound and terrible mystery of a human soul there is any explanation at all, except one that makes the mystery all the more marvelous still."
Oscar Wilde,
De Profundis
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Fim de transmissão
É preciso que alguém tenha um ataque cardíaco em directo para que outros se apercebam de que afinal a morte existe.
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