terça-feira, março 27, 2012

Arte Photographica

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© Dulce Fernandes/Público


(...)Partilhei com o Xana outro projecto, que apadrinhei. Queria fotografar as nuvens do céu de Lisboa. Parceu-me uma ideia esplêndida. Sempre gostei das nuvens que correm pelo céu desta cidade, especialmente na primavera e no outono. E, além disso, fez-me pensar em Ruskin e Hopkins, que descreviam a luz e as nuvens. O Xana encontrou um pequeno editor e fez uns postais com essas fotografias. Pedi-lhe uma para a capa de um livro meu que estava para sair em Itália. Era Il Signor Pirandello è desiderato al Telefono (Chamam ao Telefone o Sr. Pirandello).
O livro saiu na Feltrinelli com a fotografia a cores na capa. Na badana está escrito: Alexandre Delgado O`Neill,Nuvola.
É o que o Xana me deixou. Tenho muitas saudades dele.

Antonio Tabucchi, Alexandre Delgado O´Neill, Fotografias, ed. Contexto
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Retirado daqui e não resisti a replicar.
Pensei, quando vi a foto, # subsísdios para a teoria do Retrato de olhos fechados.

[to bear in mind]

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Não se apaixonem por vocês próprios. Tivemos um tempo porreiro aqui, mas o que importa é o dia seguinte, quando tivermos de voltar às vidas normais. Ter-se-á provocado alguma transformação? O que queremos?

Transplantado de outro sítio, com ecos de Nova Iorque, e assenta que nem uma luva aqui. E dos meus primeiros pensamentos iniciais, believe me. Noutros tempos foram outros, agora à falta, estes.
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segunda-feira, março 26, 2012

05:39 a.m.

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E todos os galos do universo cantavam a plenos pulmões...
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Mais um...

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Morreu Tabucchi, o escritor italiano que escolheu Portugal

Piano, piano, o blogue vai parecendo um obituário... :(

E ainda me lembro quando as páginas do "Piccoli equivoci senza importanza", o conto de Lisboa, como na altura lhe chamei, foram pelo correio até Berlim, como quem convida para uma visita. E resultou... :)
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quinta-feira, março 22, 2012

RIP


"Eu abandono Roma
Os camponeses abandonam a terra
As andorinhas abandonam a minha aldeia
Os fiéis abandonam as igrejas
Os moleiros abandonam os moinhos
Os montanheses abandonam os montes
A graça de Deus abandona os homens
Alguém abandona tudo
"

Tonino Guerra,
O Livro das Igrejas Abandonadas


Uma repescagem daqui.
Corriam os idos de 2004, Maio.
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quarta-feira, março 21, 2012

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Meu pai escrevia livros académicos. Sempre invejara a liberdade de romancista que eu tinha para escrever como quisesse, directamente da minha cabeça para a página, sem ficar confinado por todo o tipo de busca e pesquisa prévia, sem me achar oprimido pela obrigação de me familiarizar com toda a informação existente naquele campo, sem me sentir atrelado ao jugo de comparar fontes, fornecer provas, verificar citações e instalar notas de rodapé: livre como um passarinho. Você tem vontade de escrever “Shmuel ama Tsila”? Simplesmente siga adiante e escreva. Quer escrever “mas Tsila ama Gilbert”? Vá em frente. Deseja acrescentar “no entanto, Shmuel e Gilbert amam um ao outro”? Quem pode desmenti-lo? Quem pode aparecer e desafiá-lo com informações contraditórias ou com fontes que você talvez não tenha consultado?
Eu, por outro lado, nutria certa inveja de meu pai. A cada vez que ele se sentava para trabalhar num ensaio académico, sua mesa ficava tomada, de ponta a ponta, por livros abertos, separatas, referências, léxicos, uma bateria de artilharia de apoio. Ele jamais tinha que se sentar, como eu faço, e encarar uma única e zombeteira página em branco no meio de uma mesa árida, como uma cratera na face da lua.

Amós Oz, E a história começa. Tradução de Adriana Lisboa.


[do síto do costume, claro está]

segunda-feira, março 19, 2012

:)


:), originally uploaded by A Outra Voz.

aka day saver. again and again. :D

sábado, março 17, 2012

[a seguir]

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A prova de que não interessa nada é todo o vazio que fica depois de.
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sexta-feira, março 16, 2012

Please

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Farta de jogos e afins. No fundo, no fundo, eu só quero alcançar a reforma (por sinónimo de retiro) e em paz. Allow me.
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quinta-feira, março 15, 2012

[ ]

Quando finalmente se aprende a escrever sem hesitações já não se tem nada para dizer: nada que valha a pena.

Augusto Monterroso, Viaje al centro de la fábula (excertos).
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Do sítio do costume, pois claro.
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segunda-feira, março 12, 2012

:D

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Dichter wider Willen

[Hermann Broch] Termina a sua vida nos Estados Unidos. Não possuindo qualquer diploma universitário, não pode assegurar um lugar de professor e vai sobrevivendo dando aulas e conferências. Nomeado "poeta residente" no Saybrook College de Yale, ri dessa antífrase: um poeta não reside em lugar nenhum. Quando Hannah Arendt [p.111] escreve dele que é "um escritor apesar de si próprio", ele interroga-se se existirão outros diferentes. (...)

Mortes imaginárias, de Michel Schneider, tradução de Bénédicte Houart, Cotovia


...(No blogue do costume.)

sábado, março 10, 2012

de Orly

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Vai meu irmão
Pegue esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão...

Pede perdão pela duração
Dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pr'os da pesada
Diz que eu vou levando...

Vê como é que anda
Aquela vida à tôa
E se puder me manda
Uma notícia boa...
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quarta-feira, março 07, 2012

[por exemplo]

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como brincar aos paises. sim city ou assim.
[sem espacos vazios]
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[embora no caso so uma, mas ha mais por ai]

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living in a fishbowl
we're just two lost souls
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domingo, março 04, 2012

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^.^
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sexta-feira, março 02, 2012

Para memória futura

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No fundo, é como eu dizia aos meus alunos: saber o que está certo não garante que seja sempre isso a acontecer, mas permite-nos o sentido crítico suficiente para identificar e poder criticar quando isso não acontece.
To bear in mind.
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quinta-feira, março 01, 2012

[post-it]

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E podia vir assim, em jeito de bilhetinho, a avisar:
"Ainda isto é só o começo!"
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